Mercado automotivo inicia 2026 estável e eletrificados mostram sinais de ajuste

Janeiro registra melhora frente a dezembro do ano passado e reforça cenário mais equilibrado para veículos novos e usados O mercado automotivo brasileiro iniciou 2026 com um cenário mais equilibrado nos preços. É o que aponta o Índice Webmotors, que analisou a variação na precificação de veículos novos e usados em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025, evidenciando um movimento típico de ajuste neste início do ano. De acordo com o levantamento, o Índice Geral, que considera veículos zero quilômetro e usados, fechou janeiro em -0,200%, ante -0,468% em dezembro, o que representa uma melhora de 0,268 ponto percentual. O resultado indica uma desaceleração da desvalorização e um mercado mais estável no primeiro mês de 2026. Observando somente os usados a combustão, o movimento foi ainda mais nítido. O índice passou de -0,495% em dezembro para -0,211% em janeiro – avanço de 0,284 ponto percentual, sinalizando uma retomada gradual da demanda após o período de fim de ano. Já entre os veículos 0KM a combustão, houve recuo de 0,003% para -0,012% em janeiro – oscilação de -0,015 ponto percentual. Em relação aos veículos eletrificados, os dados de janeiro mostram comportamentos distintos. Os híbridos usados apresentaram leve melhora, progredindo de -0,974% em dezembro de 2025 para -0,945% em janeiro de 2026 – variação positiva de 0,029 ponto percentual. Já os híbridos 0KM registraram maior ajuste, com o índice recuando de -0,065% em dezembro para -0,182% em janeiro – diferença de -0,117 ponto percentual. Os elétricos usados deram sinal de recuperação no período, saindo de -1,648% em dezembro para -0,698% em janeiro – melhora de 0,95 ponto percentual. Os modelos 0KM da categoria mantiveram trégua na abertura de 2026 registrando 0,000% em janeiro – repetindo o mesmo cenário do final do ano passado. “O início de 2026 reforça um movimento natural de reorganização do mercado após o fechamento do ano, com redução da intensidade de desvalorização em diversos segmentos. É válido notar que, mesmo com ajustes pontuais, os eletrificados começam o ano revelando sinais de maior equilíbrio, especialmente os modelos 0KM híbridos, ratificando o interesse crescente por novas tecnologias no país”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Confira abaixo, na íntegra, os indicadores do Índice Webmotors para janeiro de 2026. Índice Webmotors Janeiro 2026 Dezembro 2025 Variação mês a mês Índice Geral (0KM e usados) -0,200% -0,468% +0,268 p.p Usados (a combustão) -0,211% -0,495% +0,284 p.p 0KM (a combustão) -0,012% -0,003% -0,015 p.p Híbridos usados -0,945% -0,974% +0,029 p.p Híbridos 0KM -0,182% -0,065% -0,117 p.p Elétricos usados -0,698% -1,648% +0,95 p.p Elétricos 0KM 0,000% 0,000% 0 p.p
Fábrica Anchieta da Volkswagen celebra 15 milhões de carros produzidos

• Produção da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), representa 57% dos 26,3 milhões de veículos produzidos pela Volkswagen do Brasil em 72 anos, a maior fabricante de automóveis do País. • Anchieta é um complexo industrial completo e um centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos com a mais alta tecnologia e inovação. • Sucesso de vendas: Anchieta produz o Polo Track, Novo Nivus, Nivus GTS, Virtus e Saveiro. • Líder absoluto: Polo é o carro de passeio mais vendido do Brasil há 3 anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), além de líder entre os hatches. • Top 10: Polo, T‑Cross e Saveiro fecharam 2025 entre os dez veículos mais vendidos do Brasil. • Nova era de eletrificação: a partir de 2026, todo novo VW desenvolvido e fabricado na Região América do Sul terá versões eletrificadas. Marca terá todas as modalidades de híbridos: híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in. • Confirmado: produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta com sistema de propulsão HEV flex. • Anchieta conta com o SENAI Volkswagen, que já formou mais de 7.000 alunos em 52 anos e é referência em ensino com aulas práticas e teóricas. • Sustentabilidade: fábricas Anchieta e Taubaté foram as pioneiras do setor a terem biometano em sua matriz energética. Ação é parte da estratégia global de descarbonização da Volkswagen, que tem como meta a neutralidade de carbono até 2050. • Inaugurada em 1959, a Anchieta foi a primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, iniciando a expansão global da marca. A Volkswagen do Brasil celebra o marco de 15 milhões de veículos produzidos em sua fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). Inaugurada em 1959, a Anchieta é a primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, iniciando a expansão global da marca, e responde por 57% dos 26,3 milhões de veículos produzidos pela Volkswagen em seus 72 anos no Brasil, sendo a maior fabricante de automóveis do País. A Anchieta é um complexo industrial completo e um centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos com a mais alta tecnologia e inovação, abrigando todas as áreas da empresa, entre as quais Design, Engenharia, Way to Zero Center, Produção, entre outras. A partir de 2026, todo novo VW desenvolvido e fabricado na Região América do Sul terá versões eletrificadas e a produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta com sistema de propulsão HEV flex. “Estamos muito felizes e orgulhosos de completar um marco tão importante para a Volkswagen. Para cada carro nascer, é preciso o trabalho de muita gente envolvida em cada etapa do processo, especialmente na linha de produção. Por isso, comemorar 15 milhões de carros produzidos é também celebrar o esforço e a dedicação de todos que já passaram por aqui e dos que continuam fazendo história diariamente. Estamos animados com os novos passos que estão sendo dados, com projetos que já estão em desenvolvimento e que prometem marcar ainda mais a nossa trajetória”, destaca Leandro Oliveira, Plant Manager da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), unidade que completará 67 anos em 18 de novembro de 2026. Modelos da Anchieta são sucesso de vendas A fábrica Anchieta produz atualmente modelos que são sucesso de vendas: Polo Track, Novo Nivus, Nivus GTS, Virtus e Saveiro. Em 2025, a Volkswagen registrou total de 436.336 veículos vendidos no Brasil, alcançando 17,1% de participação de mercado no segmento de veículos de passeio. Três modelos Volkswagen fecharam o ano passado entre os dez mais vendidos do País: Polo, T‑Cross e Saveiro. O Polo, fabricado na Anchieta e em Taubaté (SP), é o carro de passeio mais vendido do Brasil há 3 anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), além de líder entre os hatches em todo esse período. Só em 2025, foram 122.677 unidades do Polo emplacadas no Brasil. O Polo também é sucesso além das fronteiras. Foi o modelo mais exportado pela Volkswagen do Brasil em 2025, com 32.579 unidades embarcadas e crescimento de 10% em relação a 2024. No ano passado, 11 mercados da América Latina receberam o Polo, sendo os principais Argentina, México, Colômbia e Uruguai. O Novo Nivus e Nivus GTS contribuem fortemente para que a Volkswagen mantenha sua liderança no segmento de SUVs, o mais importante do Brasil. Em 2025, a VW vendeu 204.899 unidades dos modelos Novo Nivus, Nivus GTS, Tera, Novo T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4. Vale lembrar que o Nivus GTS é um modelo esgotado nas concessionárias, pelo sucesso que faz. O Novo T-Cross segue como o SUV mais vendido do Brasil há 3 anos consecutivos (2023, 2024 e 2025), com 92.842 unidades comercializadas no ano passado. Com 44 anos de produção ininterrupta, a Saveiro é a picape com história mais longeva no mercado brasileiro e já soma mais de 1,8 milhão de unidades fabricadas. O modelo reúne tradição e robustez e segue com força no mercado brasileiro, tendo figurado no Top 10 dos veículos mais vendidos no País em 2025. Nova era de eletrificação da Volkswagen: marca terá todos os tipos de híbridos A partir de 2026, todo novo modelo Volkswagen desenvolvido e fabricado na Região América do Sul terá versões eletrificadas. O portfólio da marca terá veículos híbridos em todas as modalidades possíveis: híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in. Cada um dos híbridos é pensado para atender às diferentes necessidades dos consumidores brasileiros e para aproveitar ao máximo o potencial dos biocombustíveis nacionais. É a união da sustentabilidade, autonomia e performance. E já está confirmado: a produção do 1º veículo com a Plataforma MQB37 será na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), com sistema de propulsão HEV flex. Vale destacar que os modelos Total Flex também seguirão no portfólio da Volkswagen do Brasil. Referência em ensino: SENAI VW já formou mais de 7 mil alunos na Anchieta A fábrica Anchieta também conta com o SENAI Volkswagen, que já formou mais de 7.000 alunos em seus 52 anos e é referência em ensino da mais alta
Eletrificados leves atingem 15% de participação de mercado em janeiro

Elétricos plug-in chegam a 10% de market share sobre as vendas totais; Com 23 mil emplacamentos, eletrificados sobem 88% sobre janeiro de 2025; HEV crescem 133% no comparativo com janeiro de 2025. O mercado brasileiro de veículos leves eletrificados iniciou 2026 em forte ritmo de expansão, com 23.706 emplacamentos em janeiro. Esse desempenho elevou a participação de mercado (market share) dos eletrificados para 15% sobre o total de 162.484 veículos leves vendidos no país no período. Na comparação com janeiro de 2025 (12.556), houve um crescimento expressivo de 88%, evidenciando a aceleração da demanda por tecnologias mais eficientes e de menor impacto ambiental. Já sobre dezembro, houve uma queda de 30%, normal por motivos sazonais e pelo excepcional desempenho das vendas no último mês do ano passado (33.905), o maior da série histórica da ABVE. Destaque A participação de mercado dos veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV) atingiu 10% em janeiro, com vendas de 16.649 unidades. É a primeira vez na série histórica da ABVE que os veículos com recarga externa alcançam dois dígitos de market share sobre o total das vendas domésticas de veículos leves. Os veículos híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) também apresentaram participação significativa. Em janeiro, foram 7.057 unidades vendidas, o que corresponde a 4% das vendas totais. Os elétricos plug-in, que englobam os modelos 100% elétricos (BEV) e os híbridos plug-in (PHEV), seguem como protagonistas desse crescimento. Juntas, essas tecnologias responderam por mais de 70% dos emplacamentos de eletrificados em janeiro. “O bom desempenho dos eletrificados reflete o amadurecimento do ecossistema da eletromobilidade no país” –disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “Esse amadurecimento envolve não apenas a ampliação do portfólio de modelos disponíveis, mas avanços na infraestrutura de recarga, mais familiaridade do consumidor com as novas tecnologias e estratégias mais criativas das montadoras no mercado nacional”. “Os veículos eletrificados deixaram de ser um nicho para ocupar um espaço cada vez mais relevante no mercado automotivo brasileiro, sinalizando um ano que deve consolidar novos patamares de participação e volume para o setor” – concluiu o presidente da ABVE. Pela classificação da ABVE, os eletrificados incluem os veículos BEV, PHEV, HEV e HEV Flex. PLUG-IN Dos 23.706 eletrificados vendidos em janeiro, 70,2% (16.649) foram elétricos plug-in (BEV e PHEV). A fatia dos PHEV foi de 34,5% (8.399), e a dos BEV 100% elétricos, de 34,8% (8.250). Em relação a dezembro de 2025 (25.411), houve uma queda de 37,2% nas vendas. Mas um crescimento de 60% sobre janeiro de 2025 (10.401). As vendas dos híbridos plug-in (8.339) caíram 39,8% relação a dezembro de 2025 (13.861). Sobre janeiro de 2025 (6.701), houve um crescimento de 25%, que pode ser atribuído ao bom desempenho das vendas dos modelos PHEV. Na comparação com janeiro de 2025 (10.401) o crescimento foi superior a 60%. Os BEV 100% elétricos registram em janeiro (8.250) uma retração de 29% sobre as vendas de dezembro de 2025 (11.550). Em relação a janeiro de 2025 (3.700), houve um expressivo crescimento de 123%. Híbridos Já os híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex) totalizaram 7.057 unidades vendidas em janeiro, o que representa 29,8% do total de eletrificados do mês. Os HEV foram responsáveis por uma fatia de 15,2% do total de eletrificados do mês (3.600), e os HEV Flex, por 14,6% (3.457). Em dezembro, a participação dos híbridos sobre o total de eletrificados leves tinha sido de 25,1% (7.394). Em janeiro de 2025 (2.155), essa participação era de 17,2%. Os híbridos convencionais (HEV) totalizaram 3.600 unidades vendidas em janeiro, com queda de 6,8% sobre dezembro de 2025 (3.865), mas excelente crescimento de 133% sobre janeiro de 2025 (1.545). Os HEV Flex venderam 3.457 unidades em janeiro, com queda de 25% sobre dezembro (4.629) e um excepcional crescimento de 467% em relação a janeiro de 2025 (610). Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em janeiro de 2026: MICRO-HÍBRIDOS Já as vendas dos veículos micro-híbridos MHEV totalizaram em janeiro 3.685 unidades, com uma retração nas vendas de 37% sobre dezembro (5.838). Em relação a janeiro de 2025 (3.946) a retração é de 7%. Os MHEV 12V foram responsáveis por 69% das vendas desse segmento (2.554), com uma queda de 38% em relação a dezembro de 2025 (4.089). Já os MHEV 48V ficaram com os 31% restantes (1.131), registrando uma retração de 35% sobre outubro (1.948). Pelos critérios da ABVE Data, vigentes a partir de janeiro de 2025, os micro-híbridos MHEV não são considerados veículos eletrificados. Estes incluem apenas os BEV, PHEV, HEV e HEV Flex. Ainda assim, a evolução dos MHEV pode ser acompanhada mensalmente no site da ABVE. Geografia da eletromobilidade O Sudeste manteve a liderança nas vendas de veículos leves eletrificados, com 11.127 unidades, respondendo por 47,0% do total nacional. Em segundo lugar, está o Nordeste, com 4.465 unidades (18,8%), seguido do Sul, com 4.032 emplacamentos (17,0%), sinalizando que a eletromobilidade já extrapola os grandes centros tradicionais. O Centro-Oeste também apresentou um desempenho mais modesto, com 3.253 veículos eletrificados vendidos, o que representa 13,7% do mercado nacional, impulsionado principalmente por capitais e regiões administrativas com maior renda per capita. A região Norte, com 829 unidades em janeiro (3,5%), segue em processo de amadurecimento do mercado de eletrificados, enfrentando desafios estruturais ligados à logística, infraestrutura e grandes distâncias. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em janeiro 2026: Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em janeiro de 2026: As 5 cidades que mais venderam veículos eletrificados leves em janeiro de 2026:
Etanol avança 3,5% em janeiro e lidera alta nos preços dos combustíveis

Gasolina também ficou mais cara para os brasileiros (+1,8%), refletindo aumento das alíquotas do ICMS no início do ano O etanol hidratado liderou a alta nos preços dos combustíveis em janeiro de 2026, com avanço mensal de 3,5% em relação a dezembro, em um cenário marcado pela entressafra da cana-de-açúcar e por reajustes nas principais regiões produtoras. O preço médio nacional do biocombustível ficou em R$4,630 por litro, movimento que se destacou em meio a um comportamento majoritariamente altista dos combustíveis no início do ano. Os dados são do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). De acordo com o levantamento, os preços médios nacionais por litro em janeiro foram de R$ 6,396 para a gasolina comum, R$ 6,543 para a gasolina aditivada, R$ 4,630 para o etanol hidratado, R$ 4,541 para o GNV, R$ 6,142 para o diesel comum e R$ 6,213 para o diesel S-10. Em relação a dezembro, as variações mensais indicaram alta para o etanol hidratado (+3,5%), gasolina comum (+1,8%), gasolina aditivada (+1,8%), diesel S-10 (+0,6%) e diesel comum (+0,3%). O GNV foi o único combustível monitorado a registrar queda no período, com recuo de 2,3%. No recorte de 12 meses encerrados em janeiro de 2026, três combustíveis apresentaram aumento médio de preços no País: etanol hidratado (+8,4%), gasolina comum (+2,3%) e gasolina aditivada (+2,3%). Em sentido oposto, os preços médios nacionais do GNV (-4,9%), do diesel S-10 (-0,6%) e do diesel comum (-0,9%) acumularam recuos no período. A gasolina comum foi comercializada, em média, a R$6,396 por litro em janeiro, com alta mensal de 1,8%. Os maiores preços médios foram observados na Região Norte (R$6,733) e no Centro-Oeste (R$6,465), enquanto Sudeste (R$6,284) e Nordeste (R$6,385) registraram os menores valores. No acumulado de 12 meses, o preço médio da gasolina comum subiu 2,3%, com aumento em todas as regiões, especialmente no Sul, onde a alta chegou a 4,2%. MAIORES E MENORES PREÇOS MÉDIOS R$/LITRO Acre – R$ 7,43 Piauí: R$ 6,22 Roraima – R$ 7,05 Maranhão: R$ 6,14 Amazonas – R$ 7,00 Paraíba: R$ 6,02 No caso do etanol hidratado, o avanço mensal de 3,5% levou o preço médio nacional a R$ 4,630 por litro. Os maiores valores foram registrados nos postos do Norte (R$5,325) e do Nordeste (R$ 4,901), enquanto Sudeste (R$ 4,530) e Centro-Oeste (R$ 4,718) apresentaram os menores preços. Em 12 meses, o etanol acumulou alta de 8,4%, com aumentos em todas as regiões, especialmente no Centro-Oeste (+10,9%) e no Sudeste (+8,7%). MAIORES E MENORES PREÇOS MÉDIOS R$/LITRO Amazonas: R$ 5,49 Paraíba: R$ 4,44 Rondônia: R$ 5,47 São Paulo: R$ 4,43 Roraima: R$ 5,40 Mato Grosso do Sul: R$ 4,38 O diesel S-10 apresentou elevação mais moderada em janeiro, de 0,6%, com preço médio nacional de R$6,213 por litro. Regionalmente, os maiores valores foram observados no Norte (R$ 6,439) e no Centro-Oeste (R$ 6,353), enquanto os menores ocorreram no Sul (R$ 6,089) e no Nordeste (R$ 6,128). No acumulado de 12 meses, o diesel S-10 registrou recuo médio de 0,6%, resultado da combinação de quedas no Nordeste (-2,4%), Sul (-0,5%) e Centro-Oeste (-0,1%), parcialmente compensadas por altas no Norte (+1,6%) e no Sudeste (+0,3%). MAIORES E MENORES PREÇOS MÉDIOS R$/LITRO Acre: R$ 7,81 Paraná: R$ 6,01 Amapá: R$ 6,97 Sergipe: R$ 5,97 Roraima: R$ 6,92 Pernambuco: R$ 5,94 A análise do informe também incorpora o Indicador de Custo-Benefício Flex, que relaciona os preços médios do etanol hidratado e da gasolina comum. Em janeiro de 2026, o preço médio do etanol correspondeu a 74,8% do valor da gasolina comum na média das Unidades da Federação e a 75,3% na média das capitais. O distanciamento em relação ao patamar de referência de 70% tem ampliado a vantagem da gasolina como opção mais econômica na maior parte do País, com destaque para Rio Grande do Norte (82,4%), Maranhão (82,1%) e Alagoas (80,7%). Em Mato Grosso (69,8%) e Mato Grosso do Sul (70%), a relação permanece mais próxima do nível de equilíbrio. Além dos preços, o estudo apresenta os últimos dados disponíveis do Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, que mede a parcela da renda domiciliar necessária para abastecer um tanque de 55 litros de gasolina comum. Com base no terceiro trimestre de 2025, o custo médio desse abastecimento correspondeu a 5,9% da renda média domiciliar das famílias, abaixo dos 6,2% registrados no mesmo período de 2024. Na média das capitais, o percentual caiu de 4,2% para 4,0%, indicando ganho de poder de compra. Regionalmente, o impacto foi mais elevado no Nordeste (9,2%) e no Norte (7,9%), enquanto Sudeste (5,0%), Centro-Oeste (5,0%) e Sul (5,1%) apresentaram proporções menores.
Elas na liderança: 70% das oficinas certificadas “Oficina Amiga da Mulher” são comandadas por mulheres

O mercado automotivo está em constante transformação, e um dos dados mais reveladores desse cenário é que mais da metade dos clientes que buscam oficinas mecânicas atualmente são mulheres. Nesse contexto, surge a necessidade de repensar o ambiente das oficinas e a preparação de suas equipes. Investir não apenas no aprimoramento das habilidades técnicas, mas também no desenvolvimento de competências voltadas para o atendimento humanizado é uma estratégia indispensável para empresas que desejam se destacar e atender a esse público de forma profissional e acolhedora. A iniciativa da rede Oficina Amiga da Mulher demonstra como essa abordagem pode trazer resultados consistentes. Com mais de 110 oficinas certificadas, Bárbara Brier, idealizadora e fundadora da certificação afirma que 70% delas são lideradas por mulheres, um dado que surpreende as estatísticas. É um indicativo poderoso de que empresas que dão espaço para a representatividade feminina alcançam eficiência e resultados financeiros sólidos. O treinamento de equipes, portanto, torna-se um dos pilares centrais para esse modelo de gestão bem-sucedido. Não basta priorizar competências técnicas: a maneira como os atendimentos são realizados também faz toda a diferença. Compreender as necessidades específicas do público feminino vai muito além de uma simples política de inclusão – trata-se de criar um ambiente que inspire confiança e ofereça respeito. “É fundamental que qualquer cliente, ao entrar em uma oficina, sinta-se valorizado e recebido com profissionalismo, especialmente mulheres, que por vezes enfrentam desafios no relacionamento com esse tipo de serviço.”, explica Bárbara Brier. Além de trazer benefícios diretos para o cliente, valorizar o atendimento humanizado reflete positivamente no desempenho do negócio. Oficinas que estabelecem relações respeitosas e empáticas com sua clientela conquistam maior fidelidade e fortalecem sua reputação no mercado. Esse impacto se soma à crescente percepção de que diversidade e resultados caminham lado a lado. Lideranças femininas nas oficinas certificadas pela rede comprovam que apostar em equipes bem-preparadas tecnicamente e sensíveis à importância do contato humano é uma escolha inteligente, que vai além do simples cumprimento de tendências. “A combinação de competência técnica, atendimento eficiente e representatividade feminina está moldando um novo padrão de referência para o segmento. Esse modelo, valorizado pelas “Oficinas Amiga da Mulher”, não apenas melhora o bem-estar dos clientes, mas também coloca as empresas em uma posição vantajosa no mercado. O futuro das oficinas mecânicas está sendo construído com estratégias que conectam pessoas e resultados, comprovando que acolhimento e inovação andam de mãos dadas na busca pelo sucesso.”, finaliza Brier. Para conhecer mais sobre as iniciativas e como se tornar uma oficina certificada, acesse @oficinamigadamulher.
SINCOPEÇAS-SP reelege Heber Carvalho e formaliza posse da nova Diretoria

Heber Carlos de Carvalho foi reeleito na presidência, com mandato até 2030 Reunião de Diretoria do Sincopeças-SP, realizada em 05 de fevereiro, na sede da entidade, formalizou a posse dos novos membros eleitos na Assembleia Geral Extraordinária, de 06 de outubro de 2025, para exercício definitivo do mandato de quatro anos, iniciados em 24 de janeiro de 2026 e com término em 23 de janeiro de 2030. Heber Carlos de Carvalho foi reeleito Presidente e, na Ordem do Dia, tomou a palavra para apresentar os componentes da nova Diretoria e detalhar as propostas e ações de trabalho programadas para 2026, entre elas o empenho em defender os interesses do comércio de autopeças nas negociações coletivas de trabalho, promover a capacitação dos profissionais por meio das parcerias com Sebrae, FecomercioSP e G&B distribuidora, como também representar o setor nos pleitos pautados pela Aliança do Aftermarket Automotivo, grupo que reúne as entidades do mercado de reposição e reparação automotiva. Também entram na pauta da nova gestão:✔ acompanhamento das mudanças tributárias e regulatórias que impactam o varejo✔ fortalecimento da representação do setor junto às entidades nacionais✔ orientação jurídica e empresarial preventiva aos associados✔ produção de informação técnica para apoiar decisões estratégicas✔ ampliação do diálogo com a categoria “O compromisso da nova Diretoria é fortalecer o empresário, dar segurança ao setor e preparar o comércio de autopeças para os desafios dos próximos anos, promovendo uma gestão forte em união com a categoria”, afirma Heber Carvalho. Diretoria SINCOPEÇAS-SPSindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São PauloMandato – 24.01.2026 a 23.01.2030 PRESIDENTE: Heber Carlos de CarvalhoVICE-PRESIDENTE: Antônio Carlos Sanches Nunes1º Secretário: Alexandre Lima Pereira2º Secretário: Sergio Augusto Costa Mendes1° Tesoureiro: Álvaro Pereira2º Tesoureiro: Edson Shosaburo Koga1º Diretor: Rui Antonio Girardelli2º Diretor: Telma Patricia Nagaoka Kuhl de Moraes3º Diretor: João Ribeiro da Silva4º Diretor: Bruno Magri da Silva1º Membro do Conselho Fiscal: Alexandre Lima Pereira2º Membro do Conselho Fiscal: Renato Silveira de Carvalho3º Membro do Conselho Fiscal: Roger de Souza Gomes Silva1º Suplente do Conselho Fiscal: Rogério Alves Lins2º Suplente do Conselho Fiscal: Sidney Campos Neto1º Delegado Efetivo: Heber Carlos de Carvalho2º Delegado Efetivo: Álvaro Pereira1º Delegado Suplente: Alexandre Lima Pereira2º Delegado Suplente: Sidney Campos Neto
Inspeção Técnica Veicular precisa ser debatida com toda sociedade civil e entidades do setor automotivo

A Associação Nacional dos Fabricantes e Comercializadores de Autopeças para o Mercado de Reposição – ANFAPE manifesta seu posicionamento sobre o Projeto de Lei (PL) 3507/2025, que propõe a obrigatoriedade da Inspeção Técnica Veicular para veículos com mais de cinco anos de uso. Embora a medida possa, à primeira vista, ser interpretada como mais um encargo tributário sobre os proprietários de veículos, a Inspeção Veicular representa um avanço significativo para a segurança viária no Brasil, alinhando o País aos padrões internacionais de manutenção automotiva, sendo fundamental destacar seus benefícios concretos e de longo prazo. A inspeção periódica garantirá que os automóveis circulem em condições adequadas, reduzindo falhas mecânicas que frequentemente contribuem para acidentes graves. Com isso, espera-se uma diminuição expressiva no número de mortes no trânsito – um problema que ceifa milhares de vidas anualmente no Brasil – além de uma redução nos gastos do sistema público de saúde com o atendimento a vítimas de colisões, aliviando o orçamento do SUS e permitindo a alocação de recursos para outras prioridades. Nas últimas décadas, o Brasil tem vivenciado um crescimento acelerado e expressivo de sua frota de veículos. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) indicam que o número de automóveis em circulação ultrapassou 60 milhões de unidades em 2023. Quando considerados todos os segmentos de veículos com placa, incluindo motocicletas, esse total chega a 119,2 milhões. Associado à maior circulação de veículos, conforme dados estatísticos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), do Ministério da Saúde, o número de acidentes fatais de condutores e passageiros de veículos automotores de vias terrestres cresceu consideravelmente nas décadas de 1990 e 2000, atingindo o pico da série histórica em 2014, com 24.138 mortes registradas. Em 1996 foram 12.952 mortes de pedestres vítimas de atropelamento e 16.463 mortes em acidentes com veículos não identificados. Em 2023 foram 22.034 mortes, reforçando a importância de políticas voltadas à segurança dos ocupantes de veículos automotores. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já determina que os veículos em circulação sejam inspecionados a cada dois anos, excetuando-se aqueles com até três anos desde o primeiro licenciamento. No entanto, estima-se que apenas cerca de 20 milhões de veículos sejam inspecionados anualmente. A ANFAPE enfatiza a necessidade de que todas as entidades representativas do setor, incluindo toda cadeia automotiva, de fabricantes a distribuidores, de varejistas a reparadores, sejam devidamente ouvidas durante o processo legislativo para oferecer sua contribuição enquanto players ativos e conhecedores do mercado. Da mesma forma, toda sociedade civil organizada, assim como entidades de defesa do consumidor, do meio ambiente, de medicina do trânsito, e toda e qualquer representatividade social precisam ser ouvidas, de modo a promover um amplo e profundo debate em busca de soluções que sejam ao mesmo tempo acessíveis, não onerosas e eficientes na preservação de vidas e na promoção de uma mobilidade mais eficiente e sustentável. Juntos podemos tornar as ruas e estradas brasileiras mais seguras para todos.
ANDAP empossa nova diretoria para o quadriênio 2026–2030 e reconduz Rodrigo Francisco Araujo Carneiro à presidência

A Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças (ANDAP) empossou, no dia 24 de janeiro, a nova diretoria que estará à frente da entidade no quadriênio 2026–2030. A posse ocorre após a eleição realizada em 18 de dezembro de 2025 e marca o início de um novo ciclo de atuação institucional. Rodrigo Francisco Araujo Carneiro foi reconduzido ao cargo de presidente, reforçando a continuidade das diretrizes que vêm contribuindo para o fortalecimento da ANDAP nos últimos anos. A nova gestão mantém o compromisso com a inovação, o diálogo com o mercado e a construção de um futuro sólido e sustentável para o setor de distribuição de autopeças. Segundo a entidade, a composição da diretoria reflete a união entre experiência e renovação, com foco na ampliação das frentes de atuação e no alinhamento às transformações do mercado e às demandas das próximas gerações. Diretoria ANDAP – Gestão 2026–2030 PresidenteRodrigo Francisco Araujo Carneiro Vice-presidentes1º Alcides José Acerbi Neto2º Conrado Comolatti Ruivo Secretários1º Joaquim Alberto da Silva Leal2º Carlos Alberto Pires Tesoureiros1º Guido Maria Luporini2º Mateus Garros de Barros DiretoresAna Paula CassorlaAnselmo DiasFelipe Caldeira Carneiro MartinsNeomar Guimarães CostaRandal Juliano Dias BevilacquaRogério Ferreira Gomide Conselho Fiscal – EfetivoDiogo SturaroGuido LuporiniRafael Palobino Acerbi Conselho Fiscal – SuplenteArnaldo Alberto PiresRenato Franco GianniniSidney Catania Conselho ConsultivoJaime Barrela OziJayme SchererJosé Angelo Bonarette SturaroLuiz CassorlaLuiz Norberto PascoalRenato Agostinho GianniniSergio Comolatti Diretores AdjuntosAntonio Carlos de PaulaMário Vito Domingues CainePaulo César Massulini Acosta Diretores RegionaisCarlos Eduardo (Cacai) – NordesteJacqueline Scherer Caporrino – Santa CatarinaArmando Diniz – SP InteriorCláudio Gilberto Marques – SP Capital A ANDAP agradece a todos os diretores e conselheiros que passam a integrar a nova gestão e destaca a confiança de que o mandato será marcado pela continuidade com inovação, fortalecimento institucional e maior representatividade do setor. A entidade segue atuando com responsabilidade, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento do mercado de distribuição de autopeças no Brasil.
Picape inédita da VW se chamará Tukan

– Primeiro o nome, depois a cor: Amarelo Canário está no portfólio de cores da marca e estampará picape como símbolo de conexão, legado e identidade; – Nova picape, em segmento inédito para a Volkswagen, é mais um projeto 100% desenhado, planejado e desenvolvido no País; – Com produção confirmada em São José dos Pinhais (PR), Tukan simboliza um novo capítulo da Volkswagen no Brasil; – Saiba como nasce o nome e a cor de um projeto inédito com vocação regional e global; – Projeto integra a ofensiva de 21 lançamentos da Volkswagen na América do Sul até 2028, sustentada por investimentos de R$ 20 bilhões na região. Alguns projetos começam ganhando forma. Outros começam ganhando nome e cor. A Volkswagen do Brasil anuncia, pela primeira vez, o nome de sua nova picape inédita e antecipa uma das cores que marcarão sua chegada ao mercado. Tukan tem nome revelado e confirma o retorno da tonalidade Amarelo Canário ao portfólio da marca como símbolo de identidade e legado. Parte da ofensiva de 21 novos lançamentos da Volkswagen para a América do Sul até 2028, sustentada por um investimento de R$ 20 bilhões na região, a nova picape Volkswagen Tukan nasce como um projeto que traduz identidade, intenção e significado, dando início a um novo e importante capítulo da Volkswagen no País. A picape Tukan será mais um veículo 100% desenhado, planejado e desenvolvido no Brasil, com produção confirmada para a fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) a partir de 2027. “Como brasileiro, não encontro outra palavra a não ser ‘orgulho’ para descrever este momento. A Tukan simboliza uma virada estratégica para a nossa marca no Brasil e reforça o papel estratégico do País no desenvolvimento de veículos da Volkswagen, valorizando a nossa engenharia, nossas pessoas e a nossa capacidade local de criar produtos com relevância regional e vocação global”, afirma Ciro Possobom, CEO e Presidente da Volkswagen do Brasil. A revelação do nome e cor de lançamento da nova picape Tukan aconteceu na sede da CBF, em uma ação que marcou o anúncio do patrocínio da Volkswagen do Brasil às seleções brasileiras de futebol, masculina e feminina. No primeiro sketch da Tukan, a picape, posicionada em um segmento inédito para a marca, aparece na companhia da mascote da Seleção Brasileira, o Canarinho. Amarelo Canário une legado, futuro e identidade Ao longo da história da Volkswagen, a cor amarela esteve presente em modelos que marcaram gerações e ajudaram a construir uma relação afetiva e profunda entre a marca e as pessoas. Ao estampar saudosos modelos como Kombi, Fusca, Brasília, com a cor sendo até tema de música, SP, Passat, Saveiro, Golf, Gol, em diferentes séries especiais, New Beetle, CrossFox e Fox, o amarelo apareceu em momentos emblemáticos da trajetória da Volkswagen no País. A cor sempre esteve associada à ousadia, à emoção e à capacidade da marca de criar produtos que se conectam com o imaginário coletivo brasileiro. Na picape Tukan, o Amarelo Canário surge como uma escolha que reforça essa conexão histórica, traduzindo energia, presença e identidade regional, valores que atravessam décadas da relação da Volkswagen com seu público no Brasil e na região. “A definição da cor para o lançamento de um projeto inédito, como a nova picape Volkswagen Tukan, vai muito além da estética. A cor traduz propósito, reforça a identidade do produto e se conecta diretamente com o perfil e as expectativas do cliente e na Volkswagen, essa escolha é tratada com sensibilidade, garantindo que cada detalhe contribua para uma experiência marcante”, afirma Telma Blasquez, gerente de CMF (Color, Materials and Finishing) da Volkswagen do Brasil. Nome e sobrenome: a cor como parte intrínseca do produto Mais do que um impacto visual imediato, a cor cumpre um papel estratégico na construção da identidade do novo produto. “Nunca é somente a cor pela cor”, explica a executiva. “Quando você vê um carro com uma cor diferente na rua, primeiro você olha a cor em si, sente o que ela desperta em você e, só depois, identifica o modelo”, complementa Telma. Desde a sua concepção, a nova picape Volkswagen Tukan foi pensada para expressar versatilidade e personalidade antes mesmo de chegar às ruas. Por isso, a definição do Amarelo Canário como uma das cores lançamento se deu ainda nas fases iniciais de desenvolvimento do produto, em um processo finamente integrado entre Design, Marketing, Produto e Comunicação locais, em alinhamento com a matriz da Volkswagen, na Alemanha. Em um tom mais sóbrio e maduro do que os amarelos historicamente utilizados pela marca, o Amarelo Canário da Tukan reforça uma proposta de imponência, robustez e confiança, sem perder a conexão emocional com a brasilidade e a identidade regional. Uma escolha que equilibra legado de marca e contemporaneidade, alinhada também a tendências globais de design e comportamento. Tukan: como nasce o nome de um novo Volkswagen A definição do nome de um novo modelo Volkswagen segue o mesmo cuidado e profundidade do processo que envolve a escolha da cor de lançamento do produto. E, no caso da Tukan, não foi diferente. A construção do nome envolveu rodadas de discussão, validações regionais e análises estratégicas, até chegar a opções que representassem, de forma legítima, a identidade do produto e o posicionamento desejado para a nova picape. O processo envolveu um time multifuncional, com representantes das áreas de marketing, marketing de Produto, comunicação, design, estratégia, planejamento e desenvolvimento do Produto, jurídico e mercados regionais, incluindo Brasil e outros países da América do Sul, além de áreas responsáveis por exportação. “O objetivo era encontrar um nome único, curto e forte, capaz de dialogar com diferentes culturas, soar bem em diversos idiomas e refletir a missão do produto desde sua origem”, explica Fernando Silva, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen do Brasil. Ao longo do processo, diferentes alternativas foram avaliadas e amadurecidas a partir de critérios como leitura cultural, sonoridade, facilidade de pronúncia, memória e adequação aos mercados onde o modelo será comercializado. “E assim chegamos a Tukan, um nome que carrega
Setor automotivo entra em 2026 com demanda imprevisível e decisões cada vez mais guiadas por IA

A incapacidade de prever cenários e reagir rapidamente pode comprometer a competitividade de montadoras e fornecedores nos próximos anos O setor automotivo entra em 2026 sob um cenário de forte incerteza, marcado por oscilações na demanda, pressão sobre custos e desafios estruturais na cadeia de suprimentos. No Brasil, onde a indústria automotiva responde por cerca de 20% do PIB industrial e emprega mais de 1,2 milhão de pessoas, direta e indiretamente, segundo a Anfavea, montadoras e fornecedores precisam planejar em um ambiente cada vez mais instável. A rápida adoção de veículos eletrificados — que vêm crescendo ano a ano no país, mas ainda representam uma fatia minoritária do mercado total — se soma a mudanças em subsídios, variações no poder de compra do consumidor e a impactos macroeconômicos globais, como juros elevados e tensões comerciais. Esse conjunto de fatores torna o planejamento tradicional insuficiente e coloca a inteligência artificial no centro das decisões estratégicas e operacionais do setor. “Hoje, o maior desafio das empresas automotivas não é apenas produzir mais ou reduzir custos, mas lidar com a incerteza. A pergunta deixou de ser ‘quanto produzir’ e passou a ser ‘como reagir rapidamente quando o cenário muda’”, afirma Gabriel Vasconcellos, CEO Latam da o9 Solutions, plataforma líder em IA, planejamento e tomada de decisão empresarial. Incerteza na demanda e risco de excesso de capacidade De acordo com análises da o9 Solutions, um dos principais pontos de atenção para o setor automotivo em 2026 é a crescente dificuldade de prever a demanda com precisão. A adoção de veículos elétricos segue avançando, mas de forma desigual entre regiões, segmentos e perfis de consumidores, o que torna os ciclos de planejamento mais instáveis. Ao mesmo tempo, montadoras convivem com o risco de excesso de capacidade produtiva em um ambiente de competição global mais acirrada e preços pressionados, além de eventos externos como pandemias, gargalos logísticos e escassez de semicondutores. Nesse contexto, o uso de inteligência artificial tem se tornado essencial para lidar com variáveis que mudam em ritmo quase diário. “No passado, as empresas planejavam com base em históricos relativamente estáveis. Hoje, isso não funciona mais. Mudanças em subsídios, nas preferências do consumidor ou nas condições de crédito impactam a demanda quase em tempo real”, explica Gabriel Vasconcellos. Segundo ele, plataformas que combinam simulação de cenários e análise preditiva permitem avaliar rapidamente diferentes caminhos antes de decisões irreversíveis, como investimentos em capacidade ou o lançamento de novos modelos. “Sem ferramentas que permitam simular cenários e entender o impacto dessas variáveis, o risco de decisões equivocadas aumenta significativamente.” Pressão sobre fornecedores e necessidade de colaboração digital Outro ponto crítico para 2026 é a situação dos fornecedores automotivos, historicamente pressionados por margens estreitas. Além de lidar com custos elevados e exigências de eficiência, muitos fornecedores precisam investir em novas tecnologias, como eletrificação, novos materiais e componentes, em um cenário de incerteza sobre volumes futuros. Para Vasconcellos, o gargalo está na forma como as informações circulam ao longo de uma cadeia altamente interdependente. A produção de um veículo depende de centenas de fornecedores. Quando um desses elos falha, seja por dificuldade financeira, falta de insumos ou incapacidade de reagir a uma mudança repentina de volume, o efeito se propaga rapidamente, provocando atrasos, paradas de produção ou custos adicionais em toda a cadeia. Em muitos casos, decisões ainda são tomadas com base em dados fragmentados, trocados por e-mails, planilhas e sistemas que não conversam entre si. Isso faz com que sinais importantes, como uma mudança no mix de produtos, um pico inesperado de demanda ou uma restrição de capacidade de um fornecedor, cheguem tarde demais para orientar o planejamento. Nesse contexto, plataformas digitais apoiadas por inteligência artificial passam a ter um papel estrutural. Elas permitem consolidar informações de demanda, produção e capacidade em um único ambiente, dando visibilidade em tempo real para montadoras e fornecedores. “Com esse nível de integração, é possível antecipar gargalos, simular alternativas e ajustar planos antes que o problema se materialize”, explica Vasconcellos. O resultado é uma cadeia mais coordenada, capaz de reagir com maior rapidez às oscilações do mercado e reduzir o risco de rupturas que, no modelo tradicional, só seriam percebidas quando o impacto já estivesse instalado. Expansão em 2026 Para a o9 Solutions, o setor automotivo avança para um modelo em que as decisões serão cada vez menos lineares e mais orientadas por dados, simulações e cenários integrados, envolvendo não apenas as montadoras, mas toda a cadeia de valor, de fornecedores a distribuidores. A capacidade de antecipar impactos, testar alternativas e reagir rapidamente passa a ser um diferencial competitivo. “As empresas que conseguirem integrar dados, pessoas e decisões estarão mais preparadas para atravessar esse período de volatilidade com resiliência”, conclui Vasconcellos. “Não se trata de substituir o fator humano, mas de ampliar sua capacidade de decisão em um ambiente que se tornou estruturalmente mais complexo.”