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Especialistas apontam avanços e desafios do biodiesel

Em entrevista ao Videocast CONAREM Tech, Gilles Laurent, CEO da Actioil, e Vicente Pimenta, especialista em biocombustíveis, destacam como o biodiesel evolui para atender as exigências ambientais, como evitar problemas nos motores e das dificuldades para a evolução da frota B100 no Brasil. O mais recente videocast CONAREM Tech do Conselho Nacional de Retíficas de Motores (CONAREM) aborda o futuro do biodiesel no Brasil, em entrevista com Gilles Laurent, CEO da Actioil, que desenvolve soluções inteligentes para proteção de motores a diesel, gasolina, etanol e no tratamento de tanques de armazenagem, e com Vicente Pimenta, especialista em biocombustíveis. “Atualmente, o biocombustível é um tema relevante por estar ligado diretamente às questões ambientais e está cada vez mais presente no dia a dia, especialmente, das frotas de caminhões”, comenta José Arnaldo Laguna, presidente do CONAREM, demonstrando a importância do assunto para o mercado de retífica de motores. Pimenta explica que o biodiesel é a solução brasileira para enfrentar os desafios climáticos e, assim, tentar reduzir os gases de efeito estufa. “É um combustível de base de gorduras vegetais ou animais que visa substituir o diesel”, diz o especialista, ressaltando que 75% do biodiesel produzido no Brasil é a base de soja, mas pode ser também de algodão, milho, canola e de gordura animal que também são excelentes para o biodiesel. Tipos de diesel – Laurent, da Actioil, destaca que, hoje, há dois tipos de diesel no Brasil – S10 (S de enxofre – 10 partes por milhão de enxofre) e S500 (500 partes por milhão de enxofre). “Os dois têm 14% de biodiesel, ou seja, 86 litros são diesel fóssil e 14 litros de biodiesel. Ano que vem passará para 15% e deve subir o percentual gradativamente para poder melhorar as questões climáticas”, esclarece. Segundo Laurent, o enxofre vem sendo reduzido porque é nocivo para o ser humano. Anos atrás eram 1800 partes por milhão de enxofre. “O S500 deve sair de circulação em, no máximo, dois anos. Não faz sentido querer eliminar emissões e continuar emitindo enxofre. Vamos ter só o S10”, comenta. Os veículos que rodam com S500 podem usar S10. No entanto, a recíproca não é possível. Os caminhões Euro 5 em diante obrigatoriamente devem circular com S10. Entraves para o avanço de frotas B100 no Brasil – “Não existe biodiesel puro à venda nos postos, portanto não teria como abastecer no caminho”, afirma Pimenta, acrescentando: “Também não há, hoje, condições de fornecer biodiesel puro para a frota inteira brasileira. Estima-se que se consegue atender 25% do total do diesel consumido no Brasil”. Atualmente, a especificação do diesel brasileiro é 14% de biodiesel. Mas, há um entrave. De acordo com o especialista, se quiser usar mais que isto pode, mas precisa pedir autorização para a ANP, acima de 10 mil litros por mês. “Se a frota toda passasse a usar S10, a poluição com enxofre reduziria 50 vezes”, complementa Pimenta. Laguna acrescenta que, segundo alguns fabricantes, um caminhão diesel com 14% de biodiesel e um B100 usando 100% de biodiesel tem uma operação muito semelhante. Pimenta relata, no entanto, que produzir biodiesel requer investimento razoável por ter especificação bem severa da ANP. “Para um fazendeiro que quer usar a frota B100 é mais fácil contatar um fornecedor que dê inclusive garantia do biodiesel”, exemplifica. Mas, segundo o especialista, as empresas de caminhões estão vendo que este é um caminho sem volta e estão lançando produtos para abastecimento de até B100. No entanto, levanta outra questão – o biodiesel, hoje, está 30 a 40 centavos mais caro que o diesel. O presidente do CONAREM ressalta ainda que o preço maior desestimula a mudança para o B100 e que é preciso uma política pública para equalizar. Como forma de contribuir para alterar essa situação faz uma sugestão: “Vou levar este assunto para o Mobilidade de Baixo Carbono para ajudar o governo neste assunto. Vamos incentivar a produção de biodiesel e equalizar o valor”. Importância de esvaziar o tanque do filtro separador semanalmente para evitar que a água contamine o sistema – Os dois entrevistados concordam que a água acumulada pode prejudicar o combustível e provocar corrosão. Portanto, ao ser questionado pelo engenheiro Canassa sobre adulteração do módulo que identifica quando o filtro separador está saturado, presente em alguns caminhões, Laurent comenta sobre as causas e as consequências dessa iniciativa. “O filtro é um separador inclusive tem uma torneira embaixo que deve ser aberta pelo menos uma vez por semana. Ao tirar o sistema de filtragem, o sistema de injeção vai sofrer, ocorrerá problema na bomba e bicos injetores. Se passar sedimentos pode até travar um bico aberto, um problema enorme para o motor”, afirma. Para Pimenta, o também vilão não é o biodiesel é a água e há vários mecanismos para evitar que a água permaneça ou migre. “A água é precursora de fungos e bactérias, provoca corrosão, precipita a degradação do combustível. É fundamental tirar a água. Se você tem um tanque para sua frota tem que arrancar a água, não coloque cadeado no dreno”, adverte. Para acessar a entrevista na íntegra e conhecer ainda mais sobre este tema e outros relacionados a retífica de motores, basta entrar no Canal do Conarem no YouTube no link: https://www.youtube.com/@conaremOficial.

Vendas de automóveis e comerciais leves fecham o trimestre com um crescimento de 7,12%

Autor Marcelo Cavalcante de Lima O setor de automóveis e comerciais leves encerrou o mês de março com 184.045 unidades, esse volume representou um crescimento de 4,58% ante o ano anterior e um avanço de 5,88% quando comparado com o mês de fevereiro. A média diária foi de 9.687 unidades, ficando 10,09% acima do realizado no mesmo período de 2024 e 11,45% acima do realizado no mês anterior. No acumulado foram vendidos 517.717 unidades, volume 7,12% acima do realizado em 2024, quando comparamos com o período pré pandemia (ano 2019) as vendas anotam uma queda de 10,74% As vendas no varejo em março foram de 88.283 unidades, anotando uma queda de 3,44% em relação ao mês anterior, com uma participação de 47,97%, a menor registrada no ano. A modalidade de vendas diretas turbinadas pelas compras das locadoras vendeu em março 95.762 unidades, anotando um crescimento de 16,22% ante o mês anterior, a participação foi de 52,03%. Alguns concessionários relataram quedas nos fluxos de loja na segunda quinzena, outros informaram indisponibilidade de muitos modelos. A queda no varejo em março é parcialmente justificada pelo feriado de Carnaval, mas outras variáveis como aumento nos juros, redução de fluxo, estoque desajustados, também foram pontos considerados. No acumulado do ano o varejo cresceu apenas 2,14%, com vendas totais de 274.805 unidades e uma participação de 53,08%, já o atacado turbinado pelas locadoras, encerrou o trimestre com um crescimento de 13,38%, com vendas totais de 242.912 unidades e uma participação de 46,92%. Segundo dados da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis), no ano de 2024 a vendas para o setor de locação foi de 649.399 unidades, com uma participação de 26,14% em relação ao total vendido. Os dados parciais do segmento de eletrificados são de vendas em março de 17.966 unidades, volume 10,49% acima do realizado em fevereiro e o segundo melhor resultado da série histórica. No acumulado o segmento já vendeu 50.723 unidades, registrando um crescimento de 40,60% ante o ano anterior. Mas afinal qual é o segredo para o crescimento acima do mercado dos veículos eletrificados, a resposta é bem objetiva, parte dos consumidores migrou para as marcas entrantes, preços atrativos, opcionais que antes só estavam disponíveis em veículos Premium, condições comerciais agressivas e o rápido crescimento da rede são algumas das justificativas. Obviamente a chegada dos eletrificadas leves da Fiat acabam turbinando o resultado, mas mesmo excluindo para efeito de comparação o mercado avança 20%. A tecnologia Plug-in liderou as vendas no trimestre com um volume de 19.109 unidades, crescendo 85% ante o ano anterior. Os modelos 100% elétricos foram a segunda opção com vendas totais de 12.972 unidades, essa tecnologia apresentou queda de 8% em relação ao ano de 2024. A tecnologia híbrida leve (MHEV) turbinada pela Fiat anota um crescimento de 198% com vendas totais de 11.253 unidades. Os híbridos puros (HEV) registram queda de 6%, com vendas totais de 7.389 unidades. Outras análises dos eletrificados será publicado na sequência em outro artigo. RANKING DE MARCAS – MENSAL E ACUMULADO O trimestre encerra com muitas marcas apresentando bons resultados, mas o sol não brilhou para todas, o alerta ⚠ acendeu para muitas montadoras, a chegada de novas redes diante de um mercado com crescimento moderado, diminuí a fatia do mercado, trazendo novos desafios. A Fiat encerrou o mês de março com vendas de 38.879 unidades, volume 4% acima do mês anterior, no acumulado do ano a marca já vendeu 110.591 veículos, registrando um crescimento de 9% ante o ano de 2024, quando comparamos com o período pré pandemia a marca avança 40,31%. Sua carteira de vendas de março foi concentrada 69% no atacado e 31% no varejo. A VW faz a lição de casa e fecha o trimestre na vice liderança, suas vendas em março foram de 30.274 unidades, crescendo 10,39% ante o mês de fevereiro. No acumulado a marca já vendeu 78.824 unidades e registra um crescimento de 2,60%, na comparação com o ciclo pré pandemia suas vendas recuam 4,21%. Sua carteira de vendas de março foi concentrada 58% no atacado e 42% no varejo. A GM fecha o trio com vendas em março de 20.163 unidades, volume 26% acima do realizado em fevereiro, no acumulado a marca já vendeu 55.808 veículos, registrando uma queda de 1,92% ante o ano anterior, na comparação com o ciclo pré pandemia a marca recua 47,55%. Sua carteira de vendas de março foi concentrada 54% no atacado e 46% no varejo. Quando analisamos a participação de mercado, entre as 10 marcas mais vendidas 6 registram perda de participação, a Hyundai perdeu no trimestre 1,04% de mercado o que equivale a uma queda de 13,46%, enquanto isso a BYD ganhou 1,10% de mercado o que equivale a um crescimento de 31,41%. No comparativo é possível verificar que temos muitas marcas que ficaram na UTI do trimestre com quedas acumuladas acima de 20%. No segmento Premium a BMW segue líder com vendas totais de 3.487 unidades, Volvo está na segunda posição com vendas de 2.097 unidades e a Mercedes-Benz fecha o trio com 1.791 entregas o que representa um crescimento de 41,81%. RANKING DE MODELOS. A Fiat/Strada liderou as vendas no trimestre com um volume de 26.580 unidades, registrando um crescimento de 10,23% ante o ano anterior. Na segunda posição do mês temos o Fiat/Argo com 8.247 unidades, no acumulado o modelo já vendeu 19.724 veículos e está na terceira posição, suas vendas registram um crescimento de 9,26% ante o ano anterior. Na terceira posição de março está o VW/Polo com 8.120 entregas, no acumulado ele é vice líder com 21.881 vendas, o modelo registrou uma queda no trimestre de 19,74%. O SUV mais vendido no trimestre foi o VW/T Cross com 18.379 unidades, anotando um crescimento de 42,94% ante o ano anterior. O modelo de entrada mais vendido foi o Fiat/Mobi com 14.255 entregas, o veículo mais barato da Fiat anota uma queda de 2,80% em relação ao ano de 2024. A Pick-up média mais vendida foi a Toyota/Hilux com 10.216 vendas,

FENIVE aposta na formação de mão de obra como resposta à escassez de profissionais qualificados na indústria

Ação inclui parcerias com instituições de ensino para ampliar programas de formação em todos os estágios da carreira A Federação Nacional da Inspeção Veicular (FENIVE) está concentrando esforços em uma pauta estratégica: promover a formação de profissionais especializados para atuar no setor de inspeção veicular. A iniciativa vem ao encontro de um cenário nacional marcado pela escassez de mão de obra qualificada em diversos segmentos industriais – um desafio que afeta diretamente a produtividade, a inovação e a segurança em áreas fundamentais da economia. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 50% das indústrias extrativas e de transformação enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores com a formação adequada. No setor de inspeção veicular, essa carência é ainda mais crítica, uma vez que a atividade exige conhecimento técnico específico, domínio de normas regulatórias, familiaridade com tecnologias embarcadas e atualização constante frente às exigências legais e ambientais. “O setor de inspeção veicular exige capacitação contínua e alinhamento com as regulamentações técnicas e ambientais. Por isso, investir na formação de mão de obra não é apenas uma resposta ao mercado, mas um compromisso com a excelência do serviço prestado à sociedade”, afirma o presidente da FENIVE, Everton Pedroso. A natureza da atividade impõe exigências à formação de profissionais: compreender, por exemplo, sistemas de freios, emissões de poluentes, condições estruturais dos veículos, componentes de segurança ativa e passiva, além de operar equipamentos de diagnóstico e cumprir protocolos rigorosos de avaliação. Com a modernização da frota nacional e a crescente presença de veículos híbridos e eletrônicos, a complexidade técnica também vem aumentando – o que reforça a urgência de programas de capacitação estruturados. Pedroso explica que a FENIVE tem buscado promover parcerias com instituições de ensino para ampliar os programas de educação continuada voltados tanto à formação inicial quanto à atualização dos profissionais já atuantes no setor. A instituição também participa ativamente das discussões sobre a modernização regulatória e a qualificação das empresas prestadoras de serviço. “A profissionalização do setor é essencial para garantir a qualidade da inspeção, mas também para assegurar a segurança no trânsito e a sustentabilidade ambiental. Com mão de obra bem formada, ganham as empresas, os consumidores e todo o sistema de mobilidade urbana”, reforça. Everton Pedros destaca que diante de um cenário em que a escassez de profissionais técnicos é apontada como um dos maiores entraves para o crescimento industrial, a formação de mão de obra especializada deixa de ser apenas uma necessidade e passa a ser uma prioridade estratégica. “A profissionalização do setor é essencial para garantir a qualidade da inspeção, mas também para assegurar a segurança no trânsito e a sustentabilidade ambiental. Com mão de obra bem formada, ganham as empresas, os consumidores e todo o sistema de mobilidade urbana”, completa. Pedroso salienta que o artigo 104 do Códito de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a inspeção periódica da frota. O assunto tem esbarrado em algumas questões que impedem a sua implementação. Fatalmente um dos desafios será assegurar a disponibilidade de mão de obra qualificada para o cumprimento do objetivo de fomentar a manutenção da frota, reduzindo sinistros por falhas mecânicas. Cabe não só às autoridades o desenvolvimento de ações para criação de mão de obra de qualidade, mas também às organizações da sociedade civil, que podem incentivar a formação de inspetores.

Parcial de autos e leves – Base 27.03.2025

Por: Marcelo Cavalcante Faltando 2 dias úteis para encerrar o mês, o setor de automóveis e comercias leves registra um crescimento de 12,82% em relação a fevereiro, foram vendidos até o dia 27 de março 152.995 unidades.Os dados atuais projetam vendas em março entre 178 mil até 186 mil unidades, destacando que temos um dia útil a menos que o mês de fevereiro.No acumulado do ano foram vendidos 486.686 unidades, anotando um crescimento de 9,49% ante o ano anterior, o desempenho do setor está dentro das nossas projeções.As vendas no atacado turbinado pelas compras das locadoras, apresentam um crescimento de 21% ante o mês anterior, com uma participação no mês de 51,82%, o varejo anota um crescimento de 5% e sua participação é de 48,18%.No quadro abaixo acrescentamos a participação por marcas das modalidades varejo e atacado (VD) na parcial de março. Entre as 10 marcas mais vendidas, 6 tem sua maior participação concentrada na modalidade de vendas diretas, que incluem locadoras, PJ, frotistas, taxistas, PCD, produtor rural e qualquer faturamento direto de fábrica.O bom desempenho do mês segue ancorado no crescimento das vendas diretas, muitos concessionários relatam fortes quedas nos fluxos de loja após o feriado de Carnaval.As vendas de eletrificados fecharam a parcial com 13.981 unidades, esse volume representa uma participação de 9,14%, mais tarde divulgaremos os detalhes dos eletrificados.No ranking de marcas a Fiat segue líder com 32.611 vendas na parcial e 104.328 no acumulado, anotando um crescimento de 12,81% ante o ano anterior.A VW é a vice líder com vendas parciais de 25.822 unidades e acumuladas de 74.373 veículos, o que representa um crescimento de 3,80%. A GM um pouco mais distante fecha o trio com vendas parciais de 17.246 unidades e acumuladas de 52.895. A marca terá um ano de definições, o atual volume de vendas não condiz com o tamanho da rede e sua capacidade de produção.Entre as marcas de volume apenas a Hyundai está apresentando um desempenho abaixo do realizado em 2024.O segmento Premium registra um crescimento no acumulado de 12,55%, a BMW é líder com 3.301 unidades, destaque para o crescimento nas vendas da Mercedes-Benz de 46,33% e da Volvo que avança 30,94%.

Laboratório do IQA amplia capacidade de ensaios de corrosão para aditivos de arrefecimento de motor

O Instituto da Qualidade Automotiva – IQA anuncia a ampliação de 100% na capacidade de realização de ensaios de corrosão para aditivos de arrefecimento de motor. Com investimentos em equipamentos de última geração, o laboratório agora pode atender até oito amostras mensais, reforçando o compromisso com a qualidade e a segurança no setor automotivo. Para viabilizar essa expansão, o IQA adquiriu equipamentos modernos que permitem a realização dos ensaios com maior eficiência e precisão. Os testes, que duram 336 horas, são essenciais para avaliar a capacidade dos aditivos de proteger os diversos metais presentes no sistema de arrefecimento dos veículos. “A ampliação do laboratório reforça nosso compromisso em oferecer análises cada vez mais precisas e ágeis para o setor”, afirma Sergio Fabiano, gerente de Expansão e Inovação do Instituto. De acordo com Fabiano, com essa melhoria, o laboratório não só dobra sua capacidade anterior, como também reduz o tempo de espera para os clientes, garantindo resultados mais rápidos e confiáveis. Desde sua fundação em setembro de 2014, o laboratório do IQA, destaca-se pela excelência em serviços laboratoriais. A acreditação pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), sob a identificação CRL 1093, na Norma ISO/IEC 17025, atesta a competência técnica do laboratório em realizar ensaios de produtos como Arla 32, pilhas, baterias e líquido de freio. O laboratório também oferece uma ampla gama de serviços, incluindo análises químicas, desenvolvimento de novos ensaios, ensaios atendendo à normativa RoHS, treinamentos, certificação de produtos, homologação para exterior, desenvolvimento de métodos, validação para clientes, controle de qualidade e benchmarking. A localização estratégica no Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), no interior de São Paulo, favorece o acesso ao conhecimento e ao mercado, promovendo inovação tecnológica e oportunidades comerciais em nível nacional e internacional. “Nosso objetivo é seguir aprimorando a estrutura do laboratório para atender às demandas crescentes da indústria automotiva”, complementa Sergio Fabiano. Com essa expansão, o IQA reafirma sua posição como referência em qualidade automotiva, sempre buscando inovação e excelência em seus serviços laboratoriais.Para mais informações sobre os serviços do laboratório do IQA ou para solicitar um orçamento, entre em contato pelo e-mail: negocios@iqa.org.br.

Inflação e incertezas sobre política fiscal não deram opção ao COPOM que não aumentar a Selic, observa FecomercioSP

Inflação de fevereiro foi muito significativa para decisão do comitê; aumento dessa magnitude será o último de 2025, prevê Entidade O Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, não tinha outra opção que não subir a taxa básica de juros do País, a Selic, em 1 ponto percentual (p.p.), em decisão anunciada nesta quarta-feira (19). Ela é apenas um efeito da conjuntura interna inflacionada e das incertezas que se avolumam sobre os rumos da política fiscal e sobre o cenário internacional com a presidência de Donald Trump nos Estados Unidos. [GRÁFICO 1] VARIAÇÃO DA TAXA SELIC (2023–2025) Fonte: Banco Central (Bacen) Com a decisão desta quarta, o Brasil permanece com a quarta maior taxa de juros nominal do planeta: 14,25%. No âmbito nacional, o IPCA de fevereiro subiu 1,31%, a maior alta para o mês em mais de 20 anos. Embora o número não tenha surpreendido o mercado, ainda é um cenário grave, considerando que o grupo de alimentos e bebidas, que pesa no bolso das classes mais baixas, segue bastante pressionado, com uma alta de 0,70% nos preços no mês em questão — que havia sido de 0,96% em janeiro. Tudo isso levando em conta que a alimentação no domicílio, outra variação da pesquisa do IBGE, também subiu (0,79%).  Em paralelo, o mercado de trabalho em bom momento tem, como um dos seus efeitos, o aquecimento da demanda, principalmente nos Serviços. Dados da XP Investimentos apontam que a inflação desse setor foi de 0,82% em fevereiro, o que significa uma taxa anualizada que beira os 10%. [GRÁFICO 2] VARIAÇÃO DO IPCA (2024–2025) Fonte: IBGE Além disso, as políticas do governo parecem não estar em consonância com o cenário atual. De um lado, o Banco Central segue utilizando a política monetária para trazer a inflação de volta à meta, de outro, o governo segue anunciando políticas de estímulo ao crédito e ao consumo. Isso torna a tarefa do COPOM ainda mais difícil. Como se não bastasse toda a situação interna, demasiada complexa, as medidas cada vez mais protecionistas nos Estados Unidos, sob a guarida do presidente Donald Trump, estão exportando dúvidas para economias de todo o mundo — e no Brasil, não é diferente.  Já é possível senti-la, por exemplo, no aumento das taxas de juros dos títulos norte-americanos e na convulsão de Wall Street nesses últimos dias. A fuga de dólares para o mercado estadunidense terá, como consequência, uma pressão sobre as moedas de países emergentes, principalmente. O real não está ileso disso. A FecomercioSP entende que o ciclo de altas permanecerá, mas não mais nessa magnitude, na medida em que os efeitos do início dos aumentos da Selic começarão a ser mais perceptíveis. O patamar máximo da taxa, neste ano, será na casa dos 15%, da qual estaremos mais perto agora. Com uma política fiscal responsável, é até possível cogitar uma queda ainda em 2025.

Parcial vendas de automóveis e comerciais leves – base 18 de março

Por: Marcelo Cavalcante Vendas de automóveis e comerciais leves registram um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, quando comparamos com o mês de fevereiro o setor avança 10,44%. Foram vendidos até o dia 18 de março 84.724 unidades, sendo 20.239 comerciais leves (23,89%) e 64.485 automóveis (76,11%).No acumulado do ano já foram vendidos 418.415 veículos, anotando um crescimento de 10% ante o ano anterior, na comparação com o ciclo pré pandemia (2019) as vendas recuam 10,32%. A modalidade varejo está recuando 2,59% com um total de 40.485 unidades, o atacado alavanca o bom resultado da parcial com um crescimento de 25,85% e uma participação de 52,22%.No ranking de marcas a Fiat lidera com 19.617 registros no mês, anotando um crescimento de 23% ante o mês de fevereiro, sua carteira de vendas está concentrada 71% na modalidade de vendas diretas. No acumulado do ano a marca já vendeu 91.334 unidades, registrando um crescimento de 13,51% ante o ano anterior, sua participação de mercado é de 21,83%. Na segunda posição está a VW, a marca vendeu na parcial 14.562 unidades, registrando um crescimento de 9%, no acumulado seu volume é de 63.113 veículos e cresce 10,23% ante o ano anterior. Sua carteira de vendas do mês está concentrada 61% na modalidade de vendas diretas.A GM deve fazer um mês de recuperação depois de ficar com sua unidade de Gravataí paralisada por 30 dias para ajustes técnicos, a unidade retornou as atividades na última segunda-feira. Na parcial a GM segue na terceira posição com vendas no mês de 9.004 unidades, avançando 17,79% ante o mês anterior, no acumulado seu resultado segue discreto com vendas totais de 44.653 veículos, avançando apenas 0,72% ante o ano anterior. No ranking de modelos a Fiat Strada segue líder, seguida no mês pelo Fiat Argo e VW Polo.No acumulado a Strada lidera com 24.340 unidades, seguida pelo VW/Polo com 17.323 e fecha o trio GM/Onix com 12.490.A queda no fluxo em função do Carnaval, foi compensada pelo crescimento nas vendas do atacado. O mês tem apenas 19 dias úteis, contra 20 do ano anterior, nossa projeção para o fechamento são vendas entre 175 mil até 184 mil unidades. Compartilhar

Automec 2025 se aproxima com programação intensa e entrada gratuita mediante inscrição antecipada

A 16ª edição da Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços já tem data marcada: de 22 a 26 de abril de 2025, no São Paulo Expo, em São Paulo (SP). A maior feira da América Latina para os segmentos de reposição, manutenção, reparação, acessórios e equipamentos automotivos promete ser a mais completa da história, reunindo mais de 1.500 marcas expositoras e um público estimado em 90 mil visitantes. Organizada pela RX Brasil, a feira oferece entrada gratuita mediante credenciamento prévio, disponível até o dia 19 de abril no site oficial. Após esse prazo, o credenciamento passa a custar R$ 150,00 — por isso, vale a pena se antecipar. Além da feira de negócios, a programação contará com conteúdos técnicos, capacitação, experiências e debates de alto nível para todos os elos da cadeia do aftermarket automotivo. Três grandes eventos movimentam a agenda da Automec Entre os destaques da programação, três encontros merecem atenção especial dos profissionais do setor: • 1º Congresso da Aliança do Aftermarket Automotivo Data: 23 de abril (terça-feira), das 8h às 12h40 Local: Sala 211 – Mezanino – São Paulo Expo Entrada gratuita • 5º Encontro da Indústria de Autopeças – Sindipeças Data: 24 de abril (quarta-feira), das 8h às 12h Local: Sala 211 – Mezanino – São Paulo Expo • Elas na Automec Data: 25 de abril (quinta-feira), das 16h às 18h Local: Arena do Conhecimento – São Paulo Expo Entrada gratuita Conteúdos para todos os públicos na Arena do Conhecimento A Arena do Conhecimento será palco de uma série de conteúdos diários durante toda a feira, sempre com acesso gratuito para os visitantes credenciados. Os temas vão desde tendências tecnológicas e novos modelos de negócios até a capacitação técnica de oficinas, passando por estratégias para distribuição, reparação de veículos pesados, impactos da eletrificação, direito do consumidor, meio ambiente, transformação digital e gestão de talentos. A grade contará com: • Talks com especialistas de montadoras e autopeças • Cases de sucesso de oficinas e varejistas • Painéis sobre a evolução do aftermarket • Debates com foco em ESG, diversidade e inovação É um ambiente ideal para quem quer se atualizar, trocar experiências e ampliar sua visão sobre o futuro do setor automotivo. Muito além da feira: experiências que se destacam Além da exposição e da Arena do Conhecimento, a Automec 2025 traz novidades como: • Universidade Automec, com treinamentos certificados por SENAI, IQA e empresas do setor • Garage Show, com manobras de drift de alta performance, em parceria com a Ultimate Drift e patrocínio da Mahle, NGK e SKY Group • Networking e negócios com matchmaking digital, para otimizar os encontros entre empresas e visitantes A Automec é realizada a cada dois anos e conta com o apoio das principais entidades do setor: Sindipeças, Abipeças, Aliança, Andap, Anfape, Asdap, Conarem, Sicap, Sincopeças e Sindirepa. O evento reforça sua posição como principal plataforma de negócios, inovação e desenvolvimento do aftermarket automotivo na América Latina. • Data: 22 a 26 de abril de 2025 • Local: São Paulo Expo – SP • Inscrição gratuita até 19 de abril:

Anuário do Comércio de Autopeças destaca aumento da participação dos carros asiáticos na frota nacional

Além de dados da frota, material produzido pelo Sincopeças consolida volume de varejos e atacados de autopeças espalhados pelo país No último mês de janeiro, o Sincopeças Brasil divulgou a terceira edição do seu Anuário do Comércio de Autopeças. Como de costume, o documento atualizou dados relevantes para todo o Aftermarket Automotivo nacional – desde os mais básicos, como o tamanho e a origem da frota de veículos do país, aos mais específicos a todo o mercado, como os produtos mais consultados junto ao varejo e à distribuição. No âmbito da frota, um dos principais destaques desta edição 2024/2025 é a crescente representatividade dos veículos asiáticos da linha leve em circulação. Observe no gráfico abaixo que o número de carros das montadoras da Ásia têm aumentado consistentemente desde 2018, enquanto que os americanos e os europeus estão, respectivamente, em queda ou estagnação. Ainda na temática da frota, um ponto que chama atenção é o fato de que, segundo o anuário, os automóveis elétricos e híbridos irão alcançar o volume de 1 milhão de unidades em circulação pela primeira vez no ano de 2028 – previsão que, se concretizada, marcará um crescimento exponencial de 572% em um espaço de cinco anos. Veja no gráfico, porém, que, de acordo com a projeção divulgada pelo Sincopeças nacional, o aumento dos elétricos e híbridos não será acompanhado por uma queda progressiva dos veículos a gasolina e/ou etanol, nem tampouco dos veículos movidos a diesel, cenário que endossa os especialistas que há muito têm projetado que a frota brasileira seguirá sendo marcada pelo perfil heterogêneo. Ou, em outras palavras, que, diferente do que se projeta para locais como a China e a Europa, a eletrificação não será a nossa principal marca no futuro próximo. Especialista minimiza queda de varejos em São Paulo Um dos pontos altos do anuário do Sincopeças Brasil é a consolidação do número de empresas dedicadas ao comércio de autopeças em cada estado brasileiro. E, nesta edição, um dos pontos que mais saltaram aos olhos foi o fato de São Paulo ser a única, entre todas as 27 unidades da Federação, a apresentar uma queda no número de lojas de autopeças entre os anos de 2022 e 2023, como mostra a tabela. O fato de o território paulista ter perdido mais de duas mil empresas cadastradas com o CNAE 45307-03 (varejo de peças e acessórios novos) nos dez anos que separaram 2013 e 2023, no entanto, não é visto pelo diretor da Alvarenga Projetos Automotivos e consultor do Sincopeças, Luiz Sergio Alvarenga, como algo significativo. Pelo contrário, segundo ele, ele o movimento reflete apenas um balanço natural do mercado. “Uma das hipóteses em que se pode concentrar é a dança dos CNAEs, isto é, enquanto a reparação de veículos apresenta um deslocamento de seu CNAE principal para o CNAE de varejo de autopeças, o próprio varejo, em intensidade menor, se desloca para o CNAE do distribuidor, fenômenos de ajustes na competição e que podem ser avaliados por inúmeras formas”, afirma. Neste contexto, vale pontuar, aliás, que em São Paulo o segmento dos distribuidores se movimentou de maneira inversamente proporcional ao dos varejistas de autopeças. Isso porque, o estado foi aquele que ganhou o maior número de atacadistas durante a última década, saindo de 2262, em 2013, para 2434, em 2023. Outra diferença que pode ser observada na movimentação nacional da distribuição é que, diferente do varejo, um aumento no número de empresas esteve longe de ser uma quase unanimidade. Afinal, estados importantes como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia têm, hoje, menos atacadistas do que tinham em 2013. De olho nas peças usadas e remanufaturadas Presidente do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão abre o Anuário do Comércio de Autopeças com uma análise do cenário que nos trouxe até aqui e das tendências que devem ditar os próximos movimentos de varejistas e atacadistas do setor. Entre os pontos de destaque do texto da liderança está a preocupação com a competitividade das empresas tradicionais do aftermarket diante da crescente relevância dos marketplaces. Segundo ele, o quadro exige um cuidado dos legisladores com a justiça da competitividade tributária, bem como com a fiscalização da procedência dos produtos. Outro ponto polêmico, mas crucial, destacado por Leitão é a iminência de um aumento de espaço para as autopeças usadas e remanufaturadas na esteira da inclusão do tema da reciclagem no ‘Mover’, novo programa automotivo do Governo Federal. Fonte: Lucas Torres, Novo Varejo

Levantamento destaca estabilidade nos preços dos combustíveis no balanço parcial de março

Os preços nacionais dos combustíveis no Brasil se mantiveram praticamente estáveis nas duas primeiras semanas de março de 2025. É o que mostram os mais recentes números do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  Considerando o levantamento com abrangência nacional, o preço médio da gasolina comum manteve-se praticamente inalterado entre a última semana de fevereiro e a segunda semana de março, ao valor de R$ 6,44/litro nos postos. O preço médio do etanol hidratado, comparativamente, exibiu uma queda de R$ 0,01 no mesmo período, sendo cotado a R$ 4,44/litro na segunda semana de março. Já o preço médio do litro do diesel S-10 passou de R$ 6,52 para R$ 6,54, na média nacional – o que correspondeu a um discreto declínio de R$ 0,02 no balanço parcial do mês corrente.  Já no levantamento exclusivo das capitais, o comportamento dos preços entre o final de fevereiro e a segunda semana de março não foi diferente: o valor médio da gasolina apresentou discreto recuo de R$ 0,01, para R$ 6,46/litro. O valor médio do etanol apresentou também exibiu decréscimo de R$ 0,01, sendo encontrado por R$ 4,54/litro nos postos. Finalmente, o preço do diesel s-10 recuou R$ 0,02, para R$ 6,53/litro. Os resultados refletem a ausência de fatores relevantes que costumam incidir sobre os preços dos combustíveis no mercado doméstico, como alterações nos impostos e/ou na política de preços da Petrobras junto às refinarias e distribuidoras.  Contudo, o período foi marcado por mudanças mais significativas nos preços regionais e estaduais, refletindo a complexidade do mercado de combustíveis no Brasil, que é influenciado por uma combinação de fatores como custos logísticos, exposição às variações cambiais, condições de oferta e demanda, e os custos de produção e distribuição.  No caso da gasolina comum, os maiores aumentos de preço foram identificados na Bahia (+R$ 0,10), Distrito Federal (+R$ 0,08), Rio Grande do Sul (+R$ 0,02), entre outros. Em contrapartida, os preços recuaram em Rondônia (-R$ 0,11), Rio Grande do Norte (-R$ 0,08), Piauí (-R$ 0,05), entre outros. No Rio de Janeiro, os preços não se alteraram no período, enquanto em São Paulo, houve uma discreta variação negativa de R$ 0,01 Comparativamente, o valor do litro do etanol teve o maior aumento no preço médio na Bahia (+R$ 0,13), seguido pelo Ceará (+R$ 0,08) e Mato Grosso (+R$ 0,04). Assim como no caso da gasolina, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram estabilização ou variações pouco significativas nos respectivos preços. O combustível ficou mais barato no Rio Grande do Norte (-R$ 0,17), Tocantins (-R$ 0,04), Minas Gerais (-R$ 0,04), entre outros.  Por fim, o preço médio do diesel S-10 registrou os maiores aumentos em Roraima, com um acréscimo de R$ 0,10, Amazonas e Alagoas, ambos com alta de R$ 0,04 por litro. Por outro lado, o combustível pode ser encontrado por um valor mais em conta no Amapá (-R$ 0,53), Paraíba (-R$ 0,07), Rondônia (-R$ 0,06), entre outros estados. O acompanhamento dos preços dos combustíveis leva em consideração dados transacionais da Veloe, informações de coletas realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de resultados do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) para gasolina comum, etanol hidratado e GNV na capital paulista.