Vendas de veículos 100% elétricos no Brasil triplica em 2024; Frota de eletrificados atinge 370 mil veículos

Dados compilados englobam números até dezembro de 2024, segmentados por estado, cidade e modelos mais buscados pelos brasileiros Seja pela preocupação com a sustentabilidade, economia com combustível ou baixa nos valores, a procura por veículos elétricos continua em crescimento no Brasil, com o mercado em constante expansão. É o que comprova o levantamento inédito da NeoCharge, que mostra o aumento no número de carros eletrificados no país entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024. De acordo com dados da SENATRAN compilados e categorizados pela empresa, o número passou de 207.165 para 374.423 unidades no período. Se considerados apenas os carros 100% elétricos, o número que era de 28.440, alcançou 87.986; híbridos plug-in saltaram de 57.051 para 117.676 unidades; e os híbridos de 121.674 para 168.761 unidades. A maior quantidade de veículos eletrificados está em São Paulo (estado e capital), Distrito Federal (Brasília) e Santa Catarina. “A volta da taxação sobre os veículos importados não afetou o crescimento em 2024, e para este ano temos grandes expectativas em relação ao início da produção brasileira com as fabricantes BYD e GWM, que vão começar a entregar carros em território brasileiro”, afirma Ayrton Barros, diretor geral da NeoCharge. Infográfico: evolução da frota e economia real de eletrificados x a combustão A NeoCharge disponibiliza ainda o infográfico Mercado Brasileiro de Carros Elétricos, que oferece informações compiladas sobre o panorama do país, como a evolução da frota por trimestre e a distribuição do número de VEs no Brasil, que aponta que os híbridos representam 45% do total, seguidos dos híbridos plug-in, com 31%, e os 100% elétricos, com 24%. Outro dado relevante para os entusiastas dos eletrificados ou interessados em adquirir seu veículo, é o gráfico que apresenta a economia real quando se compara um carro elétrico e um a combustão, que pode chegar a R$ 9.989,52 reais anualmente, considerando apenas o abastecimento. “O nosso intuito é disponibilizar informações atualizadas para que o público acompanhe o crescimento da mobilidade elétrica no Brasil. Os brasileiros já sentem a necessidade de adquirir conhecimento sobre os carros elétricos, até porque são vistos como o que há de mais moderno e tecnológico”, complementa o diretor geral da NeoCharge. Modelos preferidos dos brasileiros Os dados da NeoCharge analisam ainda a quantidade de veículos segmentada por montadoras e modelos. Entre os carros 100% elétricos e híbridos, os que lideram o ranking dos fabricantes são BYD, GWM e Volvo. Quando analisado o recorte por modelos, o preferido dos brasileiros dentre os 100% elétricos é o BYD Dolphin, que possui mais de 21 mil unidades circulando no país (21.992), seguido pelo BYD Dolphin Mini (21.910 unidades) e GWM Ora (7.097 unidades). Em relação aos híbridos plug-in, o BYD Song Plus (25.560 unidades), Haval H6 (22.185 unidades) e Volvo XC 60 (12.260 unidades) lideram entre os motoristas no Brasil.
Janeiro tem o melhor resultado de produção para o mês desde 2021 e aumento de 52,3% nas exportações

O início do ano apresentou boas notícias para o setor automotivo. A produção de autoveículos registrou crescimento de 15,1%. A marca de 175,5 mil unidades é a maior desde janeiro de 2021. “Essa movimentação representa uma elevação de vendas no mercado interno somada ao aumento das exportações, que estimulou as empresas a manter o ritmo elevado de produção. Além disso, essa melhora colabora com a tendência da alta de empregos”, afirmou Márcio de Lima Leite, Presidente da ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As exportações mantiveram o ritmo elevado dos últimos seis meses e chegaram a um crescimento de 52,3% em comparação a janeiro de 2024. Esse aumento reflete o desempenho positivo dos mercados da América do Sul, em espcial da Argentina. Outro destaque importante para o setor está na alta dos emplacamentos, que teve crescimento de 6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse número, alinhado com a projeção de 2025, representa o terceiro ano consecutivo com vendas em alta e atinge os níveis da indústria pré-pandemia. A participação dos eletrificados em janeiro foi de 10%, a maior da história. No segmento de pesados, o destaque foi para o emplacamento de ônibus e caminhões, que atingiu 55,5% e 14,5%, respectivamente, em relação a janeiro do ano passado. A produção de ônibus e caminhões também não ficou para trás, com alta de 1,3% e 13,2%. Este crescimento no segmento de ônibus representa o maior janeiro dos últimos cinco anos. Pesquisa de Intenção de Compra Webmotors Após um 2024 marcado por demanda aquecida e crescimento de produção e vendas, o setor automotivo deve registrar bons números também em 2025. Segundo levantamento realizado pela Webmotors apresentado na Coletiva de Imprensa ANFAVEA, 68% dos brasileiros desejam comprar ou trocar de carro este ano, sendo 37% ainda no primeiro semestre. O dado é parte da Pesquisa sobre Intenção de Compra realizada anualmente com usuários da plataforma para identificar motivos e preferências na compra de carros no Brasil. Para a edição de 2025, foram ouvidas 2.499 pessoas entre 6 e 17 de janeiro de 2025. Quando perguntados sobre como pretendem pagar pelo novo carro, o financiamento parcial é a opção mais mencionada pelos respondentes (47%), seguido por pagamento à vista (32%), financiamento total (15%) e leasing/consórcio (6%). “Esses dados reforçam a importância de ações de bancos, montadoras e concessionárias que ofereçam vantagens na compra ou troca do automóvel, como bônus na troca pelo usado, pagamento do preço da tabela de mercado ou condições de financiamento favoráveis. Essas iniciativas podem impulsionar a decisão do consumidor pela compra ou troca e fomentar um ambiente mais favorável para esse negócio no país”, explica Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Entre os motivos apontados para compra ou troca de veículo em 2025, a atualização do modelo foi a mais mencionada (36%), seguida pelo costume de trocar o carro de tempos em tempos (30%), a situação do atual veículo (25%), a necessidade de um carro mais econômico (14%) ou mais potente (13%).
Empresas automotivas reforçam qualidade com certificações voluntárias

Em um cenário competitivo, certificações se tornam diferenciais essenciais, impulsionando a qualidade e fomentando a inovação nos negócios Com consumidores cada vez mais exigentes, empresas automotivas têm intensificado investimentos em certificações voluntárias de qualidade, buscando não apenas atender às expectativas do mercado, mas também se diferenciar na prestação dos serviços. É o caso do centro de reparação de veículos JJK Kashiwaya, localizado em Vargem Grande Paulista, na Região Metropolitana de São Paulo, que busca elevar seus padrões empresariais com as certificações do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva. De acordo com a proprietária, Ligia Maruyama, a empresa conquistou sua primeira certificação do IQA em 2020. Desde então, tem mantido padrões de qualidade, contribuindo significativamente para a consolidação de sua credibilidade no mercado. Recentemente, a oficina passou pelo processo de recertificação, que vai além de uma simples validação formal. É uma nova oportunidade de avaliar novamente as práticas, identificar áreas que precisam de atenção e implementar melhorias contínuas. “A primeira certificação foi desafiadora, pois exigiu mudanças significativas. Já na recertificação, estávamos mais preparados. Mesmo assim, o compromisso com a melhoria contínua é um desafio que nos motiva a crescer e a oferecer sempre o melhor aos nossos clientes”, afirmou a empresária. Segundo o gerente de serviços automotivos do IQA, Sergio Fabiano, a certificação é acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e avalia dez áreas essenciais, abrangendo desde a estrutura física para manutenção de veículos e as ferramentas utilizadas, até o impacto ambiental, a gestão financeira, os processos operacionais e a conformidade com as documentações obrigatórias por lei. A certificação possui validade de dois anos, período em que são realizadas duas avaliações e duas auditorias anuais conduzidas por auditores especializados. Após esse prazo, as empresas precisam passar por uma nova avaliação para renovar o selo de qualidade. Sergio Fabiano explica que o principal desafio enfrentado pelas organizações durante o processo de recertificação é sustentar ou elevar os padrões de qualidade exigidos. No entanto, o Instituto oferece suporte contínuo às empresas certificadas, fornecendo recomendações e orientações que auxiliam na superação de desafios e na promoção da melhoria contínua. “No caso da oficina da Lígia Maruyama, observamos na recertificação alguns avanços, especialmente na gestão de funcionários, com a implantação de um sistema de gratificação por desempenho, e na área ambiental, com a instalação e manutenção de uma caixa separadora de água e óleo, além do levantamento de riscos ambientais, ações que antes não eram realizadas”, destaca o gerente. Certificações IQA O Instituto da Qualidade Automotiva é uma entidade especializada no setor automotivo, oferecendo um portfólio abrangente para apoiar empresas em diversas áreas. Suas soluções incluem certificações, treinamentos, manuais técnicos e workshops, promovendo a melhoria contínua e a qualidade no mercado. Na área de reparação automotiva, o IQA oferece certificações específicas para oficinas mecânicas e retíficas de motores. Para profissionais deste segmento que buscam se destacar no mercado, o Instituto também disponibiliza certificações individuais em especialidades como manutenção de motores, suspensão, direção, funilaria, pintura e vendas de autopeças, entre outras, valorizando a qualificação profissional. Empresas do aftermarket automotivo (pós-vendas) também encontram no IQA uma ampla gama de certificações de qualidade. Fabricantes e distribuidores de autopeças, empresas de peças remanufaturadas, blindagem veicular, softwares operacionais, componentes automotivos, sustentabilidade e gestão ambiental estão entre as áreas atendidas. “A maioria das certificações voluntárias tem validade de até dois anos, pois as tecnologias avançam, as legislações são atualizadas e o mercado está em constante evolução. Por isso, orientamos as empresas certificadas a verificarem a validade de seus selos e, se necessário, iniciarem o processo de renovação. Assim, garantem a continuidade de um trabalho com qualidade e o alinhamento aos padrões exigidos”, destaca Sergio Fabiano.
Frota nacional de veículos bate recorde e cresce 4,75 milhões de veículos em 2024

Crescimento anual de 4,0% foi liderado por utilitários e estados do Norte. Veículos elétricos e com cores personalizadas também ganharam espaço. O Brasil encerrou o ano de 2024 com uma frota de 123,97 milhões de veículos, resultado de um aumento de 4,75 milhões (+4,0%) em relação ao final de 2023. Os números são do levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundacão Instituto de Pesquisas Econômicas), com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Todos os estados contribuíram para o desempenho positivo no ano. Entre os destaques, estado que registrou o maior crescimento percentual foi o Pará, com alta de 7,0%, seguido por: Alagoas (+6,6%); Amapá (+6,4%); Amazonas (+6,4%) e Espírito Santo (+5,9%). Já em termos absolutos, a liderança coube a São Paulo, com adição de 1,07 milhão de novos veículos à sua frota, seguido por Minas Gerais (+494,1 mil); Paraná (+341,0 mil); Bahia (+269,2 mil); e Rio de Janeiro (+269,0 mil). Em termos de participação, São Paulo encerrou 2024 com a maior participação na frota nacional: 34,3 milhões de veículos, o que correspondeu a 27,7% do total. Na sequência, destacaram-se as frotas estaduais de: Minas Gerais (11,3%); Paraná (7,4%); Rio Grande do Sul (6,7%); Rio de Janeiro (6,4%).; Santa Catarina (5,2%); Bahia (4,3%); e Goiás (4,0%). O segmento que mais cresceu proporcionalmente foi o de utilitários, com aumento de 13,9%, seguido por quadriciclos (+12,1%); motonetas (+8,2%); ciclomotores (+8,1%); reboques (+6,8%); caminhões tratores (+6,2%); semirreboques (+6,2%); entre outros. Em números absolutos, os maiores incrementos anuais foram registrados por: automóveis (+1,5 milhão); motocicletas (+1,4 milhão); e caminhonetes (+522,6 mil) que, também lideram em participação na frota total, respondendo por 51,1%; 22,8% e 8,1% da frota nacional, respectivamente. A paleta de cores da frota nacional segue predominantemente monocromática: a cor branca se manteve como a preferida dos brasileiros, com um total de 27,5 milhões de veículos (21,7% da frota), seguida pelas cores preta (18,9%) e prata (16,5%). Em 2024, os maiores aumentos percentuais foram identificados nas cores: fantasia[1] (+9,7%); cinza (+6,7%); branca (+5,4%); preta (+4,1%); azul (+3,8%); e vermelha (+3,4%). Finalmente, no quesito combustível, a frota segue majoritariamente abastecida por veículos com tecnologia flexfuel, movidos a álcool/gasolina (42,2%) e exclusivamente por gasolina (40,5%), além de diesel (7,8%) e exclusivamente álcool (3,5%). Vale destacar também o crescimento dos veículos elétricos e híbridos, que apresentaram um crescimento excepcional no período, ainda respondem por uma parcela bastante discreta da frota nacional. O crescimento excepcional da frota nacional foi impulsionado por uma combinação de fatores econômicos favoráveis, com destaque para o crescimento econômico acima das expectativas, estímulos/incentivos à indústria automotiva, além de indicadores do mercado do trabalho, com destaque para a queda na taxa de desemprego e para o aumento real na renda das famílias brasileiras.
Programa pioneiro de Créditos de Carbono, políticas públicas e expansão da infraestrutura de recarga marcam o 2º Fórum da Aliança pela Mobilidade Sustentável

Em sua segunda edição, o Fórum da Aliança pela Mobilidade Sustentável reuniu os principais nomes da eletromobilidade no Brasil para discutir os avanços e desafios do setor. A coalizão, liderada pela 99, anunciou no evento o Programa de Créditos de Carbono, ação em parceria com Osten e BVM12, para gerar ganhos aos motoristas parceiros da plataforma por meio da redução de emissões de CO2. Além disso, no ano de lançamento do 99electric-Pro, primeira categoria no país direcionada para carros eletrificados premium por aplicativo, o grupo ainda celebra o marco de 23 membros, com a chegada de Vammo e Riba, empresas parceiras para o desenvolvimento e integração de motos elétricas. O balanço de 2024 da 99 revela números expressivos: mais de R$280 milhões investidos nos últimos dois anos e meio, ultrapassando a meta inicial de R$250 milhões até 2025. Esse montante foi imprescindível para que fossem realizadas na plataforma mais de 7,5 milhões de viagens em veículos elétricos e híbridos, proporcionando a mais de 11 milhões de passageiros uma experiência de transporte mais limpa, silenciosa e tecnológica, em um dos mais de 8,5 mil veículos registrados no aplicativo. A companhia destaca que o 99electric-Pro é o primeiro passo e que estuda estratégias para continuar o crescimento da categoria de maneira sustentável, uma vez que o mercado de eletromobilidade é uma realidade criada pelos esforços de todos. “Esses números de 2024 refletem o nosso compromisso 99 em liderar a transição para uma mobilidade mais limpa e acessível no Brasil. O vanguardismo em iniciativas como o 99electric-Pro e a parceria com as 22 empresas da Aliança pela Mobilidade Sustentável são fundamentais para essa transformação. Juntos, estamos acelerando a eletrificação do transporte urbano, com impactos reais para os nossos motoristas parceiros, passageiros e o meio ambiente. Essa união de forças nos permite avançar com ainda mais solidez e visão, construindo um futuro sustentável e inovador para as próximas gerações”, comemora Thiago Hipolito, diretor sênior de inovação na 99. O futuro da eletromobilidade é coletivo Desde 2022, com o início da Aliança, a 99, em parceria com membros como a BYD, investe continuamente em veículos elétricos e híbridos. Para viabilizar o acesso aos veículos eletrificados aos motoristas parceiros do aplicativo, a Aliança promove diferentes iniciativas para locação e aquisição. Com a Dahruj Rent a Car, que, com apoio do Santander, BYD e IturanMob, subsidiaram parte do aluguel de veículos elétricos; com a BYD e o Santander, que oferecem descontos exclusivos para aquisição do modelo BYD Dolphin, incluindo descontos de até R$ 1.000 mensais para custos operacionais e instalação de carregadores residenciais. “A BYD está empenhada em transformar a mobilidade no Brasil e participar de eventos como o Fórum da Aliança pela Mobilidade sustentável reforça ainda mais esse nosso compromisso. Temos uma meta ambiciosa de reduzir a temperatura do planeta terra em até 1°C e tudo que produzimos, trabalhamos e consumimos segue esse propósito, inclusive com relação às parcerias que firmamos. É uma honra estar ao lado de colegas do setor e da indústria para discutir o cenário nacional e esperamos estar cada vez mais presentes nesses espaços para construir um futuro ainda mais verde”, afirma Pablo Toledo, Diretor de Marketing e Comunicação da BYD no Brasil. “O Santander apoia o financiamento da mobilidade sustentável no Brasil, para estimular um mercado que tem potencial de crescimento exponencial. Nossa financeira, que já é líder no segmento, continua a buscar parcerias na área e oferece condições diferenciadas para quem deseja comprar veículos 100% elétricos”, afirma Esther Unzueta, head de Finanças Sustentáveis do Santander. Avanços na infraestrutura de carregamento elétrico Ainda para promover facilidade de aquisição e locação, a Aliança pela Mobilidade Sustentável atua ativamente na expansão da infraestrutura de recarga elétrica no país. O projeto iniciou com dois pontos de carregamentos e oito plugs DC da Easy Volt (Anália Franco e Mooca). Atualmente, são dois pontos de carregamento Zletric e quatro pontos de carregamento da Easy Volt à disposição dos motoristas parceiros, que somados oferecem 80 plugs DC. Em colaboração com a Zletric, por exemplo, ampliou a oferta de pontos de recarga rápidos em São Paulo, permitindo que os motoristas tenham acesso a mais locais para carregar seus veículos de forma eficiente. Em todos são oferecidos descontos exclusivos para os condutores parceiros 99. Lançamento em responsabilidade socioeconômica Ao longo dessa trajetória, os carros elétricos e híbridos cadastrados na 99 conseguiram evitar a emissão de mais de 8 mil toneladas de CO₂, um marco que reafirma o compromisso da empresa com a sustentabilidade e com um futuro urbano mais saudável. Agora, em mais um passo de vanguarda, além da viabilização de locação de 200 unidades do BYD Dolphin aos condutores de São Paulo e região metropolitana em conjunto com a Osten Group, as empresas se unem à BVM12, bolsa de valores para empresas de tecnologia de impacto social em desenvolvimento, e com a IturanMob para o lançamento do primeiro programa de Geração de Créditos de Carbono para carros eletrificados por aplicativo no Brasil. Com objetivo de garantir a longevidade e transparência da ação, os processos de geração de crédito de carbono serão realizados em etapas. Inicialmente, o programa vai operar exclusivamente por meio do uso dos automóveis disponibilizados pela Osten. Na primeira fase, os veículos terão seus dados de viagens – como quilometragem e consumo de energia – armazenados em equipamentos de telemetria, com instalação e operação validadas pela IturanMob. Na segunda fase, o material coletado é analisado e ocorre a conversão dos dados gerados pelos condutores em créditos. O processo será conduzido por uma metodologia criada no Brasil em colaboração com uma certificadora nacional e apoiada por blockchain, que vai garantir a integridade e a rastreabilidade das informações. “Na visão da Osten Group, o uso de veículos elétricos desempenha papel relevante nas iniciativas de descarbonização e de combate ao aquecimento global. Daí a importância de incentivarmos os motoristas de aplicativos a aderirem a este projeto, que trará benefícios tanto ambientais quanto de melhora na renda desses profissionais”, afirma Liandra Boschiero, CEOO da Osten GO, empresa de soluções de mobilidade urbana da Osten Group. “A IturanMob tem um papel essencial na Aliança da Sustentabilidade, trazendo soluções que
Preços nacionais dos combustíveis exibiram discreta alta em análise parcial de novembro

Dentre os tipos de combustíveis acompanhados, o diesel S-10 e destacou com a maior valorização no período, tanto na média nacional quanto na das capitais Os preços dos combustíveis registraram variações discretas no acumulado da primeira quinzena de novembro de 2024, de acordo com o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Dentre os combustíveis monitoradas, o destaque coube ao preço nacional do diesel S-10, que passou de R$ 6,13, na última semana de outubro, para R$ 6,16 na segunda semana de novembro – um aumento de R$ 0,03 ou 0,4%, em termos percentuais. Os números nacionais mostram que, embora a gasolina comum também tenha apresentado variação positiva no período, ela foi mais discreta, passando de R$ 6,19 para R$ 6,20 por litro – avanço de R$ 0,01 (ou +0,1%). O etanol hidratado apresentou resultado similar, considerando que o seu preço médio nacional passou de R$ 4,11, na última semana de outubro, para R$ 4,12, na segunda semana de novembro (+0,01%). Considerando apenas o recorte geográficos das capitais, o preço médio da gasolina avançou de R$ 6,22 para R$ 6,23 (+0,01%), enquanto o etanol hidratado registrou um recuo de R$ 4,20 para R$ 4,18 por litro (-0,05%). O diesel S-10, mais uma vez, foi o combustível monitorado com maior variação de preço no período, passando de R$ 6,18 para R$ 6,22 nas capitais – o que representa um avanço equivalente de 0,6%. O Indicador de Custo-Benefício Flex, que mede a relação entre os preços do etanol hidratado e da gasolina comum, não mostrou mudanças significativas na janela temporal analisada. Na média nacional, em particular, a razão calculada foi de 69,7%, resultado que garante ligeira margem ao etanol como opção mais econômica para o abastecimento dos veículos que aceitam os dois combustíveis. Comparativamente, na média das capitais, a vantagem do biocombustível deixa de existir, dado que o percentual obtido pela razão entre os preços foi ligeiramente maior (70,3%). Fonte: FSB
SUVs lideram crescimento histórico no mercado automotivo brasileiro

Entre os treze segmentos mais relevantes de automóveis e comerciais leves no Brasil, oito apresentaram desempenho positivo em 2024, enquanto quatro registraram quedas expressivas, e apenas um manteve estabilidade. Esse panorama reflete os dados mais recentes do mercado, que destacam os SUVs como os grandes protagonistas do ano. Os utilitários esportivos consolidaram sua liderança, representando impressionantes 48% das vendas de carros de passeio no país. Nos primeiros dez meses de 2024, foram licenciados cerca de 753 mil SUVs, um crescimento significativo de 20,5% em relação ao mesmo período de 2023. O segmento praticamente alcançou o total de 782,3 mil unidades emplacadas ao longo de todo o ano passado, um recorde que foi superado ainda em novembro. Se mantida a média mensal de 75 mil unidades licenciadas, o segmento de SUVs pode ultrapassar a marca de 900 mil unidades até o final do ano, um crescimento de 50% em relação a 2019, último ano antes da pandemia, consolidando um novo marco histórico para a categoria. Outro segmento em destaque são os hatches pequenos, com um aumento de 20% nas vendas e participação de 28,8% no mercado, equivalente a 450,3 mil unidades licenciadas. Em contrapartida, os sedãs compactos mantiveram números estáveis, com 117,3 mil unidades, representando 7,5% do mercado. As picapes também ganharam relevância, com crescimento de 18% e totalizando 385 mil unidades emplacadas, posicionando-se como o terceiro maior segmento em volume. Por outro lado, os carros de entrada sofreram a maior retração entre as categorias mais relevantes, com queda de 13,5% e apenas 99,5 mil unidades licenciadas.
Após maior alta em dez anos, propensão ao consumo das famílias em São Paulo volta a cair

Após subir por seis meses seguidos, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que mensura a propensão ao consumo de médio prazo dos lares na cidade de São Paulo, voltou a cair (-1,7%), atingindo o patamar de outubro do ano passado [tabela 1]. Ainda assim, o indicador aponta uma tendência muito maior de ir às compras no futuro próximo do que o contexto de março de 2023, quando o ICF estava na casa dos 101 pontos (alta de 10,4%). Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), já era uma queda esperada, uma vez que, em fevereiro, o ICF atingiu a pontuação mais alta em uma década (114,3 pontos). A curva ainda ascendente é reflexo, na leitura da Entidade, de fatores que têm dado a tônica da economia brasileira, como um mercado de trabalho aquecido, as seguidas reduções na taxa básica de juros (a Selic) e a desaceleração da inflação. [TABELA 1] ÍNDICE DE INTENÇÃO DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS (ICF) Fonte: FecomercioSP Se todos os sete itens que compõem o indicador caíram em relação a fevereiro, puxando o dado geral para baixo, o inverso aconteceu na comparação anual, em que subiram significativamente. É um sinal de que os lares percebem uma conjuntura mais favorável agora do que há um ano. Assim, o item Momento para Duráveis, que mede a intenção das famílias em comprar esse tipo de produto no médio prazo, caiu 2,4% se comparado ao mês anterior, mas cresceu mais de um terço (35,5%) em relação ao desempenho de março de 2023. O mesmo acontece com o item Nível de Consumo Atual, que retraiu 3,2% em relação a fevereiro, mas aumentou 16,5% no comparativo anual. CONSUMIDORES MENOS OTIMISTAS O mesmo movimento foi observado no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que afere o otimismo dos paulistanos com o cenário econômico. Depois de chegar ao patamar mais alto em meia década, o ICC caiu 4,1% em março, na comparação a fevereiro — embora também permaneça em alta relevante (4%) em relação ao mesmo mês de 2023 [tabela 2]. [TABELA 2] ÍNDICE DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR (ICC) Fonte: FecomercioSP Ao contrário do ICF, os dois itens que integram o indicador caíram na comparação mensal, mas apenas um deles cresceu na análise anual. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que tem o papel de mensurar a situação atual dos consumidores em São Paulo, reduziu em 4,7% em relação a fevereiro, mas aumentou significativamente (19,8%) quando comparado a março de 2023. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) ressecou nas duas comparações: 3,8%, no mensal, e 3,2%, no anual. O ICC ainda aponta como as classes sociais observam a conjuntura de forma distinta: enquanto no recorte entre pessoas com renda familiar acima de dez salários mínimos o indicador cresceu apenas 0,9%, no comparativo anual — ou seja, esse grupo mantém o humor sobre a economia que mantinha em março de 2023 —, a pontuação daquelas com renda abaixo desse montante cresceu 5,6%. Esses números demonstram que os fatores centrais dos resultados do ICC de março foram impactados pela inflação, pelo emprego e, por consequência, pelo aumento da renda. Notas metodológicas ICF O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias, assim como para as instituições financeiras. ICC O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.
#FicaDica Para Quem Vai Fazer o Imposto de Renda

O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2024 apresenta várias oportunidades para os contribuintes reduzirem o valor devido ou aumentarem o valor a ser restituído através de deduções. Essas deduções são aspectos fundamentais na hora de preparar a declaração, pois permitem ao contribuinte diminuir a base de cálculo do imposto. Abaixo estão as principais deduções permitidas pela legislação do IRPF 2024: Gastos com Dependentes: É possível deduzir até R$ 2.275,08 por dependente ao longo do ano. Pensão Alimentícia: Valores pagos a título de pensão alimentícia em cumprimento de decisão judicial, acordo homologado judicialmente ou escritura pública. Despesas Médicas: Inclui gastos com consultas, exames, hospitalizações, e aquisição de próteses ortopédicas e dentárias, sem limites de valor, desde que não sejam ressarcidas. Educação: Despesas educacionais próprias ou de dependentes, limitadas a R$ 3.561,50 por pessoa, por ano, englobando desde a educação infantil até o ensino superior, incluindo educação técnica e tecnológica. Doações a Projetos Culturais: Dedução de até 3% do imposto devido para doações a projetos culturais aprovados pela legislação, podendo chegar a 6% no total de doações. Despesas com Aluguel: No caso de sublocação, as despesas podem ser deduzidas. Contribuições Previdenciárias: Incluem contribuições ao INSS e a planos de previdência privada do tipo PGBL, com limite de dedução de 12% dos rendimentos tributáveis. É crucial notar que, para maximizar o aproveitamento das deduções, é recomendável a consulta a profissionais da área contábil. Especialistas podem ajudar a garantir que todas as deduções aplicáveis sejam corretamente informadas na declaração do Imposto de Renda, evitando erros que possam levar a questionamentos por parte da Receita Federal. Adicionalmente, é importante manter todos os comprovantes de despesas dedutíveis organizados e acessíveis para eventual necessidade de comprovação junto à Receita Federal. Assim, seguir as orientações corretas e manter uma boa organização pode facilitar o processo de declaração do IRPF e garantir que o contribuinte se beneficie plenamente das deduções disponíveis.
Inadimplência volta a subir em São Paulo após seis meses

Após seis meses, a inadimplência das famílias paulistanas voltou a subir no mês de março. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) aponta que, no mês passado, 921,2 mil famílias tinham algum tipo de conta em atraso na metrópole. Assim, o porcentual de lares inadimplentes saltou para 22,7% (em fevereiro, era de 21,8%) [gráfico 1]. Embora o número de famílias endividadas esteja abaixo do registrado em março de 2023, o comprometimento da renda delas com dívidas segue preocupante. Hoje, um terço (31,7%) de tudo o que os lares recebem é destinado a pagamentos dessas despesas — que, em média, se prolongam por oito meses. Os fatores que compõem esse fenômeno também se elevaram na análise quantitativa: o cartão de crédito, que endividava 85,8% das casas paulistanas, em fevereiro, agora o faz em 86,1% desses lares. O crédito pessoal, por sua vez, passou de 15,6% para 16,6%, enquanto o crédito consignado apontou aumento mais significativo: de 7,7% para 9%. Na percepção da Federação, esses dados sugerem que há uma demanda mais aquecida das famílias por recursos utilizados, posteriormente, para manter o consumo cotidiano, como alimentos e combustíveis. É assim que um dos principais motivos para o aumento da inadimplência em março, após meses de queda, foi justamente a inflação mais forte nesses dois grupos de produtos. Esse fenômeno impacta mais fortemente as classes de renda mais baixa: entre as famílias com rendimentos abaixo de dez salários mínimos, sete em cada dez estão endividadas (71,3%), e mais de um quarto (26%) está inadimplente. Nas classes mais altas (acima de dez salários mínimos), as taxas são de 60,5% e 13,2%, respectivamente. Essa conjuntura pode se consolidar caso a previsão do retorno da inflação, principalmente sobre alimentos e preços de transportes, se confirme no médio prazo. Se isso acontecer, ficará mais difícil para os paulistanos adiarem o pagamento das suas dívidas em favorecimento ao consumo diário — uma prática que a FecomercioSP observa desde o ano passado. Hoje, 2,78 milhões de famílias estão endividadas em São Paulo, das quais 921 mil estão inadimplentes e 391 mil, sem condições de pagar as despesas atrasadas no momento (9,6%). Nota metodológicaPEICA Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. Em 2010, houve uma reestruturação do questionário para compor a pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e, por isso, a atual série deve ser comparada a partir de 2010.O objetivo da PEIC é diagnosticar os níveis tanto de endividamento quanto de inadimplência do consumidor. O endividamento é quando a família possui alguma dívida. Inadimplência é quando a dívida está em atraso. A pesquisa permite o acompanhamento dos principais tipos de dívida, do nível de comprometimento do comprador com as despesas e da percepção deste em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos, além de ter o detalhamento das informações por faixa de renda de dois grupos: renda inferior e acima dos dez salários mínimos.