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Mais previsões: Meteorologia 25 dias

89% dos brasileiros consideram histórico veicular fator decisivo na compra de carros online

Levantamento inédito mostra consumidor mais criterioso no ambiente digital: 68% esperam retorno do vendedor em até 12 horas A compra de veículos pela internet está cada vez mais pautada por confiança, transparência e agilidade. É o que mostra a nova edição do Radar Autos, estudo do Data OLX Autos, braço de inteligência do Grupo OLX. Segundo o levantamento, 89% dos brasileiros apontam o histórico veicular como o atributo mais importante na decisão de compra, evidenciando uma mudança no comportamento do consumidor, que passa a priorizar mais segurança e previsibilidade ao fechar negócio no ambiente digital. O estudo, realizado com mais de 1,2 mil usuários da OLX interessados na compra de automóveis, também mostra que a qualidade das informações disponíveis nos anúncios exerce papel central na jornada de decisão. Descrições completas e detalhadas retêm a atenção de 78% dos consumidores, enquanto clareza sobre preço (70%) e acesso ao histórico do veículo (65%) aparecem entre os fatores mais valorizados na experiência de busca. A velocidade de resposta do vendedor também se consolida como um diferencial competitivo relevante. De acordo com o levantamento, 68% dos potenciais compradores esperam receber um retorno em até 12 horas após o primeiro contato, indicando que a agilidade no atendimento pode influenciar diretamente as chances de concretização do negócio. Os dados reforçam um movimento de amadurecimento da jornada de compra online, em que confiança e transparência passam a ter peso semelhante, ou até superior, a atributos tradicionalmente ligados ao veículo, como marca, modelo ou design. Como termômetro do comportamento de compra no ambiente digital, a OLX também analisou as vendas realizadas entre maio de 2025 e abril de 2026. O período mostra a Chevrolet na liderança do share de vendas no Brasil, seguida por Volkswagen e Fiat. Ford e Hyundai completam o ranking das cinco montadoras com maior volume de negociações concretizadas na plataforma. O levantamento ainda mapeou os modelos com maior velocidade de venda, indicador que ajuda a medir a liquidez no setor. Entre os seminovos de 0 a 3 anos, a eletrificação ganha protagonismo: o BYD Dolphin lidera entre os hatches de venda mais rápida, enquanto o BYD Yuan Plus aparece no topo entre os SUVs. Nos sedãs da mesma faixa etária, o destaque é o Toyota Corolla. Já entre veículos de 4 a 8 anos, os modelos com maior agilidade de negociação são o Hyundai HB20 (hatch), o Volkswagen Virtus (sedã) e o Hyundai Creta (SUV). “Os dados do Radar Autos mostram uma transformação importante no comportamento do consumidor brasileiro. Hoje, a confiança tem um papel central na decisão de compra, e o histórico veicular surge como um elemento-chave para reduzir incertezas e dar mais segurança à negociação. Ao mesmo tempo, percebemos que a experiência digital, desde a qualidade do anúncio ao tempo de resposta, se tornou determinante para acelerar negócios”, afirma Flávio Passos, VP de autos do Grupo OLX. Quando a análise se volta às intenções de compra, o comportamento do brasileiro revela diferenças importantes entre as regiões do país. Preferências por cor, carroceria, faixa de uso do veículo e até números finais de placa variam de forma significativa, refletindo hábitos de consumo e características locais. O Sudeste, por exemplo, apresenta um perfil diversificado de intenções de compra, refletindo a variedade de consumidores e necessidades da região. A maior parte das buscas entre carros novos (0 a 3 anos) é voltada para os SUVs (33,5%), enquanto os hatches dominam amplamente a procura por modelos com mais de 9 anos de uso. A marca mais buscada na região é a Volkswagen (27,5%), seguida pela Chevrolet (25,8%), com destaque para modelos clássicos como Civic 2008 (9,4%), HR-V 2016 (8,8%) e Palio 2010 (8,0%). Na hora da compra final, o carro mais vendido do Sudeste no período foi o Ford Fiesta 2014. A cor preferida nas buscas é a prata (24%) e, no quesito rodízio e documentação, o final de placa 0 é o mais desejado (11,2%). A relevância desses movimentos acompanha a escala da OLX no segmento automotivo brasileiro. Atualmente, a categoria de Autos reúne cerca de 1,5 milhão de usuários por dia, responsáveis por mais de 730 milhões de visualizações de anúncios. O alto engajamento se traduz em uma média superior a 2,9 mil veículos vendidos diariamente, o equivalente a mais de 88,3 mil carros comercializados por mês, reforçando a consolidação da jornada digital na compra e venda de automóveis.

Vendas de veículos disparam 15,4% no ano e registram 2º melhor maio desde 2011

Setor registra 2º. melhor resultado desde 2011 em maio e no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026. Queda registrada nas vendas de caminhões, ônibus e implementos rodoviários refletem o compasso de espera do mercado pela segunda etapa do MOVE BRASIL, que prevê mais R$21,2 bilhões para a aquisição de veículos desses segmentos e começou a ser operado em 29 de maio. Segmento de automóveis e comerciais leves tem aumento de 18,2% nos primeiros cinco meses do ano e promete expansão ainda maior com o lançamento do MOVE BRASIL- TÁXI E APLICATIVOS, que deve acrescentar mais de 250 mil veículos neste ano. Os emplacamentos de veículos no Brasil mantiveram trajetória positiva em maio, conforme dados apurados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. O setor como um todo registrou 492.426 unidades emplacadas no mês, numa alta de 2,7% em relação a abril e de 12,3% sobre maio de 2025. No acumulado do ano, foram comercializadas 2.226.984 unidades, avanço de 15,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. Para o Presidente da entidade, Arcelio Junior, o desempenho reforça a demanda por veículos e mobilidade, mesmo em um cenário de juros ainda elevados. “O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzam preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor, além da previsibilidade para investimentos. Acreditamos que os segmentos que apresentam queda poderão se beneficiar desses programas e apresentar recuperação”, afirma, lembrando que maio teve o mesmo número de dias úteis de abril, mas um dia útil a menos que maio de 2025. Para ele, a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central é essencial para o mercado.“Qualquer movimento de redução dos juros ajuda a melhorar as condições de compra, influenciando, diretamente, na decisão do consumidor e das empresas”, avalia o Presidente da Fenabrave. EMPLACAMENTOS DE VEÍCULOS EM MAIO DE 2026 EMPLACAMENTOS – Avaliação por Segmento DADOS DE EMPLACAMENTOS DE VEÍCULOS ELETRIFICADOS – JANEIRO A MAIO PROJEÇÕES PARA 2026 – Divulgadas em Janeiro de 2026 A Fenabrave deverá revisar as projeções para o ano de 2026 no início de julho, após o fechamento do 1º. semestre, sinalizando as tendências para os últimos dois trimestres

IQA apoia a indústria automotiva com ferramenta de medição e controle de emissões de gases de efeito estufa, alinhada ao Programa Mover

Com cerca de R$ 190 bilhões em investimentos impulsionados pelo programa, setor passa a monitorar impacto ambiental desde matérias-primas até o uso final do veículo A descarbonização começa a transformar a forma como a indústria automotiva mede e gerencia suas emissões. Impulsionado por metas climáticas mais rigorosas e por cerca de R$ 190 bilhões em investimentos previstos no Brasil com o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), o setor passa a monitorar o impacto ambiental ao longo de toda a cadeia produtiva, da produção de matérias-primas ao uso final do veículo. O movimento amplia a responsabilidade ambiental para além das montadoras e alcança também fornecedores de aço, alumínio, componentes e serviços logísticos, que passam a integrar as métricas de carbono utilizadas pela indústria. O programa Mover, política industrial que sucedeu o Rota 2030, incentiva o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono e maior eficiência energética no setor automotivo. Estimativas do Governo Federal indicam que o programa deve mobilizar R$ 140 bilhões em investimentos na indústria automotiva e outros R$ 50 bilhões no setor de autopeças, associados a metas de inovação tecnológica, eficiência energética e redução da pegada de carbono. Nesse contexto, o avanço da agenda também evidencia desafios ainda presentes na consolidação de capacidades tecnológicas e competitivas no país. Nesse contexto, medir emissões deixou de ser apenas uma iniciativa de sustentabilidade e passou a integrar a gestão industrial das empresas. O monitoramento considera todo o ciclo de vida do veículo, desde a extração e produção de matérias-primas até transporte, uso e descarte. Estudos internacionais indicam que cerca de 14% das emissões totais do ciclo de vida de um veículo estão associadas à cadeia de suprimentos, incluindo a produção de materiais como aço e alumínio, além do transporte de componentes. Para organizar essa mensuração, empresas têm adotado metodologias internacionais como os inventários baseados nos escopos 1, 2 e 3 do Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol). No setor automotivo, essa abordagem é especialmente relevante, já que mais de 99% da pegada de carbono da indústria está relacionada a emissões indiretas (escopo 3), ligadas principalmente ao uso do veículo e à cadeia de fornecedores. “A descarbonização exige gestão estruturada, com indicadores claros, monitoramento contínuo e processos auditáveis ao longo da cadeia produtiva. Quando as empresas tratam as metas ambientais com o mesmo rigor aplicado à qualidade e à produtividade, conseguem avançar de forma consistente na redução de emissões”, afirma Sergio Fabiano, gerente de Expansão e Inovação do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva. Diante desse novo cenário regulatório e industrial, cresce também a demanda por ferramentas técnicas capazes de apoiar empresas na mensuração e gestão da pegada de carbono. O IQA tem ampliado sua atuação em iniciativas voltadas à agenda de sustentabilidade no setor automotivo, oferecendo programas de capacitação, auditorias e certificações que apoiam empresas na gestão de emissões e na implementação de práticas alinhadas às novas exigências ambientais da indústria, com destaque para a Plataforma IQA DS, ferramenta desenvolvida para mensuração, monitoramento e gestão estruturada das emissões de gases de efeito estufa ao longo de toda a cadeia automotiva. “Mais do que uma única solução tecnológica, a descarbonização no setor automotivo passa pela combinação de diferentes rotas, como eletrificação e biocombustíveis, ao mesmo tempo em que exige o fortalecimento de capacidades produtivas e tecnológicas no país para garantir competitividade nesse novo cenário”, afirma Marina Nomura, gerente Comercial e de Marketing do IQA. Com o avanço das iniciativas de descarbonização e o desenvolvimento de diferentes rotas tecnológicas de baixo carbono, que incluem eletrificação, biocombustíveis e outras soluções, além de novas regulações ambientais e políticas públicas voltadas à mobilidade sustentável, a tendência é que a mensuração das emissões se torne cada vez mais integrada às estratégias industriais e à governança das empresas do setor automotivo.

GAC anuncia o pré-lançamento do novo Aion UT

rimeiras Informações exclusivas do novo elétrico estarão disponíveis nas plataformas do Mercado Livre e Webmotors a partir de hoje (26/5) Modelo chega em duas versões, Premium e Elite e um completo pacote de equipamentos de conforto, segurança, tecnologia A GAC anuncia o início do pré-lançamento do Aion UT no Brasil a partir de hoje, 26. Dando continuidade à sua estratégia digital, a marca divulgará os principais destaques do carro por meio das plataformas Mercado Livre e Webmotors, levando ao consumidor a conveniência de conhecer seu novo modelo de onde estiver. Os clientes interessados poderão realizar um pré-cadastro online em uma das plataformas, indicando a concessionária de sua preferência, sendo contatados na sequência para efetivação da pré-reserva. A iniciativa reforça a presença da GAC no mercado nacional, ampliando os pontos de contato da empresa com os consumidores interessados no novo modelo. O novo Aion UT conta com a maior distância entre-eixos da categoria e será comercializado em duas versões, Premium e Elite. Destaque também para o amplo pacote de itens que equipa o veículo, desenvolvido de acordo com as preferências do consumidor local. Ambas as versões possuem câmera 360º com sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, rodas de liga leve 17″ e pneu sobressalente (estepe). A versão Elite inclui, ainda, como diferencial, teto solar panorâmico com cortina elétrica, pacote ADAS nível 2 completo e motor com 204 cv de potência, com autonomia de 310 km (Inmetro), além de tampa do porta-malas com abertura e fechamento elétricos, entre outros itens. “Queremos oferecer ao consumidor brasileiro mais um produto inovador e competitivo que reúne atributos de modernidade e tecnologia. Para ampliar o acesso a esse modelo e facilitar a jornada de compra, estamos presentes em plataformas digitais relevantes e em nossa rede de concessionárias, fortalecendo a proximidade com o cliente e nosso compromisso com o mercado nacional”, afirma Eduardo Sato, diretor Comercial da GAC Brasil. O anúncio reforça mais um importante passo da operação da GAC no Brasil, que vem acelerando sua expansão comercial e consolidando seu compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro. Desde sua chegada, a empresa tem investido na ampliação de sua linha de veículos, na expansão da rede de concessionárias, no fortalecimento da marca e no desenvolvimento de uma experiência de compra integrada entre os ambientes digital e físico.

O giro da chave: como o crédito subsidiado tenta renovar a frota e a economia sobre rodas

O cotidiano das grandes cidades brasileiras é indissociável do vaivém de táxis e carros de aplicativo. Para milhões de trabalhadores, o automóvel não é apenas um meio de transporte, mas a própria ferramenta de subsistência. Contudo, manter essa engrenagem rodando tem se tornado um desafio hercúleo frente às altas taxas de juros do mercado de crédito tradicional e aos custos crescentes de manutenção de frotas defasadas. É nesse gargalo que o governo federal tenta intervir com o lançamento de regras estruturadas para o programa Move Brasil, injetando uma linha expressiva de R$ 30 bilhões no setor. A recente regulamentação amarra as duas pontas da cadeia automotiva: de um lado, oferece fôlego ao trabalhador autônomo; de outro, impõe contrapartidas rígidas à indústria. Para as montadoras terem acesso aos recursos e garantirem suas vendas dentro do programa, não basta apenas querer vender. Elas precisam estar alinhadas às diretrizes do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), em dia com o fisco e, fundamentalmente, dispostas a abrir mão de uma margem de lucro imediata ao oferecer um desconto mínimo de 5% nos veículos elegíveis (aqueles que custam até R$ 150 mil). Sob a ótica econômica, a medida funciona como um catalisador de via dupla. O mercado automotivo nacional, que há anos ensaia retomadas mas esbarra no poder de compra corroído da população, ganha uma demanda artificialmente estimulada e altamente qualificada — afinal, o motorista profissional precisa do carro para gerar receita. Ao mesmo tempo, o corte drástico nas taxas de juros projetadas (que podem cair para menos da metade da média de mercado) e os prazos alongados de até 72 meses funcionam como um amortecedor social para uma categoria historicamente desassistida de garantias trabalhistas. Mais do que apenas facilitar a posse de um bem, a estratégia governamental carrega um forte apelo de eficiência e sustentabilidade. Substituir veículos antigos por modelos novos reduz drasticamente os gastos operacionais dos motoristas com oficinas e combustível, além de mitigar a emissão de poluentes nos grandes centros urbanos — um aceno direto à agenda de transição ecológica. No entanto, o sucesso dessa engenharia financeira dependerá do equilíbrio e da desburocratização do processo. A triagem dos motoristas (que exige tempo mínimo de plataforma e número de corridas) e a agilidade dos bancos repassadores em liberar o crédito serão os verdadeiros testes de pista do Move Brasil. Se o fluxo funcionar sem os tradicionais travamentos da burocracia estatal, o país poderá ver não apenas a renovação de sua frota urbana, mas também um impulso robusto na indústria de transformação nacional, provando que incentivar o trabalhador da base pode ser o melhor combustível para acelerar o PIB.

Chevrolet reforça pacote de segurança e eficiência urbana do Tracker

SUV ganha mais assistências à condução, sistema Stop/Start nas versões 1.0 Turbo e oito anos de gratuidade nos serviços do OnStar, consolidando o modelo como o maior e mais sofisticado da Chevrolet na categoria No segmento mais relevante do mercado brasileiro, o Chevrolet Tracker segue como uma das principais referências da marca e evolui, na linha 2027, justamente nos atributos com maior impacto na decisão de compra: segurança, conectividade e conveniência. O foco está na nova geração do Chevrolet Intelligent Driving, nas soluções ampliadas de telemática e no aprimoramento dos recursos que colaboram para ganho de eficiência e conforto no trânsito urbano. “O Tracker é um dos SUVs de maior sucesso na região porque evolui em quesitos relevantes para o consumidor. Agora, o produto dá mais um passo importante ao ampliar a oferta de sistemas avançados de assistência ao motorista que o diferenciam dos principais rivais. Também reforça o papel estratégico do modelo no portfólio de SUVs e crossovers da Chevrolet, hoje o mais amplo do mercado”, afirma Rafael Santos, vice-presidente comercial da GM América do Sul. A grande novidade está no reforço do pacote de segurança, com a tradicional frenagem automática de emergência e o alerta de detecção frontal que agora reconhece, além de veículos, pedestres e ciclistas. O Tracker ganha também sistema auxiliar de permanência em faixa, ampliando a atuação do conjunto de assistências à condução em situações reais do dia a dia. O sistema passa a operar com câmera de alta resolução, com área de captação 40% maior, e é capaz de reconhecer diferentes tipos de piso para eventuais correções de rota em caso de distração do motorista. O veículo mantém ainda a oferta de alerta de ponto cego e sistema de monitoramento da pressão dos pneus nas versões mais sofisticadas, reforçando uma proposta de proteção mais abrangente dentro da gama. É nesse contexto que a Chevrolet passa a adotar a nomenclatura nova geração do Chevrolet Intelligent Driving para esse pacote de assistências à condução. A proposta é tornar mais tangível ao consumidor o avanço de tecnologias que atuam na prevenção e na mitigação de acidentes. De acordo com estudo recente do instituto norte-americano MITRE, veículos equipados com frenagem automática de emergência registraram reduções da ordem de 50% nas colisões traseiras. A análise também aponta redução de até 25% nos impactos frontais com pedestres e outros usuários não motorizados, enquanto os sistemas ativos de manutenção em faixa mostraram redução próxima a 5% nas saídas de pista — um índice especialmente relevante em rodovias, onde pequenos descuidos em alta velocidade podem provocar grandes acidentes. São números que ajudam a dimensionar, de forma objetiva, o efeito prático desses recursos no dia a dia. Esse conjunto passa a estar disponível desde a versão LT e chega a um produto que já reúne um pacote competitivo de atributos. Desde a renovação apresentada no segundo semestre do ano passado, o Tracker evoluiu em aspectos como dirigibilidade, acabamento e experiência a bordo. O SUV combina novos conteúdos de segurança ativa a uma proposta já reconhecida pelo equilíbrio do conjunto, o que ajuda a explicar por que o Tracker segue entre os protagonistas da categoria e como o SUV mais vendido da região nos últimos anos. No Brasil, o modelo mantém ritmo comercial consistente e acumula crescimento de quase 10% no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado. Mais conveniência e serviços de telemática integrados Outra atualização importante está na conectividade. Toda a linha passa a oferecer oito anos de gratuidade no plano OnStar Basics, que inclui diagnóstico remoto e acesso ao myChevrolet App com funcionalidades como localização do veículo, travamento e destravamento remoto das portas e, nas versões mais sofisticadas, acionamento remoto do motor para pré-climatizar a cabine. Além disso, o cliente conta com até três meses de experimentação do plano Protect. Nele, entram serviços de segurança e emergência, como acompanhamento seguro e resposta automática em caso de acidente, além do Wi‑Fi embarcado. No quesito eficiência, as versões 1.0 Turbo passam a contar com o sistema Stop/Start, que desliga e religa automaticamente o motor em paradas em semáforos e congestionamentos para contribuir para a redução de consumo e emissões. Na prática, o recurso torna o Tracker até 0,5 km/l mais econômico no uso urbano, um ganho que, dependendo do perfil de utilização, pode representar ao longo de um ano uma economia próxima à capacidade de um tanque. O sistema foi aperfeiçoado para um funcionamento mais inteligente, considerando melhor as necessidades dos ocupantes em relação à climatização da cabine e com acionamento mais suave nas retomadas. O recurso também pode ser desabilitado por meio de um botão no painel, permitindo ao condutor adequar sua utilização ao tipo de trajeto ou à preferência de condução. A linha 2027 também atualiza a paleta de cores com a estreia do Cinza Âmbar, tom metálico mais elegante que substitui o Cinza Rush e reforça o alinhamento do modelo às tendências do portfólio global da Chevrolet. No conjunto, o Tracker preserva atributos que ajudam a sustentar sua relevância estratégica na região. São 4,30 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,62 m de altura, 2,57 m de entre-eixos e porta-malas de 393 litros, com sistema de ajuste de espaço variável em dois níveis nas versões equipadas com motor 1.2 Turbo. É um porte que favorece tanto o uso familiar quanto a rotina urbana, em um veículo que combina presença, versatilidade e percepção de refinamento. Ambas as motorizações são flex e trazem sistema de injeção direta de combustível e se destacam pelo balanço entre desempenho e eficiência. As versões 1.0 Turbo entregam 115 cv e até 18,9 kgfm de torque, enquanto as configurações 1.2 Turbo chegam a 141 cv e até 22,9 kgfm de torque, preservando uma proposta coerente com a vocação do modelo de unir agilidade, conforto e economia de combustível no uso cotidiano. O Chevrolet Tracker é oferecido em cinco versões de acabamento. Confira os principais destaques de cada uma, com ênfase para o que é novidade na linha 2027:

Estudo do IQA aponta desafios à competitividade da indústria automotiva no Brasil

Levantamento com entidades que representam cerca de 230.000 empresas atuantes em todos os elos da cadeia automotiva, produtiva e pós-vendas mostra que transformação tecnológica, escassez de mão de obra qualificada e gargalos do ambiente de negócios ameaçam competitividade do setor no país O Brasil corre o risco de perder espaço na nova indústria automotiva global se não conseguir avançar mais rapidamente em tecnologia, formação profissional e ambiente de negócios. O alerta está no “Estudo IQA: Cenário da Qualidade Automotiva no Brasil 2026-2028”, do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, lançado na manhã desta segunda-feira, dia 18 de maio, e reúne contribuições de 36 entidades e lideranças do setor, representando cerca de 230.000 empresas atuantes em todos os elos da cadeia automotiva, produtiva e pós-vendas. O levantamento mostra que a indústria automotiva brasileira enfrenta uma transformação profunda, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial, da eletrificação, da conectividade e da digitalização. Nesse contexto, o automóvel se consolida como uma plataforma tecnológica, baseada em software, eletrônica e dados, exigindo novos padrões de desenvolvimento, validação e qualidade em toda a cadeia. O desafio é ainda maior diante da competição global. A entrada de novas marcas no mercado brasileiro, especialmente de origem chinesa, tem ampliado a pressão por competitividade, com a oferta de novos produtos e tecnologias. Para os entrevistados, essa pressão externa se soma a entraves internos, como carga tributária elevada, custos logísticos, insegurança regulatória e restrições de crédito, que dificultam investimentos e atrasam a modernização do setor. O cenário acende um alerta para um setor estratégico da economia brasileira, responsável por cerca de R$ 107 bilhões em arrecadação anual de impostos, e que sustenta aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos. “É urgente a necessidade de preparar a indústria automotiva brasileira para uma nova etapa, em que a competitividade dependerá cada vez mais de capacidade tecnológica, formação profissional e confiabilidade sistêmica”, afirma o presidente do IQA, indicado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cláudio Moysés. Um dos principais gargalos identificados pelo estudo está na formação profissional. A indústria automotiva passa a demandar cada vez mais competências em áreas como software, eletrônica embarcada, inteligência artificial e novas tecnologias de propulsão, enquanto o país ainda enfrenta escassez de profissionais qualificados, currículos defasados e baixa atratividade do setor entre os jovens. “O estudo do IQA indica que o desafio está em aproximar a percepção sobre o setor da realidade atual da indústria, cada vez mais tecnológica, o que impacta diretamente a capacidade de atrair e formar novos profissionais”, destaca o diretor superintendente do Instituto, Alexandre Xavier. A razão apontada é que muitos ainda associam o setor automotivo a uma realidade tradicional, distante das novas fronteiras tecnológicas que hoje moldam a mobilidade, o que amplia o desafio de atrair e formar a próxima geração de profissionais. A transformação do setor não se limita à tecnologia e ao capital humano. Na agenda ambiental, o estudo indica que a descarbonização continuará sendo um vetor central da transformação, mas destaca que o Brasil possui vantagens competitivas para adotar uma abordagem multitecnológica, combinando biocombustíveis, eletrificação gradual e soluções híbridas — desde que haja avanço regulatório e desenvolvimento técnico consistente.  O “Estudo IQA: Cenário da Qualidade Automotiva no Brasil 2026-2028” foi desenvolvido para apoiar empresas, entidades, formuladores de políticas públicas e agentes da cadeia produtiva na definição de estratégias mais resilientes diante das transformações que devem moldar o futuro da indústria automotiva brasileira, com conteúdo que consolida contribuições de especialistas do setor, incluindo representantes do IQA e lideranças envolvidas no desenvolvimento do estudo, e que será disponibilizado ao público por meio dos canais oficiais do instituto após o lançamento.

Honda anuncia reestruturação ambiciosa do negócio automotivo e foco em híbridos

O CEO global da Honda Motor Co., Ltd., Toshihiro Mibe, realizou hoje uma coletiva de imprensa para detalhar o plano de reestruturação do negócio de automóveis da empresa. Diante das mudanças no mercado, a Honda vai priorizar a melhoria de custos, a eficiência de desenvolvimento e o fortalecimento da linha de produtos, com forte ênfase em veículos híbridos. Mibe afirmou que a companhia pretende reestruturar suas operações automotivas nos próximos três anos e alcançar um lucro operacional consolidado superior a 1,4 trilhão de ienes (incluindo motocicletas e serviços financeiros) no ano fiscal que termina em 31 de março de 2029, o maior da história da empresa. Três pilares da reconstrução A estratégia se baseia em três pilares principais: Realocação estratégica de recursos corporativosA Honda vai redirecionar investimentos para modelos híbridos, que apresentam forte demanda atual. A partir de 2027, a empresa lançará uma nova geração de sistemas e plataformas híbridas. Até o final do ano fiscal de 2030, estão previstos 15 novos modelos híbridos no mundo, com foco principal na América do Norte. Em 2029, a região receberá modelos híbridos de grande porte (segmento D ou superior). Durante o evento, a Honda apresentou os protótipos Honda Hybrid Sedan e Acura Hybrid SUV, que devem chegar ao mercado nos próximos dois anos. O novo sistema híbrido promete redução de custo superior a 30% em relação ao de 2023, além de melhorar a economia de combustível em mais de 10% e oferecer uma experiência de condução mais envolvente. A empresa também planeja lançar ADAS (sistemas avançados de assistência ao motorista) de próxima geração em 2028, aplicando a tecnologia em mais de 15 modelos em cinco anos. Todas as fábricas da Honda na América do Norte serão adaptadas para produzir veículos híbridos, e parte da produção de baterias da joint venture com a LG Energy Solution será convertida para baterias híbridas. Fortalecimento da estrutura de manufaturaA Honda busca reduzir custos de peças terceirizadas, padronizar componentes e incorporar soluções locais na China e Índia. Adotará a abordagem “Triple Half”, que visa cortar pela metade custo, prazo e carga de trabalho de desenvolvimento. A eficiência da produção deve aumentar cerca de 20% nos próximos cinco anos. Utilização estratégica de recursos externosA empresa manterá parcerias e usará componentes padrão da indústria, especialmente na China e Índia. O projeto de cadeia completa de veículos elétricos no Canadá foi suspenso indefinidamente. Foco regionalAmérica do Norte: Principal mercado prioritário para os novos híbridos. Japão: Lançamento do N-BOX EV em 2028 e novos híbridos a partir do Vezel.Índia: Novos modelos em 2028, aproveitando a liderança no segmento de motocicletas (quase 6 milhões de unidades/ano) para captar clientes que migram para carros.China: Maior uso de componentes e tecnologias locais para reduzir custos e acelerar produtos de nova energia. Visão de longo prazo e finanças A Honda reafirmou o objetivo de neutralidade de carbono até 2050, adotando uma abordagem multifacetada que inclui híbridos, elétricos, combustíveis neutros e compensações. Continuará investindo em plataformas de EVs e baterias de estado sólido para estar preparada quando a demanda crescer.No plano financeiro, a empresa realocará recursos previstos para EVs para híbridos. Entre os anos fiscais atuais e 2029, investirá 6,2 trilhões de ienes, sendo 4,4 trilhões em veículos a gasolina e híbridos e 1,0 trilhão em tecnologias de software. Espera gerar mais de 7 trilhões de ienes em fluxo de caixa operacional (excluindo perdas de EVs). Manterá dividendos estáveis e busca atingir ROIC de 10% até 2031. No negócio de motocicletas, a Honda projeta expansão do mercado global para 60 milhões de unidades até 2030 e aumentará capacidade na Índia de 6,25 para cerca de 8 milhões de unidades anuais até 2028. Toshihiro Mibe destacou que, após três anos de reconstrução da estrutura automotiva, a Honda entrará em uma fase de crescimento acelerado com novos produtos, combinando sua expertise interna com recursos externos para enfrentar um ambiente de negócios incerto. A coletiva sinaliza uma clara mudança de rumo: a Honda reduz o ritmo de investimentos exclusivos em EVs e aposta fortemente em híbridos como ponte para a mobilidade sustentável, enquanto mantém flexibilidade para o futuro.

Dongfeng planeja iniciar produção no Brasil em 2027 em parceria com a Nissan

A gigante chinesa Dongfeng Motor está avançando em seus planos de expansão no mercado sul-americano, com o Brasil como foco central. Segundo informações que circulam no setor automotivo e negociações reportadas recentemente, a fabricante deve iniciar a produção local de veículos em 2027, utilizando a estrutura da fábrica da Nissan em Resende (RJ). A movimentação faz parte de uma estratégia global de compartilhamento de ativos entre empresas que já possuem parcerias consolidadas em outros mercados, como a joint venture de longa data que as duas marcas mantêm na China. Pontos principais da negociaçãoProdução em Resende: A unidade da Nissan no Rio de Janeiro, que recentemente recebeu investimentos para a produção de novos SUVs e motores, possui capacidade ociosa que poderia abrigar a linha de montagem da Dongfeng. Modelos Eletrificados: O foco da produção nacional deve ser em veículos híbridos e elétricos, seguindo a tendência de outras montadoras chinesas, como BYD e GWM, que já estabeleceram bases industriais no país. Acordo de Cooperação: Diferente de uma compra de fábrica, o modelo de negócio ventilado é o de “contract manufacturing” (produção sob contrato) ou uma ampliação da aliança estratégica, permitindo que a Dongfeng reduza custos de entrada e a Nissan otimize a eficiência de sua planta. O cenário competitivoA chegada da Dongfeng como produtora local em 2027 intensifica a disputa no segmento de entrada e de veículos eletrificados. Atualmente, a marca já atua no Brasil de forma tímida através de importadores e com foco em veículos comerciais leves, mas a fabricação nacional permitiria preços mais competitivos e maior capilaridade no mercado de passeio. Próximos PassosEmbora as empresas mantenham cautela sobre anúncios oficiais detalhados, o cronograma aponta que 2025 e 2026 serão anos dedicados à adaptação das linhas de montagem em Resende e à homologação dos modelos escolhidos para o consumidor brasileiro. A expectativa é que o anúncio oficial do volume de investimento e dos empregos gerados ocorra ainda este ano, consolidando o Rio de Janeiro como um polo automotivo estratégico para as marcas asiáticas.

E32 deve avançar, mas oferta pode ser pressionada pelo El Niño

Governo propõe aumentar mistura de etanol na gasolina para 32% e alcançar autossuficiência O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32), anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para acontecer ainda este mês, possui base jurídica, técnica e estratégica, mas pode enfrentar um obstáculo decisivo: a oferta de etanol diante da possível volta do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. A avaliação é do especialista em agronegócio Domicio Santos Neto, sócio fundador do Santos Neto Advogados, e mestre em Direito Comercial. Segundo ele, o movimento ocorre em um contexto de tensões geopolíticas e preocupação com segurança energética. “O Brasil ainda depende parcialmente da importação de gasolina. Ampliar a participação do etanol reduz essa exposição com um combustível produzido domesticamente em larga escala”, afirma Santos Neto. Do ponto de vista legal, o E32 está amparado pela Lei nº 14.993/2024, que autoriza a elevação da mistura até 35%, desde que haja viabilidade técnica. No entanto, o ritmo acelerado da mudança chama atenção: em menos de um ano, o país passou do E27 para o E30 e agora discute o E32, restando apenas três pontos percentuais até o limite permitido. Impactos econômicos e limites do repasse ao consumidor O E30, implementado em agosto de 2025, trouxe efeitos concretos para o agronegócio, como expansão do etanol de milho, novos investimentos na cadeia sucroenergética e reforço à agenda de descarbonização. Porém, o impacto no preço da gasolina foi menor do que o inicialmente projetado. “O repasse ao consumidor depende menos da norma e mais da dinâmica entre o preço do etanol anidro, o preço da gasolina nas refinarias, margens, tributos e logística”, explica Santos Neto. Levantamentos de mercado indicaram redução média de apenas R$ 0,02 por litro em determinados períodos, muito abaixo das estimativas iniciais. Risco climático: El Niño pode comprometer oferta O principal ponto de atenção, segundo Santos Neto, é a oferta. Projeções climáticas já indicam probabilidade relevante de formação de um novo El Niño ao longo de 2026, com possível persistência até 2027. “O E32 pressupõe crescimento consistente de oferta, e um El Niño ativo pode operar na direção oposta. A produção brasileira de etanol depende essencialmente de dois pilares: cana-de-açúcar no Centro-Sul, onde chuvas excessivas podem reduzir o ATR e diminuir a eficiência de conversão em etanol por tonelada; e milho no Centro-Oeste, no qual veranicos ou atrasos no plantio e na colheita da soja podem comprimir a janela da safrinha, base da expansão do etanol de milho”, alerta. O setor já entra nesse ciclo com estoques de passagem no menor nível em seis anos, embora a produção contínua de etanol de milho e eventuais importações reduzam o risco de desabastecimento. Aspectos técnicos da frota A frota flex brasileira tende a absorver o E32 sem necessidade de adaptações relevantes. O risco maior está em veículos importados projetados para misturas menores, especialmente modelos desenvolvidos para mercados onde o padrão é o E10. “A aprovação do E30 não substitui automaticamente os testes específicos do E32. A validação técnica ainda será importante”, reforça Santos Neto. Para Domicio Santos Neto, o E32 é coerente com a estratégia brasileira de bioenergia e segurança energética no curto prazo. No médio prazo, porém, sua efetividade dependerá de fatores externos. “O E32 faz sentido hoje. O segundo semestre vai dizer se a premissa de oferta que o sustenta resiste ao clima”, conclui.