São Paulo

Dados Cimáticos

Mais previsões: Meteorologia 25 dias

Fechamento de vendas do 2.º decêndio de fevereiro – Base 20.02.2025

Por: Marcelo Cavalcante Em uma semana de boa recuperação, o setor de automóveis e comerciais leves avança 15% em relação ao mês de janeiro, na comparação com o ano anterior as vendas de fevereiro registra um crescimento de 4,63%, foram vendidos no 2.º decêndio 108.690 unidades.As vendas acumuladas totalizam 268.558 veículos, anotando um crescimento de 4,93% ante o ano de 2024, na análise com o ciclo pré pandemia (ano 2019) o setor recua 13%.A participação do varejo em fevereiro é de 52,45% e do atacado é de 47,55%, o varejo está recuando 2,74% ante o ano anterior e o atacado cresce na parcial 14%.Os eletrificados encerram o 2.º decêndio com 9.874 unidades, com uma participação de 9,08%, as vendas parciais de fevereiro anotam um crescimento de 2,67%, vamos detalhar a parcial dos eletrificados em outra publicação.No ranking de marcas a Fiat segue na liderança com 24.445 vendas parciais, anotando um crescimento de 14,82% em relação ao mês anterior. No acumulado a marca já abre uma vantagem de quase 20 mil unidades, registrando um crescimento de 14,48% ante o ano de 2024. Sua carteira de vendas está concentrada 59,62% no atacado.A VW tem um ótimo desempenho no fechamento do 2.º decêndio, registrando um crescimento de 56% em relação ao mês de janeiro, com vendas parciais de 18.305 unidades. No acumulado do ano segue na vice liderança com 39.433 unidades, volume 1,39% acima do realizado em 2024. Sua carteira de venda do mês está concentrada 60,36% no atacado.A GM registra uma queda de 16,39% na parcial de fevereiro, sua vendas acumuladas estão recuando 2,07% ante o ano anterior, começo de ano difícil para a marca americana. Sua carteira de vendas de fevereiro está concentrada 60,72% no varejo.Destaques positivos da parcial para mais um excelente começo de ano da Fiat, para o Honda que registra um crescimento de 41,89%, a BYD avança 44,81%, Caoa Chery que cresce 28,65% ante o ano anterior.No segmento Premium a BMW é líder com 1.917 unidades acumuladas com um crescimento de 21%, Volvo está na segunda posição com 1.172 vendas, registrando um crescimento de 29% e fecha o trio a Mercedes-Benz com 980 vendas e um crescimento de 93% ante o ano de 2024.No ranking de modelos a Fiat Strada é líder com 6.870 vendas, seguida pelo VW/Polo e VW/T Cross.O segundo decêndio foi de recuperação, demonstrando mais uma vez a capacidade de reação do setor, o grande volume de promoções desse final de semana deve impactar positivamente o fechamento do mês, caindo por terra a máxima de que o ano só começa depois do Carnaval.O 1.º bimestre é sempre desafiador para o setor, principalmente em um ano de mudanças nas regras de emissões com a implementação do Proconve 8.Os investimentos programados pela indústria de transformação, demonstram otimismo, o aumento nas taxas de juros e a turbulência política internacional seguem sendo variáveis de preocupação do setor.Sucesso e bons negócios.Ative para ver a imagem maior.

Abrafiltros fecha parceria com o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva

Iniciativa prevê condições especiais para associados Abrafiltros nos inúmeros serviços oferecidos pelo instituto. A Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso, está ampliando os benefícios a seus associados com a nova parceria com o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, renomado organismo de certificação especializado no setor automotivo, criado e dirigido pela ANFAVEA, Sindipeças e outras entidades. “Esta parceria visa promover ainda mais a qualidade e sustentabilidade do setor automotivo”, comenta João Moura, presidente executivo da Abrafiltros. Por meio da iniciativa, os associados terão condições diferenciadas nos inúmeros serviços oferecidos pelo instituto, entre eles certificações, ensaios de filtros, treinamentos, entre outras oportunidades. Os interessados em saber um pouco mais sobre o IQA podem acessar o link: www.iqa.org.br. Para mais informações sobre a parceria, basta entrar em contato pelo e-mail secretaria@abrafiltros.org.br

Preços dos combustíveis seguem em alta na segunda semana de fevereiro

Entre os combustíveis monitorados, diesel S-10 lidera alta com 4,41% no balanço parcial do mês, após impacto do ICMS e reajuste da Petrobras Os preços dos combustíveis registraram leve aumento na segunda semana de fevereiro, após a entrada em vigor das novas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do reajuste da Petrobras, cujos impactos se concentraram na primeira semana do mês. Os números foram extraídos do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). ELABORADO PELA FIPE A PARTIR DE INFORMAÇÕES DA VELOE, ANP, IPC-FIPE E IBGE. Segundo o levantamento nacional, que compara a segunda semana de fevereiro com a última de janeiro de 2025, revela que o diesel S-10 lidera a alta acumulada no mês, com um avanço de 4,41%, atingindo a marca de R$ 6,54 por litro na média dos postos nacionais. A gasolina comum (+2,60%) e o etanol (+2,21%) acompanharam esse movimento, chegando aos valores médios de R$ 6,45 e R$ 4,45 por litro, respectivamente. No levantamento exclusivo das capitais, as variações acompanham a tendência nacional, refletindo, dentre os fatores, como o câmbio, os reajustes nos impostos e no, caso do diesel, nos preços praticados pelas refinarias da Petrobras: diesel S-10 (+4,36%), etanol (+2,59%) e gasolina comum (+2,52%).  Embora tenham seguido padrão similar, houve diferenças nas variações regionais e estaduais, sendo que as maiores altas se concentraram em estados e capitais do Nordeste e Norte do país. No caso da gasolina comum, os maiores aumentos foram identificados no: Rio Grande do Norte (+5,1%), Paraná (+4,6%), Santa Catarina (+4,2%), Acre (+3,8%) e Amazonas (+3,6%). Quanto ao etanol, a liderança coube ao Ri Grande do Norte (+8,0%), Amazonas (+8,0%), Maranhão (+4,9%), Distrito Federal (+4,8%) e Santa Catarina (+3,1%). Finalmente, no tocante ao diesel s-10, a liderança nas altas de preço coube ao Amapá (+8,4%), seguido por Amazonas (+6,8%), Acre (+6,8%), Distrito Federal (+6,4%) e Rio Grande do Norte (+6,2%).  ELABORADO PELA FIPE A PARTIR DE INFORMAÇÕES DA VELOE, ANP, IPC-FIPE E IBGE.

Parcial de vendas de automóveis e comerciais leves – base 17.02.202

Por: Marcelo Cavalcante O setor de automóveis e comerciais leves vendeu na primeira quinzena de fevereiro 82.913 unidades, volume 2,61% acima do realizado no mesmo período do ano anterior e um avanço de 9,35% ante o mês de janeiro.O 1.º bimestre caminha para fechar com um crescimento entre 6% até 7% em relação ao ano de 2025.No acumulado do ano já foram vendidos 242.781 unidades, registrando um crescimento de 4,26%.O varejo está participando com 52,45% das vendas do mês e o atacado 47,55%, as locadoras e os grandes frotistas devem intensificar suas compras no 2.º bimestre.Os veículos eletrificados venderam até a última segunda-feira 7.571 unidades, registrando uma queda de 2,76% ante o mês anterior.A Fiat segue líder com vendas parciais de 17.250 unidades, no acumulado do ano a marca registra um crescimento de 9,64%.A VW está na segunda posição com 14.328 unidades, sua quinzena fechou com um crescimento de 50% em relação a parcial de janeiro. No acumulado a marca anota um crescimento de 1,51%.A GM fecha o trio com 8.189 unidades, volume 19% abaixo do realizado em janeiro, no acumulado a marca recua 1,19%.A grande novidade do mês é a o acordo de produção e distribuição da chinesa Geely e a Renault do Brasil, a Geely já está presente no Brasil com as marcas Volvo e Zeekr.No ranking de modelos mais vendidos a Fiat/Strada é líder, seguida por VW/Polo e VW/T-Cross.A participação dos automóveis na parcial é de 75,71% e dos comercias leves é de 24,88%.Daqui a pouco eu publico a análise completa da parcial do setor de eletrificados.Ative para ver a imagem maior.

Mistura de biodiesel no diesel é mantida em 14% para conter inflação

Governo desistiu de aumentar o percentual para 15% em março O percentual de biodiesel misturado ao óleo diesel ficará em 14% para conter a alta no preço dos alimentos, decidiu nesta terça-feira (18) o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O percentual subiria para 15% em 1º de março. Embora a maior parte do biodiesel no país tenha origem na soja, produto majoritariamente exportado e pouco consumido pelos brasileiros, a decisão ajuda a segurar o preço dos alimentos. Isso porque a elevação da mistura para 15% encareceria o combustível, usado no transporte de cargas, com impacto no preço da comida. Atualmente, o óleo diesel representa 35% do valor do frete. “O preço dos alimentos é a grande prioridade do nosso governo. Considerando a necessidade de buscarmos todos os mecanismos para que o preço seja mais barato na gôndola do supermercado, mantemos a mistura em B14 [teor de 14% de biodiesel] até que tenhamos resultados no preço dos alimentos da população, já que boa parte da produção do biodiesel vem da soja”, afirmou, em nota, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Apesar de ser menos poluente e renovável, o biodiesel é mais caro que o diesel, combustível fóssil. Quanto maior o teor de biodiesel no diesel, mais alto fica o preço na bomba. Caso o percentual de mistura subisse, o diesel teria o segundo aumento em um mês. No fim de janeiro, a Petrobras elevou o preço do combustível para as distribuidoras em R$ 0,22 para diminuir a defasagem em relação ao preço internacional. O biodiesel, que é adicionado ao diesel fóssil, esteve em trajetória de alta nas últimas semanas. Sancionada em outubro de 2024, a Lei Combustível do Futuro estabelece que a parcela de biodiesel varie de 13% a 25%. No entanto, a adição é obrigatória desde 2008, como política nacional para reduzir o nível de poluição do transporte de cargas. Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Produção industrial cai em janeiro

Recuo na passagem de ano era esperado, mas foi mais brando do que o usual. Otimismo dos empresários para os próximos seis meses e intenção de investimento aumentaram A produção da indústria caiu na passagem de dezembro para janeiro, aponta a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (19). O índice ficou em 48,9 pontos, abaixo da linha de 50 pontos, que separa aumento de queda na produção do setor. O levantamento mostra que a produção diminuiu nas pequenas e médias empresas, mas cresceu entre as grandes. No recorte por região, o indicador revelou queda da produção nas indústrias do Centro-Oeste, Norte e Sudeste. No Nordeste e no Sul, a produção cresceu. “Normalmente, a produção acelera no fim do terceiro trimestre para atender as festas de fim de ano. Após isso, é normal que a produção caia, mas é importante notar que, em 2025, ela foi mais branda que em outros períodos semelhantes”, compara Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. O emprego industrial ficou praticamente estável no primeiro mês de 2025. Em janeiro, o índice de evolução do número de empregados ficou em 49,6 pontos. Assim como a produção, o emprego avançou nas grandes indústrias, mas recuou nas pequenas e médias. A quantidade de trabalhadores nas indústrias do Centro-Oeste e do Sul aumentou, mas caiu no Nordeste, no Norte e no Sudeste. Depois de avançar 1 ponto percentual frente a dezembro, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) fechou janeiro em 69%. Trata-se do 11º mês consecutivo em que a UCI fica acima das médias mensais da série histórica. A UCI subiu nas grandes indústrias, manteve-se estável nas médias e recuou nas pequenas. No recorte por região, a UCI só não avançou no Norte e no Centro-Oeste. Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador de evolução do nível de estoques ficou abaixo dos 50 pontos. O movimento foi visto entre pequenas, médias e grandes empresas. Na passagem para janeiro, o índice se aproximou da linha divisória de 50 pontos, o que mostra que o recuo observado no mês foi menos intenso do que o recuo em dezembro. Entre as regiões, apenas as indústrias do Norte e do Nordeste não revelaram queda dos estoques. De acordo com a pesquisa, o índice de estoque efetivo em relação ao usual permaneceu em 49,3 pontos. O indicador, que não ultrapassa os 50 pontos há 14 meses, revela que os estoques ficaram abaixo do nível planejado pelos industriais no mês. O nível de estoques ficou abaixo do planejado nas pequenas e médias indústrias, mas, nas grandes, ultrapassou o planejado. O índice ficou abaixo da linha divisória em todas as regiões. Expectativas positivas crescem Em fevereiro, os indicadores que medem as expectativas de demanda, quantidade exportada, compras de matérias-primas e número de empregados aumentaram. Todos eles já estavam acima da linha de 50 pontos. Por isso, o resultado mostra que o otimismo dos industriais para os próximos seis meses se intensificou. VEJA INFOGRÁFICO O indicador de intenção de investimento também subiu em fevereiro. Avançou 0,3 ponto em relação a janeiro, chegando aos 58 pontos. O índice está 5,7 pontos acima da média histórica. Amostra Nesta edição da Sondagem Industrial, a CNI consultou 1.453 empresas: 595 de pequeno porte; 514 de médio porte; e 344 de grande porte, entre 3 e 12 de fevereiro de 2025.  Fonte: Agência de notícias da indústria

Ônibus são os preferidos para 29% dos turistas, aponta pesquisa

Levantamento encomendado pelo Ministério do Turismo mostra que a procura pelo transporte rodoviário de passageiros cresceu em relação ao verão passado Os ônibus são o meio escolhido por 29% das pessoas que pretendem viajar durante o verão 2025. A preferência cresceu 1% em relação ao ano passado e reflete a importância do setor e confiança da população no transporte rodoviário de passageiros. Os números fazem parte da pesquisa Tendências de Turismo Verão 2025 – comportamento da população brasileira, encomendada pelo Ministério do Turismo (MTur). E, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), este é um bom momento para os consumidores aproveitarem as promoções das companhias rodoviárias, com cashback e descontos de até 50% para viagens nos primeiros meses do ano. A pesquisa foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. O cenário mostra a importância da segurança nas estradas brasileiras, já que 69% dos turistas utilizam o transporte rodoviário para os momentos de lazer. Além dos que preferem os ônibus, 40% dos entrevistados viajarão em seus próprios veículos neste verão. E esse índice vem caindo, já que, em 2023, 45% das viagens eram feitas de carro. O transporte aéreo foi o escolhido por apenas 23% dos entrevistados. “Os números refletem a preferência dos brasileiros pelo modal rodoviário. E garantir a segurança nas estradas é um trabalho contínuo, que depende da fiscalização das autoridades e das escolhas seguras dos passageiros. Por isso, é fundamental optar por empresas regulares, que seguem as normas de transporte, garantindo veículos em boas condições e motoristas treinados para uma viagem tranquila, em que a única preocupação seja aproveitar as belezas do trajeto e do destino escolhido”, destacou a conselheira da Abrati, Leticia Pineschi. Segundo a pesquisa, as belezas da região Nordeste são o destino escolhido por 53% dos turistas neste início de ano. Em seguida, as regiões Sudeste e Sul são as preferidas para 37% e 20% dos viajantes, respectivamente. Com serviços seguros e de alta qualidade, as tarifas rodoviárias de curtas e médias distâncias representaram uma economia de cerca de 90% em relação a outros modais de transporte, como por exemplo os trechos aéreos operados para os mesmos destinos em trajetos de até 12 horas. E, para garantir a segurança e o conforto dos passageiros, as empresas associadas à Abrati investem constantemente em melhorias. Em 2024, foram investidos mais de R$ 3,6 bilhões na modernização e manutenção de frotas, incluindo ônibus com diferentes configurações de poltronas, como executivo, leito e cama, além de Wi-Fi, serviços de bordo, telemetria, rastreamento em tempo real e sistemas antitombamento. “São muitos motivos para escolher os ônibus regulares. A segurança e o conforto são itens indispensáveis, mas as empresas também investem em promoções. Por isso, é importante que o passageiro siga as empresas nas redes sociais e fiquem atentos às promoções-relâmpago exclusivas dos canais próprios de vendas da marca”, destacou a conselheira da Abrati.

Vendas de veículos 100% elétricos no Brasil triplica em 2024; Frota de eletrificados atinge 370 mil veículos

Dados compilados englobam números até dezembro de 2024, segmentados por estado, cidade e modelos mais buscados pelos brasileiros  Seja pela preocupação com a sustentabilidade, economia com combustível ou baixa nos valores, a procura por veículos elétricos continua em crescimento no Brasil, com o mercado em constante expansão. É o que comprova o levantamento inédito da NeoCharge, que mostra o aumento no número de carros eletrificados no país entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024. De acordo com dados da SENATRAN compilados e categorizados pela empresa, o número passou de 207.165 para 374.423 unidades no período. Se considerados apenas os carros 100% elétricos, o número que era de 28.440, alcançou 87.986; híbridos plug-in saltaram de 57.051 para 117.676 unidades; e os híbridos de 121.674 para 168.761 unidades. A maior quantidade de veículos eletrificados está em São Paulo (estado e capital), Distrito Federal (Brasília) e Santa Catarina.  “A volta da taxação sobre os veículos importados não afetou o crescimento em 2024, e para este ano temos grandes expectativas em relação ao início da produção brasileira com as fabricantes BYD e GWM, que vão começar a entregar carros em território brasileiro”, afirma Ayrton Barros, diretor geral da NeoCharge.   Infográfico: evolução da frota e economia real de eletrificados x a combustão A NeoCharge disponibiliza ainda o infográfico Mercado Brasileiro de Carros Elétricos, que oferece informações compiladas sobre o panorama do país, como a evolução da frota por trimestre e a distribuição do número de VEs no Brasil, que aponta que os híbridos representam 45% do total, seguidos dos híbridos plug-in, com 31%, e os 100% elétricos, com 24%. Outro dado relevante para os entusiastas dos eletrificados ou interessados em adquirir seu veículo, é o gráfico que apresenta a economia real quando se compara um carro elétrico e um a combustão, que pode chegar a R$ 9.989,52 reais anualmente, considerando apenas o abastecimento.  “O nosso intuito é disponibilizar informações atualizadas para que o público acompanhe o crescimento da mobilidade elétrica no Brasil. Os brasileiros já sentem a necessidade de adquirir conhecimento sobre os carros elétricos, até porque são vistos como o que há de mais moderno e tecnológico”, complementa o diretor geral da NeoCharge. Modelos preferidos dos brasileiros  Os dados da NeoCharge analisam ainda a quantidade de veículos segmentada por montadoras e modelos. Entre os carros 100% elétricos e híbridos, os que lideram o ranking dos fabricantes são BYD, GWM e Volvo.  Quando analisado o recorte por modelos, o preferido dos brasileiros dentre os 100% elétricos é o BYD Dolphin, que possui mais de 21 mil unidades circulando no país (21.992), seguido pelo BYD Dolphin Mini (21.910 unidades) e GWM Ora (7.097 unidades). Em relação aos híbridos plug-in, o BYD Song Plus (25.560 unidades), Haval H6 (22.185 unidades) e Volvo XC 60 (12.260 unidades) lideram entre os motoristas no Brasil.

Janeiro tem o melhor resultado de produção para o mês desde 2021 e aumento de 52,3% nas exportações

O início do ano apresentou boas notícias para o setor automotivo. A produção de autoveículos registrou crescimento de 15,1%. A marca de 175,5 mil unidades é a maior desde janeiro de 2021. “Essa movimentação representa uma elevação de vendas no mercado interno somada ao aumento das exportações, que estimulou as empresas a manter o ritmo elevado de produção. Além disso, essa melhora colabora com a tendência da alta de empregos”, afirmou Márcio de Lima Leite, Presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As exportações mantiveram o ritmo elevado dos últimos seis meses e chegaram a um crescimento de 52,3% em comparação a janeiro de 2024. Esse aumento reflete o desempenho positivo dos mercados da América do Sul, em espcial da Argentina. Outro destaque importante para o setor está na alta dos emplacamentos, que teve crescimento de 6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse número, alinhado com a projeção de 2025, representa o terceiro ano consecutivo com vendas em alta e atinge os níveis da indústria pré-pandemia. A participação dos eletrificados em janeiro foi de 10%, a maior da história. No segmento de pesados, o destaque foi para o emplacamento de ônibus e caminhões, que atingiu 55,5% e 14,5%, respectivamente, em relação a janeiro do ano passado. A produção de ônibus e caminhões também não ficou para trás, com alta de 1,3% e 13,2%. Este crescimento no segmento de ônibus representa o maior janeiro dos últimos cinco anos. Pesquisa de Intenção de Compra Webmotors Após um 2024 marcado por demanda aquecida e crescimento de produção e vendas, o setor automotivo deve registrar bons números também em 2025. Segundo levantamento realizado pela Webmotors apresentado na Coletiva de Imprensa ANFAVEA, 68% dos brasileiros desejam comprar ou trocar de carro este ano, sendo 37% ainda no primeiro semestre. O dado é parte da Pesquisa sobre Intenção de Compra realizada anualmente com usuários da plataforma para identificar motivos e preferências na compra de carros no Brasil. Para a edição de 2025, foram ouvidas 2.499 pessoas entre 6 e 17 de janeiro de 2025. Quando perguntados sobre como pretendem pagar pelo novo carro, o financiamento parcial é a opção mais mencionada pelos respondentes (47%), seguido por pagamento à vista (32%), financiamento total (15%) e leasing/consórcio (6%). “Esses dados reforçam a importância de ações de bancos, montadoras e concessionárias que ofereçam vantagens na compra ou troca do automóvel, como bônus na troca pelo usado, pagamento do preço da tabela de mercado ou condições de financiamento favoráveis. Essas iniciativas podem impulsionar a decisão do consumidor pela compra ou troca e fomentar um ambiente mais favorável para esse negócio no país”, explica Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Entre os motivos apontados para compra ou troca de veículo em 2025, a atualização do modelo foi a mais mencionada (36%), seguida pelo costume de trocar o carro de tempos em tempos (30%), a situação do atual veículo (25%), a necessidade de um carro mais econômico (14%) ou mais potente (13%).

Empresas automotivas reforçam qualidade com certificações voluntárias

Em um cenário competitivo, certificações se tornam diferenciais essenciais, impulsionando a qualidade e fomentando a inovação nos negócios   Com consumidores cada vez mais exigentes, empresas automotivas têm intensificado investimentos em certificações voluntárias de qualidade, buscando não apenas atender às expectativas do mercado, mas também se diferenciar na prestação dos serviços. É o caso do centro de reparação de veículos JJK Kashiwaya, localizado em Vargem Grande Paulista, na Região Metropolitana de São Paulo, que busca elevar seus padrões empresariais com as certificações do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva. De acordo com a proprietária, Ligia Maruyama, a empresa conquistou sua primeira certificação do IQA em 2020. Desde então, tem mantido padrões de qualidade, contribuindo significativamente para a consolidação de sua credibilidade no mercado. Recentemente, a oficina passou pelo processo de recertificação, que vai além de uma simples validação formal. É uma nova oportunidade de avaliar novamente as práticas, identificar áreas que precisam de atenção e implementar melhorias contínuas. “A primeira certificação foi desafiadora, pois exigiu mudanças significativas. Já na recertificação, estávamos mais preparados. Mesmo assim, o compromisso com a melhoria contínua é um desafio que nos motiva a crescer e a oferecer sempre o melhor aos nossos clientes”, afirmou a empresária. Segundo o gerente de serviços automotivos do IQA, Sergio Fabiano, a certificação é acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e avalia dez áreas essenciais, abrangendo desde a estrutura física para manutenção de veículos e as ferramentas utilizadas, até o impacto ambiental, a gestão financeira, os processos operacionais e a conformidade com as documentações obrigatórias por lei. A certificação possui validade de dois anos, período em que são realizadas duas avaliações e duas auditorias anuais conduzidas por auditores especializados. Após esse prazo, as empresas precisam passar por uma nova avaliação para renovar o selo de qualidade. Sergio Fabiano explica que o principal desafio enfrentado pelas organizações durante o processo de recertificação é sustentar ou elevar os padrões de qualidade exigidos. No entanto, o Instituto oferece suporte contínuo às empresas certificadas, fornecendo recomendações e orientações que auxiliam na superação de desafios e na promoção da melhoria contínua. “No caso da oficina da Lígia Maruyama, observamos na recertificação alguns avanços, especialmente na gestão de funcionários, com a implantação de um sistema de gratificação por desempenho, e na área ambiental, com a instalação e manutenção de uma caixa separadora de água e óleo, além do levantamento de riscos ambientais, ações que antes não eram realizadas”, destaca o gerente. Certificações IQA O Instituto da Qualidade Automotiva é uma entidade especializada no setor automotivo, oferecendo um portfólio abrangente para apoiar empresas em diversas áreas. Suas soluções incluem certificações, treinamentos, manuais técnicos e workshops, promovendo a melhoria contínua e a qualidade no mercado. Na área de reparação automotiva, o IQA oferece certificações específicas para oficinas mecânicas e retíficas de motores. Para profissionais deste segmento que buscam se destacar no mercado, o Instituto também disponibiliza certificações individuais em especialidades como manutenção de motores, suspensão, direção, funilaria, pintura e vendas de autopeças, entre outras, valorizando a qualificação profissional. Empresas do aftermarket automotivo (pós-vendas) também encontram no IQA uma ampla gama de certificações de qualidade. Fabricantes e distribuidores de autopeças, empresas de peças remanufaturadas, blindagem veicular, softwares operacionais, componentes automotivos, sustentabilidade e gestão ambiental estão entre as áreas atendidas. “A maioria das certificações voluntárias tem validade de até dois anos, pois as tecnologias avançam, as legislações são atualizadas e o mercado está em constante evolução. Por isso, orientamos as empresas certificadas a verificarem a validade de seus selos e, se necessário, iniciarem o processo de renovação. Assim, garantem a continuidade de um trabalho com qualidade e o alinhamento aos padrões exigidos”, destaca Sergio Fabiano.