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Vendas do varejo paulista crescem 9,3% em 2024 e atingem R$ 1,4 trilhão, maior cifra da história

Sete das nove atividades pesquisadas bateram recorde histórico de faturamento O varejo no Estado de São Paulo fechou 2024 com um desempenho excepcional, com o volume total de vendas alcançando R$ 1,42 trilhão — alta de 9,3% em comparação a 2023. É o maior faturamento da série histórica iniciada em 2008 e a maior taxa de crescimento desde 2021. Em termos absolutos, esse desempenho representa R$ 121 bilhões a mais em receitas em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). No mês de dezembro, as vendas do varejo avançaram 7,3% em comparação ao mesmo período de 2023, e também atingiram a maior cifra — R$ 138,6 bilhões — para um mês desde o início da série histórica. Na visão da FecomercioSP, essa performance favorável é reflexo, principalmente, do mercado de trabalho aquecido, que resulta em um aumento no contingente de pessoas com capacidade de consumir, além de fatores como expansão do crédito e aumento da renda, que culminaram em uma forte propensão ao consumo no segundo semestre, impulsionada pela Black Friday, pelas compras de final de ano e pela injeção do 13º salário. “Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o avanço da digitalização e omnichannel, já que as empresas seguiram apostando na integração entre lojas físicas e online, ampliando o alcance das vendas”, afirma Fabio Pina, assessor econômico da Entidade. Alta em todos os segmentos De acordo com a pesquisa da FecomercioSP, as nove atividades pesquisadas encerraram 2024 com alta no faturamento, em comparação a 2023 (tabela 1). As maiores variações ocorreram nas vendas das concessionárias de veículos (+17,9%) e das lojas de autopeças e acessórios (+14,3%). Destaque também para as farmácias e perfumarias (+11,7%), lojas de vestuários, tecidos e calçados (+10,7%) e móveis e decoração (+10,5%). TABELA 1 PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA – ESTADO DE SÃO PAULO Relatório anual de faturamento real 2024 Vendas na capital paulista O varejo do município de São Paulo também fechou 2024 com resultado positivo, exibindo um crescimento de 9,9% em relação ao ano anterior e batendo o recorde de faturamento com uma receita de R$ 441,4 bilhões em 2024, cerca de R$ 39,7 bilhões acima do apurado em 2023. Em dezembro, a capital teve um aumento de 6,8% nas vendas, atingindo a cifra de R$ 43,4 bilhões no mês, também a maior receita mensal da série histórica. TABELA 2 PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA – SÃO PAULO (CAPITAL) Relatório anual de faturamento real 2024 Setor deve desacelerar em 2025 Embora a Federação mantenha uma visão otimista para esse primeiro trimestre, principalmente por conta do desempenho do mercado de trabalho, a Entidade recomenda uma certa dose de cautela aos empresários na realização de investimentos e na formação de estoques. Na visão da FecomercioSP, o ano de 2025 deve ser extremamente desafiador, considerando a atual conjuntura de inflação acima do teto da meta e o ciclo de alta da taxa Selic, que já estão afetando a confiança dos consumidores e devem influenciar as vendas ao longo do ano. As vendas das concessionárias de veículos e de materiais de construção, que comercializam bens duráveis, em que a venda normalmente depende de crédito e compromete a renda ao longo de vários meses, já mostraram sinais de desaceleração no último trimestre do ano. Nesse contexto, “empresas do setor precisarão ajustar suas estratégias para manter a competitividade e preservar margens em um possível cenário de menor crescimento em 2025”, recomenda Fabio Pina.

O impacto da integração de processos no setor automotivo

Centros de serviços confiáveis, gestão integrada dos dados do produto e de fornecedores possibilita redução de custos, governança corporativa e aprimoramento da operação Segundo levantamento da Automotive Business, de 2021 a 2025, a indústria automobilística brasileira planeja investir aproximadamente R$32 bilhões em diversas áreas, incluindo tecnologias digitais, inovação e sustentabilidade. As soluções integradas de tecnologia, que englobam a combinação de hardware, software e conectividade em uma única plataforma, estão transformando a indústria de forma profunda, desde a produção até a experiência do consumidor final. Portanto, fazem-se essenciais empresas que oferecem ferramentas para o setor, como a SoftExpert, multinacional especializada em software para conformidade e governança.  Com a digitalização do segmento, as montadoras e fornecedores de peças estão adotando tecnologias mais sofisticadas para otimizar processos, reduzir custos e melhorar a segurança dos veículos. Nessa linha, a SoftExpert oferece ferramentas para gestão integrada que automatizam e centralizam as ferramentas necessárias para a gestão estratégica da indústria, como qualidade, processos e documentação, eliminando a necessidade de múltiplos sistemas para a gestão de dados.  Os fabricantes de automóveis e seus fornecedores têm enfrentado constantes mudanças nas demandas dos clientes e preocupações com segurança e meio ambiente, além da competitividade do mercado e da necessidade de crescimento do uso de PD&I para projetos inovadores, fomentando o desenvolvimento de carros elétricos e híbridos. Pressão no custo e na complexidade, mercados divergentes e integração nos processos de fabricação são alguns dos principais desafios do segmento. Por isso, existem processos estratégicos para ajudar as empresas automotivas a impulsionar a inovação e aprimorar a excelência nos negócios. O primeiro deles é contar com centros de serviços confiáveis: a indústria automotiva é uma das mais bem supridas em termos de automação. Os centros de manutenção e calibração desempenham um papel importante não apenas na garantia de que os equipamentos em uso não produzam peças defeituosas, mas também na eficiência de todo o processo. O tempo de parada das máquinas para calibração ou manutenção tem um grande impacto na produtividade do processo. Centros de serviços eficientes promovem o uso otimizado dos recursos, reduzem o tempo de inatividade, permitem um melhor controle dos custos e garantem a confiabilidade em todo o sistema.  A solução da SoftExpert oferece gestão de calibração e manutenção. A ferramenta ajuda a organizar, controlar e aumentar a eficiência das ordens de serviço por meio de uma interface web simples e intuitiva. O sistema permite rastrear o histórico e as tendências de equipamentos e ativos, por meio de recursos de prevenção e análise de falhas. Ele também minimiza o tempo gasto em tarefas de manutenção e calibração, gerenciando o agendamento de ativos, peças, suprimentos, ferramentas e recursos técnicos, otimizando de maneira abrangente os programas de serviço.  Outro processo é a gestão integrada dos dados do produto, que faz o gerenciamento dos dados do produto e das informações relacionadas ao processo em um único sistema. Essas informações incluem dados de projeto CAD, modelos, informações de peças, instruções de fabricação, requisitos, notas e documentos. Também é possível citar a gestão da qualidade do produto, que envolve análise de riscos e integrações com o plano de controle, garantindo monitoramento contínuo da qualidade do produto durante a implementação e ao longo de sua vida útil. Para uma OEM (Original Equipment Manufacturer – Fabricantes de equipamento original) na indústria automotiva, o produto (veículo) é um sistema complexo de subsistemas integrados, módulos montados, submódulos e componentes, ou todos eles. Para reduzir o tempo de lançamento no mercado e cortar custos, as OEMs estão transferindo a maioria de suas atividades para os fornecedores de primeiro nível ao longo da cadeia de suprimentos, o que torna o processo de gerenciamento de dados do produto ainda mais complexo. Portanto, OEMs e fornecedores automotivos que possuem um sistema de informações ágil e integrado podem conduzir tranquilamente qualquer revisão de engenharia de seus processos de negócios.  Para isso, a ferramenta da SoftExpert gerencia produtos de forma automatizada e totalmente integrada que coleta e centraliza os dados do produto, envolvendo todas as partes interessadas e oferecendo à organização recursos avançados de geração de relatórios. A solução também promove automação e integração de processos, eliminando processos manuais e aumentando a eficiência por meio de abordagem paperless. Outro ponto importante é a gestão eficaz de fornecedores. É importante que as empresas criem estruturas claras e tenham controle total sobre o gerenciamento de fornecedores. Além de dar a devida atenção à gestão de auditoria dos processos do fornecedor, reforçando a utilização de checklists automatizados, planos de ação e dashboards, otimizando auditorias de fornecedores e garantindo conformidade e rastreabilidade. As companhias do setor devem se concentrar em uma gestão baseada em fatos, com uma relação clara entre os requisitos e as habilidades profissionais ou o conhecimento tecnológico de cada fornecedor. Em primeiro lugar, é necessário conduzir adequadamente a seleção e a qualificação de novos fornecedores, realizando análises, avaliações e auditorias estruturadas. “Depois disso, vem o monitoramento e o desenvolvimento do desempenho do fornecedor, apoiando e respeitando os requisitos de qualidade no processo de criação e desenvolvimento de produtos; implementando medidas de melhoria de qualidade e eficiência no chão de fábrica; e apoiando e otimizando o processo de tratamento de erros, gerenciamento de mudanças, o processo de reclamações e o processo de garantia”, reforça o Product Marketing Lead, Marcelo Becher.  Nesse sentido, o software da SoftExpert é projetado para medir o desempenho das entregas e serviços dos fornecedores, assim como garantir a qualidade da entrada e saída de materiais e insumos dos processos operacionais e de negócio. A solução facilita todas as atividades de inspeção: cria formulários e checklists, agenda inspeções, registra resultados e monitora ações corretivas até a sua finalização.  O setor automotivo está no epicentro da transformação digital, com as soluções integradas de tecnologia desempenhando um papel fundamental em sua evolução. Com soluções completas para empresas de diversos segmentos, do setor público ao automobilístico, a SoftExpert atende, a nível global, dores específicas do mercado a partir de um único contrato, proporcionando maior eficiência, agilidade e economia nas operações, por meio da padronização de processos e da digitalização responsável.

Fusões e aquisições de Industrial Markets sobem 32% em 2024

O setor de Industrial Markets registrou 41 fusões e aquisições em 2024, uma alta de 32% na comparação com 2023, quando foram registradas 31 transações. Sobre os tipos de transações, das operações mais recentes realizadas no setor, 19 foram domésticas, ou seja, feitas no Brasil; 9 do tipo CB1, empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil; 10 do tipo CB2, empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior, 2 do tipo CB3, quando empresa de capital majoritário brasileiro adquire, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil e 1 do tipo CB4, quando a empresa de capital majoritário estrangeiro adquire, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil. Os dados constam na tradicional pesquisa da KPMG sobre o assunto, realizada com empresas de 43 setores da economia brasileira. “Apesar de um cenário desafiador para a indústria, a pesquisa retrata que as empresas seguem confiantes e executando suas estratégias de crescimento inorgânico e/ou ajuste das operações demonstrada no apetite para fusões e aquisições bem como parcerias e joint ventures. Tais movimentos desempenham um papel importante na adoção de novas capacidades tecnológicas e diversificação de suas cadeias de abastecimento. A busca por digitalização e inovação continuam sendo grandes impulsionadores deste mercado. Olhar cuidadoso para futuro por conta das altas taxas de juros, bem como da insegurança fiscal e política”, afirma Flávia Spadafora, sócia-líder do setor de Industrial Markets da KPMG no Brasil. O Brasil registrou 1.582 fusões e aquisições de empresas em 2024, uma leve alta de 5% na comparação com 2023, quando foram realizadas 1.505 operações desse tipo. As operações domésticas entre organizações brasileiras (981) lideraram essas transações, seguidas de transações de empresas de capital majoritário estrangeiro (394) que adquiriram, de brasileiros, capital daquelas estabelecidas no Brasil. Os dados são da tradicional pesquisa da KPMG sobre o assunto, conduzida com 43 setores da economia. “Os dados evidenciam uma retomada importante no mercado de fusões e aquisições. Após dois anos consecutivos de queda nessas transações, os números revelam que as empresas estão mais ativas nessas operações. O número de 2024 superou 2023, e, apesar de ser inferior ao de 2022 e 2021, já é superior aos totais registrados em 2020 e demais anos anteriores de nossa série histórica. Apesar da retomada, ainda não é possível prever se ela se sustentará ao longo de 2025 dadas as questões econômicas atuais”, afirma Gustavo Vilela, sócio-líder de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil.

Indústria automotiva avança no uso de plásticos reciclados

Segundo levantamento solicitado pelo Movimento Plástico Transforma, o setor consumiu 71 mil toneladas de plástico reciclado em 2023 O setor automotivo tem utilizado o plástico de maneira crescente e estratégica, com o objetivo de aumentar a eficiência e reduzir o peso dos veículos. Além disso, o uso de plásticos reciclados tem ganhado destaque, principalmente em componentes internos, acabamentos e suportes, alinhando o setor a práticas mais sustentáveis e atendendo às exigências ambientais globais.  Algumas montadoras têm adotado plásticos reciclados projetados para manter qualidade e desempenho das resinas tradicionais, garantindo a durabilidade e a segurança dos veículos. Com o avanço das tecnologias de reciclagem e inovações no design automotivo, o futuro do plástico no setor está cada vez mais alinhado com práticas sustentáveis.  Segundo dados do “Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil”, solicitado pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, e desenvolvido pela MaxiQuim, a indústria automotiva consumiu, em 2023 (dados mais recentes), 71 mil toneladas de resinas recicladas pós-consumo (PCR). Desse total, 38,5 mil toneladas correspondem ao polipropileno reciclado pós-consumo (PP PCR), utilizado na produção de peças automotivas de segunda linha e compostos.  De acordo com o levantamento, a indústria automotiva utiliza cerca de 20 mil toneladas de polietileno tereftalato reciclado pós-consumo, conhecido como PET. Com essa resina, são produzidos tapetes, revestimentos internos, forros e cintos de segurança. O poliestireno (PS) também está presente no setor, com o uso de cerca de 3 mil toneladas do material, que é empregado na fabricação de peças de segunda linha e reposição.  “O setor automotivo tem uma oportunidade única de se beneficiar cada vez mais com a utilização de plásticos reciclados, reduzindo custos e melhorando sua sustentabilidade. À medida que a indústria adota soluções mais verdes, não só contribui para a preservação do meio ambiente, mas também impulsiona um movimento que pode transformar o mercado global, criando uma economia circular mais eficiente e sustentável para todos”, explica Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma.  Pensando nessa alta demanda e nos diferentes usos do plástico no setor, o Movimento Plástico Transforma também preparou o e-book “Plásticos em movimento”, que aborda a utilização do material no setor automotivo trazendo uma visão de sustentabilidade e a inovação tecnológica na área. Clique aqui para visualizar o material.

Preço dos combustíveis seguem em alta e comprometem 6,2% da renda das famílias brasileiras

Diesel e etanol lideram aumento, enquanto custo-benefício entre gasolina e etanol favorece a gasolina na maior parte do país Para encher um tanque de 55 litros, 6,2% da renda mensal familiar fica comprometida no quarto trimestre de 2024. O dado corresponde ao valor médio nacional, com maior impacto no Nordeste (9,9%) e Norte (8,5%), enquanto o Sudeste (5,0%) e Centro-Oeste (5,1%) registraram os menores percentuais.  Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O percentual revela que o poder de compra se manteve praticamente estável entre o último trimestre de 2023 e o mesmo período de 2024, seja na média nacional (6,2%) ou das capitais (4,0%). Entretanto, quando analisados regionalmente, há grandes diferenças e desigualdades justificadas pela variação na oferta e demanda de combustível nas localidades e pela diferença de nível e variação de renda.  Aumento no preço dos combustíveis Todos os combustíveis, em fevereiro de 2025, registraram alta em seus preços médios na comparação com janeiro do mesmo ano. O diesel comum e o diesel S-10 lideraram os aumentos, com variação de +4,6% cada, seguidos pelo etanol (+3,9%), gasolina comum (+2,9%), gasolina aditivada (+2,8%) e GNV (+0,1%).  No acumulado do primeiro bimestre do ano, os combustíveis que mais encareceram foram o etanol hidratado (+6,6%), diesel comum (+5,2%) e diesel S-10 (+5,1%). Em 12 meses, os preços seguem em elevação, com destaque para o etanol hidratado, que subiu 22,1%.  O preço médio nacional da gasolina comum foi de R$ 6,434 por litro, com alta de 2,9% no mês e 10,3% nos últimos 12 meses. O Norte (R$ 6,869) e o Nordeste (R$ 6,511) registraram os maiores valores, enquanto os menores preços foram observados no Sudeste (R$ 6,274) e Sul (R$ 6,434). O etanol foi comercializado a uma média de R$ 4,437 por litro, subindo 3,9% no mês e 22,1% no acumulado de 12 meses. Os preços mais elevados foram encontrados no Norte (R$ 5,207) e Nordeste (R$ 4,912), enquanto os menores valores foram no Sudeste (R$ 4,321) e Centro-Oeste (R$ 4,477). Já o diesel S-10 teve preço médio de R$ 6,533 por litro, registrando um avanço de 4,6% no mês e 7,9% nos últimos 12 meses. Os maiores preços foram verificados no Norte (R$ 6,827) e Centro-Oeste (R$ 6,676), enquanto o Sul (+5,5%) apresentou a maior variação mensal.  Gasolina x Etanol De acordo com o Indicador de Custo-Benefício Flex, em fevereiro de 2025, o preço médio do etanol correspondeu a 72,2% do valor cobrado pela mesma quantidade de gasolina, na média das UFs. Comparativamente, na média das capitais, a relação apurada entre os preços foi bastante similar, correspondendo a 72,7%.  O patamar acima de 70% favorece a vantagem de preço do etanol sobre a gasolina, tornando o abastecimento com gasolina melhor em termos de custo-benefício. No entanto, as variações de preço por região mostram um cenário um pouco mais favorável para o etanol em estados como São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.  Vale lembrar que, há um ano, o cenário era diferente: o indicador, em fevereiro/2024,estava em seu menor nível histórico (ao menos, desde 2017), o que tornava o etanol uma opção bastante competitiva no país todo.

PIB cresce 3,4% em 2024 e fecha o ano em R$ 11,7 trilhões

Em 2024, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 3,4% frente a 2023. A Indústria (3,3%) e os Serviços (3,7%) cresceram, enquanto a Agropecuária recuou (-3,2%). Período de comparação Indicadores PIB AGROP INDUS SERV FBCF CONS. FAM CONS. GOV Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 0,2% -2,3% 0,3% 0,1% 0,4% -1,0% 0,6% Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal) 3,6% -1,5% 2,5% 3,4% 9,4% 3,7% 1,2% Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal) 3,4% -3,2% 3,3% 3,7% 7,3% 4,8% 1,9% Valores correntes no 4º trimestre (R$) 3,1 trilhões 110,6  bilhões 638,6 bilhões 1,9      trilhão 528,2 bilhões 2,0     trilhões 660,2 bilhões Valores correntes no ano (R$) 11,7 trilhões 655,3   bilhões 2,5     trilhões 7,0     trilhões 2,0     trilhões 7,5     trilhões 2,2     trilhões Taxa de investimento (FBCF/PIB)  2024 = 17,0% Taxa de Poupança (POUP/PIB) 2024 = 14,5% PIB per capita 2024 = R$ 55.247,45 com alta de 3,0% ante 2023 Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 11,7 trilhões em 2024. Já o PIB per capita chegou a R$ 55.247,45, com avanço real de 3,0% frente ao ano anterior.  A taxa de investimento em 2024 foi de 17,0% do PIB, contra 16,4% em 2023. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,5% em 2024, ante 15,0% em 2023. Frente ao 3º trimestre de 2024, na série com ajuste sazonal, o PIB variou 0,2%. Houve variações positivas na Indústria (0,3%) e nos Serviços (0,1%), enquanto a Agropecuária recuou 2,3%. Em relação ao 4º trimestre de 2023, o PIB avançou 3,6%, 16º resultado positivo consecutivo nesta comparação. A Agropecuária recuou 1,5%, enquanto a Indústria e os Serviços cresceram 2,5% e 3,4%, respectivamente. Principais resultados do PIB a preços de mercado do 4º trimestre de 2023 ao 4º trimestre de 2024 (%)   2023.IV 2024.I 2024.II 2024.III 2024.IV Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior 3,2 2,6 3,0 3,3 3,4 Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores 3,2 2,8 2,7 3,1 3,4 Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior  2,4 2,6 3,3 4,0 3,6 Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 0,4 1,0 1,3 0,7 0,2 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais  PIB cresce 3,4% em 2024  O PIB em 2024 cresceu 3,4% frente ao ano anterior. Com isso, o PIB per capita alcançouR$ 55.247,45 em 2024, com avanço real de 3,0% em relação ao ano anterior. A alta do PIB frente ao ano anterior resultou do aumento de 3,1% do Valor Adicionado a preços básicos e de 5,5% no volume dos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado frente a 2023 refletiu o desempenho das três atividades: Agropecuária (-3,2%), Indústria (3,3%) e Serviços (3,7%). A queda de 3,2% do Valor Adicionado da Agropecuária em 2024 decorreu do fraco desempenho da Agricultura, que suplantou a contribuição positiva da Pecuária, Produção Florestal e Pesca. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, efeitos climáticos adversos impactaram várias culturas importantes, ocasionando quedas em suas estimativas anuais de produção, com destaque para a soja (-4,6%) e o milho (-12,5%). Na Indústria, o destaque positivo foi a Construção com alta de 4,3%, corroborada pelo crescimento da ocupação na atividade, da produção de insumos típicos e da expansão do crédito. Houve elevação das Indústrias de Transformação (3,8%), que foram puxadas, principalmente, pela alta na fabricação: da indústria automotiva e de equipamentos de transporte; máquinas e equipamentos elétricos; produtos alimentícios e móveis. Cresceram também a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (3,6%), influenciada pelo aumento das temperaturas médias do ano e as Indústrias Extrativas (0,5%). Houve crescimento em todas as atividades que compõem os Serviços: Informação e comunicação (6,2%), Outras atividades de serviços (5,3%), Comércio (3,8%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,7%), Atividades imobiliárias (3,3%), Transporte, armazenagem e correio (1,9%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,8%). Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 7,3%, devido aos aumentos da produção interna e da importação de bens de capital, além da expansão da Construção e do Desenvolvimento de Software. A Despesa de Consumo das Famílias cresceu 4,8% em relação ao ano anterior puxada pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda. A Despesa do Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 1,9%. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 2,9%, enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 14,7%. Os destaques da pauta de importações foram: produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; veículos automotores; máquinas e equipamentos e serviços. PIB varia 0,2% em relação ao 3º tri de 2024 No quarto trimestre de 2024, o PIB apresentou variação positiva de 0,2% contra o trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. A Indústria variou 0,3%, os Serviços apresentaram variação positiva de 0,1%, enquanto a Agropecuária recuou 2,3%, respectivamente. Entre as atividades industriais, houve crescimento na Construção (2,5%), nas Indústrias de Transformação (0,8%) e nas Indústrias Extrativas (0,7%). Já a atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,2%) registrou queda. Nos Serviços, as atividades de Transporte, armazenagem e correio (0,4%) e Comércio (0,3%) registraram variação positiva. Houve estabilidade para Atividades imobiliárias (0,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,0%) e Outras atividades de serviços (-0,1%). Já as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%) e Informação e comunicação (-0,4%) apresentaram resultados negativos. Pela ótica da despesa, a Formação Bruta de Capital Fixo variou 0,4% e a Despesa de Consumo do Governo cresceu 0,6%, ao passo que houve queda da Despesa de Consumo das Famílias (-1,0%). No setor externo, na mesma comparação, as Exportações de Bens e Serviços recuaram 1,3%, enquanto as Importações de Bens e Serviços mostraram variação negativa (-0,1%). Em relação ao 4º tri de 2023, PIB cresce 3,6%  Comparado ao quarto trimestre de 2023, o PIB avançou 3,6% no último trimestre de 2024, seu 16º resultado positivo consecutivo nesta comparação. O Valor Adicionado a preços básicos e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios cresceram 3,3% e 6,1%, respectivamente. Entre as atividades, a Agropecuária recuou 1,5% em relação a igual período de 2023. Apesar da contribuição positiva da Pecuária e Produção Florestal, este resultado é explicado, principalmente, pelo fraco desempenho de cultivos com safra relevante no quarto trimestre, como por exemplo: laranja (-21,1%), fumo (-9,8%), trigo (-2,9%) e cana (-0,9%). A Indústria avançou 2,5% no trimestre. As Indústrias de Transformação registraram crescimento (5,3%),

1º Congresso Aliança do Aftermarket Automotivo reforça a força do setor e promove debate sobre temas estratégicos

Evento acontece durante a Automec 2025 e reunirá grandes lideranças para discutir o futuro do aftermarket Em um movimento inédito para fortalecer o setor automotivo, a Aliança promoverá o 1º Congresso Aliança do Aftermarket Automotivo, um encontro estratégico que reunirá os principais líderes, especialistas e executivos do mercado. O evento acontecerá no dia 23 de abril de 2025, das 9h às 12h, na sala 211, mezzanino do São Paulo Expo, durante a Automec 2025, a maior feira de autopeças da América Latina. O congresso surge como um marco para o setor, abordando temas essenciais para o desenvolvimento e sustentabilidade do aftermarket. Com um formato dinâmico de painéis e talks, o evento trará especialistas nacionais e internacionais para debater Right to Repair, Inspeção Técnica Veicular, Reforma Tributária, Descarbonização da Frota e Inteligência Artificial no Aftermarket. Diálogo e colaboração para o futuro do setor O evento será um ambiente de troca de experiências e conhecimento, proporcionando uma visão ampla sobre os desafios e oportunidades do aftermarket. Entre os destaques da programação estão: Right to Repair – Visão Global – Com Bill Hanvey, Presidente & CEO da Auto Care (EUA), abordando a legislação global sobre o direito à reparação automotiva. Right to Repair – Visão Brasil – Com Dra. Raquel Preto, especialista em Direito Tributário e defensora do movimento Right to Repair no Brasil. Inspeção Técnica Veicular no Brasil – Apresentado por Claudio Torelli, presidente do SIVESP. Reforma Tributária e o Aftermarket – Com Carolina Verginelli e Alexandre Furmann, especialistas da Deloitte, discutindo os impactos das novas regras fiscais no setor. O Inimigo é o Carbono – Talk sobre descarbonização da frota e seus efeitos no aftermarket, com J.E. Luzzi, do Sindipeças. Inteligência Artificial no Aftermarket – Palestra de Guga Stocco, renomado especialista em inovação e transformação digital. Público-alvo e oportunidade de networking O 1º Congresso Aliança será voltado para fabricantes de autopeças, distribuidores, varejistas, reparadores, associações setoriais, instituições de ensino, gestores públicos e jornalistas especializados. O evento também proporcionará um espaço exclusivo para networking, fortalecendo conexões e impulsionando novos negócios. Como participar Os interessados em participar do 1º Congresso Aliança do Aftermarket Automotivo devem ficar atentos às divulgações oficiais da Aliança. Mais informações estarão disponíveis no site e nas redes sociais da entidade.

Ministério dos Transportes lança programa que busca reduzir emissões de gases poluentes por veículos

Portaria publicada na última sexta (28) estabelece diretrizes de atuação conjunta com ANTT e Infra S.A Alinhado aos compromissos globais de diminuição das emissões de gases do efeito estufa, o Ministério dos Transportes lançou o Programa MelhorAR, que busca reduzir o volume de poluentes atmosféricos provenientes de veículos de cargas e de passageiros. A Portaria instituindo a política foi publicada na última sexta-feira (28) no Diário Oficial da União. Por meio do MelhorAR o Ministério dos Transportes irá estabelecer diretrizes e coordenar os órgãos partícipes no desenvolvimento e implementação do programa; estimular a cooperação nacional e internacional com organizações públicas e privadas visando fortalecer a redução de emissões de poluentes atmosféricos para o setor de transporte rodoviário de cargas e de passageiros; e acompanhar e monitorar a execução deste Projeto e os seus resultados. Dentre os desafios do programa estão o estímulo ao consumo eficiente de combustíveis e a compatibilização do transporte rodoviário de cargas e de passageiros com a preservação do meio ambiente no sentido de alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) assumidos pelo Governo Federal.  ParceriaO subsecretário de Sustentabilidade do MT, Cloves Benevides, reforçou que o Programa MelhorAR terá uma ação conjunta entre o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Infra S.A., autarquia e empresa pública, respectivamente, ligadas à pasta.  Conforme estabelecido na Portaria, a Infra S.A. terá um papel fundamental na gestão do programa, estabelecendo critérios claros para a obtenção, renovação, suspensão e cancelamento do selo. Além disso, será responsável pela definição dos critérios técnicos para mensuração das emissões e pela criação de mecanismos de registro e monitoramento.  Enquanto isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará incumbida de revisar normas que estimulem a redução contínua das emissões atmosféricas no transporte rodoviário de cargas e passageiros. Esta ação será crucial para garantir que as regulamentações vigentes sejam adequadas e que os dados do Programa MelhorAR sejam integrados ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).  “Essa sinergia entre a ANTT e a Infra S.A. é vital para o sucesso do programa, pois assegura uma abordagem coordenada e eficaz em relação à redução das emissões”, completou Cloves Benevides.  O monitoramento das emissões será consolidado pelo Observatório Nacional de Transportes e Logística (ONTL), garantindo que as ações sejam respaldadas por dados precisos e que as decisões sejam embasadas em informações confiáveis.  Deste modo, mais do que uma medida técnica, o Programa MelhorAR configura-se em um passo decisivo rumo a um futuro mais sustentável, alinhado com os objetivos de desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social que o Ministério dos Transportes se propõe a abraçar.

Instituto Escola do Mecânico e ICONIC oferecem qualificação gratuita, em mecânica, no Rio de Janeiro

Curso de capacitação beneficiará moradores de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que tenham interesse em trabalhar ou se aprofundar no segmento. As inscrições já começaram pelo site Começar o ano com uma nova perspectiva de trabalho e, quem sabe, uma oportunidade de recomeçar a carreira. É com esse espírito de geração de renda e emprego que o Instituto Escola do Mecânico – projeto mantido e licenciado pela empresa detentora da marca “Escola do Mecânico”, e a ICONIC, líder nacional em lubrificantes – oferecem 15 vagas, que são destinadas, majoritariamente, para pessoas em vulnerabilidade social e mulheres. Para participar, a pessoa interessada precisa ter mais de 18 anos e morar na região de Duque de Caxias. O curso terá 145 horas e acontecerá de forma presencial, na Escola do Mecânico de Caxias. O conteúdo programático abordará desde questões técnicas de mecânica automotiva até desenvolvimento comportamental. Para se inscrever, basta acessar o link. A aula inaugural está prevista para 27 de março, às 19h, e contará com a presença da Diretora de Tecnologia e Sustentabilidade da ICONIC, Roberta Teixeira, e da CEO e Fundadora da Escola do Mecânico, Sandra Nalli. “Acreditamos na transformação por meio da educação e, por isso, consideramos que esta é uma oportunidade para impulsionar jovens talentos a entrarem no mercado e apoiar profissionais mais experientes que desejam crescer em suas carreiras. Por meio desta parceria, poderemos qualificar pessoas para atender um setor com demandas específicas e que trabalha com elevados padrões internacionais de inovação, segurança e sustentabilidade”, analisa Roberta Teixeira. O objetivo do Instituto é capacitar alunos para que desenvolvam autoconhecimento e habilidades técnicas, tornando-os aptos para o mundo do trabalho. Esse é o cerne do Instituto, promover impacto social levando oportunidades de conhecimento do segmento automotivo. “O homem, ao longo da história, foi ocupando seu espaço nessa área, porém, para a mulher, ainda existe um longo processo para quebrar os estereótipos e preconceitos. Um dos caminhos é se qualificar. Ao longo da minha própria trajetória profissional sempre tive que estudar mais, me dedicar mais e me esforçar mais que os homens para provar que também era capaz de estar ali naquela tarefa e, aos poucos, desconstruir essa ideia de que mecânica é só para homens”, afirma a executiva Sandra Nalli, que soma mais de 30 anos de experiência na área.

Preços dos combustíveis na terceira semana, mas ainda acumulam alta em fevereiro

Levantamento nacional revela que diesel S-10 está 4,23% mais caro nos postos. Gasolina (+2,54%) e etanol (+2,11%) também ficaram mais caros no mês Após duas semanas de aumento, os preços dos combustíveis registraram discreto recuo na terceira semana de fevereiro. A despeito da acomodação mais recente, os motoristas ainda estão pagando mais para completar o tanque. Os números foram extraídos do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  Considerando o comportamento dos preços dos combustíveis entre a última semana de janeiro e a terceira semana de fevereiro, a maior alta foi registrada pelo diesel S-10: o preço médio nacional do combustível acumula uma alta de 2,54% no período, o equivalente a um acréscimo de R$ 0,26 por litro, resultando em um preço médio de R$ 6,53 por litro. No mesmo período, o preço da gasolina subiu 2,54% (+R$ 0,16, para R$ 6,53/litro), enquanto o valor médio do etanol exibiu um incremento de 2,11% (+R$ 0,09, para R$ 4,45/litro).  Variações similares foram observadas na média das capitais. Considerando o balanço parcial de fevereiro, por exemplo, o diesel S-10 registrou um acréscimo de 4,29% (+R$ 0,27, para R$ 6,55/litro), seguido pela gasolina, com alta de 2,53% (+R$ 0,11, para R$ 6,48/litro) e também pelo etanol, cujo preço registrou elevação de 2,51% nos postos (+R$ 0,11, para R$ 4,56/litro).  Em termos regionais, o levantamento semanal identificou diferenças importantes no comportamento dos preços entre os estados. No caso da gasolina comum, por exemplo, as maiores altas no balanço parcial de fevereiro foram notadas em postos sediadas no Paraná (+4,8%), Amazonas (+4,4%) e Rio Grande do Norte (+4,4%). Em contraponto, no Ceará (+0,4%), Goiás (+1,0%) e Bahia (+1,3%), os incrementos forma menos significativos.  Comparativamente, no caso do etanol, as maiores elevações foram observadas no Amazonas (+9,4%), Distrito Federal (+5,7%) e Maranhão (+5,6%). Já no caso do diesel S-10, os incrementos mais significativos até a terceira semana de fevereiro foram registrados no Amapá (+8,1%), Distrito Federal (+6,6%) e Amazonas (+6,2%).  Na avaliação do Indicador de Custo-Benefício Flex, que compara o preço médio do etanol e da gasolina comum, considerando o rendimento médio de cada combustível, não houve mudanças significativas entre a última semana de janeiro (71,8%) e a terceira semana de fevereiro (71,7%), uma vez que as variações de preço dos dois combustíveis foram bem próximas. Embora possa ser lido como ligeiramente favorável ao abastecimento com gasolina comum (acima de 70%), o resultado não implica vantagem significativa em termos de economia para os consumidores nos parâmetros do levantamento (entre 70% e 75%).  Em termos desagregados, por outro lado, os percentuais obtidos referendam a opção pela gasolina em estados como Ceará, Maranhão e Alagoas, enquanto no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, a opção pelo etanol é visivelmente mais econômica.  Essas variações refletem, entre outros fatores, os recentes reajustes anunciados pela Petrobras, aliados à volatilidade do mercado internacional de petróleo. Com a combinação desses elementos, o setor segue em monitoramento, podendo apresentar novas oscilações conforme mudanças na política de preços da estatal e no cenário econômico global.