Emplacamentos de veículos batem recorde histórico em setembro

Segundo a Fenabrave, este é o segundo maior acumulado dos três primeiros trimestres da série Os emplacamentos de veículos registraram o melhor mês de setembro da série histórica. Conforme dados da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, foram registradas 509.686 unidades, alta de 1,15% sobre agosto e de 8,32% na comparação com setembro de 2025. Vale ressaltar que agosto e setembro tiveram mesmo número de dias úteis (21 dias). Entre janeiro e setembro, os emplacamentos chegaram a 4.233.468 unidades, crescimento de 14,41% sobre igual período do ano passado, o que coloca 2026 como o segundo maior acumulado dos três primeiros trimestres da série, atrás apenas do ano de 2011. “O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito. Para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor, como o Move Brasil e Carro Sustentável, que têm reduzido preços e melhorado taxas de financiamento, continuam tendo peso importante na decisão do consumidor. Para segmentos como caminhões, ônibus e implementos rodoviários, os incentivos ofertados pelo Programa Move têm estancado o movimento de queda e, no caso dos implementos, temos observado até saldo positivo após longos períodos de sucessivas quedas”, afirma Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave, que comemora os resultados da maior parte dos segmentos. Emplacamentos de veículos em setembro de 2026 Emplacamentos – Avaliação por Segmento Projeções para 2026 As projeções para 2026, divulgadas em julho, pela Fenabrave, seguem conservadoras, mas poderão ser revisadas em novembro. “Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado, para a maior parte dos segmentos, mas vamos aguardar o desempenho de outubro, que pode apontar ajustes no mercado”, declara Arcelio Junior.
Brasil chega a 1 milhão de veículos eletrificados; o que muda para quem pretende trocar de carro?

Marco reflete o avanço da tecnologia no mercado nacional, mas escolha entre elétrico e diferentes tipos de híbrido ainda depende da rotina do motorista A frota brasileira de veículos leves eletrificados alcançou a marca de 1 milhão de unidades em setembro de 2026, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O cálculo considera os veículos emplacados desde janeiro de 2012, início da série histórica da entidade, até 24 de setembro deste ano. O número reúne diferentes tecnologias: modelos totalmente elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais, incluindo os híbridos flex com tração elétrica. Os micro-híbridos não entram nessa contabilização. Portanto, o marco não significa que o Brasil tenha 1 milhão de automóveis movidos exclusivamente por eletricidade. Para quem pretende trocar de carro, o crescimento da frota representa maior variedade de modelos e tecnologias. Ao mesmo tempo, exige atenção para entender qual configuração combina com a rotina, a infraestrutura disponível e o orçamento. Entenda as diferenças entre as tecnologias O veículo totalmente elétrico utiliza apenas energia armazenada na bateria e depende de recarga externa. O híbrido plug-in também pode ser ligado à tomada, mas possui motor a combustão, o que permite continuar a viagem quando a carga elétrica termina. Já o híbrido convencional recupera energia durante desacelerações e frenagens, sem precisar ser conectado a um carregador. Em determinados momentos, o motor elétrico auxilia ou substitui temporariamente o propulsor a combustão, conforme o sistema adotado. Antes de escolher, o motorista deve avaliar quantos quilômetros percorre por dia, se costuma realizar viagens longas e se possui acesso a um ponto de recarga em casa, no condomínio ou no trabalho. Rede de recarga acompanha o crescimento A expansão dos pontos de carregamento reduz uma das principais dúvidas de quem considera um modelo plug-in. Em agosto de 2026, o Brasil possuía 29.866 pontos públicos e semipúblicos de recarga, crescimento de 76,9% em relação ao mesmo mês de 2025. A recarga rápida também avançou e passou a representar 38,2% da rede. O município do Rio de Janeiro aparecia com 1.071 pontos mapeados, atrás apenas de São Paulo e Brasília. Mesmo com essa evolução, a disponibilidade varia entre cidades e rodovias. O consumidor deve pesquisar os carregadores existentes nos trajetos que realiza, verificar os conectores aceitos pelo veículo e considerar o tempo necessário para cada tipo de recarga. Comparação deve incluir o custo total O valor anunciado não é o único fator relevante. Seguro, impostos, manutenção, instalação de carregador, consumo de energia, eventual gasto com combustível e desvalorização fazem parte do custo total de propriedade. A garantia da bateria também merece atenção. É importante conferir prazo, limite de quilometragem, condições de cobertura e critérios adotados pela fabricante para avaliar a capacidade do componente. Rede de assistência, disponibilidade de peças e qualificação técnica das oficinas podem influenciar a experiência após a compra. Ao visitar uma concessionária de veículos no RJ, por exemplo, o consumidor pode solicitar uma simulação baseada em seu perfil de uso, comparar versões eletrificadas e convencionais e esclarecer como funcionam revisão, garantia e suporte na região. O test-drive ajuda a observar o conforto, desempenho, espaço interno e adaptação à condução. Marco amplia as possibilidades, mas não define a escolha A participação dos eletrificados nas vendas de veículos leves chegou a 21,8% em agosto de 2026, segundo a ABVE, após ficar em 9,4% no mesmo mês de 2025. O avanço mostra que essas tecnologias passaram a ocupar uma parcela mais relevante do mercado nacional. Isso não significa, porém, que um modelo eletrificado seja automaticamente a melhor opção para todos. A decisão deve equilibrar preço, autonomia, infraestrutura, custo de uso e expectativa de permanência com o veículo. O marco de 1 milhão aumenta as alternativas disponíveis, mas a troca continua exigindo comparação cuidadosa e planejamento.
Autopeças, pneus, tintas, ferramentas e materiais elétricos: fim da substituição tributária mexe com preços e margens de 174 mercadorias

Mudança entrou em vigor em 1º de outubro em São Paulo e exige revisão de estoques, sistemas fiscais, formação de preços e créditos de ICMS A exclusão de 174 mercadorias do regime de substituição tributária (ST) do ICMS em São Paulo, que entrou em vigor desde, 1º de outubro, exige das empresas uma revisão que vai além da área fiscal. A mudança alcança produtos dos segmentos de autopeças, pneumáticos, tintas e vernizes, ferramentas, materiais elétricos e determinados eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Com a alteração, as mercadorias passam a seguir as regras normais de tributação do ICMS, o que pode modificar a formação de preços, a estrutura de custos e as margens das empresas. A mudança foi estabelecida pela Portaria SRE nº 34/2026, publicada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. A norma revogou dispositivos da Portaria CAT nº 68/2019 relacionados aos produtos alcançados pela medida e também as normas que estabeleciam as respectivas bases de cálculo da substituição tributária. A partir de outubro, as operações com as mercadorias excluídas deixam de seguir a sistemática de retenção antecipada do ICMS e passam a observar as regras comuns do imposto. Na prática, a mudança exige atenção não apenas à emissão dos documentos fiscais, mas também à formação de preços e à apropriação ou compensação dos créditos previstos na legislação. “É um erro olhar para o fim da ST apenas como uma mudança na emissão da nota fiscal. O impacto chega diretamente à formação de preço. A empresa precisa entender como o imposto era tratado antes, como passará a ser calculado e qual será o efeito dessa mudança sobre seu custo e sua margem. Se simplesmente mantiver o preço de venda sem fazer essa conta, pode descobrir alguns meses depois que perdeu rentabilidade”, afirma Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade. Mudança pode alterar formação de preços A exclusão do regime modifica a forma como o ICMS é tratado ao longo da cadeia e pode alterar a composição do custo para fabricantes, distribuidores, atacadistas e varejistas. A substituição tributária antecipa o recolhimento do imposto em determinada etapa da cadeia. Com a saída do regime, as operações passam a observar a sistemática normal de débito e crédito, de acordo com o enquadramento e as características de cada operação. “O fim da ST não significa, automaticamente, que o produto ficará mais barato ou mais caro. O efeito depende da operação, da estrutura de custos, da margem praticada e da posição da empresa na cadeia. Por isso, é preciso comparar a formação de preço atual com a que passa a vigorar a partir de outubro”, explica Domingos. Para empresas com grande volume de vendas, diferenças na forma de apuração do imposto podem ter impacto relevante no resultado. A análise deve considerar o ICMS destacado nas operações próprias, os créditos permitidos pela legislação e a maneira como essas alterações interferem na margem comercial. Estoque de 30 de setembro exige atenção Outro ponto importante é o estoque existente na mudança de regime. A própria Portaria SRE nº 34/2026 determina que, em relação às mercadorias excluídas da substituição tributária, sejam observados os procedimentos previstos na Portaria CAT nº 28/2020. A regra considera o estoque existente no estabelecimento no final do dia imediatamente anterior ao início da vigência da alteração, ou seja, em 30 de setembro de 2026. O contribuinte deve elaborar o relatório previsto na legislação e realizar a escrituração correspondente. Para empresas que utilizam a EFD, há procedimentos específicos no Bloco H. No caso de contribuintes enquadrados no Regime Periódico de Apuração (RPA), o valor do imposto a ser creditado em razão do estoque deve ser calculado conforme as fórmulas previstas na Portaria CAT nº 28/2020 e lançado em 12 parcelas mensais, iguais e sucessivas, com início no mês em que a exclusão passa a produzir efeitos. A sistemática também foi confirmada em respostas recentes da própria Secretaria da Fazenda de São Paulo. “As empresas poderão aproveitar créditos de ICMS referentes às mercadorias que permaneceram em estoque, desde que atendam aos procedimentos previstos pela legislação, como levantamento, escrituração e manutenção das informações exigidas. É um mecanismo importante, mas que exige organização e controle para que o crédito seja calculado e apropriado corretamente”, afirma Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade. Para as empresas optantes pelo Simples Nacional, a Portaria CAT nº 28/2020 estabelece procedimento próprio: o valor que puder ser compensado deve ser utilizado para reduzir o ICMS devido no âmbito do Simples, observadas as regras específicas do PGDAS-D. Sistemas e áreas comerciais também precisam ser ajustados A mudança exige revisão dos cadastros de produtos, classificação fiscal, regras de tributação e parâmetros dos sistemas de faturamento. O impacto, porém, também alcança as áreas financeira e comercial, que precisarão trabalhar com os novos parâmetros de custo e formação de preço. “É uma mudança que precisa envolver o fiscal, o contábil, o financeiro, o comercial e, em muitos casos, o departamento responsável pelos sistemas. O objetivo é que a nova tributação esteja refletida corretamente desde a emissão da nota até a formação do preço e a apuração do resultado”, afirma Domingos. A alteração também exige atenção aos documentos fiscais de entrada e ao histórico do estoque. A Portaria CAT nº 28/2020 estabelece, inclusive, que determinadas informações constantes dos documentos fiscais, como a base de cálculo da substituição tributária retida anteriormente, são utilizadas no cálculo do crédito relacionado ao estoque. Para Mota, a revisão dos procedimentos deve ser tratada como uma mudança operacional, e não apenas tributária. “Quem deixar os ajustes para depois da entrada em vigor poderá enfrentar dificuldades na emissão de notas fiscais, erros na apuração do ICMS e problemas no aproveitamento ou compensação dos valores relacionados ao estoque. O ideal é que os procedimentos sejam revisados e os sistemas estejam preparados desde o início da nova sistemática”, afirma. Setores afetados A Portaria SRE nº 34/2026 alcança 174 mercadorias de diferentes segmentos, entre elas: A identificação dos produtos alcançados deve ser feita de acordo com os enquadramentos previstos na legislação, considerando a descrição e
Ipsos e IQA unem expertises para ampliar a geração de inteligência estratégica para o setor automotivo

Cooperação técnica combina conhecimento setorial e metodologias avançadas de pesquisa para apoiar a tomada de decisão e o desenvolvimento da indústria automotiva A Ipsos, uma das maiores empresas de pesquisa de mercado e inteligência de negócios do mundo, e o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, referência nacional em qualidade, certificação e desenvolvimento do setor automotivo, anunciam uma cooperação técnica voltada à produção de conhecimento e inteligência estratégica para a indústria automotiva brasileira. A iniciativa reúne competências complementares das duas organizações. O IQA, instituto que tem sua atuação voltada ao desenvolvimento e à disseminação da qualidade no setor, contribui com sua sólida especialização técnica e institucional, ampla conexão com os principais agentes da cadeia automotiva e conhecimento aprofundado dos desafios e oportunidades do setor. Já a Ipsos agrega sua reconhecida expertise em pesquisas quantitativas e qualitativas, análise de comportamento, satisfação de clientes e consumidores, inteligência de mercado e interpretação estratégica de dados. A atuação conjunta permitirá o desenvolvimento de estudos, análises, relatórios e conteúdos capazes de oferecer uma visão abrangente sobre tendências, transformações e perspectivas da indústria automotiva. O objetivo é ampliar o acesso do mercado a informações qualificadas e relevantes para apoiar decisões estratégicas baseadas em evidências. “Essa cooperação representa uma oportunidade de conectar o conhecimento técnico do setor automotivo com metodologias avançadas de pesquisa e inteligência de mercado. Acreditamos que essa combinação contribuirá para uma compreensão mais profunda das necessidades da indústria e dos consumidores, gerando insights valiosos para toda a cadeia”, afirma Alexandre de Saint-Léon, líder global de pesquisas automotivas na Ipsos. No âmbito da colaboração, as instituições atuarão na identificação de temas prioritários para o setor e na elaboração de conteúdos voltados ao fortalecimento do conhecimento automotivo no país, preservando a independência institucional e comercial de ambas as organizações. Entre as iniciativas previstas estão a produção de estudos setoriais, análises de tendências, relatórios estratégicos e a divulgação de resultados em eventos, publicações especializadas e canais de comunicação. “A indústria automotiva passa por uma transformação que exige das empresas não apenas capacidade de adaptação, mas também uma leitura cada vez mais precisa do mercado e de suas novas demandas. Ao unir o conhecimento técnico e a experiência do IQA no desenvolvimento e na promoção da qualidade automotiva, com a expertise da Ipsos em pesquisa e inteligência de mercado, podemos ampliar a capacidade do setor de transformar dados em conhecimento e conhecimento em decisões mais assertivas”, destaca o presidente do IQA, Claudio Moysés. Para o mercado, os principais benefícios da cooperação estão relacionados à geração de inteligência qualificada, ao fortalecimento da transparência e à ampliação do acesso a informações estratégicas para fabricantes, fornecedores, distribuidores, entidades setoriais e demais stakeholders. A iniciativa também contribuirá para o acompanhamento das mudanças no comportamento dos consumidores, a identificação de oportunidades emergentes e a disseminação de boas práticas ao longo de toda a cadeia automotiva. Ao combinar a credibilidade institucional do IQA com a excelência global da Ipsos em pesquisa e análise de mercado, a colaboração cria uma plataforma robusta para produção de conhecimento e monitoramento da evolução da indústria, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o aumento da competitividade do setor automotivo brasileiro.
Desvalorização de carros seminovos e usados segue acima da média histórica em agosto

Categoria registrou estabilidade em relação a julho; entre os 0KM, a retração foi de 0,328% A desvalorização de carros seminovos e usados no Brasil permaneceu acima da média histórica em agosto. De acordo com o Índice Webmotors, que acompanha mensalmente as oscilações nos preços dos automóveis anunciados na plataforma, a categoria fechou o mês em -0,646%, ante -0,654% em julho. O resultado mantém o indicador em um dos patamares mais elevados dos últimos 12 meses, após atingir em julho o maior nível do período. Os modelos 0KM, por sua vez, encerraram agosto com índice de -0,328%, superando o -0,373% em julho. O indicador vem de uma sequência de taxas negativas desde abril e obteve agora o menor nível desde o início do ano. Esse cenário ocorre em meio a um mercado de automóveis novos mais aquecido do que no mesmo período de 2025. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) revelam que os emplacamentos de carros e comerciais leves avançaram 23,6% no confronto anual. Híbridos e elétricos No recorte de eletrificados, os híbridos usados anotaram -0,883% em agosto – alta de 0,141 ponto percentual na comparação com a taxa de -1,024% em julho. Já os híbridos novos finalizou o intervalo com -0,476%, versus -0,283% no levantamento anterior. Entre os elétricos, os seminovos sofreram depreciação de 0,470% em agosto, frente a -0,937% no mês anterior. Por sua vez, os modelos 0KM da mesma categoria terminaram a amostragem em -0,455%, contra -0,131% no último ciclo. “O comportamento dos preços em agosto reforça a importância de analisar o mercado de usados a partir de uma perspectiva mais ampla. O índice permanece em um patamar de desvalorização acima da média histórica. Esse quadro mostra que as condições de preço continuam sendo um fator importante para consumidores, lojistas e demais agentes do setor”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Confira, abaixo, os indicadores do Índice Webmotors referentes a julho de 2026 em todo o Brasil:
RENAVE torna-se obrigatório nacionalmente. Saiba o que muda para lojistas e consumidores

Nova regra digitaliza processos das lojas e aumenta a integração e o controle sobre a comercialização de veículos A partir de 28 de setembro, o RENAVE (Registro Nacional de Veículos em Estoque) passa a ser obrigatório em todo o país para as revendas abrangidas pela regulamentação. Criado para digitalizar e padronizar o registro das movimentações de veículos, o sistema muda processos importantes dentro das lojas, incluindo controle de estoque, entrada e saída de veículos e operações de consignação. Para as revendas, uma das principais mudanças é a substituição dos registros físicos pelo controle eletrônico das movimentações. A operação também passa a exigir maior integração entre estoque, documentação fiscal e sistemas de trânsito. “O RENAVE mostra que a transformação digital do mercado automotivo não acontece apenas na ponta, onde o consumidor pesquisa e escolhe o carro. Ela também está entrando na operação das revendas, tornando os processos mais integrados e estruturados”, afirma Jefferson Rocha, CEO do SóCarrão. O que muda para quem vende carros A consignação também passa a fazer parte desse ambiente digital. O contrato de consignação deverá ser registrado eletronicamente, aumentando a formalização da relação entre proprietário e revenda. Na prática, as lojas precisarão adaptar seus processos internos e garantir que as informações do veículo estejam corretamente registradas no sistema. Para o setor, a mudança representa uma nova etapa de digitalização do varejo automotivo. “Para a revenda, o principal desafio é organizar a operação para que estoque, documentação e sistemas estejam conectados. Ao mesmo tempo, isso cria uma base mais estruturada para acompanhar a movimentação de cada veículo”, explica Rocha. E para o consumidor? O RENAVE é uma obrigação das revendas, e não do comprador. Ainda assim, o consumidor pode ser beneficiado por uma operação mais estruturada e rastreável. Na venda de um veículo usado por uma revenda, a saída do estoque passa a ser registrada eletronicamente. É importante destacar, porém, que o RENAVE não substitui a transferência de propriedade, que continua sendo necessária após a compra. Para Jefferson Rocha, a mudança acompanha uma transformação que o consumidor já percebe na pesquisa e na compra de veículos. “O consumidor já está acostumado a pesquisar, comparar preços e condições pela internet. Agora, a digitalização avança também para os processos que acontecem dentro da revenda. A tendência é termos uma jornada cada vez mais integrada, da pesquisa à documentação”, afirma. Digitalização vai além da pesquisa pelo carro O movimento acompanha a evolução do comportamento do consumidor automotivo. O SóCarrão reúne cerca de 60 mil veículos anunciados por mês, mais de 1.500 lojas cadastradas e registra aproximadamente 1 milhão de acessos mensais. Para a empresa, o avanço de sistemas como o RENAVE mostra que a transformação digital do setor não está restrita aos marketplaces ou à pesquisa online. Ela começa a alcançar também os bastidores do varejo, tornando processos internos mais digitais e integrados. “O mercado automotivo está passando por uma transformação que envolve toda a cadeia. A digitalização da compra precisa vir acompanhada da digitalização da operação. É esse conjunto que torna a jornada mais simples, ágil e transparente”, conclui Rocha.
12º Fórum IQA abre inscrições para encontro com lideranças da indústria automotiva

Evento reunirá presidentes da Anfavea, Abipeças-Sindipeças, Fenabrave e Sindirepa-SP, além de palestra magna com executiva da VDA-QMC Estão abertas as inscrições para o 12º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, que será realizado no dia 14 de outubro de 2026, no Blue Tree Transatlântico Convention Center, em São Paulo (SP). O encontro reunirá algumas das principais lideranças da cadeia automotiva brasileira, especialistas e executivos para debater os desafios da competitividade, da inovação e da excelência operacional no setor. As inscrições podem ser realizadas pelo site oficial do evento, forum.iqa.org.br. Entre os nomes confirmados estão os presidentes das principais entidades da cadeia automotiva brasileira. Participarão Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea); Claudio Sahad, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Autopeças e do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Abipeças-Sindipeças); Antonio Fiola, presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP); e Arcélio Alceu dos Santos Júnior, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Além de Cláudio Móyses, presidente do IQA. Com o tema “Inovação e Excelência Operacional na Mobilidade: cultura, pessoas e processos para a competitividade sustentável”, o Fórum discutirá como a indústria automotiva pode transformar avanços em áreas como inteligência artificial, digitalização e novas tecnologias em produtividade, eficiência operacional, qualidade e resultados sustentáveis. “O Fórum IQA sempre teve como propósito promover a integração entre os diferentes segmentos da cadeia automotiva. Reunir, em um mesmo ambiente, as principais lideranças do setor demonstra que a competitividade da indústria depende cada vez mais da construção de uma agenda conjunta, baseada em qualidade, inovação e excelência operacional”, destaca o presidente do IQA, Claudio Moysés. A palestra magna desta edição será conduzida por Yuliya Prakopchyk, Head of Training & Development da VDA-QMC. Com o tema “Inovar com Propósito e Execução: Cultura Organizacional, Pessoas e Eficiência Sistêmica como Base da Competitividade Sustentável”, a especialista abordará a relação entre cultura organizacional, desenvolvimento de pessoas, eficiência sistêmica e competitividade diante das transformações da indústria da mobilidade. Durante o Fórum, também será realizado o lançamento da primeira pesquisa desenvolvida em conjunto entre o IQA e a Ipsos, uma das maiores empresas de pesquisa e inteligência de mercado do mundo, com atuação internacional em diversos segmentos, incluindo o setor automotivo. O estudo inédito será apresentado durante o Fórum e abordará temas relacionados à competitividade sustentável na mobilidade, ampliando a discussão sobre a influência da cultura organizacional, da gestão de pessoas e da excelência dos processos no desempenho das empresas do setor. A iniciativa busca contribuir para uma visão mais ampla sobre os fatores que determinam a competitividade da indústria em um cenário de mudanças aceleradas nos modelos de negócios, nas tecnologias e no comportamento dos consumidores. “A atuação em cooperação com a Ipsos representa um passo importante para ampliar o conhecimento sobre os desafios da indústria da mobilidade. A proposta da pesquisa é oferecer informações estratégicas que contribuam para a tomada de decisões e para o fortalecimento da competitividade do setor, considerando aspectos relacionados à cultura organizacional, às pessoas e aos processos”, ressalta o diretor-superintendente do IQA, Alexandre Xavier. O Fórum também contará com representantes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Estão confirmadas as presenças de João Nery Rodrigues Filho, diretor de Avaliação da Conformidade, e Andrea Melo, coordenadora-geral de Acreditação. A participação de lideranças de fabricantes de veículos, autopeças, distribuição, reparação e órgãos reguladores amplia a diversidade de perspectivas do encontro e coloca em debate questões que atravessam toda a cadeia automotiva, desde a produção e os fornecedores até a distribuição e o pós-venda. Além da apresentação da pesquisa, a programação do 12º Fórum IQA contará com painéis e palestras dedicados a temas como transformação digital, inteligência artificial, liderança, desenvolvimento de pessoas, excelência operacional, sustentabilidade, manufatura avançada e gestão da qualidade. O evento também sediará a 6ª edição do Prêmio IQA da Qualidade Automotiva, iniciativa que reconhece empresas, profissionais, estudantes e jornalistas que desenvolvem projetos com impacto positivo no setor. A cerimônia de premiação reconhecerá os três projetos mais destacados em cada uma das quatro categorias: Qualidade Automotiva no Jornalismo; Qualidade na Inovação e Novas Tecnologias; Qualidade nos Processos Produtivos; e Projetos Acadêmicos – Qualidade em Inovação e Novas Tecnologias. Esta última amplia o alcance do Prêmio IQA ao incluir trabalhos desenvolvidos no ambiente acadêmico. As inscrições para o 12º Fórum IQA da Qualidade Automotiva já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial do evento. Serviço 12º Fórum IQA da Qualidade Automotiva Data: 14 de outubro de 2026Local: Blue Tree Transatlântico Convention Center – São Paulo (SP)Inscrições: forum.iqa.org.br
Com Selic em 13,75%, crédito começa a reagir no mercado de veículos

Queda da taxa básica começa a estimular consultas e simulações, mas condições de financiamento seguem dependentes do perfil do consumidor, custo de captação e risco das operações A redução da taxa Selic para 13,75% ao ano começa a mudar, ainda que de forma gradual, o comportamento de consumidores interessados na compra de veículos. No Grupo Saga, uma das maiores redes de concessionárias do país, o movimento já aparece no aumento das consultas e das simulações de financiamento, especialmente entre clientes que buscam operações com entradas menores. O cenário, porém, ainda é marcado pela cautela, já que a queda da taxa básica não é repassada de forma imediata ou uniforme para as taxas cobradas nos financiamentos. As taxas oferecidas ao consumidor dependem de outros fatores, como o custo de captação das instituições financeiras, o perfil de crédito, o valor da entrada, o prazo e o risco de cada operação. “A queda da Selic gera uma expectativa positiva para o consumidor, mas não significa uma redução automática e imediata nas taxas de financiamento. O cliente continua analisando muito o valor da parcela, comparando instituições e buscando condições que estejam de acordo com o seu orçamento. Nesse cenário, as campanhas com taxas subsidiadas têm papel importante porque conseguem tornar determinadas operações mais atrativas mesmo em um ambiente de juros ainda elevados”, explica Larissa Buono, gerente de F&I (Finance and Insurance, ou Financiamentos e Seguros) do Grupo Saga. O comportamento observado nas concessionárias reflete um consumidor mais criterioso na hora de assumir uma dívida de longo prazo. Segundo o executivo, além de comparar taxas entre instituições, os clientes têm buscado ajustar o valor da entrada e do financiamento à capacidade de pagamento. “Hoje, a decisão de compra passa muito pela parcela. O consumidor quer entender quanto vai pagar por mês, qual será o valor total da operação e quais condições consegue obter. Por isso, percebemos um aumento nas simulações, mas a conversão acontece de maneira mais gradual. O cliente pesquisa mais antes de tomar a decisão”, afirma. Na avaliação de Larissa, por isso, uma eventual continuidade do ciclo de redução da Selic tende a produzir efeitos progressivos no mercado. Antes de uma expansão mais significativa das vendas, a expectativa é de aumento das consultas e simulações, seguido por uma melhora nas aprovações e na conversão das negociações, caso as condições de crédito também avancem. Financiamento lidera, mas consórcio ganha espaço Apesar do cenário de juros elevados, o financiamento continua sendo a principal modalidade utilizada pelos clientes do Grupo Saga para a aquisição de veículos. As campanhas promovidas pelos bancos de montadora, com taxas subsidiadas, prazos mais flexíveis e condições específicas para determinados modelos, ajudam a preservar a atratividade da modalidade. Ao mesmo tempo, o grupo observa maior interesse pelo consórcio, especialmente entre consumidores que não têm urgência para retirar o veículo e preferem uma estratégia de aquisição mais planejada. “O financiamento continua sendo o principal caminho para quem quer comprar o veículo e sair da concessionária com ele de forma imediata. Mas o consórcio ganhou espaço porque permite ao consumidor pensar a aquisição de outra maneira. Com os juros ainda altos, ele passa a comparar não apenas diferentes financiamentos, mas também modalidades de compra”, explica a gerente de F&I. Pequenas diferenças que pesam a longo prazo A influência dos juros fica mais evidente quando considerada ao longo de todo o contrato. Em uma simulação apresentada pelo Grupo Saga, um financiamento de R$ 100 mil em 72 meses, por exemplo, teria uma parcela aproximada de R$ 2.590 com taxa de 1,80% ao mês. Com a taxa reduzida para 1,70% ao mês, a parcela cairia para cerca de R$ 2.500. A diferença de aproximadamente R$ 90 por mês representa cerca de R$ 6,5 mil ao longo das 72 parcelas, considerando a manutenção do contrato até o final. Caso o consumidor antecipe pagamentos ou quite a operação antes do prazo, a economia pode ser maior pela redução dos juros futuros. “Uma diferença de poucos décimos na taxa mensal pode parecer pequena quando o consumidor olha apenas para a parcela. Mas, em um contrato longo, esse valor se acumula e tem impacto relevante no custo total. Por isso, comparar as condições de financiamento é tão importante quanto negociar o preço do veículo”, ressalta Larissa. 0 km entra na comparação com seminovos Outro movimento observado pelo Grupo Saga é a avaliação mais criteriosa entre veículos novos e seminovos. De acordo com Larissa Buono, parte dos consumidores que inicialmente consideraria um seminovo também passou a analisar modelos 0 km, principalmente quando há condições especiais de financiamento. “Nesse cálculo, entram não apenas o preço de aquisição, mas fatores como garantia de fábrica, tecnologia, consumo de combustível, custos de manutenção e a possibilidade de aquisição de veículos elétricos, que também aparecem entre as alternativas avaliadas pelos consumidores”, afirma a gerente. Para o início de 2027, a perspectiva do Grupo Saga é de uma retomada gradual caso a trajetória de redução da Selic prossiga e seja acompanhada por uma melhora nos indicadores de inadimplência. A avaliação de Larissa é de que juros menores podem contribuir para reduzir o custo das parcelas e ampliar o acesso ao crédito, mas a recuperação mais consistente dependerá também das condições de aprovação das instituições financeiras. “Nesse cenário, podemos caminhar para uma perspectiva de maior acesso ao crédito. A tendência é que o mercado responda primeiro com mais procura e simulações e, posteriormente, com maior aprovação e conversão em vendas. Por isso, enxergamos uma retomada gradual, e não uma mudança imediata de comportamento”, conclui.
Financiamento de caminhões cresce 8,1% até julho, puxado pelos seminovos

Operações com caminhões usados avançam 10,6% no acumulado do ano, enquanto financiamentos de modelos novos crescem 4,9% Mesmo em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito, o financiamento de caminhões cresceu 8,1% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da B3. Ao todo, foram 156.035 operações de crédito, considerando novos e usados. O crescimento, porém, não foi uniforme entre as categorias. Entre os usados, foram 87.939 operações de financiamento no período, alta de 10,6% em relação aos mesmos meses de 2025. Já entre os novos, foram 68.096 operações, avanço de 4,9%, segundo levantamento da B3. Esse movimento acontece em um mercado que enfrenta desafios. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) reduziu, em julho, sua projeção de licenciamentos de caminhões para 2026, que passou a 106,7 mil unidades no ano. Entre os fatores considerados pela entidade estão os juros elevados, as condições menos favoráveis para o agronegócio e os custos ainda pressionados. Na avaliação do gerente comercial da Servopa Caminhões, Luis Spezia, esse ambiente leva o cliente a analisar a compra com mais cautela e a considerar diferentes aspectos da operação. “Estamos vendo um cliente mais racional e mais atento ao custo da operação. Ele não olha apenas para o valor do caminhão ou para a parcela do financiamento, mas também para fatores como produtividade, consumo, manutenção e disponibilidade. Quando essa conta fecha, mesmo em um cenário de juros altos, a renovação da frota deixa de ser adiada e passa a ser vista como investimento”, afirma. Para transportadoras e empresas que dependem de veículos pesados, essa avaliação se torna ainda mais relevante diante da necessidade de equilibrar a renovação da frota com a preservação do caixa. Nesse contexto, o financiamento permite substituir modelos mais antigos sem exigir o desembolso de todo o valor de uma só vez. “Para uma empresa, a decisão de renovar um caminhão passa por uma análise que vai muito além da parcela. É preciso colocar na conta o consumo de combustível, os custos de manutenção, o tempo que o veículo fica parado e a produtividade que ele consegue entregar. Por isso, o financiamento pode ser uma ferramenta importante para antecipar essa troca quando o ganho de eficiência compensa o custo do investimento”, explica Spezia. A diferença no ritmo de crescimento entre caminhões novos e usados evidencia o espaço dos seminovos entre as opções disponíveis às empresas. “O seminovo pode ser uma alternativa interessante principalmente para empresas que precisam equilibrar renovação e capacidade de investimento. Em muitos casos, é possível substituir um veículo mais antigo por outro mais eficiente sem assumir o mesmo nível de investimento exigido para a aquisição de um caminhão zero-quilômetro”, destaca o executivo do Grupo Servopa. Para as empresas, o cenário reforça a importância de considerar os impactos financeiros e operacionais antes de optar pela troca dos veículos. “A renovação da frota é uma decisão de negócio. Quando a empresa consegue colocar na conta o investimento, o custo financeiro e os ganhos de eficiência que o novo veículo pode proporcionar, ela passa a ter mais elementos para avaliar se é o momento de fazer essa mudança”, finaliza Spezia.
GM Financial capta R$ 750 milhões, com demanda 4,8 vezes superior, e reforça estratégia de crescimento

15ª oferta pública de Letras Financeiras da companhia no Brasil ocorre em um momento de expansão dos negócios, simultâneo a divulgação de um lucro líquido de R$ 277,3 milhões no primeiro semestre de 2026 A GM Financial, subsidiária financeira cativa da General Motors, concluiu uma nova oferta pública de Letras Financeiras no mercado brasileiro, com captação de R$ 750 milhões. A operação registrou demanda de R$ 3,6 bilhões, equivalente a 4,8 vezes o volume ofertado. A captação reforça a estratégia de crescimento da companhia, que encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 277,3 milhões e expansão de suas carteiras de financiamento. Coordenada pelo Itaú BBA, em conjunto com o Bradesco BBI e o Banco ABC Brasil, a oferta foi estruturada em quatro séries, com prazos e condições de remuneração diferenciados: Ao todo, 33 investidores participaram da formação do book, dos quais 15 foram alocados. O bookbuilding da operação foi realizado por meio de leilão holandês. “Essa forte demanda não apenas demonstra a confiança dos investidores na GM Financial, como também reflete um ambiente de mercado com elevada liquidez e busca por ativos que combinam segurança, liquidez e retorno. Ter acesso competitivo ao mercado de capitais é estratégico para sustentar o crescimento da operação e apoiar o financiamento de veículos”, afirma Marcio Frazão, CFO da GM Financial no Brasil. Os recursos serão destinados ao reforço de caixa e à manutenção das operações da companhia, com foco no financiamento de veículos para consumidores finais. As Letras Financeiras são o principal instrumento de captação de longo prazo da GM Financial e permitem alinhar a estrutura de funding às necessidades de financiamento da carteira. A captação ocorre em um momento de maior competição no mercado automotivo brasileiro, marcado pela ampliação da oferta de produtos e pela entrada de novas marcas. Nesse cenário, o financiamento ganha importância na estratégia comercial das montadoras e dos bancos cativos, ao contribuir para a oferta de condições competitivas aos consumidores e para o relacionamento com a rede de concessionárias. “Uma estrutura sólida de funding é fundamental para ampliar nossa capacidade de financiamento e acompanhar a evolução do mercado”, afirma Frazão. Esta foi a 15ª oferta pública de Letras Financeiras da GM Financial, desde sua primeira emissão no Brasil, em agosto de 2017. Crescimento da operação A GM Financial encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 277,3 milhões, crescimento de 54,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a evolução dos negócios e a expansão das operações da companhia no mercado brasileiro. O Patrimônio Líquido alcançou R$ 2,92 bilhões, alta de 5,04% em 12 meses, enquanto os ativos totais somaram R$ 18,04 bilhões. O Índice de Basileia atingiu 19,43%, mantendo-se em patamar sólido e adequado para acompanhar o crescimento da operação. Na frente comercial, as operações de crédito e arrendamento mercantil totalizaram R$ 14,21 bilhões. A carteira de operações de crédito alcançou R$ 13,68 bilhões, com os financiamentos respondendo pela maior parte do volume, totalizando R$ 13,27 bilhões. Desse montante, R$ 12,46 bilhões correspondem ao Crédito Direto ao Consumidor (CDC), principal modalidade da carteira. A carteira de varejo cresceu 13,64% em 12 meses, para R$ 12,5 bilhões, impulsionada pela demanda por financiamento de veículos. Já a carteira de Floor Plan, linha destinada ao financiamento do estoque de veículos e peças da rede de concessionárias Chevrolet, avançou 35%, para R$ 811,6 milhões. “O desempenho da GM Financial no primeiro semestre de 2026 reforça a solidez da nossa operação e a capacidade de combinar crescimento, rentabilidade e disciplina financeira. A evolução de 54,4% do lucro líquido, acompanhada pelo crescimento das carteiras de varejo e Floor Plan, evidencia a força do nosso negócio e a relevância da nossa atuação junto aos consumidores e à rede de concessionárias Chevrolet”, avalia Marcio Frazão, CFO da GM Financial no Brasil.