Acordo Mercosul–União Europeia: possíveis impactos e pontos de atenção para o Aftermarket automotivo brasileiro

Por: Luiz Sergio Alvarenga Após mais de duas décadas de negociações, o Mercosul e a União Europeia assinaram, em 17 de janeiro de 2026, o Acordo de Parceria Estratégica Mercosul–União Europeia. Trata-se de um dos mais relevantes movimentos de abertura comercial já realizados pelo Brasil, com potencial de gerar impactos significativos sobre a estrutura produtiva nacional — especialmente para a indústria de autopeças e, de forma indireta, para o mercado de reposição automotivo (Aftermarket). O acordo inaugura uma nova fase de inserção internacional do país, ampliando o acesso a mercados, estimulando investimentos e promovendo maior integração às cadeias globais de valor. No entanto, seus efeitos tendem a ser heterogêneos: ao mesmo tempo em que cria oportunidades, também impõe desafios relevantes em termos de competitividade, produtividade e adaptação tecnológica para empresas instaladas no Brasil. Próximos passos e implementação O acordo é composto por dois instrumentos principais: Para sua entrada em vigor, ainda são necessários: Impactos no setor de autopeças e possíveis reflexos no Aftermarket Embora o setor de autopeças seja considerado sensível — com prazos de até 15 anos para a liberalização completa e previsão de mecanismos de salvaguarda — o acordo estabelece a redução progressiva e, em alguns casos, a eliminação das tarifas de importação. Essa mudança tende a alterar, de forma gradual, a dinâmica competitiva do setor. Nesse contexto, alguns pontos merecem atenção: 1. Reconfiguração da cadeia de fornecimentoA redução de tarifas pode incentivar empresas a revisarem suas estratégias de sourcing global. Montadoras com cadeias internacionais já estruturadas poderão ampliar o uso de fornecedores externos, o que pode aumentar a concorrência para fabricantes locais. 2. Relação entre canal original e AftermarketExiste a possibilidade de fortalecimento do canal original (OEM), especialmente se houver maior integração entre fabricantes globais e suas redes autorizadas. No entanto, o impacto efetivo sobre oficinas independentes, distribuidores e seguradoras dependerá de fatores como política comercial das montadoras, acesso a peças e regulação de mercado. 3. Acesso à informação e tecnologiaUm ponto sensível já presente no mercado brasileiro diz respeito ao acesso a informações técnicas e sistemas de conectividade veicular. Caso não haja avanços regulatórios ou acordos que garantam maior equilíbrio, esse fator pode continuar influenciando a competitividade do Aftermarket independente. 4. Investimentos e assimetrias competitivasO acordo pode estimular a entrada de investimentos europeus e acelerar a modernização tecnológica. Por outro lado, empresas globais já consolidadas partem de uma posição competitiva mais avançada, o que pode ampliar a pressão sobre empresas nacionais, especialmente as de menor porte. 5. Ambiente de negócios domésticoOs efeitos do acordo também serão condicionados a fatores internos, como carga tributária, custo de capital, eficiência logística e produtividade. Esses elementos continuarão sendo determinantes para a capacidade de resposta da indústria brasileira. Considerações finais O Acordo Mercosul–União Europeia representa uma mudança estrutural no ambiente competitivo, com reflexos que tendem a se estender por toda a cadeia automotiva, incluindo o Aftermarket. Mais do que uma ameaça imediata, o cenário aponta para um processo gradual de transformação, no qual empresas precisarão se adaptar a um ambiente mais aberto e competitivo. Nesse contexto, ganha relevância a adoção de estratégias voltadas à eficiência operacional, inovação, qualificação técnica e posicionamento de mercado. A atenção a esses fatores será fundamental para que os diferentes elos do Aftermarket automotivo brasileiro consigam não apenas mitigar riscos, mas também identificar oportunidades dentro do novo contexto de integração internacional.
GAC anuncia cooperação com a HPE Automotores para iniciar a produção de veículos no Brasil

A base de produção começará a operar em Catalão (GO) em 2027, com capacidade anual de até 50 mil unidades A montadora pretende se tornar a primeira fabricante chinesa a estabelecer uma linha completa de produção no Brasil para veículos a combustão, híbridos e elétricos A produção local reforça o compromisso de longo prazo da GAC com o Brasil A GAC anunciou nesta quarta-feira (18), a formalização de um acordo de cooperação com a HPE Automotores, montadora de veículos 100% nacional, com fábrica no Brasil desde 1998, instalada na cidade de Catalão (GO), para iniciar a produção local de veículos no Brasil. A iniciativa representa mais um passo na estratégia de expansão internacional da montadora e reforça o compromisso de longo prazo da empresa com o mercado brasileiro. A futura operação industrial será localizada em Catalão, no estado de Goiás, com início previsto para 2027 e capacidade anual de produção de até 50 mil veículos. O projeto faz parte do plano de investimentos da GAC no país e está alinhado à estratégia da companhia de ampliar sua presença na América Latina. A GAC é uma empresa estatal e atualmente é a sexta maior fabricante de automóveis da China, com operações em mais de 100 países e uma trajetória marcada por inovação, qualidade e eficiência industrial. Em 2024, a empresa produziu 1,9 milhão de veículos e registrou 2 milhões de unidades vendidas, incluindo 455 mil veículos de novas energias. Na China, o grupo mantém joint ventures estratégicas com a Toyota e a Honda, ao mesmo tempo em que desenvolve tecnologias próprias voltadas à eletrificação, conectividade e mobilidade inteligente. A GAC alcançou os mais altos padrões globais no desenvolvimento de tecnologia automotiva e lidera a quarta revolução industrial com o uso mais avançado de automação e tomada de decisão autônoma. A empresa também conta com uma ampla rede global de inovação, com mais de 6.000 profissionais de pesquisa e desenvolvimento distribuídos em dez países, além de centros de inovação em Guangzhou, Milão e no Vale do Silício. A GAC esteve entre as pioneiras na China no desenvolvimento de veículos de alta tecnologia, expertise que a companhia agora busca expandir para mercados internacionais como o Brasil. Compromisso de longo prazo com o Brasil Desde seu lançamento oficial no Brasil, a GAC vem estruturando sua operação local com foco no desenvolvimento sustentável da indústria automotiva. Trabalhar no Brasil, para o Brasil: servindo o país e contribuindo para o seu crescimento. A GAC já formou uma equipe local de P&D para adaptar os produtos ao mercado brasileiro e às necessidades dos consumidores. Mesmo antes de iniciar as vendas no país, a empresa inaugurou um Centro de Distribuição de Peças em Cajamar (SP), garantindo agilidade logística na reposição de componentes. A companhia já introduziu cinco modelos no mercado brasileiro, iniciou a expansão de sua rede de concessionárias e estabeleceu parcerias institucionais com o Inmetro, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Além disso, a GAC firmou acordos de cooperação com universidades brasileiras como a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com o objetivo de avançar no desenvolvimento de tecnologias automotivas. O início da produção local reforça a estratégia da empresa de atuar e contribuir para o fortalecimento da cadeia automotiva no país, além de impulsionar o desenvolvimento tecnológico do setor. A decisão de produzir localmente também está alinhada às políticas industriais brasileiras, incluindo o programa Nova Indústria Brasil e o programa Mover, que incentivam a inovação, a eficiência energética e a modernização da indústria automotiva. Até 2030, a GAC investirá US$ 1,3 bilhão para estabelecer a marca e sua operação no país. O projeto industrial da marca no Brasil concentrará investimentos em infraestrutura de manufatura, capacitação técnica e no desenvolvimento da base de fornecedores locais. A produção combinará componentes importados e nacionais. A partir de 2027, a unidade industrial deverá atingir uma capacidade de produção de até 50 mil veículos, ampliando a presença da marca no país e fortalecendo o Brasil como um dos principais mercados estratégicos da companhia fora da China. “A produção local no Brasil representa um passo importante em nossa estratégia global e reforça nossa confiança no potencial do setor industrial brasileiro. Nossa cooperação com a HPE Automotores combinará a expertise de manufatura local com a tecnologia global da GAC para entregar veículos cada vez mais alinhados à mobilidade verde e às necessidades dos consumidores brasileiros”, afirmou Lu Guojie, vice-presidente da GAC International. Para a HPE Automotores, a parceria marca uma nova fase de desenvolvimento para a indústria automotiva brasileira. “A HPE é uma empresa de capital 100% nacional que produz veículos em solo brasileiro há mais de 25 anos. Não à toa, nos tornamos referência em qualidade, processos fabris e confiabilidade. A parceria com a GAC abre um novo e importante capítulo da nossa história, trazendo ainda mais benefícios para o Brasil, em especial para a região de Catalão, o interior Goiano”, afirmou Mauro Correia, CEO da HPE Automotores. Segundo Alex Zhou, CEO da GAC Brasil, o país desempenha um papel estratégico nos planos globais da companhia. “O Brasil reúne todas as condições para se tornar um dos principais polos de desenvolvimento de mobilidade do mundo. Nosso compromisso é construir uma presença sólida no país, investindo em indústria, inovação e soluções que atendam às necessidades dos consumidores brasileiros. A GAC se torna não apenas uma empresa presente no Brasil, mas uma empresa que cresce junto com o Brasil”, afirmou o executivo. Com o anúncio da produção local, a GAC entra em uma nova fase de sua atuação no país, ampliando sua participação na indústria automotiva brasileira e reforçando sua estratégia de crescimento sustentável no mercado internacional.
Aliança Automotiva Gaúcha reforça integração do setor no RS

A Aliança Automotiva Gaúcha promoveu, no dia 19 de março, uma reunião estratégica para apresentar a Agenda de Eventos 2026 a parceiros e empresas da cadeia automotiva. O encontro foi realizado na FIERGS, em Porto Alegre, e reuniu mais de 70 participantes, entre presencial e on-line. Com a participação de representantes de transportadoras, distribuidores, fabricantes, representantes comerciais, varejo de autopeças, concessionárias e reparadores, o encontro evidenciou a força da integração entre os diferentes elos do setor. O principal destaque da reunião foi o reforço de um entendimento comum: a Aliança Automotiva Gaúcha se sustenta na união de esforços entre as entidades que a compõem e toda a cadeia automotiva. Um movimento que conecta desde a indústria, passando pela distribuição e varejo até o reparador, promovendo alinhamento, desenvolvimento e geração de oportunidades. Durante a apresentação, foi divulgada a Agenda 2026, que prevê a realização de dois Superencontros do Conhecimento Automotivo, dois Pit Stops e a 12ª edição do Encontro da Cadeia Automotiva. A programação também inclui o apoio à Reparasul, uma das principais feiras do setor. A iniciativa reforça o compromisso da Aliança com o fortalecimento do segmento automotivo no Rio Grande do Sul, por meio de ações colaborativas, geração de conhecimento e estímulo ao networking qualificado. A Aliança Automotiva Gaúcha é formada pelas entidades Cars, Asdap, Sincopeças-RS e Sindirepa-RS.
Mercedes-Benz inova com treinamento exclusivo para mulheres vendedoras de caminhão de seus concessionários

O Centro de Treinamento de Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, de Atibaia (SP), acaba de lançar o programa “C Sales – A Voz Delas”, voltado exclusivamente a vendedoras de caminhões dos concessionários. Essa iniciativa inovadora valoriza o protagonismo feminino, criando oportunidades para as profissionais de vendas da Rede e qualificando assim o atendimento ao cliente. Esse treinamento é mais uma ação do Movimento A Voz Delas, que completa sete anos de parceria com empresas e entidades em prol do protagonismo das mulheres e da equidade de gênero no setor de transporte. O programa “C Sales – A Voz Delas” aprofunda conteúdos técnicos, fomenta networking e fortalece o senso de pertencimento e de liderança feminina no segmento de veículos comerciais. Como resultado, os concessionários passam a contar com equipes mais diversas, maior confiança e um atendimento ao cliente com padrão cada vez mais elevado. Essa ação é contínua e irá evoluir a partir do feedback das participantes e dos times envolvidos: Treinamento e Desenvolvimento, Diversidade, Equidade e Inclusão, além da Gerência Comercial, com apoio de Marketing e Operações. Apoio ao desenvolvimento de mulheres no setor de veículos comerciais “Ao apoiar o desenvolvimento das mulheres no setor, nossa Empresa reafirma que talento, competência e potencial não têm gênero e que criar oportunidades iguais transforma não apenas carreiras, mas também culturas, mercados e resultados”, diz Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Que essa iniciativa inspire mais mulheres a ocuparem seus espaços e mais equipes a reconhecerem o valor da pluralidade. Parabenizamos todas as participantes, facilitadoras e áreas envolvidas por esta grande iniciativa que transforma caminhos e potencializa vidas”. “O programa visa fortalecer a representatividade feminina e ampliar oportunidades, promovendo capacitação prática, troca de experiências e desenvolvimento profissional. Essa ação contribui diretamente para a formação de times mais diversos e para um atendimento cada vez mais qualificado”, destaca Ronaldo Ferrareto, gerente do Centro de Treinamento da Mercedes-Benz do Brasil. “Em um mercado historicamente dominado por profissionais homens, este programa se destaca por promover inclusão, qualificação e protagonismo feminino em funções essenciais para o negócio”, afirma Ronaldo Ferrareto. “O treinamento foi criado para proporcionar às vendedoras um ambiente seguro, acolhedor e altamente técnico, no qual elas possam desenvolver competências comerciais, ampliar conhecimentos sobre produtos, trocar experiências e fortalecer a confiança no seu papel dentro da rede de vendas”. “As mulheres querem cada vez mais espaço, capacidade e voz no universo dos caminhões. Este movimento existe para garantir que cada uma delas possa ocupar seu lugar com confiança, preparo e visibilidade. Queremos que esta ação forme novas profissionais, fortaleça quem já está na jornada e ajude a construir um futuro humano e respeitoso para todas”, diz Danielle Petrocelli, instrutora de Pós-Vendas e do C Sales – A Voz Delas. Os benefícios do programa “C Sales – A Voz Delas” vão além, tendo impacto direto na cultura organizacional da Empresa. Ele dá visibilidade às mulheres do setor, inspira novas profissionais, contribui para a redução de barreiras estruturais e fortalece o posicionamento da Mercedes-Benz como uma marca que apoia o crescimento feminino em todas as áreas, inclusive naquelas consideradas mais técnicas. Sete anos do Movimento A Voz Delas A Mercedes-Benz do Brasil está celebrando sete anos do Movimento A Voz Delas, que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da participação das mulheres no transporte. Para celebrar esta data, a Empresa recebeu em sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, um grupo de 80 mulheres, entre elas caminhoneiras, motoristas de ônibus, cristais (esposas dos caminhoneiros), apoiadoras do movimento e representantes das empresas parceiras (CEO, líderes, analistas, etc). O evento contou com uma agenda de palestras, além de uma visita à fábrica nas linhas de produção de caminhões e ônibus, dinâmicas para quebrar o gelo e trazer reflexões sobre autoconhecimento e pertencimento ao lugar que está, por mérito, por ser mulher e ser capaz. Um momento para networking, ouvir a voz delas e sair com ideias de planos de ações para melhorar o cenário do transporte para todas. Atualmente, o movimento conta com cerca de 70 empresas parceiras que apoiam a causa e trabalham para melhorar as condições de trabalho das motoristas nas estradas com seus caminhões, nas ruas das cidades dirigindo os ônibus e das cristais (esposas dos caminhoneiros que os acompanham nas viagens, ou que ficam em casa segurando as pontas). “O Movimento A Voz Delas vem ganhando cada vez mais espaço junto a transportadores, instituições e parceiros, contribuindo com a melhoria das condições de trabalho para mulheres no transporte, além de reforçar o protagonismo e equidade de gênero nessa atividade”, afirma Jefferson Ferrarez. “Por meio de várias iniciativas, incentivamos a voz das mulheres, reforçando o compromisso As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve e traz a solução. Aliás, ouvimos a todos e a todas!”. “Na Mercedes-Benz, acreditamos que a verdadeira força das mulheres é algo que precisa sempre ser reconhecido e celebrado. E além de dar voz a elas, o objetivo do Movimento é realizar ações que realmente tragam melhorias para a vida das mulheres no transporte, seja para caminhoneiras, motoristas de ônibus ou cristais”, diz Jefferson Ferrarez. “Sabemos que a jornada delas, muitas vezes, é marcada por desafios, como condições precárias, falta de segurança nas estradas e preconceitos. Porém, como uma verdadeira comunidade, estamos aqui para ajudar a mudar essa realidade”. Sete anos de ações voltadas para as mulheres no transporte No site do Movimento, aproximadamente 1.700 mulheres estão inscritas na aba “Eu sou A Voz Delas”, área destinada a motoristas de caminhão e ônibus, cristais e apoiadoras do movimento. E mais de 950 interações na aba “Solte sua Voz”, campo destinado a ouvir as necessidades e sugestões das estradas. Nesses sete anos, diversas ações foram implantadas com foco voltado a elas: criação do site com conteúdos exclusivos (https://avozdelas.com.br/), aba no site de empresas que dão oportunidades para mulheres motoristas, melhoria de infraestrutura em um posto de combustível, a exclusiva Música Delas, três temporadas do Papo Delas, quatro edições da promoção
Sincopeças lança 4ª edição do Anuário do Comércio de Autopeças do Brasil

A publicação está disponível nas versões impressa e digital, que pode ser acessada pelo site oficial do Sincopeças Brasil O Sincopeças Brasil lançou oficialmente a 4ª edição do Anuário do Comércio de Autopeças do Brasil 2025/2026, uma das mais completas publicações sobre o mercado independente de reposição do País. O material reúne dados atualizados sobre frota circulante, perfil socioeconômico, atividade econômica, mercado de trabalho e o papel estratégico do comércio por atacado e varejo de peças e acessórios novos para veículos automotores, motocicletas e motonetas, pneumáticos e câmaras de ar, e lubrificantes em todas as regiões do País. De acordo com o estudo, o Brasil ultrapassa a marca de 68 milhões de veículos em circulação, considerando automóveis, utilitários, caminhões, ônibus e motocicletas. O levantamento também evidencia o envelhecimento progressivo da frota nacional, o que reforça a importância da manutenção preventiva e corretiva para garantir segurança, eficiência e mobilidade. Portanto, em um cenário onde os baixos volumes de vendas de veículos novos ainda são uma realidade, reafirma-se o papel essencial do mercado de reposição na sustentação e evolução de toda a cadeia automotiva do Brasil. Editado em três línguas (português, inglês e espanhol), o anuário também aponta o avanço das novas tecnologias de propulsão, como veículos elétricos e híbridos, além do aumento da complexidade técnica dos sistemas automotivos, bem como a participação por grupos de produtos no mercado de reposição e a quantidade de produtos ativos disponíveis. Diante desse cenário, a publicação reforça a necessidade de capacitação contínua, profissionalização da gestão e investimento em tecnologia por parte das empresas do setor. Como frisa o presidente do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão, a publicação cumpre um papel estratégico para todo o ecossistema automotivo, haja vista que para enfrentar os desafios e preparar o terreno para as transformações que virão, são indispensáveis estratégias sólidas, visão de futuro e ações voltadas ao aprimoramento contínuo. “Hoje, o setor reúne mais de 71 mil varejos de autopeças espalhados por todo o País, formando uma capilaridade sem igual, capaz de atender com eficiência às mais diversas demandas de um mercado em expansão, sustentado por uma frota circulante que se aproxima dos 70 milhões de veículos“, salienta. Nesse contexto, é fundamental lembrar que o maior patrimônio do mercado de reposição automotiva é sua mão de obra. “Investir no capital humano é imperativo. A capacitação técnica, o desenvolvimento gerencial e a formação de profissionais preparados para lidar com as inovações do mercado são a chave para o crescimento sustentável e a competitividade das nossas empresas”, alerta Ranieri Leitão. Produzido com base em dados oficiais de instituições como IBGE, RAIS, Banco Central e Fraga Inteligência Automotiva, com consultoria e análises estatísticas da Aftermetrics e Alvarenga Projetos Automotivos, o Anuário do Comércio de Autopeças do Brasil 2025/2026 é uma ferramenta de apoio à tomada de decisão para empresários, entidades setoriais, fornecedores, investidores e formuladores de políticas públicas. A publicação está disponível nas versões impressa (solicitar pelo e-mail anuariosincopecasbrasil@sincopecas.org.br) e digital, que pode ser acessada pelo site oficial do Sincopeças Brasil, no link https://sincopecasbrasil.org.br/anuario-sincopecas-2025-2026/.
Automechanika Buenos Aires está chegando

Uma das maiores feiras da América do Sul acontece de 8 a 11 de abril, no La Rural Predio Ferial, em Buenos Aires Durante quatro dias intensos, fabricantes, distribuidores, donos de oficinas, mecânicos e profissionais do setor vão se reunir para atualizar conhecimentos, descobrir inovações em tecnologia (incluindo veículos elétricos e sustentáveis), lançar produtos e fechar negócios que movimentam toda a cadeia de valor. Com mais de 650 marcas de 30 países e 430 expositores, a edição 2026 consolida o evento como referência internacional há mais de 25 anos. Destaque para os pavilhões dedicados de países como Argentina, Alemanha, Turquia, China e Brasil, que facilitam conexões diretas com novos mercados e fornecedores globais. Principais atrações da programação: Encontro da Indústria Automotiva, organizado pela AFAC: debate com autoridades, empresários regionais, entidades e líderes do setor sobre o presente e o futuro da indústria automotiva. Retorno triunfal do Projeto EQ: o desafio épico deste ano é montar ao vivo um Ford Mustang Hardtop V8 1968 em apenas quatro dias! O espaço vira uma oficina de alto desempenho e aprendizado em tempo real, com 20 especialistas conduzindo experiências interativas, palestras técnicas e trocas sobre restauração. Os visitantes poderão acompanhar cada etapa de perto e ainda rever a joia do evento anterior: o Hot Rod Ford 1929 (V8 350), montado integralmente na edição 2024. Conferências dos Expositores: palestras técnicas, demonstrações ao vivo e lançamentos de produtos — imperdíveis para quem quer inovar, atualizar o negócio ou estudar (ótimo para estudantes de mecânica, automotiva e cursos técnicos). Organizado pela AFAC (Associação de Fábricas Argentinas de Componentes) e Messe Frankfurt Argentina, o evento define a agenda da indústria na região. Dicas: Explore o mapa: localize os estandes que te interessam e monte seu roteiro com antecedência. Encontre seu próximo fornecedor: use o catálogo digital e filtre por grupo de produto, país ou segmento de veículo (pesados, elétricos, clássicos e muito mais). Conheça a programação: conferências com expositores e atividades todos os dias. Baixe o App oficial: acesse o cronograma completo, mapa, catálogo de expositores e todas as novidades. Toda a expo em um só lugar. A Automechanika é o ponto de encontro estratégico para toda a cadeia: de peças e componentes a diagnósticos, eletrônica, manutenção, customização e mais. Credencie-se. Serviço da Feira – Automechanika Buenos Aires 2026 De 8 a 11 de abril de 2026 Quarta a sexta-feira: das 13h às 20h / Sábado: das 11h às 19h Local: La Rural, Predio Ferial – Buenos Aires, Argentina
Fevereiro registra segunda melhor média diária de vendas em 10 anos e eletrificados nacionais avançam

Apesar do mercado interno aquecido, produção no primeiro bimestre recua, puxada pela queda das exportações O mercado interno vem mostrando comportamento resiliente neste início de ano. Os emplacamentos somaram 355,7 mil unidades, repetindo o bom desempenho do primeiro bimestre de 2025.Fevereiro foi um mês especialmente positivo para as vendas de autoveículos, registrando média diária de 10,3 mil unidades, acima das 8,1 mil de janeiro e das 9,2 mil de fevereiro de 2025. Trata-se da segunda melhor média para o mês dos últimos 10 anos. O bom ritmo de vendas em fevereiro, no entanto, não foi suficiente para segurar o ritmo de produção no primeiro bimestre, fortemente impactada pelo recuo nas exportações. No total, 59,4 mil unidades foram embarcadas ao exterior, uma queda de 28% ante o mesmo período de 2025.Com isso, a produção acumulada no país nos dois primeiros meses de 2026 foi de 338 mil autoveículos, um recuo de 8,9% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, segundo levantamento da Anfavea. Importante frisar que, em 2025, o Carnaval caiu em março, contribuindo também para ummelhor ritmo de produção em fevereiro do ano passado. “Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. O desempenho de vendas de automóveis e comerciais leves foi bastante positivo, com alta de 18% nos emplacamentos do bimestre ante o mesmo período de 2025. O segmento de caminhões e ônibus, porém, ainda enfrenta dificuldades. No bimestre, as vendas caíram 29,4% frente os dois primeirosmeses do ano passado. Apesar disso, os resultados de vendas de fevereiro apontam alguma melhora, com alta de 4,5% sobre janeiro. A perspetiva de recuperação deve-se ao programa Move Brasil, de incentivo à renovação de frota por meio de taxas de financiamento reduzidas, cujos reflexos já começam a ser sentidos no segmento de caminhões. Mais de R$ 4 bilhões em financiamentos já foram liberados pelo BNDES no âmbito doprograma, para troca de modelos antigos por seminovos ou 0 km. Eletrificados nacionais avançamEm fevereiro, 28.120 unidades de veículos leves híbridos e elétricos foram emplacadas no país, representando 15,9% do total. A produção nacional segue avançando: modelos fabricados no Brasil chegaram a 43% desse volume, maior participação na série histórica apurada pela AssociaçãoNacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. “O resultados dos investimentos em novas tecnologias e produtos é cada vez mais palpável. Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. Porém, de nossa parte, acreditamos naresiliência da cadeia automotiva brasileira e na firme intenção dos nossos associados de continuar investindo no país”, disse Igor Calvet.
Stellantis abre inscrições para primeira turma do Programa Formare em Goiana (PE)

A Stellantis abriu as inscrições para a primeira turma do Programa Formare no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco. A iniciativa oferece 20 vagas gratuitas para o curso de Assistente de Operações Automotivas Industriais, voltado à formação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade econômica e social. As inscrições podem ser feitas até 23 de março, no site da Fundação Iochpe. Realizado em parceria com a Fundação Iochpe e a AVSI Brasil, o programa tem como objetivo ampliar as oportunidades de qualificação profissional e de inserção no mercado de trabalho para jovens da rede pública de ensino. Para participar do processo seletivo, os candidatos devem ter nascido entre 2007 e 2009, estar cursando ou já ter concluído o ensino médio em escola pública e possuir renda familiar de até um salário-mínimo por pessoa. Também é necessário não ter participado anteriormente de cursos profissionalizantes e demonstrar interesse pela área industrial. O curso terá duração de 600 horas, com carga horária de oito horas diárias e aulas presenciais nas instalações da Stellantis em Goiana. A formação reúne conteúdos técnicos e comportamentais, abordando temas como processos produtivos, montagem automotiva, qualidade, manutenção industrial, informática aplicada, comunicação e criatividade, além de atividades práticas voltadas ao ambiente fabril. Durante o período de formação, os participantes selecionados terão acesso a benefícios como bolsa-auxílio, alimentação, transporte, uniforme, material didático, assistência médica ambulatorial e seguro de vida. O Programa Formare, desenvolvido pela Stellantis em parceria com a Fundação Iochpe, contribui há 16 anos para a formação e inserção profissional de jovens em Porto Real (RJ). Reconhecida pela metodologia que envolve colaboradores da empresa como educadores voluntários, a iniciativa proporciona uma experiência de aprendizagem conectada à realidade da indústria. A chegada do programa a Goiana (PE) amplia o alcance da iniciativa e reforça o compromisso da Stellantis com o desenvolvimento social e a formação de jovens talentos nas regiões onde atua, contribuindo para ampliar oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho. As inscrições podem ser feitas no site da Fundação Iochpe: https://ava.fiochpe.org.br/course/view.php?id=644
Volkswagen anuncia plano de reestruturação com redução de empregos na Alemanha

O Grupo Volkswagen anunciou um amplo plano de reestruturação que prevê a redução gradual de postos de trabalho na Alemanha ao longo dos próximos anos. A medida faz parte de uma estratégia global para reduzir custos, aumentar a eficiência operacional e reposicionar a empresa diante das mudanças aceleradas na indústria automotiva. Segundo informações divulgadas pela companhia, o plano pode resultar na eliminação de dezenas de milhares de empregos até o final da década. A iniciativa será conduzida principalmente por meio de programas de aposentadoria antecipada, incentivos à saída voluntária e redução natural do quadro de funcionários, evitando, sempre que possível, demissões compulsórias. A reestruturação ocorre em um momento de forte pressão sobre as montadoras europeias. O setor enfrenta desafios relacionados à eletrificação da frota, à necessidade de grandes investimentos em novas tecnologias e ao aumento da concorrência internacional, especialmente de fabricantes asiáticos. Além disso, o mercado europeu tem registrado margens cada vez mais apertadas. Custos elevados de produção, mudanças regulatórias e a transição para veículos elétricos exigem investimentos bilionários, pressionando a rentabilidade das montadoras tradicionais. No caso da Volkswagen, o processo também reflete o esforço para acelerar a transformação tecnológica da companhia. A empresa vem direcionando recursos significativos para o desenvolvimento de plataformas elétricas, software automotivo e novos modelos de mobilidade. Mesmo com os ajustes no quadro de pessoal, a empresa reforça que a Alemanha continuará sendo um dos principais centros de produção e desenvolvimento do grupo. O objetivo da reestruturação, segundo a montadora, é garantir competitividade global em um cenário de transformação profunda da indústria automotiva. Analistas avaliam que o movimento da Volkswagen não é isolado. Diversas fabricantes instaladas na Europa vêm revisando estruturas produtivas e administrativas diante do novo ciclo tecnológico que atinge o setor. A transição para veículos elétricos e digitalização da mobilidade tende a redefinir processos, competências profissionais e cadeias produtivas nos próximos anos. Para o mercado automotivo global, a decisão reforça o tamanho do desafio enfrentado pelas montadoras tradicionais: equilibrar investimentos em inovação, manter competitividade frente a novos concorrentes e adaptar suas estruturas a um setor que passa por uma das maiores transformações de sua história.
Produção de motocicletas supera 348 mil unidades no primeiro bimestre

Demanda crescente do mercado sustenta ritmo da indústria A produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou, no primeiro bimestre de 2026, o melhor desempenho dos últimos 15 anos. Levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo aponta que 348.732 unidades saíram das linhas de montagem entre janeiro e fevereiro, volume 1,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. “O desempenho do primeiro bimestre reforça o bom momento vivido pela indústria de motocicletas. O setor mantém um ritmo consistente de produção, alinhado ao planejamento das fabricantes e impulsionado pela demanda do mercado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. Em fevereiro, foram produzidas 164.104 motocicletas, volume 7,1% menor ao registrado no mesmo mês do ano passado e 11,1% inferior ao alcançado em janeiro. “A retração já era prevista, em razão do feriado de Carnaval, que reduziu o número de dias úteis do mês e impactou o ritmo de produção”, explica Bento. Produção por categoria A Street foi a categoria mais produzida no primeiro bimestre. No total, 180.488 unidades saíram das linhas de montagem, o que corresponde a 51,8% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a Trail (com 19,4% do total produzido), seguida pela Motoneta (com 13,3%). As posições foram mantidas no ranking mensal. O levantamento a seguir apresenta a comparação dos resultados com o mês anterior e com o mesmo período de 2025. A produção de motocicletas de alta cilindrada cresceu 22% no primeiro bimestre. Ao todo, foram fabricadas 9.725 unidades, volume que corresponde a 2,8% da produção total. “Esse crescimento reflete o impacto dos recentes lançamentos no segmento. A indústria está sempre investindo, inovando e ampliando seu portfólio para atender aos diferentes perfis de consumidores”, destaca Bento. Em números absolutos, a liderança é dos modelos de baixa cilindrada, que teve 270.919 motocicletas produzidas (com 77,7% do total fabricado). Em segundo lugar, ficaram os modelos de média cilindrada (19,5% da produção). As posições foram mantidas no levamento mensal: baixa cilindrada (126.123 motocicletas e 76,9% do volume fabricado), média (com 20,2% da produção) e alta (com 2,9%). Varejo Os licenciamentos de motocicletas atingiram o maior volume da história para o primeiro bimestre e para o mês de fevereiro. De janeiro a fevereiro, foram emplacadas 350.110 motocicletas, aumento de 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já na análise isolada de fevereiro, as vendas no varejo somaram 171.548 unidades, alta de 10% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a janeiro houve queda de 3,9%. A retração também é resultado do menor número de dias úteis (21 dias em janeiro, contra 18 em fevereiro). A média diária de vendas foi de 9.530 unidades. Exportações Nos dois primeiros meses do ano, as exportações registraram alta de 43,1%, com o embarque de 8.015 unidades para o mercado externo. Em fevereiro, as associadas da Abraciclo exportaram 4.748 motocicletas, volume 70% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 45,3% maior na comparação com janeiro.