Stellantis inicia nova etapa do programa Bio-Hybrid com primeiro modelo produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE)

A Stellantis anuncia os próximos passos do programa Bio-Hybrid e confirma o lançamento do primeiro híbrido-leve flex concebido e produzido no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, ainda no primeiro semestre no Brasil. O modelo será equipado com a tecnologia MHEV 48V, inédita no lineup da empresa no país. O novo modelo traz como elemento adicional uma máquina elétrica multifuncional, que substitui o alternador e o motor de partida. Trata-se de equipamento capaz de fornecer energia mecânica e elétrica, que tanto gera torque adicional para o motor térmico do veículo quanto gera energia elétrica para carregar a bateria adicional de Íon-Lítio de 48 Volts, que opera paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo. Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência e economia e proporcionando uma dirigibilidade ainda mais agradável aos clientes. “O Polo Automotivo de Goiana inicia uma nova fase que está alinhada com o seu DNA pioneiro, vanguardista e disruptivo, responsável desde a inauguração pela produção de modelos com altíssimo nível de sofisticação e tecnologia, criando tendências e liderando diferentes segmentos do mercado. Nosso planejamento estratégico para o Brasil e a América do Sul permanece em curso, com autonomia total para produzir localmente e oferecer aos consumidores novos produtos com diferentes níveis de eletrificação que atendam aos desejos e as necessidades da região”, comemora Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul. A Stellantis confirmou recentemente que serão quatro modelos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid e produzidos na fábrica pernambucana ainda em 2026. A empresa também anunciou a produção da Leapmotor em Goiana, reafirmando o compromisso e a capacidade de localização, autonomia regional e novos modelos alinhados com o perfil dos clientes na América do Sul. Para a chegada dos novos modelos eletrificados, a Stellantis passou a produzir novos chicotes específicos em sua planta de componentes em Jaboatão e aprimorou diferentes áreas da planta em Goiana. Funilaria, prensas e montagem receberam as modificações necessárias, permitindo a produção de modelos com a nova tecnologia Bio-Hybrid na mesma estrutura em que são montados modelos com motores de combustão interna Bio-Hybrid: sucesso inicial e rota tecnológica traçada A Stellantis lançou, em 2024, os primeiros modelos equipados com uma tecnologia de motopropulsão híbrida-leve que combina energia térmica flex e eletrificação, denominada Bio-Hybrid. Desenvolvida pelo TechMobility – Centro Stellantis de Desenvolvimento de Produto & Mobilidade Híbrida-Flex, o maior da América Latina, a tecnologia considera as virtudes do Brasil ao potencializar o uso do etanol. No Polo de Goiana, a Stellantis foi pioneira no Brasil ao começar a abastecer os carros flex que saem da linha de montagem com 100% de etanol, o que será mantido para os modelos MHEV flex. A companhia prevê plataformas eletrificadas em diferentes níveis ao longo dos próximos anos para atender aos desejos do consumidor local, iniciando a jornada com a tecnologia híbrida-leve MHEV 12V, que foca em acessibilidade aos consumidores e a popularização de uma tecnologia de hibridização de baixa voltagem e baixo custo. Em 2025, a Stellantis comercializou mais de 24.900 mil veículos com esta tecnologia na América do Sul por meio dos modelos Fiat Pulse e Fastback, e Peugeot 208 e 2008. Agora, a empresa anuncia um novo passo, com nova tecnologia híbrida-leve MHEV 48V que dá continuidade ao plano de expansão da eletrificação no lineup da companhia que permanece em curso. A Stellantis continua acelerando em seu plano estratégico na região, com o investimento de R$ 32 bilhões de reais, o maior da história da indústria automotiva sul-americana. Em 2026, a companhia prepara 16 novos modelos e atualizações, incluindo um total de seis veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid e produzidos no Brasil.
CONAREM lança 11º módulo de EAD gratuito sobre técnicas de brunimento de cilindros para o setor de retífica de motores

Curso destaca etapas do procedimento com foco específico na preparação correta dos cilindros para assegurar desempenho, consumo e durabilidade adequados O CONAREM – Conselho Nacional de Retíficas de Motores, acaba de ampliar seu programa de capacitação on-line e gratuita para o setor de retífica, com o lançamento do 11º módulo EAD: “Técnicas de Brunimento Aplicadas a Cilindros de Motores de Combustão Interna”. Voltado a profissionais de retíficas e interessados em ingressar na área, o novo conteúdo aprofunda uma das etapas mais críticas para o desempenho e a durabilidade dos motores. Este módulo complementa a formação em retífica com foco específico na preparação correta dos cilindros para assegurar desempenho, consumo e durabilidade adequados. O novo módulo aborda, de forma didática e aplicada:• interpretação de desenho técnico e especificações;• processos de broqueamento;• seleção correta de ferramentas e insumos;• preparação de blocos para brunimento;• ajuste de parâmetros de processo;• aplicação de procedimentos de controle de qualidade.•Trata-se de mais um capítulo do programa inédito de capacitação profissional EAD do CONAREM em parceria com o SENAI, totalmente online, voltado para em motores a combustão interna e oferecido gratuitamente aos profissionais do setor de retífica e novos talentos interessados na carreira. O programa, criado em 2022, já conta com mais de 86 mil pessoas inscritos, evidenciando a demanda crescente por formação técnica qualificada. “O objetivo é garantir a jovens a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, além de atualizar aqueles profissionais que já atuam na área”, destaca José Arnaldo Laguna, presidente do CONAREM. “São 11 módulos que visam levar conhecimento técnico aos retificadores e também preparar novos profissionais para o setor, pois há dificuldade de encontrar mão de obra especializada”, complementa. Segundo Laguna, a modalidade EAD permite que o aluno organize o seu próprio ritmo de estudo. Após a inscrição em cada módulo, o conteúdo fica disponível 24 horas por dia, durante 21 dias. Ao concluir o curso e ser aprovado na avaliação final, o participante pode baixar o certificado de participação, disponível para download enquanto o curso estiver vigente.Estrutura do programa EAD CONAREM/SENAI – O setor de retífica de motores tem acesso a um pacote completo de cursos EAD gratuitos do CONAREM, desenvolvidos em parceria com o SENAI, atualmente com 11 módulos que foram estruturados para oferecer uma base técnica de qualidade e atualizada, contemplando desde fundamentos até processos específicos de usinagem e montagem. Os temas de cada módulo são: Os profissionais de retífica e interessados podem acessar os cursos gratuitos diretamente pelo site do CONAREM, na área de cursos desenvolvidos em parceria com o SENAI: • Cursos gratuitos CONAREM/SENAI:• https://www.conarem.com.br/cursos-do-senai/ Basta escolher o módulo desejado, fazer a inscrição on-line e aguardar o e-mail com as orientações de acesso enviado pelo SENAI em até 24 horas após a efetivação da matrícula.
Gestão de combustível: o elo invisível entre eficiência e lucro

Depois de entender que combustível não deve ser tratado apenas como commodity, muitas empresas enfrentam um segundo desafio: a falta de gestão estruturada. Profuel e o especialista Gilles Laurent Grimberg mostram como controle, análise de dados e tecnologia transformam o combustível em uma ferramenta estratégica para frotas e operações, conectando eficiência operacional diretamente ao resultado financeiro. Superada a ideia de que combustível é apenas um item de custo, surge uma nova pergunta dentro das empresas: como gerir esse insumo de forma inteligente? É nesse ponto que muitas operações ainda encontram dificuldades — não por falta de intenção, mas por ausência de método, dados e integração entre áreas. Para a Profuel, especializada em soluções técnicas voltadas à eficiência de motores e operações, gestão de combustível começa com visibilidade. “Não se gerencia o que não se mede. Sem dados confiáveis de consumo, abastecimento e comportamento operacional, o combustível segue sendo um custo invisível”, afirma Gilles Laurent Grimberg, especialista em combustíveis e comportamento de motores. Na prática, a gestão inteligente envolve o uso de tecnologias de monitoramento, análise de consumo por veículo, rota e perfil de operação, além do cruzamento dessas informações com indicadores de manutenção e disponibilidade. Quando esses dados passam a ser analisados de forma integrada, surgem oportunidades reais de correção de desvios, redução de desperdícios e ganho de eficiência. Do ponto de vista técnico, o combustível influencia diretamente o desempenho do motor, mas é a forma como ele é utilizado que define o impacto no custo total da operação. Condução inadequada, abastecimento fora de especificação, ausência de controle e falta de padronização transformam um insumo essencial em fonte constante de perdas silenciosas. Para frotistas, operadores e gestores, o combustível deixa de ser apenas um item do financeiro e passa a ocupar um papel estratégico na operação. “Quando a gestão é feita com base em dados, o combustível se torna um indicador de eficiência, não apenas uma despesa”, explica Gilles. É nesse contexto que a atuação conjunta da Profuel e de Gilles Laurent Grimberg ganha relevância. Ao unir produto, tecnologia e conhecimento técnico aplicado, a proposta é orientar o mercado na construção de processos mais maduros de gestão energética, corrigindo práticas empíricas e substituindo achismos por decisões técnicas. Você sabia ? • Muitas operações ainda não possuem controle detalhado de consumo por veículo ou rota, o que dificulta a identificação de desperdícios. • A falta de integração entre dados de abastecimento e manutenção impede uma visão real do custo total de operação. • Pequenos desvios de consumo, quando repetidos diariamente, geram impactos financeiros significativos ao longo do ano. • Gestão de combustível eficiente começa com dados, mas se consolida com análise e tomada de decisão. Dica para CFOs e gestores financeirosAvalie o combustível como indicador de eficiência operacional.Acompanhar consumo real, desvios por operação e relação entre abastecimento e manutenção permite decisões mais precisas, reduz perdas silenciosas e melhora a previsibilidade financeira da frota. Segundo Gilles, a maturidade na gestão de combustível está diretamente ligada à competitividade das operações. “Empresas que tratam combustível como estratégia conseguem transformar informação em vantagem operacional. As demais continuam reagindo a problemas que poderiam ser evitados”, resume.
Custos logísticos no Brasil consomem 15,5% do PIB em 2025

A escassez de investimentos em infraestrutura, alta da taxa básica de juros, margem de lucro reduzida e aumento com despesas de estoques são os principais impulsionadores do atual cenário O estudo anual “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras”, desenvolvido há mais de 20 anos pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), revelou que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do PIB em 2025. Em 2014, essas despesas representavam 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O sócio-diretor do ILOS e responsável pelo estudo,Maurício Lima explica que nos últimos 10 anos, o Brasil transportou 25% a mais em volume de carga com praticamente a mesma infraestrutura logística. “Ou seja, os investimentos em infraestrutura não acompanharam o mesmo desempenho do setor logístico. Esse cenário pressiona os custos e faz com que os gastos com logística aumentem gradativamente, a cada ano. O País não tem como crescer a taxas elevadas quando o custo logístico aumenta muito”, alerta Mauricio Lima. O especialista em logística e supply chain também cita que as despesas com estoque passaram de 3% para 5% desde 2014. “Ao mesmo tempo, a taxa de juros elevada aumenta o custo desse capital imobilizado.” Desde 2004, os quatro anos em que a relação entre Selic e estoque imobilizado foi mais pesada sobre o PIB estão concentrados em 2022, 2023, 2024 e 2025”. MARGEM REDUZIDA E A POSSIBILIDADE DO CAOS O estudo revela também contradições da logística brasileira. Para as empresas contratantes dos serviços de transporte, o serviço é considerado um custo alto. Ao mesmo tempo, os preços de praticado têm sido insuficientes para compensar o aumento dos custos das transportadoras. “As despesas das empresas de transporte aumentaram entre 2023 e 2024, mas não houve repasse para os preços de frete ou o repasse feito não foi suficiente para compensar o aumento dos custos”. Em 2025, os preços de frete cobrados foram similares aos de 2024. Ele explica que isso pode parecer ser um cenário positivo inicialmente, mas também pode revelar um possível caos no médio prazo. “Observo que muitos operadores logísticos estão deixando de atuar em setores específicos, pelo fato de a margem de lucro não atender a sua atuação. Isso ocorre até mesmo no setor de graneis agrícolas, que cresceu a produção em cerca de 17% em 2025.”
Nova diretoria do CONAREM assume e lança agenda estratégica para a jornada “Retífica 2050”

Gestão 2026–2029 amplia governança, cria núcleos de renovação e fortalece presença nacional do setor de retíficas O Conselho Nacional de Retíficas de Motores (CONAREM) inicia um novo ciclo sob a liderança da diretoria eleita para o triênio 2026–2029 . A gestão será presidida por José Arnaldo Motta Laguna, tendo como 1º vice-presidente Eduardo Américo Lúcio Naia, 2º vice-presidente Éderson Matheus Almeida e 3º vice-presidente Fernando Beninca Martinello. A Diretoria Executiva é composta ainda por Elaine Scartezini Soares de Meirelles (1ª secretária), Daniel Freitas Resende (2º secretário), Ricardo Gambassi Nonis (1º tesoureiro) e André Luiz Forelli Niederauer (2º tesoureiro). O Conselho Fiscal será formado por Pedro Luiz Arias, Arivonaldo Vicente da Silva e Felipe Santos Nantes, com suplência de Arlindo Bulhões de Santana, Christiano Forza de Araujo e Aélida Cristina Silva Pera . A nova gestão reforça sua capilaridade nacional com a eleição de Diretores Estaduais e Regionais em diferentes unidades da federação, consolidando presença ativa em todo o país . A diversidade regional da composição evidencia a dimensão nacional da retífica brasileira e sua relevância econômica. O novo ciclo se inicia em um ambiente de transformação estrutural do aftermarket automotivo. Motores mais complexos, digitalização crescente, exigências ambientais e pressão por eficiência colocam o setor diante de uma transição que não é apenas técnica, mas empresarial. Entre as primeiras iniciativas anunciadas está a criação do núcleo CONAREM Mulher e do CONAREM Jovem, ampliando a participação feminina e incentivando a formação de novas lideranças. A entidade também inicia um programa de capacitação voltado aos empresários do setor, com foco em governança, sucessão, planejamento estratégico e adaptação a novos modelos de negócio. Essa agenda está inserida na jornada estratégica denominada “Retífica 2050”, um plano de longo prazo que pretende preparar o setor para transformações tecnológicas, reorganização produtiva e transição energética. A estratégia parte de uma base consolidada: a rede credenciada do CONAREM, construída ao longo de 25 anos, cuja experiência acumulada representa ativo estratégico para as próximas décadas. Segundo o presidente José Arnaldo Motta Laguna, o momento exige visão e responsabilidade institucional. “O setor construiu uma base técnica sólida ao longo de 25 anos. Agora precisamos dar o próximo passo: preparar nossas empresas para um novo modelo de atuação. A Retífica 2050 é uma jornada de transição, que une experiência, inovação e gestão profissional para garantir competitividade às próximas gerações.” Ao ampliar sua governança com a criação de um Conselho Consultivo , o CONAREM sinaliza que a nova diretoria assume não apenas a condução administrativa da entidade, mas um processo de transformação estratégica. Em um setor que equilibra tradição e inovação, preparar o futuro começa com organização no presente.
Por que tratar combustível como commodity custa caro às empresas

No início de um novo ciclo de planejamento, quando empresas revisam metas, custos e eficiência operacional, uma decisão técnica segue sendo tratada de forma simplificada: a escolha do combustível. Profuel e o especialista Gilles Laurent Grimberg alertam que tratar combustível como commodity gera custos ocultos relevantes, afeta a performance dos motores e reduz sua vida útil — impactos que vão muito além do preço por litro e comprometem o resultado ao longo do ano. Todo início de ano traz consigo um movimento conhecido no ambiente corporativo: revisão de orçamento, controle de despesas e busca por eficiência. Ainda assim, mesmo em operações altamente dependentes de motores, uma decisão estratégica continua sendo tomada quase exclusivamente com base no preço: o combustível. Para a Profuel, empresa especializada em soluções técnicas para eficiência e proteção de motores, esse é um dos equívocos mais recorrentes da gestão operacional. “Combustível não é um insumo neutro. Ele interfere diretamente no desempenho, no consumo, na manutenção e na durabilidade do motor”, afirma Gilles Laurent Grimberg, especialista em combustíveis e comportamento de motores. Dados técnicos e análises de campo mostram que combustíveis de qualidade inadequada ou mal especificados podem provocar aumento de até 5% no consumo, além de acelerar o desgaste de componentes como bicos injetores, bombas e sistemas de alimentação. Em operações de frota, esse percentual representa um impacto financeiro relevante ao longo do ano, muitas vezes invisível no momento da compra. Outro ponto pouco considerado são os custos indiretos relacionados à manutenção corretiva. Falhas associadas à qualidade do combustível estão entre as principais causas de paradas não planejadas, redução de disponibilidade dos veículos e aumento do custo por quilômetro rodado. “O combustível mais barato no abastecimento tende a ser o mais caro no fechamento do mês”, explica Gilles. Do ponto de vista técnico, a diferença está na composição e no comportamento do combustível dentro do motor. Instabilidade química, contaminação por água, formação de depósitos e combustão ineficiente comprometem o funcionamento adequado do sistema. Esses efeitos não surgem de forma imediata, mas se acumulam ao longo do tempo, reduzindo a vida útil dos ativos. É nesse contexto que a Profuel propõe uma mudança de mentalidade: tratar o combustível como insumo técnico estratégico, e não apenas como despesa variável. Ao alinhar engenharia, operação e gestão financeira, decisões passam a ser tomadas com foco no custo total de operação, e não apenas no preço por litro. Você sabia ? • Combustíveis de baixa qualidade podem aumentar o consumo em até 5%, mesmo sem alteração perceptível no desempenho imediato. • Problemas relacionados à qualidade do combustível estão entre as principais causas de falhas prematuras em sistemas de injeção. • Custos com manutenção corretiva e paradas não planejadas impactam diretamente o custo por quilômetro rodado, mas raramente entram na conta do abastecimento. • A vida útil de componentes do sistema de alimentação pode ser significativamente reduzida quando o combustível não atende às especificações técnicas do motor. Dica para CFOs e gestores financeiros Ao revisar custos operacionais, avalie o combustível pelo custo total de uso, e não apenas pelo valor do litro. Incluir indicadores como consumo médio, frequência de manutenção corretiva, disponibilidade da frota e vida útil dos componentes permite decisões mais precisas e previsíveis — e evita economias aparentes que se transformam em prejuízo ao longo do ano. Em um cenário de margens pressionadas, motores cada vez mais exigentes e operações que dependem de confiabilidade, rever a forma como o combustível é tratado pode ser um dos movimentos mais estratégicos do início do ano. “Eficiência operacional não nasce do menor preço, mas da escolha correta ao longo do ciclo de uso”, resume Gilles Laurent Grimberg.
Financiamento de veículos cresce 12% em 2025 e supera expansão do crédito total, apesar de juros altos

Apesar dos juros altos e de mais escassez de crédito no mercado em 2025, o saldo total da carteira de financiamento de veículos atingiu R$ 544,4 bi, crescimento de 12% em relação ao ano anterior, quando chegou a R$ 486,2 bilhões, de acordo com o Balanço Anual daANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O aumento supera a expansão do crédito total do SFN (Sistema Financeiro Nacional) de 10,2% no período,conforme divulgado pelo Banco Central, em dezembro. Já o total de recursos liberados cresceu moderadamente 3,5%, chegando a R$ 283,4 bilhões. Em 2024, esse número chegou a R$ 273,7 bilhões. A pessoa física por meio do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi a grande responsável pela tomada de crédito. A modalidade concedeu R$ 281,4 bilhões, no total em financiamentos, sendo que R$ 222,7 bilhões refletiram o consumo financiado pelas famílias. Em relação ao ano passado, o número representou um crescimento de 5,6%. O total de recursos liberados pelo Leasing cresceu 39,1%, atingindo R$ 1,9 bilhão. Os principais tomadores de crédito foram as pessoas jurídicas. Outro dado importante é que houve queda da taxa de juros do financiamento de veículos ao longo do ano, mesmo em um cenário de elevação da Selic, que chegou a 15%. Ao final de 2025, a taxa média anual caiu para 21,5%, ante 24,4% no início do ano. Segundo Enilson Sales, presidente da ANEF, essa redução se deve às campanhas comerciais lideradas pelos bancos das montadoras, que ofereceram taxas mais atrativas e reduziram seus spreads. “O movimento reflete a dinâmica competitiva do mercado, que, por meio de incentivos, atraiu compradores com perfis de menor risco”, afirma. Formas de escoamento das vendas Em se tratando de carros de passeio, as vendas à vista, que chegaram a atingir um patamar de 64%, em 2022, ano de pandemia, continuaram a decrescer. Caíram de 50% em 2024 para 48% em 2025. O financiamento também reduziu sua participação, descendo três pontos percentuais, indo de 46% para 43%. Já o Consórcio ganhou a preferência do consumidor, subindo 4% para 9%. No segmento de pesados, caminhões e ônibus, o leasing voltou a ganhar espaço, com avanço de 2 pontos percentuais. Já o consórcio dobrou sua participação, passando de 4% para 8%. O CDC manteve-se estável em 31%, enquanto o Finame recuou de 31% para 22%. O Consórcio voltou ao patamar de 35% na preferência dos compradores de motos. Já as vendas à vista aumentaram de 31% para 33%, enquanto as financiadas caíram de 37% para 32%. Em 2025, a inadimplência ficou em 5,6%, aumento de 1,4 ponto percentual em 12 meses. Para 2026, a ANEF projeta crescimento moderado do mercado, com expansão de cerca de 3,9% nos recursos liberados para financiamento de veículos. “Após a resiliência demonstrada em 2025, mesmo com juros elevados, o setor deve avançar com cautela, apoiado na gradual melhora das condições de crédito, mas ainda sob um cenário macroeconômico desafiador. A seletividade dos bancos na concessão do crédito deve se manter. Porém, haverá mais competitividade entre as modalidades de financiamento, uma vez que o Consórcio e o Leasing vêm aumentando sua participação”, conclui o presidente da entidade.
Grupo Escola do Mecânico inaugura complexo e amplia estratégia nacional para formação técnica

Em Campinas, o hub conta com 2.000 m², abrigará unidade da Escola do Funileiro e Oficina Verde, além do centro de treinamento. O espaço foi desenvolvido para funcionar como um polo de excelência em ensino técnico automotivo, alinhado às demandas reais das oficinas e do mercado Em meio ao crescimento consistente do mercado de reparação automotiva que movimenta mais de R$ 60 bilhões por ano e registrou expansão de cerca de 50% nos últimos quatro anos, segundo dados da Oficina Brasil — o Grupo Escola do Mecânico inaugura um novo Complexo Educacional – o maior da região – , reforçando sua estratégia de expansão e profissionalização do setor. O movimento acompanha uma frota circulante superior a 60 milhões de veículos no Brasil, segundo o Sindipeças, e um gargalo estrutural relevante: a escassez de mão de obra qualificada para atender a crescente complexidade tecnológica dos automóveis. A partir dessa expansão, a escola passa a reunir, em um mesmo complexo, diferentes frentes de formação técnica, incluindo funilaria, mecânica, pintura, práticas e um olhar direcionado para as questões de sustentabilidade, criando um ecossistema educacional mais completo. Fundada em 2011, a Escola do Mecânico nasceu com a missão de capacitar, reciclar e formar profissionais para o segmento automotivo, com foco direto em empregabilidade e geração de renda. Desde então, já formou mais de 120 mil alunos e opera hoje com 48 unidades no país, entre rede própria e franquias. “O mercado está aquecido, mas a falta de profissionais preparados limita o crescimento do setor. Nosso papel é reduzir esse déficit, formar mão de obra qualificada e conectar esses profissionais às oportunidades reais de trabalho”, afirma Sandra Nalli, CEO e fundadora do grupo, executiva com mais de 30 anos de atuação no segmento automotivo. Sandra sempre soube que poderia ir longe, só não imaginava o tamanho do impacto que seu trabalho traria para a educação que transforma vidas. O suntuoso espaço foi erguido na Vila Industrial em Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Um bairro histórico, conhecido com uma das primeiras vilas operárias do Brasil surgidas no século XIX, que o complexo foi construído e passará a ser o endereço oficial da nova unidade da Escola do Funileiro, voltada para a qualificação em funilaria, pintura e estética automotiva. Ecossistema integrado e conexão com a indústria O novo complexo consolida um modelo de ecossistema educacional ao reunir, em um único espaço, a Escola do Funileiro, a Oficina Verde e o centro de treinamento técnico e administrativo do grupo. A estrutura amplia a formação prática nas áreas de mecânica, funilaria, pintura e sustentabilidade, alinhando ensino técnico às demandas reais das oficinas e da indústria automotiva. O projeto conta com parcerias estratégicas globais, como a Axalta, referência mundial em tintas e revestimentos automotivos, e a Norton, marca do grupo Saint-Gobain — maior fabricante de abrasivos do mundo e parceira da Escola do Funileiro. As alianças fortalecem a transferência de tecnologia, metodologias atualizadas e padrões internacionais de qualidade para dentro do ambiente educacional. Na área de lubrificação e aditivos, a Escola do Mecânico também mantém parcerias com empresas como o Grupo MOOve, Mobil e Terreno, ampliando o acesso dos alunos a tecnologias, boas práticas e produtos alinhados às exigências técnicas do mercado atual. Qualificação com impacto social Além da formação técnica, o grupo mantém plataformas próprias de empregabilidade que conectam alunos e ex-alunos ao mercado de trabalho, contribuindo para reduzir o descompasso entre oferta de vagas e profissionais qualificados. O novo complexo também abriga a Oficina Verde, modelo operacional voltado à sustentabilidade, uso consciente de recursos e diagnósticos técnicos responsáveis — refletindo uma tendência crescente de profissionalização, eficiência e transparência no setor reparador. Com o investimento, o Grupo Escola do Mecânico reforça sua estratégia de crescimento nacional e consolida sua posição como um dos principais agentes de transformação da educação técnica automotiva no Brasil, combinando expansão de negócios com impacto social mensurável.
Mercado automotivo inicia 2026 estável e eletrificados mostram sinais de ajuste

Janeiro registra melhora frente a dezembro do ano passado e reforça cenário mais equilibrado para veículos novos e usados O mercado automotivo brasileiro iniciou 2026 com um cenário mais equilibrado nos preços. É o que aponta o Índice Webmotors, que analisou a variação na precificação de veículos novos e usados em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, evidenciando um movimento típico de ajuste neste início do ano. De acordo com o levantamento, o Índice Geral, que considera veículos zero quilômetro e usados, fechou janeiro em -0,200%, ante -0,468% em dezembro, o que representa uma melhora de 0,268 ponto percentual. O resultado indica uma desaceleração da desvalorização e um mercado mais estável no primeiro mês de 2026. Observando somente os usados a combustão, o movimento foi ainda mais nítido. O índice passou de -0,495% em dezembro para -0,211% em janeiro – avanço de 0,284 ponto percentual, sinalizando uma retomada gradual da demanda após o período de fim de ano. Já entre os veículos 0KM a combustão, houve recuo de 0,003% para -0,012% em janeiro – oscilação de -0,015 ponto percentual. Em relação aos veículos eletrificados, os dados de janeiro mostram comportamentos distintos. Os híbridos usados apresentaram leve melhora, progredindo de -0,974% em dezembro de 2025 para -0,945% em janeiro de 2026 – variação positiva de 0,029 ponto percentual. Já os híbridos 0KM registraram maior ajuste, com o índice recuando de -0,065% em dezembro para -0,182% em janeiro – diferença de -0,117 ponto percentual. Os elétricos usados deram sinal de recuperação no período, saindo de -1,648% em dezembro para -0,698% em janeiro – melhora de 0,95 ponto percentual. Os modelos 0KM da categoria mantiveram trégua na abertura de 2026 registrando 0,000% em janeiro – repetindo o mesmo cenário do final do ano passado. “O início de 2026 reforça um movimento natural de reorganização do mercado após o fechamento do ano, com redução da intensidade de desvalorização em diversos segmentos. É válido notar que, mesmo com ajustes pontuais, os eletrificados começam o ano revelando sinais de maior equilíbrio, especialmente os modelos 0KM híbridos, ratificando o interesse crescente por novas tecnologias no país”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Confira abaixo, na íntegra, os indicadores do Índice Webmotors para janeiro de 2026. Índice Webmotors Janeiro 2026 Dezembro 2025 Variação mês a mês Índice Geral (0KM e usados) -0,200% -0,468% +0,268 p.p Usados (a combustão) -0,211% -0,495% +0,284 p.p 0KM (a combustão) -0,012% -0,003% -0,015 p.p Híbridos usados -0,945% -0,974% +0,029 p.p Híbridos 0KM -0,182% -0,065% -0,117 p.p Elétricos usados -0,698% -1,648% +0,95 p.p Elétricos 0KM 0,000% 0,000% 0 p.p
Fábrica Anchieta da Volkswagen celebra 15 milhões de carros produzidos

• Produção da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), representa 57% dos 26,3 milhões de veículos produzidos pela Volkswagen do Brasil em 72 anos, a maior fabricante de automóveis do País. • Anchieta é um complexo industrial completo e um centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos com a mais alta tecnologia e inovação. • Sucesso de vendas: Anchieta produz o Polo Track, Novo Nivus, Nivus GTS, Virtus e Saveiro. • Líder absoluto: Polo é o carro de passeio mais vendido do Brasil há 3 anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), além de líder entre os hatches. • Top 10: Polo, T‑Cross e Saveiro fecharam 2025 entre os dez veículos mais vendidos do Brasil. • Nova era de eletrificação: a partir de 2026, todo novo VW desenvolvido e fabricado na Região América do Sul terá versões eletrificadas. Marca terá todas as modalidades de híbridos: híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in. • Confirmado: produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta com sistema de propulsão HEV flex. • Anchieta conta com o SENAI Volkswagen, que já formou mais de 7.000 alunos em 52 anos e é referência em ensino com aulas práticas e teóricas. • Sustentabilidade: fábricas Anchieta e Taubaté foram as pioneiras do setor a terem biometano em sua matriz energética. Ação é parte da estratégia global de descarbonização da Volkswagen, que tem como meta a neutralidade de carbono até 2050. • Inaugurada em 1959, a Anchieta foi a primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, iniciando a expansão global da marca. A Volkswagen do Brasil celebra o marco de 15 milhões de veículos produzidos em sua fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). Inaugurada em 1959, a Anchieta é a primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, iniciando a expansão global da marca, e responde por 57% dos 26,3 milhões de veículos produzidos pela Volkswagen em seus 72 anos no Brasil, sendo a maior fabricante de automóveis do País. A Anchieta é um complexo industrial completo e um centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos com a mais alta tecnologia e inovação, abrigando todas as áreas da empresa, entre as quais Design, Engenharia, Way to Zero Center, Produção, entre outras. A partir de 2026, todo novo VW desenvolvido e fabricado na Região América do Sul terá versões eletrificadas e a produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta com sistema de propulsão HEV flex. “Estamos muito felizes e orgulhosos de completar um marco tão importante para a Volkswagen. Para cada carro nascer, é preciso o trabalho de muita gente envolvida em cada etapa do processo, especialmente na linha de produção. Por isso, comemorar 15 milhões de carros produzidos é também celebrar o esforço e a dedicação de todos que já passaram por aqui e dos que continuam fazendo história diariamente. Estamos animados com os novos passos que estão sendo dados, com projetos que já estão em desenvolvimento e que prometem marcar ainda mais a nossa trajetória”, destaca Leandro Oliveira, Plant Manager da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), unidade que completará 67 anos em 18 de novembro de 2026. Modelos da Anchieta são sucesso de vendas A fábrica Anchieta produz atualmente modelos que são sucesso de vendas: Polo Track, Novo Nivus, Nivus GTS, Virtus e Saveiro. Em 2025, a Volkswagen registrou total de 436.336 veículos vendidos no Brasil, alcançando 17,1% de participação de mercado no segmento de veículos de passeio. Três modelos Volkswagen fecharam o ano passado entre os dez mais vendidos do País: Polo, T‑Cross e Saveiro. O Polo, fabricado na Anchieta e em Taubaté (SP), é o carro de passeio mais vendido do Brasil há 3 anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), além de líder entre os hatches em todo esse período. Só em 2025, foram 122.677 unidades do Polo emplacadas no Brasil. O Polo também é sucesso além das fronteiras. Foi o modelo mais exportado pela Volkswagen do Brasil em 2025, com 32.579 unidades embarcadas e crescimento de 10% em relação a 2024. No ano passado, 11 mercados da América Latina receberam o Polo, sendo os principais Argentina, México, Colômbia e Uruguai. O Novo Nivus e Nivus GTS contribuem fortemente para que a Volkswagen mantenha sua liderança no segmento de SUVs, o mais importante do Brasil. Em 2025, a VW vendeu 204.899 unidades dos modelos Novo Nivus, Nivus GTS, Tera, Novo T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4. Vale lembrar que o Nivus GTS é um modelo esgotado nas concessionárias, pelo sucesso que faz. O Novo T-Cross segue como o SUV mais vendido do Brasil há 3 anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), com 92.842 unidades comercializadas no ano passado. Com 44 anos de produção ininterrupta, a Saveiro é a picape com história mais longeva no mercado brasileiro e já soma mais de 1,8 milhão de unidades fabricadas. O modelo reúne tradição e robustez e segue com força no mercado brasileiro, tendo figurado no Top 10 dos veículos mais vendidos no País em 2025. Nova era de eletrificação da Volkswagen: marca terá todos os tipos de híbridos A partir de 2026, todo novo modelo Volkswagen desenvolvido e fabricado na Região América do Sul terá versões eletrificadas. O portfólio da marca terá veículos híbridos em todas as modalidades possíveis: híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in. Cada um dos híbridos é pensado para atender às diferentes necessidades dos consumidores brasileiros e para aproveitar ao máximo o potencial dos biocombustíveis nacionais. É a união da sustentabilidade, autonomia e performance. E já está confirmado: a produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), com sistema de propulsão HEV flex. Vale destacar que os modelos Total Flex também seguirão no portfólio da Volkswagen do Brasil. Referência em ensino: SENAI VW já formou mais de 7 mil alunos na Anchieta A fábrica Anchieta também conta com o SENAI Volkswagen, que já formou mais de 7.000 alunos em seus 52 anos e é referência em ensino da mais alta