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Inteligência na indústria automotiva: como a tecnologia pode melhorar o pós-venda?

por Lorena França*  Quando se fala em setor automotivo, é bem comum o assunto recair sobre inovação, design e desempenho dos veículos. Contudo, uma área que merece igual atenção é o serviço de pós-venda, etapa do atendimento que tende a ser a espinha dorsal de uma marca de sucesso.  O motivo dessa afirmação é bem simples: se bem desempenhado, o pós-venda pode garantir a fidelização do consumidor e ter impacto relevante na rentabilidade de longo prazo nas empresas. No entanto, para conquistar a satisfação do cliente, essa etapa exige um engajamento da equipe de atendimento e um bom sistema de gestão integrado.  A incorporação desse processo, por sua vez, é uma tarefa complexa que envolve uma consulta precisa a diversas bases de dados, sejam elas estruturadas ou não. Com isso, as informações mais relevantes, como datas de fabricação e venda, revisões, disponibilidade de peças e acessórios, entre outras, devem ser tratadas em uma nuvem robusta.  Uma tecnologia com infraestrutura segura e escalável para armazenamento de dados permitirá que o usuário possa consultar e armazenar dados de forma ágil. Além disso, integrar essas bases de dados com outras ferramentas analíticas e de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) potencializa ainda mais a capacidade de consolidar informações para entender e antecipar as necessidades dos consumidores.  Tendo essa base sólida é possível criar um assistente conversacional com uso de linguagem natural, por exemplo. Por meio desse recurso, o cliente é capaz de consultar informações de forma praticamente instantânea, no formato conversacional, podendo fazer perguntas aos dados, por exemplo.  Com isso, a tecnologia é capaz de auxiliar no agendamento de revisões e test drive, respondendo dúvidas frequentes dos veículos, relembrando vencimento de garantia, entre outros. E isso é feito sem a necessidade de intermediários, reduzindo drasticamente o tempo de resposta.  Com a aplicação efetiva desse processo, além de garantir a satisfação do cliente em função de um atendimento mais rápido e mais preciso, também é possível ampliar as atividades da equipe de atendimento, como a tomada de decisão de forma facilitada. Isso porque o sistema libera recursos anteriormente dedicados a tarefas repetitivas, permitindo que haja concentração em análises de mais valor agregado, sustentando uma personalização altamente eficaz.  À medida que avançamos pela era digital, fica cada vez mais evidente o papel fundamental da tecnologia para ampliar as soluções do atendimento pós-venda na indústria automotiva. Com a implementação de bases de dados robustas e sistemas inteligentes, as empresas estão estabelecendo novos padrões de eficiência e satisfação do cliente, garantindo a fidelização direta com a marca. *Lorena França é account managerda A3Data, consultoria especializada em dados e Inteligência Artificial, parceira da AWS (Amazon Web Services)

Emplacamentos de veículos registram alta de 5,7% no 1º. quadrimestre de 2025

Volume emplacado, entre janeiro e abril de 2025, chega próximo a 1,5 milhão de unidades. O mercado automotivo brasileiro apresentou resultados positivos em abril e no 1º. Quadrimestre de 2025. Entre janeiro e abril de 2025, houve crescimento de 5,7% nos emplacamentos de veículos em relação a igual período de 2024, o que significou a 7ª. posição entre os acumulados de janeiro a abril, no ranking histórico do setor.   Já na relação entre abril e março deste ano, a alta chegou a 8,3%, segundo dados divulgados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Este foi o melhor mês de abril desde 2014, conforme a série histórica da Fenabrave. Foram emplacadas 410.752 unidades em abril, frente a 379.376 em março, considerando um dia útil a mais em abril (20) sobre março (19 dias). Comparando abril de 2024 com abril 2025, houve estabilidade, com pequeno acréscimo de 0,05%. “Em abril sobre março, exceto caminhões e implementos rodoviários, todos os segmentos automotivos apresentaram números positivos. Já na comparação com abril do ano passado, que teve 2 dias úteis a mais do que abril de 2025, o desempenho de automóveis e comerciais leves sofreu retração, assim como o crescimento de motocicletas foi mais moderado.  A oscilação de dias úteis impacta no resultado dos emplacamentos, mas notamos que, no geral, a evolução está dentro das estimativas da Fenabrave, que projeta um crescimento global próximo de 7% para 2025”, avalia Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave. EMPLACAMENTOS DE VEÍCULOS EMPLACAMENTOS – Avaliação por Segmento Avalie os números de emplacamentos de veículos eletrificados Fenabrave mantém projeções para 2025 A federação manteve as projeções para o ano de 2025, mas admite uma possível revisão ao final do 1º. Semestre, quando o cenário econômico estará melhor definido.

Vendas de automóveis e comerciais leves encerram o mês de abril com 7% de crescimento

Por: Marcelo Cavalcante de Lima As vendas de automóveis e comerciais leves encerram o mês de abril com 197.030 unidades, ficando 7% acima do realizado no mês de março e 5,31% abaixo do realizado no mesmo no mesmo período do ano anterior. Como os meses tem dias úteis diferentes outra forma de analisarmos é pela média diária, em abril a média diárias de vendas foi de 9.852 unidades, esse volume diário representou um crescimento de apenas 1,66% em comparação com o mês anterior, na comparação com abril de 2024 o crescimento da média foi de 4,16%. As vendas acumuladas no 1.º quadrimestre foram de 714.758 unidades, registrando um crescimento de 3,38% em relação ao ano de 2024, quando comparamos com o ciclo pré pandemia o setor recua 10,80% ficando inclusive abaixo do realizado no ano de 2018. As vendas de veículos importados vão encerrar o quadrimestre com uma participação acima de 20%, se o ritmo for mantido vamos fechar o ano com mais de 530 mil veículos importados, para efeito de comparação em 2019 a participação dos importados foi de 11% com um volume de 294.541 unidades. O varejo encerrou o quadrimestre com uma participação acumulada de 52,42% com um volume total de 374.644 unidades, registrando uma queda de 0,86% ante o ano anterior. O atacado (vendas diretas) bancou o crescimento do setor nesse primeiro quadrimestre, suas vendas registraram um crescimento de 8,50%, com uma participação de 47,58%, seu volume total foi de 340.114 veículos. Ao contrário do ano anterior, onde o varejo só foi superado pelas vendas diretas no último trimestre, nesse exercício o segundo bimestre teve uma maior participação do atacado, se compararmos as vendas do varejo do mês de abril com o mesmo período do ano anterior, o varejo recuou 10%. Parte das dificuldades do varejo podem serem creditados as próprias montadoras, que diante de um mercado com uma expectativa de crescimento moderado, seguem focando seus esforços em preservar margem, lançando produtos em uma faixa de preço onde menos é mais. Obviamente a perda do poder aquisitivo somado ao crescimento das taxas de juros seguem sendo um grande desafio para toda a cadeia produtiva, muitos consumidores migraram para veículos usados e outros para o setor duas rodas, retornar esses clientes para as concessionárias leva tempo e exige muita estratégia. Diante do cenário atual o crescimento das vendas do atacado é muito bem recebido, sendo inclusive parte da estratégia de quase todas as montadoras, o concessionário perde uma parte de sua margem, mas em contra partida necessita de menos caixa para bancar seus estoques. Outro fator que também justifica esse crescimento das vendas diretas, são as mudanças de hábitos no pós pandemia, o carro por aplicativo ganhou mais espaço em nosso dia a dia. As vendas de novas energias seguem em alta, os dados prévios apontam um volume em abril recorde de 19.848 unidades, anotando um crescimento no mês de 10.50%, no acumulado do ano já foram vendidos 70.563 unidades, o que representa um crescimento de 37,61%. Os veículos PLUG-IN lideraram as vendas no 1.º quadrimestre, em abril essa tecnologia vendeu 7.775 unidades, crescendo 13,92% ante o mês anterior, no ano já foram entregues 26.881 veículos, o que representa um crescimento de 94% ante o ano anterior. Os entrantes chineses são garantem boa parte desse volume e não para de chegar novidades. Os modelos 100% elétricos patinaram no primeiro quadrimestre, foram vendidos em abril 4.704 unidades e no acumulado do ano 17.676, o que representa uma queda de 15%, parte dos novos consumidores dos modelos elétricos estão migrando para as opções híbridas, principalmente as plug-in. Os híbridos leves cresceram somente em abril 43%, no acumulado já foram vendidos 16.496 unidades, representando um crescimento de 198% e os híbridos puros que já lideram as vendas ficaram na 4.ª opção com 9.510 unidades vendidas, recuando 13,47%. ANÁLISE DE VENDAS POR MARCAS Agora chegou aquela a de ver o desempenho do setor por marcas, analisando volume de vendas, participação de mercado, a estratégia individual de varejo e atacado e a comparação dos resultados do mês com o ano anterior e com o ciclo pré pandemia. Algumas marcas tiveram um excelente desempenho no 1.º quadrimestre, enquanto outras já ligaram o alerta, essa é a dinâmica do mercado. O setor segue em seu processo de recuperação, entre as dez marcas mais vendidas 8 apresentaram um volume de vendas abaixo do realizado no pré pandemia. Os mais de 120 milhões em investimentos a serem realizados demonstram a capacidade de reação, mas o setor está ciente das dificultadas a serem enfrentas, nossa torcida é para que todos consigam atingir seus objetivos. A Fiat encerrou o quadrimestre com chave de ouro, suas vendas em abril foram de 42.907 unidades, no acumulado a marca já vendeu 153.494 veículos, registrando um crescimento de 6,88% ante o ano anterior, quando comparado com o ciclo pré pandemia a marca avança 40,81%, Sua carteira de vendas do mês foi concentrada 65,90% na modalidade de vendas diretas e o varejo representou 34,10%. Sua participação de mercado foi de 21,47%, registrando um crescimento de 3,39% o que representa um ganho de Market Share de 0,70%. A VW fechou na segunda posição, suas vendas de abril foram de 32.306 unidades, no acumulado do ano a marca já vendeu 111.130 veículos, registrando um crescimento de 0,79% ante o ano anterior, quando comparado com o ciclo pré pandemia a VW recua 3,49%. Sua carteira de vendas do mês foi concentrada 61,29% na modalidade de vendas diretas e o varejo teve uma participação de 38,71%. Sua participação de mercado foi de 15,55%, registrando uma queda de 2,51% o que representa uma perda de Market Share de 0,40%. A GM fecha o trio do quadrimestre, suas vendas do mês de abril foram de 20.520 unidades, no acumulado do ano a marca vendeu 76.328 veículos, registrando uma queda de 12% ante o ano anterior, na comparação com o período pré pandemia a GM recua 47,14%. A Hyundai foi a marca de volume que apresentou maior crescimento nas vendas

Veja como foi o Elas na Automec

Evento inédito celebra a força feminina no setor automotivo, marca o lançamento da AMMA e reúne grandes nomes em debates sobre equidade, liderança e futuro da indústria. Por Guilherme Carrion A Automec 2025 entrou para a história com a realização do Elas na Automec, o primeiro evento oficial da feira dedicado exclusivamente ao protagonismo feminino. Com organização da Insight Trade, em parceria com a RX Brasil e a RM, o encontro reuniu mais de 200 pessoas – levadas pela AMMA, a recém-lançada Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo – e bateu o recorde de público da Arena de Conteúdo. O evento foi idealizado por Carla Nórcia, CEO da Insight Trade e presidente da AMMA. Ela abriu o encontro com uma fala emocionada, relembrando a tentativa de fundar uma associação feminina há 25 anos. “Eu tinha uma vida corrida, de executiva, de dona de casa, de mãe. Priorizei outras coisas, como muitas de vocês também fazem todos os dias. Mas, como tudo acontece na hora que tem que acontecer… chegou o dia!” Carla também destacou um incômodo recorrente nas edições anteriores da feira, com a predominância masculina na abertura oficial. “Toda vez que a Automec acontecia, eu via um monte de homem cortando a faixa. Apenas homens! E eu pensava: por que não estamos representadas ali? Felizmente, nesta edição já temos uma mulher lá, nos representando.” Um retrato do cenário atual Com sensibilidade e firmeza, Carla convidou o público a refletir sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no setor automotivo. Trouxe dados contundentes, que nos fazem pensar: por que, em pleno 2025, ainda estamos tão distantes da equidade? As mulheres representam apenas 21% da força de trabalho no setor. Mesmo com avanços, a diferença salarial ainda persiste. E o dado mais alarmante: apenas 0,6% das mulheres ocupam cargos de liderança. Esses números revelam muito mais do que estatísticas. Eles mostram realidades, histórias e caminhos ainda difíceis de trilhar. E, ao mesmo tempo, reforçam a importância de eventos como o Elas na Automec, repensando estruturas e abrindo espaço para um novo capítulo no mercado automotivo. Ainda assim, Carla prefere enxergar o lado ‘meio cheio’. “Estamos nos juntando para construir algo maior. Está provado que mulheres capacitadas conseguem liderar, tomar decisões brilhantes. A gente está engatinhando, mas engatinhar já é um sinal de evolução.” Homens na escuta O primeiro painel foi uma mesa mista, mediada por Carla Nórcia e Simone Mobensani, com a participação dos executivos Marcelo Gabriel (LA4B), Marcelo Tonon (Frasle Mobility) e Alfredo Bastos Jr. (MTE-Thomson). Marcelo Tonon reconheceu a importância da presença feminina em sua trajetória. “Tive muita sorte porque, ao longo da minha carreira, só encontrei mulheres que são ou serão referências do setor.” Bastos Jr. destacou a evolução em curso. “A mudança está acontecendo! Não é da noite para o dia, mas estamos vendo a ocupação das mulheres em áreas técnicas. Isso é uma grande evolução.” Marcelo Gabriel foi direto ao ponto e reforçou a urgência do tema. “É inevitável ter diversidade nas organizações. Mas precisamos manter essa pauta viva, provocar incômodo. Não basta dizer que temos mulheres, precisamos olhar quantas estão em cargos de liderança.” Protagonismo feminino Na sequência, o painel 100% feminino trouxe nomes que fazem a diferença no setor: Vanessa Martins (psicoterapeuta existencial), Thais Alves (consultora tributária e de negócios), Camila Bezerra (Auto Esporte, TV Globo) e Talita Peres (gerente de marketing da Rheinmetall e vice-presidente da AMMA). “Isso aqui era um ideal que carregamos por anos. Agora, a hora chegou!”, celebrou Talita. Camila relembrou os desafios vividos em duas décadas no setor e a necessidade constante de provar sua competência. “Já fui chacota por defender o que eu acreditava. Tive que estudar muito, provar que sabia. Isso nos endurece, às vezes nos afasta da nossa feminilidade. Mas com o tempo, vamos reencontrando nosso equilíbrio.” Vanessa trouxe uma mensagem de união. “É lindo ver tantas profissões reunidas, tantos sonhos em comum. Nenhuma de nós é tão boa quanto todas nós juntas.” Thais finalizou com um conselho direto. “Seja autêntica. Dê o seu melhor, mesmo que o conhecimento ainda venha com o tempo. A autenticidade revela competências que você nem imaginava ter.” Histórias que inspiram O evento também contou com falas emocionantes de Cris Bove (joalheira e consultora financeira) e Sabrina Carbone (gerente de marketing da Frasle Mobility). Ambas compartilharam suas trajetórias e aprendizados sobre liderança feminina e gestão de marcas no mercado automotivo, emocionando o público com depoimentos autênticos e inspiradores. Cris destacou a importância do autoconhecimento na construção de uma carreira sólida. “Para ter um CNPJ forte, a gente precisa de um CPF forte. É preciso buscar bem-estar, se fortalecer primeiro para que tudo ao nosso redor funcione.” Sabrina reforçou a importância da união entre homens e mulheres para construir um setor mais justo. “A gente não veio competir com os homens. Veio para somar, construir juntos. E espero que, daqui a cinco anos, esse evento seja um símbolo de união, não só de mulheres, mas de um setor mais diverso.” Nasce a AMMA O grande momento da tarde foi o lançamento oficial da AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo, com Carla Nórcia como presidente, Talita Peres como vice, Simone Azevedo como diretora, além do apoio de lideranças como Sabrina Carbone, Vanessa Martins, Camila Bezerra e da jovem mecânica Niela. A associação nasce com o objetivo de promover capacitação, networking estruturado e criar um banco de talentos feminino, impulsionando o ingresso e a ascensão das mulheres no setor automotivo. Mais do que um evento, foi um marco histórico para a equidade de gênero no setor automotivo e o início de uma nova era, liderada pela força, talento e representatividade das mulheres.

Right to Repair: O próximo passo é a criação de um Projeto de Lei Federal

O exemplo norte-americano mostra que o caminho é árduo, mas não impossível. Nos EUA dois estados já são obrigados a liberar as informações técnicas Há anos, o Right to Repair (Direito de reparar) é uma luta do setor de reposição automotiva, responsável por mais de 80% da manutenção da frota de veículos do país. Com a criação da Aliança do Aftermarket Automotivo, o movimento tem ganhado mais força sendo, junto à Inspeção Técnica Veicular (ITC), as duas grandes bandeiras da Aliança do Aftermarket Automotivo, formada pelas principais entidades do setor: Andap/Sicap, Anfape, Asdap, Conarem, Sincopeças Brasil, Sindirepa Brasil e Afer, durante a assinatura da Carta de Fortaleza, na Autop, em 2022. O Right to Repair nada mais é do que garantir ao consumidor o direito de escolher onde quer reparar o seu veículo. Para isso, as montadoras precisam disponibilizar as informações técnicas para os reparadores independentes. “O Right to Repair é um movimento mundial, dois estados nos Estados Unidos já são obrigados a liberarem as informações técnicas (ver Box). Isso é o certo, e nós nos unimos (Aliança do Aftermarket Automotivo) porque se não tivermos força, não conseguiremos disseminar essa ideia para todo mundo se unir no Brasil. Queremos uma legislação que dê direito ao consumidor reparar o seu veículo onde quiser e o acesso às informações para as oficinas independentes poderem fazer o diagnóstico e reparar os veículos, defendeu Antonio Fiola, Presidente do Sindirepa Brasil e Sindirepa-SP. Segundo Renato Fonseca, presidente da Anfape, “a Aliança do Aftermarket Automotivo vai proporcionar que a gente enfrente esses e outros problemas complexos de forma organizada e unida. A experiência norte-americana (ver Box) na defesa do direito dos consumidores, na defesa do mercado independente de autopeças, mostra que o caminho é árduo e longo, e nós devemos superar diversas barreiras. Não pedimos nada mais, nada menos, do que o direito de competir. Nós queremos competir e dar ao consumidor o direito de escolha”, explicou. Projeto de Lei Federal Advogada especializada em Direito Tributário e defensora do movimento Right to Repair no Brasil, Dra. Raquel Preto, abraçou a causa da Aliança do Aftermarket Automotivo. “O Direito de Reparar ganhou grande projeção no planeta inteiro. Quase a metade dos países desenvolvidos têm alguma regulamentação de Direito de Reparar. É natural que assim seja, quando compramos um carro, um eletrodoméstico ou um eletroeletrônico, temos o direito de consertar e escolher onde consertar. Estamos trabalhando intensamente em uma regulamentação e no reconhecimento legal do Direito de Reparar. Eu tenho fé de que o Congresso Nacional vai ser bastante sensível ao que nós vamos apresentar nas próximas semanas”, afirmou. Direito de Reparar nos Estados Unidos Nos Estados Unidos, uma pesquisa feita pela Auto Care Association revelou que entre mais de mil oficinas participantes, 63% relataram dificuldades para acessar dados com frequência semanal ou diária e 51% dos reparadores gastam ao menos quatro horas semanais tentando acessar informações de veículos, muitas vezes sem sucesso. A Auto Care Association reúne cerca de 3.000 membros e aproximadamente 1.500 empresas afiliadas do setor automotivo. De acordo com Bin Hanvey, presidente & CEO da Auto Care Association, “essa barreira à informação técnica causa prejuízos reais ao direito do consumidor e, claro, à sustentabilidade econômica dos players do aftermarket independente dos Estados Unidos. Uma evasão de US$ 3 bilhões nos Estados Unidos, pela impossibilidade de diagnosticar pela ausência de dados”, explicou. Nos Estados Unidos, dois estados, Massachusetts e Nova York, aprovaram leis de Direito de Reparar, em 2020 e 2022, respectivamente. Antes da aprovação em Massachusetts, relatou Hanvey, as montadoras despenderam de mais de US$ 30 milhões para coibirem os consumidores, alegando que seus dados e até os seus carros seriam roubados. “Apesar da campanha, 82% da população votou a favor do direito de reparar”, ressaltou. A Auto Care Association tem sido uma voz ativa para a mobilização do Direito de Reparar também em outros país, como o Canadá, Austrália, Nova Zelândia, União Europeia e o Brasil.

Parcial Autos e Leves – base 25 de abril

Por: Marcelo Cavalcante O setor de automóveis e comerciais leves venderam até o dia 25 de abril 158.054 unidades, registrando um crescimento de 3,31% ante o mês de março.Os dados atuais projetam vendas entre 197 mil até 204 mil unidades, vamos superar o mês de março, com um crescimento na média diária em torno de 2,3%, em relação ao ano anterior vamos ficar abaixo do volume (208.078), mas devemos registrar um crescimento na média diária em torno de 4,5%.As taxas de juros para o financiamento de veículos já superam a barreira de 29,5% ao ano, registrando o maior percentual desde o ano de 2011, obviamente o setor já sente os reflexos principalmente nas vendas varejo.As vendas diretas na parcial de abril representam 51,23% e o varejo 48,77%, as locadoras, grandes frotistas, PCD e os elegíveis a descontos seguem sendo fundamentais para o setor.O segmento de eletrificados vendeu até a parcial 15.725 unidades, o que representa uma participação de quase 10% no total das vendas do mês.Conforme já relatei em artigos anteriores, a chegada de novas marcas e o crescimento acelerado da rede em 2023 e 2024, diante de um crescimento moderado nas vendas, diminuiu a fatia do bolo, criando novos desafios para um setor que ainda está em processo de recuperação.No acumulado do ano já foram vendidos 675.733 unidades, esse volume representa um crescimento de 7,49% ante o ano anterior, quando comparado com o ciclo pré pandemia o setor recua 9,36%.No ranking de marcas a Fiat é líder com 34.010 vendas na parcial do mês, o que representa um crescimento de 4,29%, no acumulado do ano a marca já entregou 144.597 unidades, registrando um avanço de 11,95% ante o ano de 2024, sua participação é de 21,40%.Na segunda posição está a VW com 26.952 unidades, volume 4,38% acima do mês anterior, no acumulado a marca anota um crescimento de 5,24% com 105.776 vendas.A GM fecha o trio do mês com 17.578 entregas, volume 1,91% acima do mês anterior, no acumulado a marca recua 6% ante o ano anterior, com volume de 73.386 unidades. Em artigos anteriores já trouxemos informações que tendam elucidar o atual momento da marca, os desafios são grandes, mas os novos investimentos já anunciados, a força da rede e sua estrutura com 5 fábricas no Brasil e mais de 15.000 mil empregados diretos são peças fundamentais nessa recuperação.No ranking de modelos o VW/Polo é líder na parcial com 9.633 unidades, seguido pelo Fiat/Strada e VW/T Cross.Ainda hoje eu divulgo o resumo dos eletrificados e tem novo artigo no forno, desejo a todos um ótimo fechamento de mês.Se gostou compartilhe, comentários e sugestões são sempre bem recebidos.Ative para ver a imagem maior.

Automec 2025 se consolida como a Melhor da História  

Evento realizado em São Paulo bate recorde de geração de negócios A 16ª edição da Automec, além de ser considerada a maior da história em presença de marcas, também bateu recorde em potencial de negócios. A RX, organizadora do principal evento voltado para o mercado de reparação e reposição automotiva da América Latina, estima que as empresas expositoras realizaram mais de 220 mil contatos para conversão em vendas para os próximos meses. Em relação aos visitantes, a feira atraiu 105 mil profissionais, ao longo dos cinco dias, superando as expectativas da organização. “Nosso principal compromisso foi reunir, num só lugar, expositores capazes de apresentar produtos inovadores e com os mais avançados recursos tecnológicos. Com isso, foi possível criar novas conexões e reforçar as mais antigas”, afirma o gerente da Automec, Eduardo Marchetti. “O volume expressivo de leads confirma a Automec como o ambiente ideal para fortalecer conexões e impulsionar negócios no mercado de reposição e reparação automotiva”, complementa. A Automec teve a participação de mais de 1.500 marcas que apresentaram as principais novidades e tendências dos segmentos de reposição, manutenção, acessórios e equipamentos automotivos para todos os tipos de veículos. A presença de empresas internacionais foi 20% maior em relação à edição anterior, com marcas provenientes de diversos países, como Turquia, Argentina, Índia, China, Coreia, Japão, EUA, Alemanha e Holanda, entre outros. Presente desde a concepção do evento, na década de 1990, o presidente da Abipeças e do Sindipeças, Cláudio Sahad, reafirma a importância do evento. “O segmento da reposição, principal foco da mostra, é responsável pela manutenção da frota circulante brasileira, de mais de 48 milhões de veículos, que transporta pessoas e riquezas por este País, de dimensões verdadeiramente continentais”, diz. Expectativas superadas A Bosch comemorou os bons resultados alcançados no evento. “Apresentamos nossas soluções em peças, diagnósticos e serviços para um público relevante e engajado. Foi uma ótima oportunidade de reafirmar nosso compromisso com o futuro do setor automotivo na América Latina”, enfatizou o diretor de marketing da divisão Mobility Aftermarket para a América Latina, Robinson Silva. Este ano, a empresa contou com dois estandes: um na rua principal outro, com foco em conceitos de oficina, na área externa. “Fortalecemos o relacionamento com nossos clientes, parceiros, colegas e colaboradores. Saímos ainda mais motivados a continuar inovando e colaborando com toda a cadeia do setor de reposição automotiva, sempre com o objetivo de oferecer soluções completas e de alta qualidade para os nossos clientes”, ressalta. Já a divisão Schaeffler Vehicle Lifetime Solutions fez sua estreia, apresentando diversas tecnologias e lançamentos para mobilidade. Para Rubens Campos, vice-presidente sênior da empresa para a América do Sul, o evento destacou a forte posição da Schaeffler e das marcas LuK, INA e FAG. “Mais uma vez, o Espaço Super Dicas REPXPERT foi um sucesso entre os mecânicos. Com treinamentos diários rápidos, levamos dicas importantes e práticas de reparo para transmissão, motor e chassi”, destaca. A Perfect Automotive, que além do estande, teve presença marcante como patrocinadora na ativação de Drift da Automec, segundo seu CEO, Gérson Coronado, fortaleceu ainda mais o posicionamento da marca como uma das principais do aftermarket automotivo brasileiro. “A feira foi uma oportunidade estratégica para estreitar o relacionamento com clientes, ampliar nossa rede de contatos e, principalmente, apresentar as últimas evoluções do nosso portfólio — agora ainda mais robusto, com a entrada definitiva no segmento de veículos pesados”, diz. Muitas horas de palestras e painéis A programação de conteúdos técnicos da Automec somou, com eventos de parceiros, um total de mais de 140 horas. A Arena de Conteúdos promoveu cerca de 40 horas de palestras e painéis, abordando os principais temas relacionados ao setor de aftermarket automotivo. A pauta de ESG também integrou a programação, com um dia dedicado exclusivamente ao tema em mais uma edição do Fórum de Transporte Sustentável. No âmbito da equidade, o espaço sediou a primeira edição do Elas na Automec, que marcou o lançamento da AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo e contou a presença de importantes lideranças femininas. A entidade foi criada com o propósito de promover a inclusão e ampliar a participação das mulheres, que atualmente representam apenas 21% da força de trabalho no segmento automotivo. Também contou com o painel do CSB – Caminhoneiros Surdos do Brasil, que trouxe a temática da inclusão, sobre como o setor automotivo pode integrar profissionais surdos em oficinas e empresas de autopeças, criando um impacto social positivo. Manobras radicais e conhecimento             Entre as atrações mais disputadas da Automec, o Garage Show reuniu 18 pilotos profissionais em duas baterias de apresentações diárias de Drift, na Arena Perfect Automotive, estrutura exclusiva montada na área externa do São Paulo Expo. Com carros adaptados para competição, utilizando peças de reposição disponíveis no mercado, testou a qualidade dos componentes e a habilidade dos condutores. A iniciativa contou com patrocínio da Mahle, NGK e SKY Group.             Já a Universidade Automec, que estreou na edição de 2025, teve uma programação de aproximadamente 70 horas de cursos e treinamentos em parceria com SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, ZF e Tirreno. Desenvolvida para o repositor e reparador interessado na qualificação profissional, abordou temas como descarbonização, sustentabilidade, digitalização e novos combustíveis. Para se ter uma ideia da adesão, nos cinco dias de evento, o IQA realizou mais de 70 provas e o SENAI emitiu centenas de certificados. “A aceitação da Universidade mostrou o interesse do mecânico em aprimorar seus conhecimentos, e isso é fundamental para se destacar frente à concorrência. A iniciativa reforça a importância da formação continuada no setor e contribui para elevar o nível técnico dos serviços prestados”, conclui Marchetti. A próxima edição da Automec já está marcada, e acontecerá entre os dias 20 e 24 de abril de 2027, no São Paulo Expo. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site oficial: www.automecfeira.com.br

AMMA: A força da mulher no mercado automotivo

Única entidade no Brasil formada por mulheres, ela nasce para reforçar o compromisso com a diversidade, a inovação e a valorização do talento feminino Lançada oficialmente na Automec, durante o evento ‘Elas na Automec’, a AMMA, Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo, é a primeira associação formada por mulheres do setor, com o objetivo de oferecer programas de capacitação, networking estruturado e um banco de talentos para fomentar o ingresso e a ascensão de mais mulheres no setor. Com propósito e representatividade, ‘estamos aqui e há muito tempo, construindo, entregando e transformando o mercado automotivo. Hoje escolhemos ocupar com clareza o espaço que é nosso. Por preparo, por competência, por propósito, somos mulheres que fazem o mercado se desenvolver. Que lideram, decidem, projetam, criam caminhos e geram resultados’, são as palavras do manifesto da AMMA. A união Idealizada por um grupo de mulheres, Carla Nórcia, presidente da AMMA sintetizou como um sonho realizado. “Começamos algo que não é só nosso. A AMMA nasceu de uma confraria de mulheres. Uma comunidade apoiada por Sabrina Carbone (Frasle Mobility), Talita Peres (Rheinmetall Brasil), Vanessa Martins (CH Officer), Camila Bezerra (Auto Esporte e Chassis Force) e Simone Mobensani (Mobensani). Teremos várias atividades de prestação de serviço. A AMMA é uma plataforma de disseminação de conhecimento para as mulheres se desenvolverem no mercado”, afirmou. Durante o lançamento foram anunciadas Talita Peres, como vice-presidente e Simone Mobensani, como diretora de parcerias e relacionamento corporativo. A mecânica e influenciadora, Daniela Marques, mais conhecida como Niela Mecânica, que tem apenas 18 anos, foi pega de surpresa pois foi convidada para o cargo de diretora de juventude e futuro, representando as mulheres das novas gerações. “Hoje eu fiquei sabendo que faria parte deste movimento. Muitas vezes fui interrogada se sofri muito preconceito quando entrei neste setor. O único foi de um professor, quando descobriu que eu abriria mão de um ensino médio mais reforçado para fazer um curso técnico. Ele me chamou de tola. Quando entrei para o setor automotivo já havia mulheres como vocês fazendo a diferença. Mulheres como a minha mãe, a Talita e a Carla trabalhando e colocando cada vez mais mulheres no lugar de representatividade. Eu não precisei passar pelo que vocês passaram”, declarou. Remotamente no telão, Paula Braga, CEO de Automotive Business e membro da AMMA, fez um convite. “Eu gostaria de estar aí com vocês, mas isso não me tira a honra de fazer parte da associação e convidar vocês também a se engajarem nesta pauta. Entrem nesta jornada com a gente e que a gente continue transformando o setor de forma muito positiva para que as mulheres façam parte cada vez mais desta indústria que é tão importante para a economia do Brasil e para a sociedade. Façam parte desta associação, engajem-se com a gente!”. A AMMA chega ao mercado para A AMMA chega ao mercado para ser um vetor de transformação, impulsionando o protagonismo feminino em todas as áreas da cadeia automotiva. Com ações práticas, programas de capacitação, projetos de visibilidade e iniciativas de integração, a entidade se propõe a ampliar oportunidades, inspirar novas gerações e fortalecer a presença das mulheres em um setor estratégico para o futuro da mobilidade e da indústria brasileira. É possível seguir a AMMA no instagram em @amma.oficial_ e conhecer mais da entidade em www.ammaoficial.com.br.

Elas na Automec estreia com recorde de público e marca o lançamento oficial da AMMA

O setor automotivo viveu um momento histórico durante a Automec 2025 com a realização do Elas na Automec, o primeiro evento oficial da feira dedicado exclusivamente ao protagonismo feminino. Organizado pela Insight Trade em parceria com a RX Brasil e a RM, o encontro celebrou a força das mulheres no aftermarket automotivo, reunindo mais de 200 pessoas levadas pela AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo – e batendo o recorde de público da Arena de Conteúdo. Idealizado a partir de um projeto de Carla Nórcia, CEO da Insight Trade e presidente da AMMA, o evento nasceu como um espaço de escuta ativa, inspiração, conexão e ação. Carla abriu oficialmente o encontro destacando que as mulheres sempre estiveram presentes na construção do setor automotivo, mas agora, de maneira estruturada e representativa, passam a ocupar os espaços de liderança com propósito e preparo. A programação foi cuidadosamente pensada para gerar reflexão e dar visibilidade ao talento feminino que transforma o mercado. O Elas na Automec contou com dois painéis de debates, começando por uma mesa mista mediada por Carla Nórcia e Simone Mobensani, com a participação de executivos como Marcelo Gabriel (LA4B), Marcelo Tonon (Frasle Mobility) e Alfredo Bastos Jr. (MTE-Thomson). O painel proporcionou uma troca rica de perspectivas sobre a inclusão feminina no setor, e reforçou a importância da diversidade como motor de inovação e crescimento nas empresas. Em seguida, o painel feminino trouxe lideranças como Vanessa Martins, Thais Alves, Camila Bezerra e Talita Peres, abordando temas como cultura organizacional, comunicação, saúde mental e empreendedorismo. Outro destaque foi a participação especial de Cris Bove e Sabrina Carbone, que compartilharam suas trajetórias inspiradoras e seus aprendizados sobre liderança feminina e gestão de marcas no mercado automotivo. O evento emocionou o público com depoimentos autênticos e práticas que incentivam mais mulheres a conquistarem espaços de decisão. Ao longo do encontro, ficou evidente que a diversidade é uma estratégia indispensável para o futuro do setor. O grande momento da tarde foi o lançamento oficial da AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo, idealizada por Carla Nórcia e tendo Talita Peres como vice-presidente, Simone Azevedo como diretora e apoiada por líderes como Sabrina Carbone, Vanessa Martins, Camila Bezerra e a jovem mecânica Niela. Com o objetivo de oferecer programas de capacitação, networking estruturado e um banco de talentos feminino, a AMMA chega para fomentar o ingresso, o desenvolvimento e a ascensão das mulheres no setor, já estabelecendo-se como uma plataforma de disseminação de conhecimento e representatividade. O Elas na Automec encerrou-se em clima de celebração e engajamento, ao som de “Man! I Feel Like a Woman”, com networking entre participantes e fotos para registrar este marco na história da Automec. A presença de mais de 200 mulheres e homens no evento não apenas reafirmou a relevância da pauta da equidade de gênero no setor automotivo, como também consolidou o papel da AMMA como protagonista de uma nova era de inclusão, inovação e liderança.

Combustíveis mantém estabilidade em abril e alcançam menor patamar em dois meses, com destaque para queda no diesel S-10

Na primeira quinzena de abril de 2025, os preços da gasolina se mantiveram estáveis, enquanto o etanol e o diesel S-10 registraram quedas discretas. Esse movimento reforça a tendência de recuo observada ao longo dos últimos dois meses, com o diesel S-10 se destacando como o combustível com a maior redução no período. É o que mostram os dados mais recentes do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  De acordo com o balanço semanal em 2025, o preço médio nacional do diesel S-10 atingiu seu maior patamar na segunda semana de fevereiro (R$ 6,54 por litro). Desde então, a trajetória tem sido de queda: o valor do combustível encerrou a segunda semana de abril cotado a R$ 6,39 por litro na média dos postos nacionais – o que representou uma redução acumulada de R$ 0,15 por litro nesse intervalo. O resultado foi, ao menos em parte, influenciado pela redução promovida pela Petrobras nos preços nas refinarias logo no início de abril, que reduziu o valor em R$ 0,17 por litro.  O levantamento mostra também que os demais combustíveis analisados – gasolina comum e etanol – também apresentaram reduções nos seus preços nesse mesmo intervalo temporal. No caso do combustível fóssil, a queda do preço médio nacional foi de R$ 0,04 por litro (de R$ 6,45 para R$ 6,41 por outro). Quanto à alternativa renovável, a redução foi de R$ 0,06 por litro, passando a média de R$ 4,45 para R$ 4,39 por litro.  Com respeito ao balanço parcial do mês de abril, baseado na comparação dos preços médios nacionais entre a última semana de março e a segunda semana do mês correntes, as variações foram mais discretas. A média nacional da gasolina comum permaneceu inalterada, em R$ 6,41 por litro, enquanto o valor do etanol recuou de R$ 4,39 para R$ 4,38, uma diferença de R$ 0,01. Por outro lado, o preço médio do diesel S-10 recuou de R$ 6,48 para R$ 6,39 – isto é, uma redução de R$ 0,09 por litro.  Na análise dos preços médios nas capitais, as variações foram similares. O preço médio da gasolina, por exemplo, manteve-se estável em R$ 6,44 por litro, enquanto o do etanol hidratado passou de R$ 4,38 para R$ 4,36 por litro, queda de R$ 0,02. O diesel S-10 também teve uma redução relevante nesse recorte, caindo de R$ 6,48 para R$ 6,39.  A despeito das variações mais comedidas nas médias, a análise regional revela movimentos mais relevantes nos preços de todos os combustíveis ao longo das duas primeiras semanas de abril. No caso da gasolina comum, as quedas mais acentuadas envolveram postos do Distrito Federal (R$ 0,18), Rio Grande do Norte (R$ 0,12) e Goiás (R$ 0,11). Para o etanol, as reduções mais expressivas incluíram: Goiás (R$ 0,19), Distrito Federal (R$ 0,12) e Rio Grande do Norte (R$ 0,07). Finalmente, no diesel S-10, as reduções foram mais generalizadas, destacando-se os valores médios em: Rio Grande do Sul (R$ 0,14), Tocantins (R$ 0,13) e Piauí (R$ 0,12).  Acesse aqui na íntegra a última edição do Monitor de Preço de Combustíveis do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade (março/2025). EVOLUÇÃO SEMANAL DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS – PARCIAL 2025 EVOLUÇÃO SEMANAL DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS – PARCIAL ABRIL/2025