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Exportações em alta sustentam produção da indústria, em meio aos inúmeros desafios do mercado interno

A melhor notícia para a indústria no mês de agosto foi a exportação de 57,1 mil unidades, melhor resultado desde junho de 2018. Esse volume representou uma alta de 19,3% sobre julho e de 49,3% sobre o mesmo mês do ano passado, e teve como grande responsável a Argentina, que já responde por 59% dos embarques no ano. O acumulado geral de janeiro a agosto soma 313,3 mil unidades, 12,1% acima das exportações nos primeiros oito meses de 2024. “O crescimento da nossa produção nos últimos meses decorre da maior presença de nossas associadas no mercado externo”, afirmou Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em agosto as fábricas brasileiras produziram 247 mil autoveículos, sem grandes variações em relações ao mês anterior (+3%) e a agosto do ano passado (-4,8%). No ano, são 1,743 milhão de unidades produzidas, alta de 6% sobre 2024. O mercado interno mantém comportamento de estabilidade, mas com elevação da venda de importados e dos canais de vendas diretas, em detrimento do varejo de modelos nacionais. Em agosto, o total de emplacamentos foi de 225,4 mil autoveículos. “A média diária de vendas foi de 10,7 mil unidades, o segundo mês no ano com média inferior ao mesmo mês de 2024, o que acende um alerta para o último quadrimestre do ano, que precisa subir bastante para acompanhar o ritmo acelerado do ano passado”, pontuou Calvet. O acumulado de emplacamentos deste ano é de 1,668 milhão de autoveículos, apenas 2,8% a mais do que nos primeiros oito meses de 2024. Contudo, chama a atenção a alta de 12,1% das vendas de importados. Em agosto, a China foi o principal porto de origem dos importados emplacados pela primeira vez na história, superando a Argentina, que ocupa esse posto desde o início dos anos 1990. As vendas de modelos nacionais no varejo já caíram 9,3% no ano, ante um crescimento de 17,3% dos importados. Mesmo nas vendas diretas, os nacionais cresceram 12,4%, um pouco abaixo dos 13,8% de alta dos estrangeiros. E a situação seria ainda mais complexa não fosse o bom desempenho dos carros nacionais de entrada nos últimos dois meses, por conta do Carro Sustentável, que elevou em 26% as vendas dos modelos habilitados no programa federal. Outro ponto positivo é o crescimento dos emplacamentos de modelos eletrificados nacionais: eles representaram 25% das vendas totais de híbridos e elétricos no ano. Entre todos os segmentos de autoveículos, o que mais sofre os efeitos dos juros elevados, da alta inadimplência e da desaceleração da atividade econômica é o de caminhões. Em agosto, pela primeira vez houve queda na produção acumulada em relação a 2024. O recuo é de apenas 1%, mas indica uma inversão da curva de crescimento que se mantinha ao longo dos primeiros sete meses do ano. O mercado interno de caminhões já vinha em retração desde abril. “No caso dos caminhões, nem a alta das exportações está sendo suficiente para sustentar os níveis de produção, o que já começa a se refletir em perdas de postos de trabalho nas fábricas de pesados”, concluiu o presidente da Anfavea.

Sindirepa-SP destaca a importância da legalização do Right to Repair no Brasil para o acesso às informações técnicas para reparos em oficinas

Medida visa garantir o direito do reparo para que as oficinas tenham acesso às informações para fazer o diagnóstico, projeto de lei já tramita na Câmara dos Deputados para que seja criada uma lei específica como já acontece em outros países. O Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria da Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) está engajado em diversos movimentos em prol do desenvolvimento do setor. Participa da Aliança do Aftermarket Automotivo, que tem como uma de suas prioridades a viabilização da implantação do Right to Repair e Right to Conect, movimento em que o Sindirepa-SP, junto com o Sindirepa Brasil, está desde 2022 e prevê a liberdade de escolha dos consumidores dos locais onde deseja realizar a manutenção e/ou reparação de seus veículos, bandeira global iniciada por Estados Unidos, há cerca de 13 anos, e também pela Europa. “O movimento é fundamental para instituir o direito de reparo e assegurar que os fabricantes de veículos ofereçam condições para conserto em oficinas independentes e para garantir a livre concorrência e também para que os consumidores possam escolher onde fazer a manutenção do seu automóvel”, ressalta. Atualmente, há o Projeto de Lei 2893/24, em análise na Câmara dos Deputados, que institui o direito ao reparo no mercado automobilístico brasileiro. Entre alguns pontos destacados no projeto, as montadoras e importadores de veículos novos devem garantir as condições para o conserto em oficinas independentes. A proposta apresentada pelo deputado federal Waldenor Pereira  define que a indústria deverá disponibilizar os manuais de reparo, em site próprio, e os equipamentos de diagnósticos (hardware e software) que permitam a reparação dos veículos. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado. Segundo Fiola, a legislação é uma forma de amparar o setor de reparação de veículos porque a evolução da tecnologia e o crescimento de semicondutores nos veículos automotores somados agora à introdução de sistemas de segurança “firewall” estão aumentando as dificuldades de acesso por parte das oficinas independentes aos diagnósticos com os equipamentos disponíveis hoje. “O setor de reparação de veículos é um mercado próspero, forte e resiliente. Existem 118 mil oficinas no Brasil que empregam milhares de profissionais que atendem 80% da frota circulante estimada em mais de 46 milhões de veículos”, destaca.

IQA aplica prova para certificação de vendedor de autopeças e reparador na Autonor

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) marcará presença na Feira Autonor, em Recife (PE), oferecendo provas gratuitas para a Certificação de Reparadores Automotivos e Vendedores de Autopeças. A iniciativa abrange áreas como direção, freio, suspensão, motores, funilaria, pintura, retífica de motores, veículos elétricos e híbridos (VEH) e vendas de autopeças, visando qualificar profissionais do setor automotivo. A Autonor, um dos principais eventos do segmento no Nordeste, será uma oportunidade para os participantes validarem suas competências e se destacarem no mercado. As vagas são limitadas. Garanta já a sua inscrição gratuita: https://forms.office.com/r/XHjVdavyMS.

Eletrificados atingem 9,4% de participação em agosto e devem passar de 200 mil em 2025

Em agosto, foram vendidas 20.222 unidades de veículos eletrificados, o que garantiu ao segmento 9,4% de participação no mercado automotivo total. A categoria segue em ritmo acelerado de expansão no Brasil e deve ultrapassar a marca de 200 mil emplacamentos em 2025. Somente entre janeiro e agosto deste ano, já foram registrados 126.087 emplacamentos. Segundo estimativa da ABVE Data, num cenário conservador, as vendas devem chegar a pelo menos 200 mil, com aumento de 13% sobre o total de 2024 (177.358). No cenário mais provável, podem atingir 215 mil, o que representaria um crescimento anual de 21%. “Esses números são significativos por vários motivos”, disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “As vendas de eletrificados continuam aquecidas, mesmo diante de taxas de juros altas e do aumento do imposto de importação de veículos elétricos”. “Confirmando-se o cenário mais provável, teremos aumento das vendas acima de 20% em 2025 sobre o ano anterior, o que representa um crescimento três vezes mais rápido do que a média do conjunto do mercado automotivo brasileiro”, concluiu Ricardo Bastos. A eletromobilidade no Brasil vem se consolidando como um processo contínuo e em expansão. A adoção, pelos consumidores, de tecnologias menos poluentes reflete-se no aumento da participação dos eletrificados no mercado e nos investimentos realizados pelas montadoras para produzir esses modelos no Brasil. Em agosto, os 20.222 eletrificados leves comercializados representaram 9,4% do total de vendas de veículos leves no país (214.490 em agosto, segundo a Fenabrave). Em agosto de 2024, esse percentual era de 6,6%, o que evidencia a evolução consistente do mercado. Na comparação com julho deste ano (19.016), as vendas de agosto aumentaram 6%. Sobre agosto de 2024 (14.667), o crescimento foi ainda mais expressivo: 38%. Na classificação da ABVE Data, os eletrificados incluem os BEV 100% elétricos, os PHEV (híbridos elétricos plug-in), HEV (híbrido sem recarga externa) e HEV Flex (híbridos a etanol). Não incluem os MHEV de 12v ou 48v (micro-híbridos). Destaques Um dos destaques de agosto foram os 2.245 híbridos flex (HEV Flex) emplacados, com aumento expressivo de 118% sobre julho (1.026). Liderados pelo estado de São Paulo, esse foi o melhor desempenho de vendas dos veículos com essa tecnologia desde o início do ano.  Os BEV 100% elétricos também registraram novo recorde de vendas, puxados pelo Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Em agosto, foram 7.624 unidades em todo o país, com crescimento de 9%, sobre julho (7.010).  O ano de 2025 tem sido marcado pelos investimentos significativos das montadoras chinesas de eletrificados, com destaque para a inauguração de duas novas fábricas no Brasil: BYD, em Camaçari (BA), e GWM, em Iracemápolis (SP). Além disso, novas marcas passaram a operar no país, ampliando a oferta de modelos eletrificados. Tecnologias Dos 20.222 eletrificados leves vendidos em agosto de 2025, 77,5% foram veículos plug-in (BEV e PHEV) e 22,5% híbridos sem recarga externa (HEV e HEV Flex). Entre os plug-in, os PHEV lideraram as vendas em agosto com 8.057 unidades, representando 40% do total de eletrificados. Em relação a julho (8.644), houve uma queda de 7% dos PHEV; já sobre agosto de 2024 (5.781), um crescimento expressivo de 39,4%. Os BEV 100% elétricos bateram mais uma vez o recorde mensal de vendas em agosto, com 7.624 unidades, correspondentes a 38% das vendas de eletrificados no mês. Sobre agosto de 2024 (5.115), os BEV tiveram um crescimento robusto de 49%. O crescimento dos veículos plug-in sugere que esse segmento cresceu mesmo diante das incertezas causadas pelo debate nacional sobre as novas regras dos Corpos de Bombeiros para instalação e operação de equipamentos de recarga elétrica nas garagens dos prédios. Os HEV e HEV Flex totalizaram 4.541 unidades, equivalentes a 22,5% do mercado de eletrificados em agosto. Os números indicam que os híbridos não plug-in continuam relevantes em regiões onde a infraestrutura de recarga ainda está em desenvolvimento. Os HEV (híbridos convencionais) representaram 11,4% das vendas de eletrificados em agosto (2.296), com leve queda de 1,7% sobre julho (2.336), mas aumento significativo de 73,5% sobre agosto de 2024 (1.323). Já os HEV Flex responderam por 11% das vendas de eletrificados (2.245), com um aumento expressivo de 119% sobre julho (1.026) e de 40% sobre agosto de 2024 (1.604). Em agosto, a participação de mercado dos eletrificados por tecnologia foi a seguinte: As vendas de micro-híbridos (MHEV) registram em agosto o total de 5.075 unidades. Sobre julho (6.129), houve queda nas vendas de 17%. Dentre os micro-híbridos, os MHEV 12V ficaram com 71% das vendas em agosto (3.587), com queda de 23,5% sobre julho (4.690). Já os MHEV 48V ficaram com os 29% restantes das vendas deste segmento (1.488), com aumento de 3,4% sobre julho (1.439). Geografia da eletromobilidade  A Região Sudeste lidera de forma expressiva o mercado de eletrificação no Brasil, impulsionada principalmente pelo Estado de São Paulo, que se destaca tanto nas vendas de veículos leves eletrificados quanto de ônibus elétricos. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em agosto 2025:  Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em agosto de 2025:  Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em agosto de 2025:  A ABVE disponibiliza em seu site, por meio de seu BI (Business Inteligence), os números relativos ao mercado de vendas de veículos eletrificados. As informações são divididas em três temas: Geral, Frotas e Geografia da Eletromobilidade.  Os mapas são interativos e trazem informações rápidas sobre os estados. Em “Frotas”, é possível verificar a venda por estados e por municípios. Já em “Geografia da Eletromobilidade”, é possível verificar o percentual de distribuição das tecnologias por estado. Em “Ônibus” é possível verificar a venda por estados e municípios.  As informações se encontram disponíveis e são atualizadas mensalmente, em: https://abve.org.br/bi-geral/

IQA inaugura Academia dedicada à inovação e ao desenvolvimento da qualidade automotiva

A Academia IQA irá reunir educação, pesquisa e certificação, preparando profissionais e organizações para as transformações do setor  Nesta quarta-feira (03/09), o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva apresentou sua nova área de atuação, focada na formação e capacitação de empresas e profissionais que atuam no setor automotivo, a Academia IQA. Com o propósito de oferecer uma formação mais qualificada, promover o desenvolvimento de profissionais do setor e empresas, a nova marca do IQA é lançada de forma a garantir a evolução e qualidade em toda a cadeia automotiva. “Lançamos hoje a Academia IQA. Um marco no ponto de vista de ampliação das nossas atividades historicamente, relacionadas principalmente a área de treinamentos, mas que agora passam a ampliar de uma maneira muito significativa as possibilidades de todas as qualificações, educação e disseminação de conhecimento do setor automotivo no Brasil.” Compartilhou o Superintendente do IQA, Alexandre Xavier. Na Academia IQA serão oferecidos cursos e treinamentos com foco na modernização, produção de estudos técnicos, realização de pesquisas de mercado, criação de uma vitrine institucional para profissionais do setor e organização de eventos com curadoria especializada. Essa iniciativa busca alinhar a inovação, tecnologia e experiência do usuário em um ambiente de aprendizagem contínua, além de atender as tendências globais de mobilidade. Também serão ampliadas as comissões técnicas, com troca de experiência entre especialistas, empresas líderes do mercado e instituições parceiras para estimular a consolidação de boas práticas em toda a cadeia. O IQA já atua como referência em conhecimento e formação automotiva, e com o lançamento da Academia IQA, reforça o seu papel como responsável pela disseminação de conhecimento, suporte a toda área automotiva e apoio aos desafios atuais e futuros no setor. “Hoje iniciamos juntos um novo capítulo do IQA. Um caminho voltado à formação, a inovação e a excelência no setor automotivo, garantindo a qualidade e excelência em todas as partes do processo automobilístico.” Declarou Cláudio Moyses, Diretor-Presidende do IQA.

Vendas de veículos leves em agosto atingem 214,4 mil unidades

Com 21 dias úteis, agosto registrou 214,4 mil veículos leves vendidos, segundo dados preliminares da Bright Consulting. O volume representa uma queda de 3,8% em relação a agosto de 2024 (222,8 mil unidades) e de 6,9% frente a julho. A redução, porém, é influenciada pelo menor número de dias úteis no último mês — dois a menos que julho e um a menos que agosto de 2024. A média diária de licenciamentos subiu para 10.209 unidades, superando as 10.129 de agosto passado e as 10 mil de julho. As vendas diretas representaram 45,8% do total (98,3 mil unidades), ante 44,8% em julho e 46,4% em agosto de 2024. No acumulado do ano, elas respondem por 45,9% das vendas, um aumento de quase três pontos percentuais em relação a 2024. Já o varejo registrou 116,1 mil unidades, queda de 2,8% na comparação anual. De janeiro a agosto, o varejo caiu 2,1%, enquanto as vendas diretas cresceram 9,6%. No total, o mercado interno absorveu 1,57 milhão de veículos leves em 2025, alta de 3% frente ao mesmo período de 2024. A Fiat liderou com 21,2% de participação, seguida por Volkswagen (18,3%), General Motors (10,2%), Hyundai (7,9%) e Toyota (7,3%). As marcas chinesas avançaram, alcançando 9,9% do mercado. Os veículos eletrificados também cresceram, com 25,4 mil unidades emplacadas em agosto (11,4% do total) e 160,2 mil no ano, alta de 48,5%. Os elétricos puros lideraram com 8,4 mil unidades, seguidos por híbridos plug-in (6,5 mil), híbridos leves (4,8 mil) e híbridos fechados (4,8 mil).

População estimada do país chega a 213,4 milhões de habitantes em 2025

O país chegou a 213,4 milhões de habitantes em 2025, segundo as Estimativas da População, divulgadas hoje (28), pelo IBGE. O resultado representa crescimento de 0,39% em relação ao ano passado. A pesquisa revela também o contingente populacional de todos os municípios do país, que agora somam 5.571 com a criação de Boa Esperança do Norte (MT), considerando também o Distrito Federal e o distrito de Fernando de Noronha. O novo município tem 5.877 habitantes.   Os dados da pesquisa são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre o Censo Demográfico. A pesquisa também considera alterações de limites territoriais que ocorreram após o Censo 2022. Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2025. De acordo com o gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Marcio Minamiguchi, a tendência de crescimento da população é cada vez menor. “Os resultados mostram uma desaceleração, o que já era indicado pelo Censo 2022 e pelas Projeções da População, ambas pesquisas realizadas pelo IBGE”, avalia. As Estimativas da População mostram que as 27 capitais estaduais concentraram 49,3 milhões de habitantes em 2025, o equivalente a quase um quarto (23,1%) da população total do país. O crescimento populacional das capitais com mais de um milhão de habitantes ficou abaixo de 1%, com exceção de Manaus (AM), que cresceu 1,05%. Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Natal (RN) foram as cinco capitais com perda na população em relação a 2024, respectivamente, -0,18%, -0,02%, -0,09%, -0,04% e -0,14%. “As capitais maiores, esses municípios mais centrais, em geral têm um entorno mais conurbado e perdem população para ele. O crescimento vai do centro para a periferia. Entre as capitais que perderam população, com exceção de Salvador, houve aumento de habitantes na respectiva região metropolitana”, esclarece Marcio. Já Boa Vista (RR) é a capital com maior taxa de crescimento de 2024 para 2025, com ganho populacional de 3,26%. “A alta em Boa Vista é explicada pela migração internacional, em especial pela chegada de venezuelanos”, explica Márcio. Outras altas mais expressivas foram em Florianópolis (SC), 1,93%, Palmas (TO), 1,51% e Cuiabá (MT), 1,31%. “Santa Catarina também recebe imigrantes venezuelanos e haitianos, o que pode explicar essa alta, mas temos que considerar também o efeito da migração interna para Florianópolis. O crescimento de Cuiabá também passa pela migração interna. Já Palmas teve um crescimento muito mais expressivo em décadas passadas, mas os dados mostram que esse movimento arrefeceu”, diz o gerente do IBGE. POPULAÇÃO DAS CAPITAIS EM ORDEM DECRESCENTE ORDEM UF NOME DO MUNICÍPIO POPULAÇÃO 2025 TGC (%) 1º SP São Paulo (SP) 11.904.961 0,08% 2º RJ Rio de Janeiro (RJ) 6.730.729 0,01% 3º DF Brasília (DF) 2.996.899 0,47% 4º CE Fortaleza (CE) 2.578.483 0,16% 5º BA Salvador (BA) 2.564.204 -0,18% 6º MG Belo Horizonte (MG) 2.415.872 -0,02% 7º AM Manaus (AM) 2.303.732 1,05% 8º PR Curitiba (PR) 1.830.795 0,09% 9º PE Recife (PE) 1.588.376 0,04% 10º GO Goiânia (GO) 1.503.256 0,58% 11º PA Belém (PA) 1.397.315 -0,09% 12º RS Porto Alegre (RS) 1.388.794 -0,04% 13º MA São Luís (MA) 1.089.215 0,11% 14º AL Maceió (AL) 994.952 0,05% 15º MS Campo Grande (MS) 962.883 0,87% 16º PI Teresina (PI) 905.692 0,34% 17º PB João Pessoa (PB) 897.633 1,01% 18º RN Natal (RN) 784.249 -0,14% 19º MT Cuiabá (MT) 691.875 1,31% 20º SE Aracaju (SE) 630.932 0,33% 21º SC Florianópolis (SC) 587.486 1,93% 22º RO Porto Velho (RO) 517.709 0,55% 23º AP Macapá (AP) 489.676 0,51% 24º RR Boa Vista (RR) 485.477 3,26% 25º AC Rio Branco (AC) 389.001 0,30% 26º ES Vitória (ES) 343.378 0,17% 27º TO Palmas (TO) 328.499 1,51% TOTAL CAPITAIS 49.302.073 0,26% % em relação ao total Brasil 23,10% TOTAL BRASIL 213.421.037 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas – DPE, Coordenação de População e Indicadores Sociais – COPIS. A região metropolitana de São Paulo continua como a mais populosa, com 21,6 milhões de habitantes, seguida da região metropolitana do Rio de Janeiro (12,9 milhões de habitantes), da região metropolitana de Belo Horizonte (6,0 milhões de habitantes), e da região integrada de desenvolvimento (RIDE) do Distrito Federal e entorno (4,8 milhões de habitantes). Entre as regiões metropolitanas e RIDEs com mais de um milhão de habitantes, a maior taxa de crescimento em relação a 2024 foi observada na região metropolitana de Florianópolis, com 2,24%. Já Salvador (-0,01%) foi a única dessas regiões metropolitanas com redução populacional em relação ao ano de 2024. POPULAÇÃO DAS REGIÕES METROPOLITANAS E REGIÕES INTEGRADAS DE DESENVOLVIMENTO COM MAIS DE UM MILHÃO DE HABITANTES ORDEM REGIÃO METROPOLITANA(1) POPULAÇÃO 2025 TGC(%) 1º RM de São Paulo (SP)        21.555.260 0,17% 2º RM do Rio de Janeiro (RJ)        12.937.950 0,01% 3º RM de Belo Horizonte (MG) (2)          6.020.636 0,38% 4º RIDE do Distrito Federal e Entorno          4.769.389 0,79% 5º RM de Porto Alegre (RS)          4.167.509 0,01% 6º RM de Fortaleza (CE)          4.154.961 0,43% 7º RM de Recife (PE)          3.961.730 0,19% 8º RM de Curitiba (PR)          3.720.170 0,60% 9º RM de Salvador (BA)          3.623.330 -0,01% 10º RM de Campinas (SP)          3.317.498 0,38% 11º RM de Manaus (AM)          2.811.884 1,04% 12º RM de Goiânia (GO)          2.754.016 1,07% 13º RM do Vale do Paraíba e Litoral Norte (SP)          2.601.680 0,32% 14º RM de Belém (PA)          2.544.868 0,23% 15º RM de Sorocaba (SP)          2.268.579 0,46% 16º RM da Grande Vitória (ES)          2.040.329 0,72% 17º RM da Baixada Santista (SP)          1.867.558 0,25% 18º RM da Grande São Luís (MA)          1.726.262 0,23% 19º RM de Ribeirão Preto (SP)          1.707.166 0,28% 20º RM de Natal (RN)          1.613.858 0,40% 21º RM do Norte/Nordeste Catarinense (SC)          1.593.700 1,56% 22º RM de Piracicaba (SP)          1.572.980 0,30% 23º RM de Florianópolis (SC) (3)          1.493.879 2,24% 24º RM de João Pessoa (PB)          1.393.026 0,88% 25º RM de Maceió (AL)          1.348.674 0,07% 26º RM

Sindirepa-SP destaca a importância da legalização do Right to Repair no Brasil para o acesso às informações técnicas para reparos em oficinas

Medida visa garantir o direito do reparo para que as oficinas tenham acesso às informações para fazer o diagnóstico, projeto de lei já tramita na Câmara dos Deputados para que seja criada uma lei específica como já acontece em outros países. O Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria da Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) está engajado em diversos movimentos em prol do desenvolvimento do setor. Participa da Aliança do Aftermarket Automotivo, que tem como uma de suas prioridades a viabilização da implantação do Right to Repair e Right to Conect, movimento em que o Sindirepa-SP, junto com o Sindirepa Brasil, está desde 2022 e prevê a liberdade de escolha dos consumidores dos locais onde deseja realizar a manutenção e/ou reparação de seus veículos, bandeira global iniciada por Estados Unidos, há cerca de 13 anos, e também pela Europa. “O movimento é fundamental para instituir o direito de reparo e assegurar que os fabricantes de veículos ofereçam condições para conserto em oficinas independentes e para garantir a livre concorrência e também para que os consumidores possam escolher onde fazer a manutenção do seu automóvel”, ressalta. Atualmente, há o Projeto de Lei 2893/24, em análise na Câmara dos Deputados, que institui o direito ao reparo no mercado automobilístico brasileiro. Entre alguns pontos destacados no projeto, as montadoras e importadores de veículos novos devem garantir as condições para o conserto em oficinas independentes. A proposta apresentada pelo deputado federal Waldenor Pereira  define que a indústria deverá disponibilizar os manuais de reparo, em site próprio, e os equipamentos de diagnósticos (hardware e software) que permitam a reparação dos veículos. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado. Segundo Fiola, a legislação é uma forma de amparar o setor de reparação de veículos porque a evolução da tecnologia e o crescimento de semicondutores nos veículos automotores somados agora à introdução de sistemas de segurança “firewall” estão aumentando as dificuldades de acesso por parte das oficinas independentes aos diagnósticos com os equipamentos disponíveis hoje. “O setor de reparação de veículos é um mercado próspero, forte e resiliente. Existem 118 mil oficinas no Brasil que empregam milhares de profissionais que atendem 80% da frota circulante estimada em mais de 46 milhões de veículos”, destaca.

Trânsito e chuva: risco crescente para motoristas no Brasil

Mais temporais e enchentes desafiam a segurança de quem dirige e aumentam o risco de danos ao carro Por Nicole Ronzani Alagamentos, trânsito ainda mais caótico, perigo para a população e, muitas vezes, para o seu carro também. Esse é um cenário cada vez mais comum nas grandes cidades do Brasil. De vez em quando cai uma chuva daquelas e, como já sabemos, os nossos bueiros não dão conta de escoar a água. O problema é que essa situação tende a piorar. Entre os anos de 2020 e 2023 o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos causados por chuvas intensas. Isso significa um aumento de mais de 220% em relação à década de 1990. São enxurradas, inundações, temporais e deslizamentos que vêm ocorrendo com mais frequência e intensidade, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde os especialistas já preveem mais chuva daqui para frente. E aí vem a pergunta: o que fazer quando você se depara com um trecho de rua alagada? A primeira coisa é manter a calma e analisar a situação. Sempre tem gente apavorada que não sai do lugar e sempre tem aqueles destemidos sem noção que aceleram sem pensar. O melhor a fazer é observar, buscar informação e tomar a sua própria decisão: atravessar ou parar o carro. Se você não conhece o local e não consegue avaliar a profundidade da água, espere alguém passar primeiro. Isso ajuda a ter noção do risco. E risco é exatamente a palavra. Quando a água está baixa, sem chegar ao meio da roda, a chance de problema é menor. Conforme ela sobe, o perigo aumenta, até chegar ao ponto de ser arriscadíssimo atravessar. Nesse caso, não force. Melhor perder tempo do que perder o carro. Se o nível permitir, o ideal é manter uma velocidade contínua. Nos carros manuais, use a primeira marcha e segure o giro por volta de 2.500 rotações. Nos automáticos, coloque o câmbio em L, ou no modo manual em primeira. O segredo é não parar no meio do caminho, nem pisar fundo no acelerador. E atenção: não é só a sua forma de dirigir que conta. Muitas vezes outro motorista passando rápido ao seu lado pode criar ondas e prejudicar sua travessia. O melhor é cruzar sozinho ou um de cada vez, sem pressa. Forçar demais pode custar caro. A água pode tirar a lubrificação de componentes, danificar o colar de embreagem, estragar rolamentos ou, no pior cenário, causar calço hidráulico quando a água entra no motor. Além disso, pode haver infiltração dentro do carro e danos elétricos que só aparecem semanas depois. Depois de atravessar um trecho alagado, o conselho é simples: cuide do carro. Faça uma limpeza no interior, principalmente em carpete e assoalho, e preste atenção em ruídos diferentes, luzes no painel e no funcionamento geral. Se tiver um mecânico de confiança, leve o carro para uma revisão. Caso contrário, observe nas próximas semanas porque, se houver algum dano, ele vai se manifestar. Esse é um assunto que pode parecer repetitivo, mas não é. A cada ano as chuvas estão mais intensas e os alagamentos se tornaram parte da realidade das cidades brasileiras. E como motorista, a melhor forma de não se tornar mais uma vítima dessa situação é estar preparado, informado e, acima de tudo, calmo para tomar a melhor decisão na hora certa. Em dias de chuva forte, a recomendação é simples: se puder, deixe o carro em casa e pegue o transporte público. É mais seguro para você e também para o seu carro. FONTES: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-07/desastres-relacionados-chuvas-triplicaram-no-pais-aponta-relatorio

Eletrificação de caminhões pode reduzir R$ 5 bilhões em gastos com meio ambiente e saúde pública

Estudo inédito do Instituto Ar mostra que eletrificação é o caminho mais econômicopara a transição energética do transporte de carga pesada no país A eletrificação do transporte de carga pesada no Brasil pode gerar reduções de 46% nas emissões de gases de efeito estufa e de R$ 5 bilhões em custos ambientais e de saúde evitados até 2050. No caso dos modelos híbridos a diesel, a queda é bem inferior: redução de apenas 8% nas emissões até 2050 e R$ 298 milhões em custos evitados. Caminhões movidos a gás natural e biodiesel, por sua vez, aumentam as emissões líquidas e os custos econômicos ao longo do tempo. É o que mostra um estudo inédito que o Instituto Ar lança nesta segunda (01/09). As pesquisadoras calcularam também o impacto da expansão do biodiesel sobre a área cultivada no país. A utilização integral de biodiesel (B100) até 2050 exigiria cerca de 215 milhões de hectares de terras agrícolas, o equivalente a mais de 25% do território nacional.  Para chegar a esses números, as pesquisadoras trabalharam com modelos de diferentes cenários para a substituição da frota de caminhões pesados a diesel por tecnologias mais limpas em São Paulo, estimando reduções de emissões de poluentes até 2030 e 2050, prazos definidos pelo Brasil em acordos internacionais para reduzir e zerar suas emissões. O foco em caminhões pesados justifica-se: em 2020, eles responderam por 60% do consumo total de energia para cargas, superando em muito os caminhões médios e leves, e representaram 49,9% das emissões de CO2 do setor de transporte. Foram considerados cenários em que a transição se deu para caminhões elétricos a bateria (BEV), movidos por célula de hidrogênio (FCEV), híbridos a diesel, gás natural liquefeito (GNL), gás natural comprimido (GNC) e com motores propulsionados por biodiesel puro (B100).  Além do baixo impacto sobre emissões e custos evitados, a opção pelo biodiesel poderá se tornar um vetor de desmatamento. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o óleo de soja representou aproximadamente 66% da produção brasileira de biodiesel em 2022. Considerando um cenário futuro em que o Brasil faça a transição completa para o biodiesel para uso na frota de caminhões e usando como base os atuais níveis de produção, seriam necessários cerca de 215 milhões de hectares de terra para atender à demanda – ou aproximadamente 25% da área total do Brasil, de 850 milhões de hectares. Nesse processo, mudanças indiretas no uso da terra poderiam anular a economia de carbono, com o biodiesel de soja contribuindo para 59% do desmatamento indireto projetado no Brasil.  Patrícia Ferrini, especialista em avaliação dos impactos ambientais, econômicos e em saúde da poluição atmosférica em áreas urbanas, especialmente em fontes oriundas de transportes, foi a pesquisadora líder do estudo. Para ela, “as conclusões não deixam dúvidas sobre as consequências econômicas e para a saúde pública advindas da escolha que o país faz sobre a matriz energética do transporte de cargas. O enfrentamento das mudanças climáticas exigirá a transição energética do setor de transportes, portanto este é o momento de conciliar a redução de emissões com ganhos para a saúde pública. Sem uma intervenção eficaz, as emissões de caminhões a diesel continuarão a sobrecarregar o sistema de saúde brasileiro, levando ao aumento de custos e à piora dos resultados de saúde, principalmente para populações vulneráveis”, alerta.  O custo da poluição do ar sobre a saúde pública  As pesquisadoras também conduziram uma avaliação atualizada das despesas com hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS) para condições com associações bem documentadas com a poluição do ar. A conclusão é que, entre 2013 e 2023, mais de R$ 24 bilhões foram gastos em hospitalizações relacionadas a essas doenças, tais como câncer do sistema respiratório, doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórias, além de diabetes mellitus. Elas estão fortemente associadas à exposição a material particulado fino (MP2,5) e óxidos de nitrogênio (NOx) de caminhões movidos a diesel. A análise também identificou diferentes efeitos por faixa etária: doenças cardiovasculares e oncológicas foram analisadas em indivíduos com mais de 40 anos, gripe e pneumonia em maiores de 60 anos, pneumonia em menores de cinco anos e asma em menores de 15 anos.  A carga de poluição atmosférica causada por caminhões pesados ​​no Brasil afeta desproporcionalmente comunidades localizadas perto de importantes corredores de transporte, incluindo rodovias, centros logísticos e cidades portuárias. Essas áreas, frequentemente abrigando populações de baixa renda, apresentam não apenas maior exposição a poluentes nocivos, mas também vulnerabilidades socioeconômicas que agravam os riscos à saúde. As emissões de caminhões pesados ​​têm impactos bem documentados na saúde, particularmente em áreas urbanas e ao longo dos principais corredores de carga. A exposição a material particulado fino (PM2,5) e óxidos de nitrogênio (NOx) de caminhões movidos a diesel está fortemente associada a doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite e comprometimento da função pulmonar. Crianças e idosos são particularmente vulneráveis ​​a esses efeitos devido à sua maior suscetibilidade à poluição do ar.  Emissões veiculares foram identificadas como um dos principais contribuintes para as concentrações urbanas de PM2,5, correlacionando-as com o aumento de doenças respiratórias em seis cidades brasileiras. Além das doenças respiratórias, a exposição prolongada aos gases de escape de diesel tem sido associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão, acidente vascular cerebral e ataques cardíacos.  O PM2,5 desempenha um papel fundamental no desencadeamento de inflamação sistêmica e disfunção vascular, exacerbando os riscos à saúde cardiovascular. Pesquisas indicam que indivíduos que vivem perto de rodovias, zonas industriais e centros logísticos enfrentam uma exposição desproporcionalmente maior a esses poluentes, aumentando a probabilidade de desenvolver complicações graves de saúde. Antes que o Brasil implementasse a norma P-8 (Euro VI), o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) estimou o que o atraso de um ano poderia representar. O estudo projetou que um atraso de um ano na adoção desse padrão resultaria em mais seis mil mortes prematuras entre 2023 e 2050. Atrasos na implementação de tecnologias de diesel mais limpas devem aumentar os gastos com saúde em quase US$ 11,5 bilhões