São Paulo

Dados Cimáticos

Mais previsões: Meteorologia 25 dias

Stellantis tem o melhor resultado de sua história em exportação e produção na América do Sul

A Stellantis celebrou em 2025 seu quinto ano de atuação na América do Sul com resultados históricos, registrando o melhor desempenho anual de exportação e produção desde a criação da companhia, em 2021. Ao longo de 2025, foram exportados mais de 158 mil veículos produzidos no Brasil. Este volume representa uma alta de aproximadamente 36% frente a 2024 e de cerca de 165% na comparação o primeiro ano de operação da companhia, em 2021. Com isso, o ano passado se torna o melhor ano da história da Stellantis em exportações a partir do Brasil. O desempenho foi sustentado pela forte atuação dos três polos industriais da companhia no país. O Polo Automotivo de Betim (MG) liderou as exportações em 2025, com 81,5 mil veículos embarcados, um avanço de cerca de 41% em relação ao ano anterior. Já o Polo Automotivo de Porto Real (RJ) manteve um ritmo consistente de crescimento e registrou alta de 38%, com 28,9 mil unidades exportadas no acumulado do ano. Na sequência, o Polo Automotivo de Goiana (PE) alcançou novos recordes em 2025 e foi responsável por 47,3 mil veículos exportados, um crescimento de 27% na comparação com 2024. A fábrica pernambucana também contribuiu para a expansão global da Stellantis, com dois modelos produzidos no polo estreando em novos mercados: o Jeep Commander e a Ram Rampage. Entre os modelos que se destacaram nas exportações de 2025, a Fiat Strada, veículo mais vendido de toda a América do Sul, foi a protagonista em Betim (MG) e o veículo mais exportado ao longo do ano, com 39,6 mil unidades embarcadas, também exportadas em alguns países como Ram 700. Em Goiana (PE), o Jeep Compass liderou as exportações, com 15,8 mil unidades, enquanto em Porto Real (RJ) o Citroën Aircross foi o modelo mais exportado, totalizando 9,6 mil veículos enviados ao exterior. “O ano de 2025 foi excepcional para a Stellantis. Esses resultados confirmam a competitividade do nosso portfólio e a força das nossas marcas. A América do Sul tem um papel estratégico dentro da Stellantis e segue como um pilar fundamental para atender às demandas da região. Os produtos que desenvolvemos no país reafirmam o compromisso das nossas equipes em entregar soluções que realmente impactam o mercado com qualidade, eficiência e disciplina operacional”, destaca Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul. Produção atinge recorde histórico e reforça escala industrial no país Além do desempenho histórico nas exportações, a Stellantis também alcançou, em 2025, o maior volume anual de produção desde sua criação. Ao todo, foram 993 mil veículos produzidos na América do Sul ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde para a companhia. No Brasil, a produção registrou um avanço de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior, com mais de 846 mil veículos fabricados em 2025. A maior parte desse volume esteve concentrada no Polo Automotivo de Betim (MG), com mais de 525 mil unidades, alta de 12% em relação a 2024. Em Goiana (PE), a produção alcançou mais de 250 mil veículos, crescimento de aproximadamente 7%, enquanto Porto Real (RJ) registrou mais de 67 mil unidades produzidas, avanço de 29% na comparação anual. O resultado reflete a escala industrial da operação brasileira, sustentada por um ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões, iniciado em 2025 e previsto até 2030, o maior da história da indústria automotiva brasileira e sul-americana, além da eficiência dos processos produtivos e da amplitude do portfólio multimarcas da Stellantis, capaz de atender diferentes segmentos e mercados. “Alcançar o maior volume de produção desde a criação da companhia demonstra a solidez da nossa base industrial na América do Sul e a nossa preparação para acelerar novos ciclos de crescimento. Seguiremos empenhados em atender às necessidades e aos desejos dos clientes, com foco em inovação e excelência industrial em todos os mercados em que atuamos”, finaliza Zola.

Novas regras para tirar a CNH entram em vigor. Exame toxicológico passa a ser obrigatório para categorias A e B na primeira habilitação

Novos condutores que não realizarem o exame estarão em situação irregular  Estão em vigor as novas regras para o processo de habilitação no Brasil, o que trouxe mudanças relevantes para quem pretende obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as principais novidades está a obrigatoriedade do exame toxicológico de larga janela de detecção também para candidatos às categorias A e B na primeira habilitação. Sem a apresentação do o laudo negativo, a carteira de habilitação é ilegal. Ainda existem outros ajustes no modelo de formação de condutores, com foco em ampliar o acesso sem abrir mão da segurança viária.  A partir de janeiro de 2025, novos condutores que não apresentem resultado negativo do exame toxicológico estão em situação ilegal A medida está prevista no §10 do artigo 148-A do Código de Trânsito Brasileiro, introduzido pela Lei nº 15.153/2025, que entrou em vigor na data de sua publicação. A exigência independe de regulamentação adicional, uma vez que o exame toxicológico já está plenamente regulamentado por resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Dessa forma, candidatos que estejam tirando a CNH A ou B sem realizar o exame encontram-se em situação ilegal — um aspecto que demanda atenção dos órgãos de trânsito e dos próprios condutores. “Facilitar o acesso à CNH é um avanço que não pode abrir espaço para que pessoas inaptas assumam o volante. O exame toxicológico segue sendo um forte aliado da segurança viária e da saúde da sociedade, pois identifica padrões de uso de drogas incompatíveis com a direção segura”, afirma Pedro Serafim, Presidente da Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox).  Novas regras para a obtenção da CNH Exame toxicológico tem trajetória de impacto positivo na sociedade A experiência acumulada ao longo dos últimos anos comprova o impacto positivo do exame toxicológico. Apenas no primeiro ano de aplicação plena, a medida evitou uma perda estimada de R$74 bilhões ao PIB, valor associado a afastamentos e sinistralidades envolvendo motoristas sob efeito de drogas. A ampliação da testagem dialoga com um contexto alarmante entre jovens, pois os acidentes de trânsito seguem como uma das três principais causas de morte na faixa de 14 a 29 anos. Estudos internacionais, como o World Drug Report (UNODC), também apontam crescimento relevante no consumo de drogas sintéticas entre jovens – justamente o público que ingressa no trânsito ao buscar a primeira habilitação. A medida acompanha ainda a percepção da população: pesquisa Ipec (ex-IBOPE) de fevereiro de 2025 aponta que 83% dos brasileiros são favoráveis à obrigatoriedade do exame toxicológico para quem busca a primeira CNH. Com resultados sólidos e apoio social amplo, a extensão do exame para novos condutores fortalece a política de prevenção de acidentes, reduz a pressão sobre o sistema público de saúde e contribui para um trânsito mais seguro e humano. A ampliação do exame para candidatos à CNH A e B é um avanço essencial para um país que ainda é o terceiro do mundo em número de mortes no trânsito, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e que busca construir uma cultura permanente de segurança viária.

Honda Automóveis celebra a produção de 2,5 milhões de veículos no Brasil

A Honda celebrou um marco histórico: a produção de 2,5 milhões de automóveis no país.  Com mais de 30 anos de presença no Brasil e 28 anos de produção nacional, a Honda mantém seu compromisso com inovação, qualidade e sustentabilidade. Em 2025, a empresa registrou mais de 100 mil unidades produzidas, um crescimento de 11% em relação a 2024, alcançando o melhor resultado fabril dos últimos cinco anos.  Para atender à crescente demanda, a Honda anunciou em 2025 a complementação do segundo turno de produção com 350 novos postos de trabalho nas fábricas de Itirapina e Sumaré, localizadas no interior de São Paulo. Essa iniciativa integra o plano de investimento de R$ 4,2 bilhões anunciado em 2024 e reforça a estratégia de expansão da marca no Brasil.  “Alcançar a marca de 2,5 milhões de veículos produzidos no Brasil é motivo de grande orgulho para todos nós. Esse resultado reflete a confiança dos nossos clientes e o empenho e dedicação dos nossos colaboradores ao longo de quase três décadas de produção nacional. Seguiremos investindo em tecnologia, sustentabilidade e inovação para oferecer produtos que atendam às expectativas dos consumidores brasileiros e reforçam nosso compromisso com o desenvolvimento do país.”, comenta Maurício Imoto, Head de Produção e Logística da Honda Automóveis.  Atualmente, a Honda Automóveis do Brasil emprega cerca de 3.500 colaboradores e conta com uma sólida rede de mais de 200 concessionárias e 139 fornecedores locais, que contribuem para o sucesso da operação. O portifólio da Honda conta com modelos produzidos no Brasil – WR-V, HR-V, City Hatchback e City Sedan – além de importados como CR-V Advanced Hybrid, Civic Type R, ZR-V, Accord Advanced Hybrid e Civic Advanced Hybrid.  Desde 2019, a fábrica de Itirapina concentra 100% da produção de automóveis Honda no país, com tecnologia avançada, foco em eficiência energética e sustentabilidade. A unidade de Sumaré permanece como centro estratégico para produção do conjunto motor, que inclui Fundição, Usinagem e Montagem de Motores, além dos processos de Injeção e Pintura Plástica e Ferramentaria.  A produção nacional é abastecida por energia elétrica 100% limpa, proveniente do parque eólico Honda Energy, localizado no Rio Grande do Sul. Em operação há 11 anos, o parque já permitiu que mais de 1,1 milhão de automóveis fossem produzidos com energia renovável.

Renault Filante confirmado para América do Sul em 2027: o grande salto premium da marca

A Renault acaba de dar um passo ousado em sua estratégia global e o impacto na América do Sul já está confirmado: o novo Renault Filante, seu crossover premium de nova geração, chegará à região no início de 2027. Revelado oficialmente em 13 de janeiro de 2026 na Coreia do Sul, o modelo representa o carro-chefe internacional da marca e faz parte do ambicioso International Game Plan 2027, plano que prevê oito novos veículos fora da Europa até o final do período, com forte foco em segmentos de maior valor agregado. Produzido na fábrica de Busan (Coreia do Sul), o Filante será lançado primeiro no mercado sul-coreano em março de 2026, antes de iniciar sua expansão para países selecionados da América Latina (como Colômbia, Chile e Uruguai, entre outros) e para os países do Golfo no começo de 2027. Embora o Brasil ainda não esteja explicitamente listado nos primeiros anúncios oficiais, a chegada à América do Sul como um todo abre forte possibilidade de importação ou até mesmo futura adaptação local, especialmente considerando o porte e a proposta premium do modelo. Com quase 5 metros de comprimento (4,92 m), largura próxima de 1,90 m e linhas que misturam a elegância de um cupê com a robustez de um SUV, o Filante adota uma linguagem visual totalmente nova para a Renault em mercados internacionais. A dianteira agressiva traz faróis full-LED afilados, grade iluminada e detalhes cromados/escurecidos que transmitem sofisticação e força. A silhueta fastback com caimento coupé, spoiler integrado e rodas de até 20 polegadas completam um visual que, segundo a marca, “não deixa ninguém indiferente”. O interior segue a mesma receita de luxo tecnológico: várias telas de alta definição integradas (o famoso “muito, muito screens” que a imprensa internacional já destacou), materiais premium, iluminação ambiente sofisticada e foco total no conforto para cinco ocupantes. Diferente do conceito elétrico recordista de eficiência que também usou o nome Filante em 2025, o modelo de produção adota o moderno conjunto full-hybrid E-Tech da Renault. A combinação entrega cerca de 250 cv de potência combinada e impressionantes 57,6 kgfm de torque, com possibilidade de rodar até 75% do tempo em modo 100% elétrico no uso urbano — números que prometem bom equilíbrio entre desempenho e economia em grandes centros sul-americanos. A base técnica é a plataforma CMA (Compact Modular Architecture) desenvolvida em parceria com a Geely, a mesma usada no recente Grand Koleos sul-coreano e que deve servir de fundamento para futuros projetos da marca, inclusive no Brasil. O modelo sinaliza a intenção clara da Renault de voltar a disputar o segmento premium em mercados emergentes, onde marcas como Volvo, Audi e até mesmo players chineses mais caros já têm presença forte. No caso da América do Sul, o Filante chega para ficar acima do Koleos híbrido (que já está a caminho) e complementar a ofensiva atual com Kardian, Boreal e futuros lançamentos. Seja como importado ou (quem sabe) com alguma adaptação futura, o Renault Filante 2027 pode representar o maior e mais sofisticado Renault já vendido na região, desafiando diretamente SUVs médios-grandes premium.A contagem regressiva já começou: primeiro a Coreia em poucos meses, depois a América do Sul em 2027. O “shooting star” (filante = estrela cadente, em francês) da Renault está prestes a cruzar nossos céus — e promete brilhar forte.

Ano de 2025 encerra com crescimento de 8% nos emplacamentos de veículos, tendo motocicletas como destaque

Os emplacamentos de motocicletas bateram recorde histórico, com alta superior a 17% em 2025. Setor em geral superou 5,1 milhões de unidades emplacadas no ano. Com 4 dias úteis a mais do que em 2024, o setor automotivo encerrou o ano de 2025, com 5.124.544 unidades emplacadas, uma alta de 8,02% sobre o ano anterior, segundo dados divulgados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.  O crescimento geral, pouco maior do que o previsto pela entidade (7,2%), se deve ao protagonismo das motocicletas, que bateram recorde histórico, com aumento de mais de 17%, atingindo 2.197.308 unidades vendidas no mercado interno. O mês de dezembro de 2025 teve 492.468 unidades emplacadas, resultado que representa crescimento de 12,28% em relação a novembro e 14,97% sobre dezembro de 2024, refletindo, entre outros fatores, o maior número de dias úteis no mês, que somou 22 dias, quatro a mais que em novembro. “O desempenho do setor em geral se mostrou positivo, mesmo diante de um cenário de crédito mais restritivo, com taxas de juros altas. À exceção de caminhões e implementos rodoviários, todos os segmentos tiveram resultado positivo em 2025, em percentuais muito próximos aos estimados pela Fenabrave”, avalia Arcelio Junior, presidente entidade. Emplacamentos em dezembro de 2025 e no acumulado Projeções estimadas pela Fenabrave para 2025 Emplacamentos de Veículos – Avaliação por Segmento PROJEÇÕES PARA 2026 As projeções da Fenabrave para 2026 apontam crescimento total mais moderado do mercado, com 5,25 milhões de unidades emplacadas, representando alta de 6,1% sobre 2025. Máquinas Agrícolas Mesmo ainda sem o fechamento do ano de 2025, as expectativas para as vendas de máquinas agrícolas, no atacado, apontam para um crescimento global em torno de 3,4% em 2026. O crescimento moderado deverá ser impulsionado por novas tecnologias (IA, motores a etanol) e potencial queda de juros, mas ainda poderá ser desafiado por custos elevados e crédito restrito. Fatores como preços das commodities e instabilidade externa podem frear investimentos por parte dos produtores rurais, apesar da boa safra esperada para o ano. Dentro desse cenário, o setor deverá buscar diversificar fontes de crédito e focar em alternativas como consórcios para impulsionar as vendas. 

Qualidade das rodovias brasileiras melhora em 2025

Levantamento registra avanço dos trechos bons e queda relevante das vias ruins ou péssimas, com impacto direto na segurança de quem vive da estrada As estradas brasileiras não são apenas corredores logísticos. São, todos os dias, o ambiente de trabalho de milhões de motoristas profissionais e a espinha dorsal de uma economia que depende do transporte rodoviário para fazer o país circular. Quando a qualidade do asfalto melhora, o efeito aparece na prática, no tempo de viagem, no custo operacional e, principalmente, na segurança. É esse o retrato da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, que avaliou 114.197 quilômetros de rodovias pavimentadas e registrou avanço em relação a 2024. A proporção de trechos classificados como ótimos ou bons subiu para 37,9%, ante 33% no ano anterior. Já os trechos avaliados como ruins ou péssimos caíram de 26,6% para 19,1%. A categoria regular manteve patamar semelhante, com 43% em 2025. Segurança viária começa na condição da estrada A pesquisa também aponta redução de pontos críticos, que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025, indicando melhora em ocorrências associadas a buracos grandes, erosões e quedas de barreira. O levantamento analisou 22 variáveis relacionadas ao pavimento, à sinalização e à geometria da via, com metodologia 100% digital e uso de novas tecnologias e inteligência artificial. Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), os números reforçam um ponto central: rodovia bem cuidada significa menos risco e mais previsibilidade para quem trabalha na boleia, especialmente em operações que exigem regularidade, controle de tempo e redução de perdas. “Quando uma rodovia recebe manutenção de verdade, o motorista sente na hora. Quando não está bem cuidada, ele sente antes ainda”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg). “A estrada precisa oferecer previsibilidade. Sem isso, quem vive da boleia trabalha sempre em desvantagem.” O Sinaceg é uma entidade patronal que congrega uma cadeia de 5.000 trabalhadores diretores envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro. Gestão contínua reduz custo, risco e atraso Ao detalhar o desempenho por tipo de gestão, o estudo mostra redução dos trechos ruins tanto em rodovias concedidas quanto em rodovias públicas. Entre as concedidas, 618 quilômetros foram classificados como ruins em 2025, ante 1.609 km em 2024. Nas rodovias públicas, houve redução de 23,3% nos trechos avaliados como ruins. A CNT atribui o resultado à expansão das concessões e ao melhor direcionamento de recursos na malha pública. Ao apresentar os dados, o presidente da Confederação, Vander Costa, defendeu a manutenção de investimentos públicos e a diretriz de “privatizar o que for possível”, preservando atenção às regiões com menor atratividade econômica para o setor privado. Na avaliação do Sinaceg, a melhora registrada em 2025 é positiva, mas o país ainda convive com uma extensão significativa de rodovias em condição regular, cenário que pressiona custos e amplia a exposição ao risco. Em um país em que o transporte rodoviário concentra grande parte do fluxo de mercadorias e onde motoristas profissionais sustentam a rotina logística diariamente, a qualidade do pavimento não é um detalhe técnico, mas um fator direto de segurança pública e produtividade. Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, essa agenda deve ser tratada como política permanente, com planejamento e continuidade na conservação, evitando ciclos de melhora pontual seguidos por degradação. “Rodovia boa não é luxo. É condição mínima para que o transporte de veículos aconteça com segurança e previsibilidade. Quando a estrada melhora, reduz acidente, reduz custo, reduz atraso. Quando fica no regular, o risco e o prejuízo continuam rondando a operação”, afirma Galdino, diretor regional do Sinaceg. A pesquisa também aponta redução de pontos críticos, que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025, indicando melhora em ocorrências associadas a buracos grandes, erosões e quedas de barreira. O levantamento analisou 22 variáveis relacionadas ao pavimento, à sinalização e à geometria da via, com metodologia 100% digital e uso de novas tecnologias e inteligência artificial. Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), os números reforçam um ponto central: rodovia bem cuidada significa menos risco e mais previsibilidade para quem trabalha na boleia, especialmente em operações que exigem regularidade, controle de tempo e redução de perdas. “Quando uma rodovia recebe manutenção de verdade, o motorista sente na hora. Quando não está bem cuidada, ele sente antes ainda”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg). “A estrada precisa oferecer previsibilidade. Sem isso, quem vive da boleia trabalha sempre em desvantagem.” O Sinaceg é uma entidade patronal que congrega uma cadeia de 5.000 trabalhadores diretos envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro. Gestão contínua reduz custo, risco e atraso Ao detalhar o desempenho por tipo de gestão, o estudo mostra redução dos trechos ruins tanto em rodovias concedidas quanto em rodovias públicas. Entre as concedidas, 618 quilômetros foram classificados como ruins em 2025, ante 1.609 km em 2024. Nas rodovias públicas, houve redução de 23,3% nos trechos avaliados como ruins. A CNT atribui o resultado à expansão das concessões e ao melhor direcionamento de recursos na malha pública. Ao apresentar os dados, o presidente da Confederação, Vander Costa, defendeu a manutenção de investimentos públicos e a diretriz de “privatizar o que for possível”, preservando atenção às regiões com menor atratividade econômica para o setor privado. Na avaliação do Sinaceg, a melhora registrada em 2025 é positiva, mas o país ainda convive com uma extensão significativa de rodovias em condição regular, cenário que pressiona custos e amplia a exposição ao risco. Em um país em que o transporte rodoviário concentra grande parte do fluxo de mercadorias e onde motoristas profissionais sustentam a rotina logística diariamente, a qualidade do pavimento não é um detalhe técnico, mas um fator direto de segurança pública e produtividade. Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, essa agenda deve ser tratada como política permanente, com planejamento e continuidade na conservação, evitando ciclos de melhora pontual seguidos por degradação. “Rodovia boa não é luxo. É condição mínima para que o transporte de veículos aconteça com segurança e

BNDES abre programa de R$ 10 bi para renovação da frota de caminhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá iniciar a operacionalização do Programa BNDES Renovação de Frota para apoio à aquisição de caminhões novos, mais eficientes e menos poluentes, credenciados no BNDES e seminovos que atendam os requisitos ambientais alinhados ao Proconve 7, fabricados a partir de 2012. Esta iniciativa contribuirá para execução da política pública voltada para descarbonização, modernização logística e inclusão produtiva. Os caminhoneiros autônomos, cooperados e empresas transportadoras rodoviárias de carga poderão buscar a rede de instituições financeiras parceiras, credenciadas ao BNDES, a partir de 23 de dezembro de 2025. “O modal rodoviário ainda é o maior no país, representando 68% da matriz de transporte. A medida adotada pelo presidente Lula e confiada ao BNDES, por sua capacidade de fazer o crédito chegar à ponta com agilidade, promoverá a renovação da frota, com veículos novos e mais sustentáveis, garantirá maior segurança aos motoristas nas estradas brasileiras e impulsionará a indústria nacional a produzir e a gerar empregos”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.  O programa terá a disponibilidade de R$ 10 bilhões, sendo R$ 6 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões em recursos captados pelo Banco a taxa de mercado, o que permitirá um custo financeiro mais acessível aos clientes com taxa de juros entre 13% e 14% ao ano. O objetivo é ampliar a oferta de crédito para apoiar a retomada da indústria nacional de caminhões. As condições financeiras para acesso ao crédito foram definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), na última sexta-feira, 19. O Programa oferecerá um prazo de pagamento de até 60 meses, com carência de até 6 meses, oferecendo previsibilidade e fôlego financeiro aos clientes. O valor máximo do financiamento será de até R$ 50 milhões por beneficiário. Dos recursos disponíveis, R$ 1 bilhão será reservado exclusivamente para transportadores autônomos e pessoas físicas ligadas a cooperativas, reforçando o caráter social e inclusivo da iniciativa. A autorização do uso de recursos do Tesouro para linhas de financiamento para aquisição de caminhões novos ou seminovos, para renovação de frota, foi feita por meio da Medida Provisória 1.328, publicada em 17 de dezembro de 2025. Fonte: Agência BNDES de Notícias

Nissan Kait é um dos veículos mais seguros do segmento

Modelo fabricado no Complexo Industrial da marca japonesa em Resende (RJ) tem 17 sistemas e equipamentos que garantem tranquilidade na condução Com design expressivo e espaço interno de sobra para passageiros e bagagens, o novo Nissan Kait também preza pela segurança de seus ocupantes. Para isso, o modelo conta com 17 equipamentos e sistemas que monitoram, respondem e atuam para deixar a condução mais segura e, os ocupantes, tranquilos. Eles formam as três linhas de defesa do avançado sistema Nissan Safety Shield, o “escudo de segurança” da marca japonesa.  Para monitorar o veículo e ajudar a evitar colisões e outros riscos, o novo Nissan Kait faz uso de oito equipamentos, com destaque para o Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), o Alerta de Ponto Cego (BSW), o Alerta de Colisão Frontal (FCW) e o Alerta Inteligente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDW). Na linha de defesa tecnológica, que visa responder aos imprevistos, o Nissan Kait é equipado com três sistemas inéditos para um Nissan no Brasil na faixa de mercado onde ele atua: Assistente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDP); Assistente Inteligente de Frenagem e Detecção de Pedestre (P-FEB) e o Controle de Cruzeiro Adaptativo de Velocidade e Distância (ICC). Caso uma colisão seja iminente, o veículo conta, como parte da última linha de defesa, com cintos traseiros com pré-tensionadores e limitador de carga e seis airbags (2 frontais + 2 laterais + 2 de cortina), todos de série desde a opção de entrada. Como reforço extra para a segurança, o modelo possui estrutura do assoalho “Anti-Submarine”, que ajuda a manter a posição dos passageiros atrás e a evitar o deslizamento deles pelo cinto de segurança em uma colisão; e sensores de pressão nas portas dianteiras. Além disso, os bancos dianteiros com o exclusivo sistema Zero Gravity, da Nissan, contam com apoios de cabeça desenvolvidos para reduzir o movimento da cabeça e pescoço em caso de acidente. Conheça o novo Nissan Kait Com 4,30 m de comprimento, 2,62 m de entre eixos e porta-malas de 432 litros, o Nissan Kait é espaçoso e confortável. Esse interior amplo é emoldurado por um design expressivo e que chama a atenção. O SUV produzido no Complexo Industrial da Nissan em Resende (RJ) tem linhas arrojadas que transmitem dinamismo e uma estética que une funcionalidade e emoção. A frente do modelo é elegante, com um conjunto ótico separado e faróis full led de longo alcance. Enquanto a traseira traz o nome do modelo no centro do porta-malas. Por dentro, o Nissan Kait conta com painel de instrumentos digital de 7 polegadas que é 100% personalizável. A conectividade é destaque com a multimídia de 9 polegadas, disponível nas versões Advance Plus e Exclusive. O equipamento tem tela sensível ao toque com resolução de 1024 x 600 pixels, além de contar com processador de som AK7604, da AKM, para produzir um áudio de alta qualidade. O Nissan Kait é oferecido em quatro versões: Active, Sense Plus, Advance Plus e Exclusive. Todas elas contam com rodas de liga leve aro 17, que vêm equipadas com pneus 205/55. Nas versões Advance Plus e Exclusive elas têm design com estilo mais esportivo, batizado de blades (lâminas). Sob o capô, o Nissan Kait é equipado com um powertrain confiável, o eficiente conjunto formado pelo motor 1.6 16V com a caixa de transmissão XTRONIC CVT. Essa dupla consagrada da Nissan é reconhecida pelos consumidores brasileiros por sua durabilidade, equilíbrio e baixo custo de manutenção. O propulsor desenvolve, com etanol, 113 cavalos de potência a 5.600 rpm e torque de 15,2 kgfm a 4.000 rpm. Abastecido com gasolina, ele tem 110 cavalos a 5.600 rpm e 14,9 kgfm a 4.000 rpm. O resultado é um desempenho eficiente e baixo consumo de combustível.

Honda Automóveis encerra 2025 com crescimento de 13% e registra o melhor resultado em cinco anos

A marca ampliou seu portfólio com o inédito WR‑V e expandiu o segundo turno de produção, fortalecendo sua atuação no mercado brasileiro A Honda Automóveis encerrou 2025 com resultados positivos, registrando crescimento de 13% nas vendas em relação ao ano anterior. Ao todo, foram comercializadas mais de 103 mil unidades entre janeiro e dezembro, o melhor desempenho anual desde 2020.  Um dos grandes destaques foi o HR‑V, protagonista de dois recordes no último ano: em junho, o Brasil foi o país com maior número de vendas do modelo, globalmente, registrando mais de 6 mil unidades; e em outubro, bateu recorde de vendas com 6.711 unidades emplacadas, o melhor resultado mensal desde o início da produção e comercialização do modelo, em março de 2015.  Além disso, em 2025, ano em que completou 10 anos de produção nacional, o HR‑V alcançou o melhor resultado anual de vendas desde seu lançamento, com mais de 61 mil unidades vendidas, totalizando quase 500 mil unidades comercializadas ao longo de uma década no mercado brasileiro, reforçando sua relevância no segmento de SUVs no Brasil.  Outro marco importante foi o lançamento do WR‑V, que já superou 4.500 unidades vendidas desde sua chegada ao mercado, em novembro. O modelo chegou para redefinir o segmento de entrada de SUVs, oferecendo um pacote robusto de tecnologia, conforto e segurança. O veículo é uma das entregas previstas no ciclo de investimentos anunciado em abril de 2024, de R$ 4,2 bilhões até 2030.  O WR‑V também inaugurou a Garantia Total de seis anos da marca, sem limite de quilometragem, que a partir desse mês passa a ser válida para todo o portfólio 0km da marca, seja para modelos produzidos no Brasil ou importados, considerando ano/modelo 26/26. Com isso, a Honda se torna a única marca do segmento a oferecer cobertura completa por seis anos, sem restrições. Além de fortalecer a confiança dos consumidores, a iniciativa contribui diretamente para o excelente valor de revenda dos veículos.  Ao longo de 2025, além da nova geração do HR-V e do lançamento do WR-V, a marca também apresentou ao mercado a nova versão do Civic Advanced Hybrid e o New City Hatchback Touring Sport. Para concluir o calendário de lançamentos, a Honda anunciou em novembro o retorno de um ícone ao mercado brasileiro: o Prelude, que chegará em sua quarta geração com motorização híbrida, design arrojado e o inovador sistema Honda S+ Shift, ampliando as opções de eletrificação da marca. A comercialização está prevista para o segundo semestre de 2026.  “O ano de 2025 foi histórico para a Honda Automóveis, marcado por conquistas que refletem nossa visão estratégica e execução consistente. Consolidamos o HR-V como referência no segmento, lançamos o WR-V com um posicionamento altamente competitivo e introduzimos a Garantia Total de seis anos, um diferencial único no mercado. Seguiremos avançando apoiados em estratégias comerciais voltadas à geração de valor e à construção da confiança extrema de nossos clientes, por meio de nossa sólida rede de concessionárias, pós-venda de excelência e produtos alinhados às necessidades do consumidor brasileiro”, afirma Marcelo C. Langrafe, Head Comercial da Honda Automóveis.  Outro destaque do ano foi a comemoração dos 25 anos de atuação do Banco Honda no Brasil. A operação faz parte da estrutura da Honda Serviços Financeiros, também composta pela Consórcio Honda e corretora de Seguros Honda. Em 2025, as operações de consórcio e financiamento representaram, em média, uma participação de mais de 21% nos automóveis.  Produção O avanço das vendas também impulsionou o ritmo produtivo, que alcançou mais de 100 mil unidades produzidas, representando crescimento de 11% em relação a 2024. Para fortalecer a estrutura fabril e atender à crescente demanda pelos produtos da marca, a Honda iniciou um ciclo de 350 contratações no ano passado para complementar o segundo turno das fábricas.  Com esses resultados, a empresa alcançou o melhor resultado dos últimos cinco anos, reforçando seu compromisso com produtos inovadores e alinhados às expectativas dos consumidores brasileiros.  A produção nacional também é abastecida por energia elétrica 100% limpa, proveniente do parque eólico Honda Energy, localizado no Rio Grande do Sul. Operando há 11 anos, o parque já permitiu que mais de 1,1 milhão de automóveis da marca fossem produzidos no país com energia renovável.  Expectativas para 2026 Para 2026, a Honda mantém uma perspectiva positiva para o mercado brasileiro, com foco na expansão do portfólio e no fortalecimento do recém-lançado WR‑V, que já apresenta resultados consistentes desde sua apresentação em outubro de 2025. A empresa seguirá reforçando sua presença no país por meio do ciclo de investimentos até 2030, do aumento da produção e da força de trabalho nas fábricas.

Preços de carros usados sobem mais de 80% desde a pandemia no Brasil

Entre janeiro de 2020 e novembro de 2025, os preços de veículos usados no Brasil acumularam alta de 80,5%, segundo o índice IBV Auto. No mesmo período, os zero-quilômetro subiram 51,9% (IPC-Fipe), mostrando uma valorização muito mais intensa nos seminovos. O fenômeno reflete a migração de consumidores para o mercado de usados após fortes reajustes nos novos durante a pandemia, causados por escassez de componentes e gargalos produtivos. Essa demanda extra pressionou ainda mais os preços dos seminovos. Especialistas do banco BV alertam para cautela: mesmo com sinais de estabilização recente, os valores permanecem elevados, exigindo planejamento financeiro e escolha consciente.