ANFAPE participa do 1º Congresso Aliança Aftermarket Automotivo Brasil durante a Automec 2025

Entidade representante da indústria independente de autopeças comandará a palestra sobre Right to Repair no encontro estratégico que reunirá líderes, especialistas e executivos do mercado brasileiro e internacional para debater tendências globais e impactos no mercado de reposição A ANFAPE – Associação Nacional dos Fabricantes e Comercializadores de Autopeças para o Mercado de Reposição, representante da indústria independente de autopeças na coalizão de entidades do setor que compõem a Aliança Aftermarket Automotivo Brasil – além dela ANDAP/SICAP, ASDAP, CONAREM, SINCOPEÇAS BRASIL e SINDIREPA BRASIL – será uma das principais palestrantes do 1º Congresso Aliança, evento que acontecerá dia 23 de abril de 2025, das 8h30 às 12h45, na sala 211, mezzanino do São Paulo Expo, durante a Automec 2025, a maior feira de autopeças da América Latina. Para o presidente da ANFAPE, Renato Fonseca, o Congresso surge como um marco para o mercado automotivo brasileiro, abordando temas essenciais para o desenvolvimento e sustentabilidade do aftermarket. “O evento será um ambiente de troca de experiências e conhecimento, proporcionando uma visão ampla sobre os desafios e oportunidades do aftermarket. Entre outras palestras importantes, apresentaremos o painel Right to Repair – Visão Brasil, a cargo daDra. Raquel Preto, especialista em Direito Tributário e nossa representante no movimento pelo Direito de Reparar no Brasil”, adianta Fonseca. Como explica o presidente, o Congresso é o primeiro evento promovido pela Aliança e promete levar conhecimento aos profissionais do setor por meio de um amplo panorama sobre os desafios e oportunidades do aftermarket. “A Automec é a maior feira de autopeças de reposição da América do Sul. Isso reflete a representatividade do mercado brasileiro no mundo. Participar da Automec é uma oportunidade de troca de experiências tão rica que contribui para preparar empresários e profissionais para um futuro de grandes transformações. Colaborar com a realização de um Congresso dessa magnitude, além de desafiador, é fundamental para o enriquecimento profissional de todo mercado de reposição do País”, afirma o presidente. Além do Congresso, a ANFAPE participará da Reunião Latino-americana de entidades do aftermarket, que acontecerá no dia 22. “Nesse encontro compartilharemos experiências entre os países que certamente serão muito proveitosas para definirmos estratégias de atuação no mercado brasileiro”, avalia Fonseca. AUTOMEC 2025 A Automec, maior feira para o mercado de reparação e reposição automotiva da América Latina, será realizada de 22 a 26 de abril de 2025, no São Paulo Expo, com entrada gratuita a todos que se credenciarem. Para o presidente da ANF\APE, a Automec proporciona importantes atrativos para os profissionais do setor. “Para os expositores, a visibilidade e promoção de suas marcas no mercado são fundamentais, além da coleta de feedback direto dos consumidores, permitindo que avaliem e ajustem suas ideias, produtos e serviços. Para o visitante, é uma excelente oportunidade para aquisição de conhecimento e aprendizado, bem como para comparar diretamente produtos e serviços de várias empresas em um único local. Outro aspecto importante para os expositores e visitantes é a oportunidade de networking e a criação de parcerias estratégicas que podem surgir durante o evento”, diz o presidente. CONGRESSO ALIANÇA Com formato dinâmico de painéis e talks, o evento trará especialistas nacionais e internacionais para debater Right to Repair, Inspeção Técnica Veicular, Reforma Tributária, Descarbonização da Frota e Inteligência Artificial no Aftermarket. Entre os destaques da programação estão: Right to Repair – Visão Global – Com Bill Hanvey, Presidente & CEO da Auto Care (EUA), abordando a legislação global sobre o direito à reparação automotiva. Right to Repair – Visão Brasil – Com Dra. Raquel Preto, especialista em Direito Tributário e defensora do movimento Right to Repair no Brasil. Inspeção Técnica Veicular no Brasil – Apresentado por Claudio Torelli, presidente do SIVESP. O Inimigo é o Carbono – Talk sobre descarbonização da frota e seus efeitos no aftermarket, com J.E. Luzzi, do Sindipeças. Reforma Tributária e seu impacto no Aftermarket – Com Carolina Verginelli e Alexandre Furmann, especialistas da Deloitte, discutindo os impactos das novas regras fiscais no setor. Inteligência Artificial e o Aftermarket – Palestra de Guga Stocco, renomado especialista em inovação e transformação digital. Serviço Automec 2025 Data: 22 a 26 de abril Horário: Terça a sexta, das 13h às 21h e Sábado, das 09h às 17h Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes km 1,5, São Paulo/SP Mais informações: www.automecfeira.com.br 1º Congresso Aliança do Aftermarket Automotivo Data: 23 de abril de 2025 Local: Mezanino do São Paulo Expo – sala 211 – mezanino Expo São Paulo Horário: das 8h30 às 12h45 Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/1-congresso-alianca-aftermarket-automotivo-brasil/2843047
Primeiro trimestre tem crescimento em todos os indicadores, mas março foi marcado por recuo na produção e nas exportações

O recorte isolado dos índices do primeiro trimestre apontam para uma boa recuperação do setor automotivo brasileiro, sobretudo quando comparado ao fraco início de 2024. Porém, os dados apresentados em março mostram uma desaceleração na produção e nas exportações, enquanto os emplacamentos subiram às custas de vendas diretas e modelos importados, de acordo com o balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA). O ritmo produtivo em março, com 190 mil unidades, apresentou queda de 12,6% em relação a fevereiro, principalmente nas fábricas de automóveis e comerciais leves, com ajuste no nível de estoque da ordem de 8 mil veículos e redução das exportações. Foi o pior março desde 2022. No acumulado do trimestre, 583 mil unidades deixaram as linhas de montagem, 8,3% a mais que no mesmo período do ano passado, melhor resultado desde 2021. Mesmo com um dia útil a menos que fevereiro, por conta do carnaval, março teve novo crescimento nas vendas, com média diária de 10,3 mil unidades, 11,3% a mais que no mês anterior. No ano, a média diária de emplacamentos é 7,5% superior à do primeiro trimestre de 2024. Boa parte dessa alta, contudo, se deu em função de modelos importados. Estes representaram 61% do aumento das vendas no primeiro trimestre. Das 37,2 unidades vendidas a mais em relação aos primeiros três meses de 2024, 22,6 mil vieram de fora do país, sobretudo da Argentina e da China. O total de vendas em março foi de 195,5 mil unidades, alta de 5,7% sobre fevereiro. O volume acumulado no trimestre é de 552 mil autoveículos, 7,2% a mais que no ano passado. Mas as vendas diretas, em especial de locadoras, tiveram alta de 14 pontos percentuais a mais que o varejo. Impactadas positivamente pelo crescimento de 120% dos embarques para a Argentina, as exportações brasileiras subiram 40,6% no trimestre, apesar da queda de 19% em março, na comparação com o mês anterior. A questão é saber se essa queda no último mês foi sazonal, ou se indica alguma tendência. Por enquanto, este é o melhor primeiro trimestre desde 2018 para as exportações. Riscos aos investimentos Durante a Coletiva de Imprensa, o Presidente da ANFAVEA falou da preocupação com o atraso na divulgação dos decretos que regulamentam o Programa MOVER, do esgotamento dos recursos para P&D e da não recomposição imediata do Imposto de Importação de 35% para eletrificados, fatores que começam a impactar negativamente os investimentos dos fabricantes de veículos. Outra ameaça é um pedido de empresas chinesas ao governo federal para redução de impostos para produção local em CKD e SKD, o que seria altamente danoso aos fabricantes plenos nacionais, aos empregos e aos investimentos de toda a cadeia automotiva brasileira. “Esses impasses podem comprometer parte dos investimentos anunciados, sobretudo num momento de grande tensão global, com as tarifas impostas pelo governo norte-americano impactando negativamente toda a geopolítica econômica global, inclusive o setor automotvo nacional e sua longa cadeia de suprimentos”, afirmou Márcio de Lima Leite.
Procura por veículos novos no Brasil registra crescimento no primeiro bimestre de 2025

Consórcio é opção para quem está planejando comprar ou trocar de carro Cresce a venda de veículos novos no Brasil. Segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no primeiro bimestre do ano, o número de emplacamentos de automóveis registrou um aumento de 8,59%, em comparação com o mesmo período de 2024. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram emplacadas 701.520 unidades no país. Os dados divulgados pela federação animam o mercado e o setor de consórcio, que também registrou resultados positivos no mês de fevereiro. No último boletim da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), a venda de novas cotas de consórcio de veículos leves registrou um crescimento de 21,9%, em comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, R$ 21,89 bilhões de créditos foram comercializados. A modalidade permite a aquisição de automóveis novos e seminovos em todo território nacional. José Climério Silva de Souza, Diretor Executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás, destaca que para quem está planejando comprar ou trocar de carro, o consórcio é uma opção de investimento planejado. “A modalidade é uma forma de os clientes evitarem o pagamento das altas taxas de juros cobradas nos financiamentos”, afirma. “Ela permite que o consumidor adquira o veículo novo ou seminovo de forma organizada ao escolher uma carta de crédito de acordo com o seu poder de compra”. Entre os critérios de escolha dos clientes pela modalidade estão os valores atrativos das parcelas, não pagar juros e a facilidade de compra do bem. “No Consórcio Nacional Bancorbrás oferecemos a oportunidade de o cliente aderir ao consórcio pagando meia parcela onde, após a contemplação, passa a pagar pelo remanescente, podendo ainda abater a diferença do crédito ou do lance e manter a mesma parcela inicial, assim o cliente tem um fôlego em seu orçamento enquanto não dispõe do bem”. O Diretor também explica que, além dos sorteios mensais, os clientes também podem ser contemplados a partir da oferta de lances livres e fixos, podendo ainda utilizar o lance embutido. “É uma forma de potencializar a oferta sem tirar dinheiro do bolso, já que o valor ofertado é descontado da própria carta de crédito”, comenta. “Na modalidade de lance lixo, por exemplo, o valor do lance ofertado pode ser igual ao valor que pode ser embutido do crédito” diz José Climério. A prestação no consórcio é constituída pelo fundo comum, pela taxa de administração e por um fundo de reserva. O reajuste do consórcio de veículos ocorre anualmente de acordo com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M/FGV).
Descarte Consciente Abrafiltros recicla mais de 4 milhões de filtros automotivos em 2024 no estado de São Paulo

Implantado em São Paulo em 2012, programa de logística reversa de filtros usados do óleo lubrificante automotivo superou as metas de 2024 para o Estado, com volume de 1.477.299 quilos e 3.131 pontos de coleta em 220 cidades Criado pela Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso, em 2012, o programa Descarte Consciente Abrafiltros reciclou só no ano passado no Estado de São Paulo, 1.477.299 quilos de resíduos, equivalentes a 4.003.520 filtros usados do óleo lubrificante automotivo, em 3.131 pontos de coleta, distribuídos em 220 municípios. “O programa Descarte Consciente Abrafiltros cumpriu e superou as metas estipuladas para São Paulo, de 1.426.231 kg de filtros reciclados, 2.732 pontos de coleta e 220 municípios. É considerado uma referência pelos órgãos ambientais”, afirma João Moura, presidente executivo da Abrafiltros, ressaltando que desde sua criação, as metas têm sido cumpridas nos quatro estados onde está implantado, atualmente. Desde o projeto piloto, já foram reciclados 27.946.849 filtros no estado de São Paulo. Como funciona – Marco Antônio Simon, gestor responsável pelo programa Descarte Consciente Abrafiltros, destaca como é realizado o processo de reciclagem. As siderúrgicas recebem o metal para reprocessamento, já o óleo lubrificante usado contaminado – OLUC – vai para rerrefino e os demais componentes – elementos filtrantes, vedações etc., para coprocessamento em cimenteiras para geração energética, sendo as cinzas utilizadas na fabricação do cimento. “Todos os materiais recolhidos são reciclados nas unidades de processamento do grupo Supply Service, pioneiro no tratamento de resíduos oleosos no País, com mais de 30 anos de atuação”, comenta Simon, ressaltando que o processo é totalmente custeado pelas empresas associadas à Abrafiltros que participam do programa. Atualmente está implantado em quatro estados, além de São Paulo, Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. De 2012 até janeiro de 2025, já foram reciclados 45.546.921 filtros usados do óleo lubrificante automotivo nos quatro estados. Mas, a previsão é de crescimento exponencial. “Outros estados devem publicar legislações para instituir a logística reversa para o setor, como Mato Grosso, onde os órgãos ambientais já tem uma legislação em regulamentação que inclui os filtros usados do óleo lubrificante automotivo entre os produtos alvo da logística reversa”, diz. Termo de Compromisso com as metas vigora até 2025 em São Paulo – Segundo Simon, as metas para São Paulo estão estabelecidas em Termo de Compromisso, vigente de 2022 até 2025. Para este ano, a meta é recolher e tratar 1.424.947, 47 kg de filtros usados em 2.903 pontos de coleta e 246 municípios. “Neste ano, já superamos os pontos de coleta estipulados no Termo de Compromisso. Por necessidade de adequação logística, para garantir o cumprimento da meta estadual, já contabilizamos 3.131 pontos de coleta”, explica. Segundo Simon, a renovação do Termo de Compromisso com novas metas, que vigorará de 2026 a 2029, deve acontecer ainda neste ano. Atualmente, 37 organizações com 62 CNPJs, participam do programa. “Para as empresas, atender à legislação ambiental por meio do programa é mais fácil e menos custoso, já que a Abrafiltros atua como entidade gestora e cuida de todo o processo administrativo e logístico, ou seja, participa da definição e negociação de metas, contatos governamentais, emissão de relatórios, contratos, Termos de Compromisso estaduais, ações de comunicação e marketing, e também conta com agência de comunicação, suporte de escritório jurídico e financeiro”, esclarece. Para saber mais sobre o programa, basta acessar o site www.abrafiltros.org.br/descarteconsciente.
Emplacamentos de veículos: acumulado do 1º trimestre tem o melhor desempenho desde 2008

Segundo dados da FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o mercado de veículos novos encerrou o mês de março com 379.383 unidades emplacadas, o que representa crescimento de 5,4% em relação a fevereiro de 2025 e de 5,7% na comparação com março do ano passado. Com esse desempenho, o setor alcança o melhor primeiro trimestre desde 2008, acumulando mais de 1 milhão de veículos licenciados. O resultado ganha ainda mais relevância ao se considerar o calendário de março de 2025, que contou com apenas 19 dias úteis, contra 20 dias em fevereiro e em março de 2024. A redução se deu pelo fato de o Carnaval ter ocorrido em março deste ano, e não em fevereiro, como no ano passado. “O crescimento dos emplacamentos de todos os segmentos, à exceção dos implementos rodoviários, mesmo com menos dias úteis, demonstra a resposta positiva do mercado, mesmo frente às incertezas econômicas. Seguimos atentos aos desafios, mas o comportamento do consumo do setor tem se mostrado positivo”, avalia Arcelio Junior, Presidente da FENABRAVE. Emplacamentos de Veículos em Março e 1º. Trimestre de 2025 PROJEÇÕES PARA 2025 A Fenabrave manteve as projeções de crescimento para todos os segmentos automotivos, à exceção de implementos rodoviários, que teve as perspectivas reduzidas de 5% para 0% este ano.
Automec 2025: o ponto de encontro das principais tecnologias para veículos eletrificados

Em crescimento acelerado em todo o mundo, a eletrificação da frota veicular é impulsionada por avanços tecnológicos e pela necessidade de soluções sustentáveis para a mobilidade. No Brasil, o mercado de veículos eletrificados segue em expansão. Segundo dados da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), em 2024 foram 177.358 unidades emplacadas, alta de 89% no volume de licenciamentos. Nesse contexto, a Automec, maior feira para o mercado de reparação e reposição automotiva da América Latina, será palco de importantes inovações que consolidam essa transição energética para um futuro mais eficiente e limpo. Atentos ao avanço da eletromobilidade, os expositores vão levar para o evento, que ocorre entre os dias 22 e 26 de abril de 2025, no São Paulo Expo, as principais tendências e tecnologias focadas na reparação de modelos eletrificados. O que vem por aí Empresas do setor já se preparam para apresentar inovações voltadas à eletromobilidade. Em reforço ao compromisso com a inovação e a capacidade tecnológica nacional, a Litens Automotive vai apresentar o novo Tensionador V™, desenvolvido para o motor MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle – Veículo Elétrico Híbrido Leve) produzido no Brasil. “Esse lançamento consolida a Litens como a única fabricante com produção na América do Sul de tensionadores híbridos”, comenta Bruno Fragoso, vice-presidente global de vendas e marketing da Litens Automotive. A Eaton vai expor seus mais recentes lançamentos como sensores, interruptores, relés, inversores e conversores, além da linha completa de caixas de distribuição de energia elétrica para veículos e teclas de comando de painel e fusíveis. Fernando Piton, Gerente Nacional de Vendas e Aftermarket do Grupo Mobility da Eaton, está atento aos desafios trazidos pela inovação. “Como se trata de uma tecnologia extremamente nova e desenvolvida por diversos fabricantes e montadoras, acredito que, assim como toda novidade do mercado, as dificuldades serão em relação à padronização de peças”, afirma. Para veículos pesados e leves No segmento de freios, a Fras-le vai apresentar EHnergy que conta com a pioneira linha do mercado nacional de pastilhas desenvolvida especificamente para veículos elétricos. Para os comerciais pesados, a empresa vai apresentar as pastilhas de freio EHnergy HD, destinadas para veículos elétricos e híbridos de grande porte e que garantem alta potência de frenagem, maior durabilidade e conforto. “Além das linhas para eletrificados, teremos outras expansões de portfólio e tecnologias para atender à crescente demanda por soluções em mobilidade elétrica e híbrida”, destaca Guilherme Adami, Diretor de Frenagem da Frasle Mobility. A Volda vai levar componentes de suspensão, como pivôs, barra axial, juntas homocinéticas, semi-eixos, terminais e bieletas, compatíveis com veículos eletrificados. Para Ivan Furuya, Diretor Comercial e de Marketing da empresa, esse mercado representa uma evolução natural da indústria automotiva. “Acreditamos que, embora o impacto nas peças de suspensão seja menor, é fundamental estar atento às mudanças e investir na ampliação do portfólio para atender às novas demandas de transmissão e chassis”, enfatiza. Segundo o executivo, “a suspensão continuará desempenhando o mesmo papel, mas com uma exigência adicional: a necessidade de maior qualidade. Isso porque, sem o barulho do motor, os ruídos provenientes da suspensão se tornam mais perceptíveis, exigindo componentes mais silenciosos e duráveis”. Também comprometida com o avanço da mobilidade elétrica, a Cummins estará na Automec com um portfólio diverso por meio da sua marca zero emissão, Accelera By Cummins que conta com baterias, células de combustível de hidrogênio, eixos elétricos, sistemas de tração e eletrolisadores. “Reconhecemos o papel transformador desse mercado na cadeia automotiva e estamos investindo nestas tecnologias para atender às necessidades de fabricantes e clientes finais, para promover uma transição energética eficaz e sustentável”, comenta Mauricio Frutuoso, Gerente de Desenvolvimento de Negócios de Accelera by Cummins. Foco na qualificação do reparador Com o avanço dos veículos eletrificados, a qualificação profissional se torna essencial. Em relação a treinamentos específicos para reparação, alguns expositores já disponibilizam treinamentos e conteúdos. A Frase-le dispõe de cursos específicos e materiais voltados a reparação de componentes eletrificados em seus canais digitais, além de promover palestras, workshops e ações presenciais em diferentes regiões do Brasil. Além disso, a equipe de assistência técnica da marca oferece suporte aos reparadores, ajudando a esclarecer dúvidas e apresentar as melhores práticas para lidar com as novas demandas do mercado automotivo. Já a Eaton disponibiliza todas as informações e manuais de serviços dos produtos comercializados pela marca em seu catálogo eletrônico de maneira gratuita e também oferta aulas virtuais e presenciais para todos os seus clientes. Por sua vez, a Cummins se dedica a fornecer suporte técnico e conhecimento para a transição energética. Por meio da marca Accelera, a empresa introduz tecnologias avançadas, promovendo orientação técnica e consultoria para fabricantes e parceiros. Automec 2025: atualização profissional e networking A eletrificação veicular também estará na programação de conteúdo da feira. Na Universidade Automec, atração inédita desenvolvida para atender os visitantes que buscam qualificação profissional e atualização no setor automotivo, terá um dos conteúdos focado em novas tecnologias para a mobilidade. Ministrado pelo SENAI, o workshop voltado para Eletrificação Veicular vai desenvolver competências referentes a montagem e reparação em instalações elétricas e equipamentos de veículos automotores. Após a conclusão do curso, os participantes vão receber uma certificação emitida pelo SENAI e pela Universidade. Organizada pela RX Brasil a cada dois anos, a Automec é o principal evento do setor de autopeças, equipamentos e serviços na América Latina. A feira reúne mais de 1.500 marcas, atrairá mais de 90 mil participantes em 2025 e conta com o apoio das principais associações do setor, como Sindipeças, Abipeças, Aliança, Andap, Anfape, Asdap, Conarem, Sicap, Sincopeças e Sindirepa. O credenciamento de visitantes já está aberto e pode ser realizado gratuitamente até o dia 19 de abril, no site oficial (www.automecfeira.com.br). De 20 a 26 de abril, haverá cobrança de ingresso para acessar o evento.
1º Congresso Aliança do Aftermarket Automotivo traz Bill Hanvey ao Brasil para discutir “O Direito de Reparar”

Pela primeira vez no Brasil, Bill Hanvey, presidente e CEO da Auto Care Association, será um dos palestrantes do 1º Congresso Aliança do Aftermarket Automotivo. O evento ocorrerá em 23 de abril de 2025, das 8h às 12h40, na sala 211, mezanino do São Paulo Expo, durante a Automec 2025, a maior feira de autopeças da América Latina. Hanvey abordará o movimento “Right to Repair” (Direito de Reparar), destacando as significativas vitórias judiciais nos estados americanos de Massachusetts e Maine, que garantiram aos consumidores e oficinas independentes o acesso às informações e ferramentas necessárias para a reparação de veículos modernos. Além disso, discutirá estratégias eficazes para atrair jovens talentos, tanto homens quanto mulheres, para o mercado de reposição automotiva, visando renovar e fortalecer a força de trabalho do setor. O congresso reunirá especialistas e líderes do setor para debater temas cruciais, incluindo: • Right to Repair no Brasil – Apresentação da Dra. Raquel Preto, advogada especializada em Direito Tributário e defensora do movimento no país. • Inspeção Técnica Veicular – Palestra de Claudio Torelli, diretor da ANGIS – Associação Nacional dos Organismos de Inspeção. • Descarbonização da Frota – Discussão liderada por José Eduardo Luzzi, Diretor de Veículos Comerciais do Sindipeças e Diretor do Conselho de Administração do MBCB – Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil. • Reforma Tributária e seu Impacto no Aftermarket – Análise de Carolina Verginelli e Alexandre Furmann, sócios da Deloitte e especialistas em tributos indiretos e consultoria tributária. • Inteligência Artificial no Aftermarket – Palestra de Guga Stocco, especialista em inovação e tecnologias disruptivas. A Aliança do Aftermarket Automotivo Brasil é uma coalizão formada por entidades representativas do setor de reposição automotiva que atuam em prol do fortalecimento do mercado independente. Fazem parte da Aliança: ANDAP-SICAP, ANFAPE, ASDAP, CONAREM, SINCOPEÇAS BRASIL e SINDIREPA BRASIL. Entre suas principais pautas estão a defesa do Direito de Reparar, o incentivo à inspeção veicular obrigatória, a descarbonização da frota e a capacitação contínua dos profissionais do setor. O 1º Congresso Aliança é resultado dessa forte união e demonstra o engajamento das entidades em promover o debate técnico, regulatório e inovador em torno dos desafios do aftermarket automotivo. Trata-se de uma plataforma de lançamento de tendências e decisões estratégicas que terão impacto direto no futuro do setor. Ficha Técnica do Evento: • Data: 23 de abril de 2025 • Horário: 8h às 12h40 • Local: São Paulo Expo, sala 211, mezanino • Endereço: Rodovia dos Imigrantes, KM 15, Jabaquara, São Paulo – SP • Inscrições: Gratuitas, com vagas limitadas – https://bit.ly/CongressoAfterMarket • Mais informações: www.aliancaaftermarket.com.br Este evento paralelo à Automec é uma oportunidade imperdível para profissionais da indústria, distribuição, varejos, reparação e retíficas, se atualizarem sobre temas que estão na agenda do futuro do setor. É o ponto de largada das grandes discussões de 2025 — tudo vai começar aqui.
Especialistas apontam avanços e desafios do biodiesel

Em entrevista ao Videocast CONAREM Tech, Gilles Laurent, CEO da Actioil, e Vicente Pimenta, especialista em biocombustíveis, destacam como o biodiesel evolui para atender as exigências ambientais, como evitar problemas nos motores e das dificuldades para a evolução da frota B100 no Brasil. O mais recente videocast CONAREM Tech do Conselho Nacional de Retíficas de Motores (CONAREM) aborda o futuro do biodiesel no Brasil, em entrevista com Gilles Laurent, CEO da Actioil, que desenvolve soluções inteligentes para proteção de motores a diesel, gasolina, etanol e no tratamento de tanques de armazenagem, e com Vicente Pimenta, especialista em biocombustíveis. “Atualmente, o biocombustível é um tema relevante por estar ligado diretamente às questões ambientais e está cada vez mais presente no dia a dia, especialmente, das frotas de caminhões”, comenta José Arnaldo Laguna, presidente do CONAREM, demonstrando a importância do assunto para o mercado de retífica de motores. Pimenta explica que o biodiesel é a solução brasileira para enfrentar os desafios climáticos e, assim, tentar reduzir os gases de efeito estufa. “É um combustível de base de gorduras vegetais ou animais que visa substituir o diesel”, diz o especialista, ressaltando que 75% do biodiesel produzido no Brasil é a base de soja, mas pode ser também de algodão, milho, canola e de gordura animal que também são excelentes para o biodiesel. Tipos de diesel – Laurent, da Actioil, destaca que, hoje, há dois tipos de diesel no Brasil – S10 (S de enxofre – 10 partes por milhão de enxofre) e S500 (500 partes por milhão de enxofre). “Os dois têm 14% de biodiesel, ou seja, 86 litros são diesel fóssil e 14 litros de biodiesel. Ano que vem passará para 15% e deve subir o percentual gradativamente para poder melhorar as questões climáticas”, esclarece. Segundo Laurent, o enxofre vem sendo reduzido porque é nocivo para o ser humano. Anos atrás eram 1800 partes por milhão de enxofre. “O S500 deve sair de circulação em, no máximo, dois anos. Não faz sentido querer eliminar emissões e continuar emitindo enxofre. Vamos ter só o S10”, comenta. Os veículos que rodam com S500 podem usar S10. No entanto, a recíproca não é possível. Os caminhões Euro 5 em diante obrigatoriamente devem circular com S10. Entraves para o avanço de frotas B100 no Brasil – “Não existe biodiesel puro à venda nos postos, portanto não teria como abastecer no caminho”, afirma Pimenta, acrescentando: “Também não há, hoje, condições de fornecer biodiesel puro para a frota inteira brasileira. Estima-se que se consegue atender 25% do total do diesel consumido no Brasil”. Atualmente, a especificação do diesel brasileiro é 14% de biodiesel. Mas, há um entrave. De acordo com o especialista, se quiser usar mais que isto pode, mas precisa pedir autorização para a ANP, acima de 10 mil litros por mês. “Se a frota toda passasse a usar S10, a poluição com enxofre reduziria 50 vezes”, complementa Pimenta. Laguna acrescenta que, segundo alguns fabricantes, um caminhão diesel com 14% de biodiesel e um B100 usando 100% de biodiesel tem uma operação muito semelhante. Pimenta relata, no entanto, que produzir biodiesel requer investimento razoável por ter especificação bem severa da ANP. “Para um fazendeiro que quer usar a frota B100 é mais fácil contatar um fornecedor que dê inclusive garantia do biodiesel”, exemplifica. Mas, segundo o especialista, as empresas de caminhões estão vendo que este é um caminho sem volta e estão lançando produtos para abastecimento de até B100. No entanto, levanta outra questão – o biodiesel, hoje, está 30 a 40 centavos mais caro que o diesel. O presidente do CONAREM ressalta ainda que o preço maior desestimula a mudança para o B100 e que é preciso uma política pública para equalizar. Como forma de contribuir para alterar essa situação faz uma sugestão: “Vou levar este assunto para o Mobilidade de Baixo Carbono para ajudar o governo neste assunto. Vamos incentivar a produção de biodiesel e equalizar o valor”. Importância de esvaziar o tanque do filtro separador semanalmente para evitar que a água contamine o sistema – Os dois entrevistados concordam que a água acumulada pode prejudicar o combustível e provocar corrosão. Portanto, ao ser questionado pelo engenheiro Canassa sobre adulteração do módulo que identifica quando o filtro separador está saturado, presente em alguns caminhões, Laurent comenta sobre as causas e as consequências dessa iniciativa. “O filtro é um separador inclusive tem uma torneira embaixo que deve ser aberta pelo menos uma vez por semana. Ao tirar o sistema de filtragem, o sistema de injeção vai sofrer, ocorrerá problema na bomba e bicos injetores. Se passar sedimentos pode até travar um bico aberto, um problema enorme para o motor”, afirma. Para Pimenta, o também vilão não é o biodiesel é a água e há vários mecanismos para evitar que a água permaneça ou migre. “A água é precursora de fungos e bactérias, provoca corrosão, precipita a degradação do combustível. É fundamental tirar a água. Se você tem um tanque para sua frota tem que arrancar a água, não coloque cadeado no dreno”, adverte. Para acessar a entrevista na íntegra e conhecer ainda mais sobre este tema e outros relacionados a retífica de motores, basta entrar no Canal do Conarem no YouTube no link: https://www.youtube.com/@conaremOficial.
Vendas de automóveis e comerciais leves fecham o trimestre com um crescimento de 7,12%

Autor Marcelo Cavalcante de Lima O setor de automóveis e comerciais leves encerrou o mês de março com 184.045 unidades, esse volume representou um crescimento de 4,58% ante o ano anterior e um avanço de 5,88% quando comparado com o mês de fevereiro. A média diária foi de 9.687 unidades, ficando 10,09% acima do realizado no mesmo período de 2024 e 11,45% acima do realizado no mês anterior. No acumulado foram vendidos 517.717 unidades, volume 7,12% acima do realizado em 2024, quando comparamos com o período pré pandemia (ano 2019) as vendas anotam uma queda de 10,74% As vendas no varejo em março foram de 88.283 unidades, anotando uma queda de 3,44% em relação ao mês anterior, com uma participação de 47,97%, a menor registrada no ano. A modalidade de vendas diretas turbinadas pelas compras das locadoras vendeu em março 95.762 unidades, anotando um crescimento de 16,22% ante o mês anterior, a participação foi de 52,03%. Alguns concessionários relataram quedas nos fluxos de loja na segunda quinzena, outros informaram indisponibilidade de muitos modelos. A queda no varejo em março é parcialmente justificada pelo feriado de Carnaval, mas outras variáveis como aumento nos juros, redução de fluxo, estoque desajustados, também foram pontos considerados. No acumulado do ano o varejo cresceu apenas 2,14%, com vendas totais de 274.805 unidades e uma participação de 53,08%, já o atacado turbinado pelas locadoras, encerrou o trimestre com um crescimento de 13,38%, com vendas totais de 242.912 unidades e uma participação de 46,92%. Segundo dados da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis), no ano de 2024 a vendas para o setor de locação foi de 649.399 unidades, com uma participação de 26,14% em relação ao total vendido. Os dados parciais do segmento de eletrificados são de vendas em março de 17.966 unidades, volume 10,49% acima do realizado em fevereiro e o segundo melhor resultado da série histórica. No acumulado o segmento já vendeu 50.723 unidades, registrando um crescimento de 40,60% ante o ano anterior. Mas afinal qual é o segredo para o crescimento acima do mercado dos veículos eletrificados, a resposta é bem objetiva, parte dos consumidores migrou para as marcas entrantes, preços atrativos, opcionais que antes só estavam disponíveis em veículos Premium, condições comerciais agressivas e o rápido crescimento da rede são algumas das justificativas. Obviamente a chegada dos eletrificadas leves da Fiat acabam turbinando o resultado, mas mesmo excluindo para efeito de comparação o mercado avança 20%. A tecnologia Plug-in liderou as vendas no trimestre com um volume de 19.109 unidades, crescendo 85% ante o ano anterior. Os modelos 100% elétricos foram a segunda opção com vendas totais de 12.972 unidades, essa tecnologia apresentou queda de 8% em relação ao ano de 2024. A tecnologia híbrida leve (MHEV) turbinada pela Fiat anota um crescimento de 198% com vendas totais de 11.253 unidades. Os híbridos puros (HEV) registram queda de 6%, com vendas totais de 7.389 unidades. Outras análises dos eletrificados será publicado na sequência em outro artigo. RANKING DE MARCAS – MENSAL E ACUMULADO O trimestre encerra com muitas marcas apresentando bons resultados, mas o sol não brilhou para todas, o alerta ⚠ acendeu para muitas montadoras, a chegada de novas redes diante de um mercado com crescimento moderado, diminuí a fatia do mercado, trazendo novos desafios. A Fiat encerrou o mês de março com vendas de 38.879 unidades, volume 4% acima do mês anterior, no acumulado do ano a marca já vendeu 110.591 veículos, registrando um crescimento de 9% ante o ano de 2024, quando comparamos com o período pré pandemia a marca avança 40,31%. Sua carteira de vendas de março foi concentrada 69% no atacado e 31% no varejo. A VW faz a lição de casa e fecha o trimestre na vice liderança, suas vendas em março foram de 30.274 unidades, crescendo 10,39% ante o mês de fevereiro. No acumulado a marca já vendeu 78.824 unidades e registra um crescimento de 2,60%, na comparação com o ciclo pré pandemia suas vendas recuam 4,21%. Sua carteira de vendas de março foi concentrada 58% no atacado e 42% no varejo. A GM fecha o trio com vendas em março de 20.163 unidades, volume 26% acima do realizado em fevereiro, no acumulado a marca já vendeu 55.808 veículos, registrando uma queda de 1,92% ante o ano anterior, na comparação com o ciclo pré pandemia a marca recua 47,55%. Sua carteira de vendas de março foi concentrada 54% no atacado e 46% no varejo. Quando analisamos a participação de mercado, entre as 10 marcas mais vendidas 6 registram perda de participação, a Hyundai perdeu no trimestre 1,04% de mercado o que equivale a uma queda de 13,46%, enquanto isso a BYD ganhou 1,10% de mercado o que equivale a um crescimento de 31,41%. No comparativo é possível verificar que temos muitas marcas que ficaram na UTI do trimestre com quedas acumuladas acima de 20%. No segmento Premium a BMW segue líder com vendas totais de 3.487 unidades, Volvo está na segunda posição com vendas de 2.097 unidades e a Mercedes-Benz fecha o trio com 1.791 entregas o que representa um crescimento de 41,81%. RANKING DE MODELOS. A Fiat/Strada liderou as vendas no trimestre com um volume de 26.580 unidades, registrando um crescimento de 10,23% ante o ano anterior. Na segunda posição do mês temos o Fiat/Argo com 8.247 unidades, no acumulado o modelo já vendeu 19.724 veículos e está na terceira posição, suas vendas registram um crescimento de 9,26% ante o ano anterior. Na terceira posição de março está o VW/Polo com 8.120 entregas, no acumulado ele é vice líder com 21.881 vendas, o modelo registrou uma queda no trimestre de 19,74%. O SUV mais vendido no trimestre foi o VW/T Cross com 18.379 unidades, anotando um crescimento de 42,94% ante o ano anterior. O modelo de entrada mais vendido foi o Fiat/Mobi com 14.255 entregas, o veículo mais barato da Fiat anota uma queda de 2,80% em relação ao ano de 2024. A Pick-up média mais vendida foi a Toyota/Hilux com 10.216 vendas,
FENIVE aposta na formação de mão de obra como resposta à escassez de profissionais qualificados na indústria

Ação inclui parcerias com instituições de ensino para ampliar programas de formação em todos os estágios da carreira A Federação Nacional da Inspeção Veicular (FENIVE) está concentrando esforços em uma pauta estratégica: promover a formação de profissionais especializados para atuar no setor de inspeção veicular. A iniciativa vem ao encontro de um cenário nacional marcado pela escassez de mão de obra qualificada em diversos segmentos industriais – um desafio que afeta diretamente a produtividade, a inovação e a segurança em áreas fundamentais da economia. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 50% das indústrias extrativas e de transformação enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores com a formação adequada. No setor de inspeção veicular, essa carência é ainda mais crítica, uma vez que a atividade exige conhecimento técnico específico, domínio de normas regulatórias, familiaridade com tecnologias embarcadas e atualização constante frente às exigências legais e ambientais. “O setor de inspeção veicular exige capacitação contínua e alinhamento com as regulamentações técnicas e ambientais. Por isso, investir na formação de mão de obra não é apenas uma resposta ao mercado, mas um compromisso com a excelência do serviço prestado à sociedade”, afirma o presidente da FENIVE, Everton Pedroso. A natureza da atividade impõe exigências à formação de profissionais: compreender, por exemplo, sistemas de freios, emissões de poluentes, condições estruturais dos veículos, componentes de segurança ativa e passiva, além de operar equipamentos de diagnóstico e cumprir protocolos rigorosos de avaliação. Com a modernização da frota nacional e a crescente presença de veículos híbridos e eletrônicos, a complexidade técnica também vem aumentando – o que reforça a urgência de programas de capacitação estruturados. Pedroso explica que a FENIVE tem buscado promover parcerias com instituições de ensino para ampliar os programas de educação continuada voltados tanto à formação inicial quanto à atualização dos profissionais já atuantes no setor. A instituição também participa ativamente das discussões sobre a modernização regulatória e a qualificação das empresas prestadoras de serviço. “A profissionalização do setor é essencial para garantir a qualidade da inspeção, mas também para assegurar a segurança no trânsito e a sustentabilidade ambiental. Com mão de obra bem formada, ganham as empresas, os consumidores e todo o sistema de mobilidade urbana”, reforça. Everton Pedros destaca que diante de um cenário em que a escassez de profissionais técnicos é apontada como um dos maiores entraves para o crescimento industrial, a formação de mão de obra especializada deixa de ser apenas uma necessidade e passa a ser uma prioridade estratégica. “A profissionalização do setor é essencial para garantir a qualidade da inspeção, mas também para assegurar a segurança no trânsito e a sustentabilidade ambiental. Com mão de obra bem formada, ganham as empresas, os consumidores e todo o sistema de mobilidade urbana”, completa. Pedroso salienta que o artigo 104 do Códito de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a inspeção periódica da frota. O assunto tem esbarrado em algumas questões que impedem a sua implementação. Fatalmente um dos desafios será assegurar a disponibilidade de mão de obra qualificada para o cumprimento do objetivo de fomentar a manutenção da frota, reduzindo sinistros por falhas mecânicas. Cabe não só às autoridades o desenvolvimento de ações para criação de mão de obra de qualidade, mas também às organizações da sociedade civil, que podem incentivar a formação de inspetores.