São Paulo

Dados Cimáticos

Mais previsões: Meteorologia 25 dias

IA tem melhorado eficiência de queima de combustível em carros

Além do piloto automático, a inteligência artificial também já atua como um motorista silencioso nos veículos, tornando-os mais seguros A inteligência artificial (IA) deixou de ser vista apenas como o futuro para se tornar uma realidade palpável no mundo automotivo. Longe dos holofotes dos carros totalmente autônomos, a IA atua nos bastidores, otimizando o desempenho e a segurança de veículos que já circulam nas ruas. Essa presença discreta, mas poderosa, está em sistemas de controle eletrônico que ajustam a mistura de combustível do motor, garantindo uma queima mais eficiente, ou em sistemas multimídia que respondem a comandos de voz, personalizando a experiência do condutor. O grande salto, porém, está nos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS). A avaliação é do professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, Cleber Willian Gomes. Segundo ele, esses sistemas, que se tornam cada vez mais comuns, usam uma combinação de câmeras, radares e sensores para identificar riscos, desde a presença de pedestres até a iminência de uma colisão. A IA consegue até mesmo ler as faixas da estrada e detectar sinais de fadiga do motorista, intervindo para evitar acidentes. “A IA é um elemento chave para tornar o veículo mais inteligente, adaptativo e seguro”, diz Gomes. A democratização dessa tecnologia é um processo em andamento na visão do professor. Montadoras usam plataformas comuns para diferentes modelos, o que barateia a produção e permite que os algoritmos de IA sejam aplicados em larga escala. “A legislação de segurança tem um papel crucial, tornando a tecnologia obrigatória e impulsionando o mercado”, comenta o professor da FEI. A otimização proporcionada pela inteligência artificial também se torna um diferencial competitivo, impactando a decisão de compra dos consumidores. O professor da FEI também indica que a IA atua na manutenção dos veículos. Os diagnósticos baseados em inteligência artificial são altamente confiáveis e funcionam como um complemento valioso para a experiência humana. “A IA pode até prever o melhor momento para a troca de peças como filtros e lubrificantes e outros componentes, evitando trocas desnecessárias e gerando economia para o motorista e menor impacto ambiental”, afirma. Ainda para o professor da FEI, nesse contexto de mobilidade urbana, a IA também é a chave para a criação de “cidades mais inteligentes”, onde os veículos poderiam se comunicar com toda a infraestrutura. “Nesta condição poderíamos ter veículos trafegando a 120 km/h a uma distância de 5 metros, por exemplo, e ainda assim de forma segura. Imagine o quanto poderia ser economizado de recursos de investimentos em novas vias públicas, no menor tempo de trajeto e principalmente quantas vidas poderiam ser salvas”, pontua o professor. Ele acredita que, apesar dos desafios regulatórios e técnicos, a IA é a oportunidade definitiva para um trânsito mais seguro, confortável e econômico para todos.

Associadas à Abeifa projetam fechar 2025 com 130 mil unidades importadas

 As dez marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 12.511 unidades, anotaram em outubro último alta em suas vendas de 2,8% ante setembro, quando foram comercializadas 12.167 unidades. Comparado a outubro de 2024, o aumento é de 26,6%: 12.511 unidades contra 9.880 veículos. No acumulado de 2025, veículos importados mais as unidades aqui produzidas, a Abeifa soma agora 108.255 unidades, 32% mais em relação ao ano passado, quando foram emplacadas 81.988 unidades. Os dados de emplacamento de veículos eletrificados no período de janeiro a outubro continuam expressivos: os 100.749 veículos eletrificados Da Abeifa respondem por 46% do mercado interno total de 219.032 unidades emplacadas.    Para o presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, “nossas associadas devem fechar o ano de 2025 com volume superior a 130 mil unidades importadas, o que representará um crescimento expressivo de 24% sobre as 104,7 mil unidades do ano passado. E certamente vão superar nossas expectativas do início do ano, quando indicávamos que o total anual chegaria a 120 mil unidades”. Na avaliação de Godoy, juros elevados e restrição de crédito são fatores inibidores no varejo automotivo brasileiro, “mas as marcas importadas estão se comportando muito bem, resilientes, à espera de dias melhores em 2026, quando as autoridades monetárias já sinalizam revisões da Selic para baixo, como correu neste início de semana”. Em outubro último, com 12.511 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a participação das associadas à Abeifa foi de 5% do mercado total de autos e comerciais leves (247.877 unidades). As 108.255 unidades emplacadas nos primeiros dez meses do ano mantiveram marketshare de 5,3% do total de 2.054.956 unidades do mercado interno brasileiro de automóveis e comerciais leves.

Bright Consulting lança novo módulo de previsões de produção automotiva até 2032

A Bright Consulting acaba de ampliar sua plataforma AutoDash com o lançamento do Production Cycle Plan, um novo módulo que oferece previsões detalhadas de produção automotiva por montadora, modelo e powertrain, com horizonte até 2032. Desenvolvido para montadoras, sistemistas e fornecedores de autopeças, o módulo entrega inteligência preditiva que conecta as projeções de vendas e produção, permitindo planejar capacidade, investimentos e cadeia de suprimentos com precisão. “Os principais diferenciais do módulo são as previsões de curto e médio prazos, a integração regional com Argentina, Chile, Colômbia e Peru, e a sinergia entre vendas e produção”, destaca Murilo Briganti, COO da Bright Consulting. Com a previsão de quase 20 novos lançamentos até 2027 — incluindo 5 picapes e 15 SUVs/crossovers — o Production Cycle Plan reflete o ritmo real do mercado e as transformações da indústria automotiva sul-americana. Destaques do móduloPrevisões até 2032, com cenários de curto e médio prazo.Integração de vendas locais e regionais com produção, conectando demanda e capacidade produtiva.Alta granularidade: dados por montadora, modelo, powertrain e planta.Ideal para planejamento de produção e investimentos.

Alto de Pinheiros tem a gasolina e o etanol mais caros de São Paulo

Diferença de valores entre bairros de São Paulo pode passar de 20% Abastecer o carro em São Paulo pode sair bem mais caro — ou mais barato — dependendo do bairro. Um levantamento da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revelou que o preço dos combustíveis na capital paulista varia mais de 20% entre os distritos, considerando gasolina comum, etanol hidratado e diesel S-10. Em setembro de 2025, o preço médio da gasolina comum na capital paulista foi de R$ 6,13 por litro, registrando alta de 1,9% em relação a agosto e de 3,7% no acumulado de 12 meses. A diferença entre os distritos com maior e menor preço médio alcançou 20,1%, o equivalente a R$ 1,12 por litro — ou cerca de R$ 56 de diferença no abastecimento de um tanque de 55 litros. Os distritos com gasolina mais cara foram Alto de Pinheiros (+9,5%), Morumbi (+7,4%), Jardim Paulista (+6,3%), Água Rasa (+5,2%) e São Rafael (+5,0%). Já os distritos com gasolina mais barata foram Sé (-8,9%), Jaguara (-5,7%), Pari (-5,4%), Raposo Tavares (-5,2%) e Freguesia do Ó (-4,1%). O etanol hidratado registrou preço médio de R$ 4,17 por litro em setembro, com aumento de 3,7% no mês e 6,9% em 12 meses. A diferença entre os distritos com os preços mais altos e mais baixos foi de 20,8%, o que representa R$ 0,82 por litro ou R$ 44,90 por tanque de 55 litros. Os distritos que apresentaram maior valor do etanol foram Alto de Pinheiros (+13,9%), Jardim Paulista (+12,7%), Morumbi (+10,7%), São Rafael (+6,6%) e Perdizes (+6,5%). Enquanto Brasilândia (-5,8%), República (-5,7%), Pari (-5,5%), Freguesia do Ó (-5,4%) e Cidade Dutra (-5,2%) tiveram o etanol mais barato. O preço médio do diesel S-10 foi de R$ 6,20 por litro, com leve alta de 0,2% sobre agosto e incremento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2024. A diferença entre distritos chegou a 27,9%, equivalente a R$ 1,53 por litro ou cerca de R$ 230 no abastecimento de 150 litros. Os distritos com diesel mais elevado foram Brasilândia (+13,3%), Morumbi (+12,2%), Vila Mariana (+10,1%), Santa Cecília (+8,9%) e Pinheiros (+8,8%). Os distritos onde o diesel foi comercializado mais barato foram Tucuruvi (-11,4%), Pari (-9,1%), Parelheiros (-8,1%), Jardim Ângela (-7,5%) e Jardim Paulista (-7,2%). Segundo a Fipe, os preços dos combustíveis variam conforme o custo dos imóveis, perfil dos consumidores e concorrência local. Nos bairros de renda mais alta, como Morumbi, Alto de Pinheiros e Jardim Paulista, o público tende a ser menos sensível a preço e os postos têm custos operacionais mais elevados — o que encarece o litro. Nas regiões centrais e periféricas, com maior número de postos e clientela mais popular, os preços caem por causa da concorrência e da busca por volume de vendas. No caso do diesel, áreas ligadas a rotas logísticas e transporte comercial, como Tucuruvi e Parelheiros, costumam praticar valores menores para atrair caminhoneiros e motoristas de frota. Os dados fazem parte da mais recente edição do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A iniciativa integra o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade desde fevereiro de 2023.

 UNICA defende início imediato da transição com combustíveis sustentáveis na COP30

Entidade reforça que soluções já comprovadas como mistura obrigatória, SAF e rotas para o setor marítimo são essenciais para entregar resultados rápidos e cumprir as metas globais de renováveis até 2030. Na COP30, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) sustenta que a transição energética global precisa sair do discurso e entrar na fase de execução imediata, começando pelo que já está disponível em escala competitiva. A entidade defende que os sustainable fuels — em especial os biocombustíveis — são o caminho prático e comprovado para reduzir emissões no curto prazo e viabilizar o cumprimento das metas do Global Stocktake, que prevê triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030. Ao longo das negociações em Belém, ganha força a agenda de transitioning away from fossil fuels — a transição organizada para longe dos combustíveis fósseis. Nesse debate, o Belém 4X Pledge on Sustainable Fuels (Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis) se consolida como uma verdadeira plataforma de implementação, oferecendo diretrizes para políticas públicas integradas, mobilização de investimentos e expansão de rotas tecnológicas maduras. Entre essas rotas estão os mandatos de mistura (blending), o Sustainable Aviation Fuel (SAF), os biocombustíveis para o setor marítimo e soluções de economia circular, capazes de ampliar eficiência e impacto climático positivo já no curto prazo. A entidade defende que a transição deve começar agora com o que está pronto, seguro e escalável. “A COP30 marca uma mudança de fase. O clima não pode esperar por soluções que ainda dependem de décadas de maturação. O mundo precisa, agora, daquilo que já entrega redução de emissões em escala e é exatamente isso que os biocombustíveis oferecem. O etanol brasileiro é uma das rotas mais eficientes e acessíveis de descarbonização disponíveis hoje”, afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA. Gussi ressalta que o Brasil reúne condições únicas para liderar essa agenda ao combinar produtividade agrícola, inovação tecnológica e governança socioambiental robusta. “O Brasil possui políticas públicas consolidadas, auditorias independentes, rastreabilidade total da cadeia e salvaguardas socioambientais reconhecidas internacionalmente. É uma base sólida que garante produção sustentável, amplia competitividade e inspira outros países a avançarem na transição energética. Temos capacidade real de contribuir de forma decisiva para as metas do Acordo de Paris”, conclui.

Outubro marca melhor desempenho do ano para fabricantes de motocicletas

Polo de Manaus registra melhor mês do ano e desempenho acumulado histórico em 14 anos A indústria de motocicletas fechou outubro com o melhor desempenho de produção do ano. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 188.820 unidades saíram das linhas de montagem do Polo Industrial de Manaus (PIM). O volume representa alta de 21,8% em relação ao mesmo mês de 2024 e crescimento de 11,6% na comparação com setembro, se caracterizando, também, como o melhor outubro desde 2011. No acumulado de 2025, a produção somou 1.684.989 motocicletas, o que representa crescimento de 14% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado dos últimos 14 anos. “Além de investir continuamente em novas tecnologias e no desenvolvimento de novos produtos, as associadas da Abraciclo vêm mantendo um ritmo consistente e acelerado de produção para atender ao expressivo crescimento da demanda. A motocicleta está cada vez mais presente em todas as regiões do país, consolidando-se como um meio de transporte essencial para a mobilidade urbana e um importante vetor da economia brasileira”, destaca o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.  Produção por categoria          Em outubro, a categoria Street liderou a produção, com 94.322 unidades, o que corresponde a 50% do total fabricado. Na sequência, veio a Trail (com 21,3% de participação), seguida pela Motoneta (com 13,2%).         Confira, a seguir, os comparativos com os resultados do mês anterior e do mesmo período de 2024: As três primeiras posições foram mantidas no levantamento de janeiro a outubro: Street (com 50,5% do total fabricado), Trail (com 21% de participação) e Motoneta (com 13,6%). No ranking mensal de produção por cilindrada, os modelos de baixa cilindrada mantiveram a liderança, com 145.066 unidades, o que representa 76,8% do total. Em segundo lugar ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 37.818 unidades (20%), seguidas pelas de alta cilindrada, que somaram 5.936 unidades (3,2%) da produção de outubro. Varejo As vendas no varejo registraram o melhor resultado da série histórica, tanto para o mês de outubro quanto para o acumulado dos dez primeiros meses do ano. No período, foram licenciadas 209.790 motocicletas, um crescimento de 25,8% em relação a outubro de 2024 e de 1,9% na comparação com setembro. Com 23 dias úteis, a média diária de emplacamentos foi de 9.121 unidades. De janeiro a outubro, o varejo totalizou 1.823.981 motocicletas vendidas, volume 15,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Exportações Em outubro, as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) exportaram 5.568 motocicletas, resultado que representa um crescimento de 87,9% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 5,9% na comparação com setembro. No acumulado do ano, as exportações somaram 35.058 unidades, apresentando alta de 30,7% em comparação com o mesmo período de 2024.

O Brasil 2040 que já começa agora

Estudo da LCA Consultores aponta que o país tem tudo para liderar a transição energética global — se transformar sua vantagem natural em estratégia industrial Da Redação Movenews O futuro do Brasil não está mais em disputa. Está em construção — silenciosa, complexa e cheia de oportunidades. O estudo “Desafios Estruturantes do Brasil”, elaborado pela LCA Consultores a pedido do Instituto MBCBrasil, traça o que o país precisa enfrentar até 2040 para garantir crescimento sustentável, produtividade e competitividade global. E há uma conclusão central: a descarbonização não é apenas uma pauta ambiental; é o novo motor da economia brasileira. O ponto de partida: uma frota que ainda respira combustíveis fósseis A frota brasileira é um retrato do passado convivendo com o futuro. Mais de 80% dos veículos que circulam no país ainda dependem de combustíveis fósseis, segundo dados setoriais compilados pela LCA. A transição para tecnologias mais limpas vem ocorrendo, mas de maneira desigual: enquanto o mundo acelera na eletrificação total, o Brasil aposta em soluções híbridas e biocombustíveis como caminho de menor ruptura e maior eficiência. Nos próximos 15 anos, a eletrificação pura deverá crescer em segmentos específicos — frotas corporativas, veículos urbanos e leves premium —, mas a grande transformação virá da hibridização flex. O motor híbrido movido a etanol é o símbolo de uma estratégia genuinamente nacional: aproveitar a matriz limpa e a inteligência energética para descarbonizar sem desindustrializar. O estudo lembra que o transporte responde por 47% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor energético brasileiro, e que a eficiência da frota e o uso de biocombustíveis serão decisivos para reduzir essas emissões em até 40% até 2040. A vantagem que o mundo esquece: energia verde em abundância Segundo a LCA, 83% da matriz elétrica brasileira é de origem renovável, contra uma média global inferior a 30%. Essa vantagem estrutural coloca o país em posição estratégica na transição energética mundial. O Brasil já ocupa o 3º lugar em capacidade hidrelétrica instalada e cresce rapidamente em energia solar e eólica, que juntas devem responder por 22% da geração total até 2030. A LCA destaca que o desafio brasileiro não está na geração de energia limpa, mas em integrar essa matriz à nova economia industrial, transformando-a em diferencial produtivo. Com planejamento e coordenação, o Brasil pode tornar-se exportador líquido de energia verde e referência global em hidrogênio verde, biometano e biocombustíveis avançados — reduzindo significativamente as emissões de GEE e agregando valor às exportações industriais. A nova frota brasileira: híbrida, bioelétrica e conectada O horizonte até 2040 indica uma transformação gradual e estratégica da frota nacional. A hibridização flex tende a dominar o mercado interno, sustentada por uma cadeia automotiva que incorpora o etanol e o biometano como fontes de energia limpa. A infraestrutura de recarga elétrica também deve se expandir, com apoio de políticas regionais e investimento privado. Hoje, a participação dos veículos elétricos e híbridos na frota total ainda é inferior a 2%, mas vem crescendo acima de 35% ao ano, segundo dados compilados pela LCA a partir de fontes da EPE e ANFAVEA. Essa transição, avalia o estudo, é mais realista e menos custosa do que uma substituição abrupta da frota, garantindo redução progressiva das emissões sem perda de competitividade. A indústria que se regenera A LCA aponta que o Brasil precisa elevar a taxa de investimento de 17% para 22% do PIB até o fim da década para sustentar um crescimento de 3% ao ano até 2040. A nova industrialização deve nascer da convergência entre inovação, energia limpa e produtividade — pilares de um modelo econômico que une tecnologia e sustentabilidade. A agência ressalta que o país tem condições de se tornar hub de inovação verde na América Latina, com destaque para setores como mobilidade elétrica, agritechs, semicondutores, biotecnologia e economia circular. Essa virada exige políticas de Estado — não de governo — e uma visão estratégica de longo prazo para integrar infraestrutura, pesquisa e cadeia produtiva. A economia verde não é custo — é lucro O estudo estima que o Brasil pode atrair até US$ 200 bilhões em investimentos verdes até 2040, desde que mantenha equilíbrio fiscal, segurança regulatória e previsibilidade institucional. A LCA trata a agenda ESG como vetor econômico e não moral, capaz de gerar aumento da produtividade total dos fatores e reduzir emissões de GEE de forma estrutural. Regiões como o Nordeste, com sua vocação para energia solar e eólica, e o Centro-Sul, impulsionado pela bioenergia e pela indústria automotiva, serão polos de geração de riqueza e inovação. De acordo com o estudo, cada dólar investido em descarbonização pode gerar até US$ 7 em retorno econômico indireto, entre empregos, exportações e eficiência energética. O futuro do Brasil será decidido agora O relatório da LCA é claro: o Brasil reúne todas as condições naturais e técnicas para ser uma potência verde, mas a falta de coordenação e visão de longo prazo ameaça desperdiçar a oportunidade histórica. As reformas estruturais — tributária, administrativa e regulatória — continuam sendo fundamentais para criar um ambiente de negócios competitivo e previsível. Até 2040, o país precisará escolher entre seguir exportando matérias-primas ou vender soluções tecnológicas, energia limpa e inovação industrial. A travessia depende de liderança política e capacidade institucional para sustentar políticas públicas consistentes. A energia já está aqui; falta direção. O país que decide regenerar O Brasil de 2040 pode ser uma potência regenerativa — um país que cresce produzindo e despoluindo, que inova sem destruir, que transforma energia limpa em capital social e industrial. Mas isso exige uma escolha agora, em 2025: seguir disputando o passado ou planejar o futuro. O desafio é político, produtivo e humano. O Movenews seguirá acompanhando essa travessia — porque o futuro do Brasil, definitivamente, já começou. Brasil em Números – LCA 2040 Os 5 principais pontos do estudo “Desafios Estruturantes do Brasil” (LCA / Instituto MBCBrasil) O Brasil cresce, em média, apenas 1,7% ao ano desde 1980, e precisa dobrar esse ritmo até 2040 para reduzir desigualdades e sustentar o desenvolvimento. A LCA destaca

Academia IQA lança desafio fotográfico sobre Qualidade Automotiva

A Academia IQA anunciou o lançamento de sua campanha do Mês da Qualidade 2025, que traz como tema “Pense diferente!”. A ação propõe um desafio inédito: incentivar profissionais, estudantes e apaixonados pelo setor automotivo a expressarem, por meio da fotografia, o que representa Qualidade Automotiva em sua visão. Com o mote “Mostre a Qualidade Automotiva em um Clique!”, a campanha busca estimular o olhar criativo e provocar reflexões sobre o conceito de qualidade, indo além de padrões técnicos e convidando à interpretação pessoal e artística do tema. Para participar, basta preencher o formulário de inscrição e enviar uma foto autoral para marketing@iqa.org.br até o dia 10 de novembro. As imagens devem ser originais — não serão aceitas fotos retiradas da internet, montagens ou criações feitas com inteligência artificial. Os participantes também precisam seguir a Academia IQA no Instagram e no LinkedIn. Além da oportunidade de ter sua foto divulgada, todos os inscritos concorrem a brindes exclusivos IQA. As três imagens vencedoras receberão kits IQA e um treinamento gratuito de até 16 horas, reforçando o compromisso da instituição com a disseminação do conhecimento e da cultura da qualidade no setor automotivo. O processo de votação será dividido em duas etapas: uma fase interna, que ocorrerá de 11 a 14 de novembro, e uma votação pública no Instagram, entre 17 e 21 de novembro. Com essa iniciativa, o IQA reafirma seu papel de referência na promoção da qualidade automotiva, valorizando a criatividade e o protagonismo dos profissionais do setor.  Participe e mostre o seu olhar sobre a Qualidade Automotiva!

Mercado automotivo brasileiro deve encerrar o ano melhor que em 2024

Análise destaca crescimento das exportações O setor automotivo deve fechar 2025 com resultados melhores do que no ano anterior. A conclusão vem da nova edição da Análise Setorial, elaborada pelo Data OLX Autos, fonte de inteligência automotiva do Grupo OLX, que consolidou dados e indicadores do segmento no terceiro trimestre. Segundo o estudo, as vendas de carros novos acumuladas em 12 meses a contar de setembro cresceram 6,1% e a produção cresceu 8,9%. O desempenho indica que, caso as vendas e a produção do último trimestre se mantenham nos patamares de 2024, devem superar as projeções das entidades de classe (Fenauto e Anfavea). O segmento de carros usados também deve ter um bom resultado em 2024 e atingir a previsão feita pela Fenauto. Mercado externo em destaque Segundo o estudo, após um ano e meio de saldos negativos no comércio de veículos de passageiros com outros países, voltamos a ter superávit no resultado acumulado em 12 meses em agosto e setembro deste ano. A principal explicação para a reversão do déficit é o elevado crescimento das vendas para a Argentina. “Os dados consolidados pelo relatório do Data OLX Autos mostram um setor resiliente, a despeito dos desafios impostos pelas altas taxas de juros, que afetaram negativamente o mercado de crédito para aquisição de automóveis”, afirma Flávio Passos, VP de Autos do Grupo OLX. Conjuntura macroeconômica Após quase seis meses do início da guerra comercial no cenário global, o setor automobilístico brasileiro não foi significativamente afetado. Internamente, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,9% no primeiro trimestre e 2,2% no segundo e deve fechar o ano com um aumento de 2,2%. Em setembro, a inflação medida pelo IPCA desacelerou em relação a junho. No setor automotivo, o Programa Carro Sustentável influenciou na queda da inflação de veículos novos. Já a inflação de carros usados permaneceu relativamente estável, com 1,44% em setembro. Os juros para financiamento de veículos se encontram em patamares superiores ao do ano passado, apesar de quedas recentes nas taxas para pessoas físicas e jurídicas. Isto se relaciona principalmente ao valor da Selic, em 15% desde setembro de 2024. A concessão de crédito real para a compra de automóveis começou a apresentar redução em março para pessoas físicas e em fevereiro para jurídicas. No comparativo com dezembro de 2024, houve recuo de 2,5% e 6,5% em agosto para os dois perfis, respectivamente. Os financiamentos de automóveis e comerciais leves concedidos de janeiro a setembro de 2025 caíram 2,1% em comparação ao mesmo período de 2024. Por outro lado, os financiamentos de veículos novos subiram 2,7%, enquanto os de veículos usados caíram 3,2%. Elaborado pelo Data OLX Autos, a Análise Setorial reúne dados e traz um panorama sobre o mercado automotivo no Brasil, abordando temas como produção, vendas, importações, exportações, concessão de crédito e cenário macroeconômico, oferecendo uma visão estratégica e atualizada do setor. O relatório completo pode ser encontrado na landing page do Data OLX Autos: Link

Vendas de automóveis e comerciais leves fecham o mês de outubro com crescimento de 7%

Por: Marcelo Cavalcante de Lima O setor de automóveis e comerciais leves fechou o mês de outubro com 247.766 unidades, anotando um crescimento de 7,09% em relação a setembro, quando comparamos com o mesmo período de 2024 às vendas recuam 0,85%. A interrupção parcial na produção da Toyota em função do vendaval da unidade de Porto Feliz afetou o desempenho de outubro, podemos pôr na conta dessa indisponibilidade de estoque entre 6 mil a 7 mil unidades que deixaram de serem entregues, destacando que a produção plena só deve retornar no mês de janeiro de 2026. O setor encerrou o primeiro semestre com um crescimento de 5,05%, nos 4 meses do segundo semestre o mercado ficou estável em relação ao ano anterior. No acumulado do ano já foram vendidas 2.055.204 unidades, esse volume representa um crescimento ante o ano anterior de 2,76%, quando comparamos com o ciclo pré pandemia o setor recua 5,56%. As vendas de veículos de novas energias fecharam outubro com 27.740 unidades vendidas, anotando um crescimento de 2,29% ante o mês anterior. No acumulado do ano já foram vendidos 219.303 veículos, anotando um crescimento de 58,32% em comparação com o ano anterior. Esse segmento também foi afetado pela indisponibilidade de estoque dos modelos nacionais híbridos puros da Toyota. Os veículos 100% elétricos encerraram outubro com 7.901 unidades, no acumulado do ano já foram entregues 61.062 veículos, registrando um crescimento de 17,91%. Os modelos tipo PHEV lideram as vendas do mês com 9.262 unidades, no acumulado já foram emplacados 75.226 veículos, anotando um crescimento de 34,30%. Os híbridos puros tipo HEV registram queda nas vendas de outubro ante o mês de setembro de 20,47%, parcialmente justificado pela indisponibilidade de estoque da Toyota. No acumulado do ano já foram entregues 27.497 unidades, anotando um crescimento de 14,05%. Estamos considerando nessa categoria os modelos com tecnologia REEV (elétrico com extensor de autonomia). Os Híbridos Leves encerram outubro com 6.508 unidades, no acumulado do ano já foram vendidos 52.202 veículos, anotando um crescimento de 276%. Outras análises serão feitas no artigo específico do segmento de eletrificados. A modalidade de vendas do varejo fechou o acumulado do ano com 1.011.162 unidades, anotando uma participação de 49,20%, o volume total do varejo recua 2,77%. A modalidade de vendas diretas (atacado) fechou o acumulado até outubro com 1.044.042 unidades, registrando uma participação de 50,80%, o volume das vendas diretas anotou um crescimento de 8,76%. RELATOS LINHA DE FRETE Mesmo diante de um cenário com retração a rede está otimista para o último bimestre do ano, obviamente todos tem preocupação com a possibilidade da interrupção da produção pela Nova Crise dos semicondutores, mas essa é uma variável que a rede não tem como interferir. O Sr. André Scinocca Operador do Grupo Dahruj das marcas BYD e Nissan pontua que em novembro haverá grande disponibilidade de estoque da BYD que deve aproveitar desse vantagem para realizar uma grande campanha de vendas na Black Friday. No setor de usados ele informa que o Grupo bateu recordes de vendas em outubro, veículos entre R$70 mil a R$100, representaram 55% das vendas. O Sr. Eloi Carvalho Rocha Diretor Operacional do Grupo Navesa, reportou na Ford os objetivos da marca foram atingidos em seu Grupo, destaca que o resultado seria ainda melhor se não fosse a indisponibilidade de alguns modelos como a Ford Bronco, onde a demanda foi maior que a oferta. Pontua também o excelente resultado nas vendas da Ford/Ranger. O Sr. Jerdean Barbosa Gerente de Pós Vendas da Marca BMW no Grupo Barigui reportou que foram atingidos os objetivos de vendas em outubro, consolidando o bom momento da marca no Brasil. O Sr. DAVIDSON MORAIS Diretor de Vendas da Plataforma Auto Avaliar reporta que encerram o mês com mais de 25.500 repasses, representando um crescimento entre 4% a 5% em relação ao mês anterior. O giro de estoque continua sendo o principal destaque, mesmo com o cenário instável de preços de seminovos. As avaliações de carro na troca na plataforma registraram um crescimento de 4% em outubro, foram mais de 325 mil avaliações, a captação também cresceu 7%. Ele pontua que os feriados em novembro e o mês mais curto em dezembro vão obrigar ações mais agressivas das montadoras e da rede. O Sr. Alexandre Prado Gerente de Vendas da Concessionaria Zeekr em Curitiba, destaca que o clima para o último bimestre é de entusiasmo, a marca vem com estoque renovado e já programam uma ação especial para carros selecionados, criando uma excelente oportunidade para quem deseja adquirir veículos BEV Premium. No Geral todos reportaram um mês desafiador, com indisponibilidade de alguns produtos, pressão de juros altos, uma segunda quinzena mais complicada, mas todos estão otimistas com o desempenho do último bimestre. RANKING DE MARCAS A Fiat encerra o mês de outubro na liderança com o melhor volume de vendas para a série do ano, foram emplacados 50.651 unidades, registrando um crescimento de 7,21% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano a marca já vendeu 435.279 unidades, avançando 3,11% ante o ano de 2024 e crescendo 45% em relação ao ciclo pré pandemia. A VW consolida a 2.ª posição, a marca vendeu em outubro 41.760 unidades, registrando um crescimento de 5,23% ante o mês anterior, suas vendas no mês foram tiveram o maior volume da série histórica do ano. No acumulado a VW já vendeu 347.667 veículos, anotando um crescimento de 9% ante o ano anterior, na comparação com o ciclo pré pandemia a marca avança 4,32%. Fecha o tradicional trio a GM com vendas de 26.933 unidades, registrando um crescimento de 4,77% ante o mês anterior, a marca também encerrou o mês com a maior volume mensal da série do ano. No acumulado a GM já vendeu 218.882 unidades, recuando 13% ante o ano anterior, na comparação com o ciclo pré pandemia a marca registra queda de 43,74%. A Hyundai encerrou outubro com um crescimento de 27% ante o mês de setembro, vendendo 24.170 unidades, recorde de vendas da marca no ano. No acumulado ele está na 4.ª posição com 162.985 unidades. A Toyota diante de