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Líderes da Aliança do Aftermarket debatem desafios da mão de obra no 11º Fórum do IQA

O 11º Fórum do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), realizado hoje, reforçou o papel estratégico da Aliança do Aftermarket Automotivo na discussão dos principais desafios do setor.  No painel da tarde, dedicado à falta e à capacitação de mão de obra, estiveram reunidos pela Abipeças Sindipeças, Cláudio Sahad, e representando Aliança do Aftermarket Automotivo,  Antônio Fiola, presidente do Sindirepa Brasil; José Arnaldo Laguna, presidente do CONAREM; Heber Carlos de Carvalho, presidente do Sincopeças São Paulo; Rodrigo Carneiro, presidente da ANDAP; e Alcides Acerbi Neto, presidente do Sicap.​O debate destacou que a escassez de profissionais qualificados já se tornou um ponto crítico para a sustentabilidade do aftermarket automotivo, impactando diretamente a produtividade, a qualidade dos serviços e a capacidade de inovação das empresas. Os presidentes ressaltaram que, embora o setor avance em tecnologia, o ritmo da formação técnica e da qualificação profissional não acompanha as novas exigências do mercado. Entre as reflexões mais marcantes, ficou evidente que a transformação digital e as novas matrizes energéticas dos veículos exigem um novo perfil de trabalhador, com competências que vão além do conhecimento mecânico tradicional. As lideranças defenderam a integração entre indústria, distribuidores, oficinas e instituições de ensino técnico, propondo ações conjuntas para ampliar o acesso à capacitação e criar programas de formação continuada voltados às necessidades reais do mercado. A presença dos representantes da Aliança no painel reforçou a força coletiva das entidades que compõem o grupo, unidas em torno de uma agenda comum de desenvolvimento e valorização da mão de obra brasileira. O consenso entre os participantes foi claro: sem profissionais preparados, o futuro do aftermarket corre o risco de perder competitividade e relevância. Com uma plateia formada por empresários, executivos e técnicos do setor automotivo, o painel consolidou o tema como prioridade estratégica para 2025, abrindo caminho para novas políticas de cooperação e projetos estruturados de qualificação liderados pela Aliança do Aftermarket e apoiados por instituições como o próprio IQA e o SENAI.

Etanol puxa alta dos combustíveis em setembro

A alta no preço do etanol aconteceu principalmente nas regiões que produzem esse combustível, como o Sudeste (+2,0%) e o Centro-Oeste (+1,9%) Setembro apresentou um cenário misto para os combustíveis no Brasil. O etanol foi o destaque do mês, com alta média nacional de 1,5%, chegando a +2,2% nas capitais. Já a gasolina comum (-0,1%), a gasolina aditivada (-0,1%), o GNV (-0,3%), o diesel comum (-0,3%) e o S-10 (-0,2%) registraram quedas discretas no período. Os dados fazem parte da mais recente edição do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A iniciativa integra o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade desde fevereiro de 2023. A alta no preço do etanol aconteceu principalmente nas regiões que produzem esse combustível, como o Sudeste (+2,0%) e o Centro-Oeste (+1,9%), que puxaram a média nacional para cima. Um dos principais motivos foi a mudança na mistura de etanol na gasolina, definida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que aumentou estruturalmente a demanda por etanol anidro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) ajustou as especificações da gasolina, exigindo maior volume nos estoques e logística de abastecimento. A mudança regulatória intensificou a demanda por anidro no curtíssimo prazo, aumentando a demanda por etanol anidro (o tipo usado na mistura), o que obrigou as usinas a ajustarem sua produção — dividida entre etanol anidro e hidratado — e a reorganizarem estoques e transporte. Esse cenário, junto com fatores como a safra e a escolha entre produzir açúcar ou etanol, pressionou os preços do etanol hidratado, especialmente nas regiões próximas às usinas do Centro-Sul, onde o transporte é mais barato e os preços reagem mais rápido. Como outros fatores, como câmbio, impostos e política de preços, ficaram estáveis, a nova regra acabou sendo o principal motivo da alta em setembro. Preços médios nacionais por litro em setembro: • Gasolina comum: R$ 6,276 • Gasolina aditivada: R$ 6,426 • Etanol: R$ 4,332 • GNV: R$ 4,740 • Diesel comum: R$ 6,106 • Diesel S-10: R$ 6,165 Na análise regional dos preços dos combustíveis, o Acre apresentou o maior valor para a gasolina comum, com o litro sendo vendido a R$7,56, enquanto o menor preço foi registrado na Paraíba, a R$5,98. Para a gasolina aditivada, o cenário se repete: o maior preço foi novamente no Acre (R$7,60) e o menor no Piauí (R$6,06). No caso do etanol hidratado, o Amazonas apresentou o maior preço, com o litro a R$5,49, e o menor foi verificado em São Paulo, a R$ 4,12. O Monitor de Preços de Combustíveis também traz o Indicador de Custo-Benefício Flex, que compara o preço do etanol com o da gasolina comum, levando em conta o rendimento de cada um nos carros “flex”. Em setembro de 2025, o etanol custava, em média, 72,3% do valor da gasolina nos estados e 72,7% nas capitais. Como esse percentual está acima do limite de 70% — ponto em que o etanol passa a ser mais vantajoso — a gasolina tem sido a melhor escolha na maior parte do país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Considerando as tendências acumuladas ao longo de 2025 até o momento, os preços subiram para o etanol (+4,0%), gasolina comum (+1,0%) e gasolina aditivada (+0,9%). Por outro lado, houve queda nos preços do diesel comum (-1,0%), diesel S-10 (-0,8%) e do GNV (-0,4%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, todos os combustíveis registraram alta, com exceção do GNV, que teve recuo de 0,9%. Os aumentos foram de 5,1% para o etanol, 1,7% tanto para a gasolina comum quanto para a aditivada, 0,7% para o diesel comum e 0,8% para o diesel S-10. Acompanhe o levantamento completo aqui.

Produção e vendas de veículos caem no terceiro trimestre e acendem alerta sobre resultado do setor automotivo no ano

Exportações seguem em alta e compensam, em parte, desaquecimento do mercado interno Após um primeiro semestre de bons resultados frente ao mesmo período de 2024, a segunda metade do ano começou com dados preocupantes. A produção sofreu uma inversão de curva, fechando o terceiro trimestre com recuo de 0,8% frente ao mesmo período do ano passado. O setor de pesados contribuiu decisivamente para essa baixa, com queda de 9,4% ante o terceiro trimestre de 2024. No caso de leves, houve redução de 0,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar disso, a marca de 2 milhões de veículos foi alcançada nesta semana. No acumulado do ano, a produção ainda está acima do visto de janeiro a setembro de 2024, com alta de 6%. Os dados do último trimestre, no entanto, indicam dificuldades para o setor manter o desempenho. “Os números do período de julho a setembro nos preocupam por indicarem a perda da tração que verificamos na primeira metade do ano e nos impõem o desafio de uma recuperação considerável no último trimestre, diante de uma base muita boa do final do ano passado”, afirmou Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O segmento com melhor resultado de produção no ano é o de ônibus, com crescimento de 13,4% ante o mesmo período de 2024, contrastando com a queda de 3,9% dos caminhões. Os emplacamentos, que tiveram alta de 7,2% no primeiro trimestre e de 2,9% no segundo, recuaram 0,4% de julho a setembro. O varejo de veículos nacionais teve retração de 8,1% no acumulado do ano, um resultado que seria pior sem o programa Carro Sustentável, cujos modelos inscritos tiveram incremento de 24% nas vendas. Até os importados verificaram ritmo mais lento de emplacamentos em setembro. Os modelos chineses, porém, tiveram o terceiro mês seguido de recorde, com mais de 18 mil registros. As exportações seguem como o melhor indicador do setor, com elevação acumulada de 51,6% em comparação com os embarques de janeiro a setembro de 2024, totalizando 430,8 mil autoveículos. A situação com Colômbia, entretanto, causa grande preocupação por conta do fim do acordo bilateral e da criação de um Imposto de Importação de 16,1% para automóveis brasileiros já neste mês de outubro. Trata-se do nosso terceiro maior destino de exportações e, apesar dos esforços do governo brasileiro, segue a incerteza sobre como ficará o desempenho das vendas para os colombianos. Outro ponto de atenção é a desaceleração da economia do México. Nosso segundo maior mercado no exterior continua em declínio, o que aumenta substancialmente a dependência do crescente mercado argentino. Os embarques mais que dobraram para a Argentina nesses nove meses em comparação com igual período de 2024, com elevação de 130,6%. É um volume tão representativo que vem sendo fundamental para manter a alta de 6% na produção acumulada deste ano. O presidente Igor Calvet aproveitou a Coletiva de Imprensa para apresentar a extensa agenda da Anfavea ao longo da COP30, em novembro, em Belém (PA). “Vamos mostrar um estudo inédito que mostra como a nossa frota é a de menor pegada de carbono no planeta, considerando a avaliação de todo o ciclo de vida dos veículos, e como temos potencial para seguir dando exemplo de descarbonização para o mundo”. Calvet também anunciou novidades para o Salão do Automóvel de São Paulo, que acontecerá de 22 a 30 de novembro, no Distrito Anhembi. O evento ganhou uma nova atração: a Arena de Conteúdo, com uma programação especial para todo o público do Salão. Também tivemos a chegada da Comexport, elevando para 27 o número de marcas confirmadas no Salão, um recorde. Para garantir conforto e qualidade em todos os detalhes — do estacionamento ao acesso ao pavilhão, da alimentação à interação com as marcas —, o número de ingressos será limitado por dia. Quando a cota diária for atingida, será comunicado “sold out” para aquela data e o visitante precisará escolher outro dia para visitar o Salão. O primeiro lote de ingressos esgotou-se antes do previsto e a expectativa é que o mesmo aconteça com o segundo. “Além de um número recorde de expositores e test drives, o novo Salão será inovador no sentido de proporcionar inúmeras experiências aos visitantes, com diversão para toda a família”, afirmou Calvet.

Governo abre consulta pública para desburocratizar CNH; medida pode ampliar renda e mobilidade no Brasil

A simplificação do processo de habilitação pode reduzir custos em até 80% e beneficiar milhares de trabalhadores de aplicativo, que já movimentam bilhões de reais na economia O Governo Federal anunciou que abrirá, ainda em outubro, consulta pública sobre a proposta de desburocratização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para as categorias A e B. A medida, apoiada publicamente pelo presidente Lula, pretende eliminar a obrigatoriedade das autoescolas, mantendo as provas teórica e prática como exigências. A norma busca reduzir em até 80% o custo de acesso ao documento.  Atualmente, obter uma CNH no Brasil custa entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, valor que supera a renda domiciliar per capita média e afasta milhões de trabalhadores da formalização. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) , mais da metade dos motociclistas brasileiros (54%) circula sem habilitação válida. O governo reconhece que o processo brasileiro é um dos mais caros e burocráticos do mundo, enquanto países vizinhos da América do Sul e nações mais desenvolvidas já adotam modelos mais acessíveis.  A proposta em consulta não elimina os filtros de segurança. As provas teórica e prática seguirão obrigatórias, mas o caminho até elas será flexibilizado: o cidadão poderá contratar instrutores autônomos credenciados diretamente, sem passar obrigatoriamente pelas autoescolas. A mudança tem duplo efeito: reduz custos para os alunos e abre novas oportunidades de trabalho e renda para instrutores independentes.  Outro desafio é territorial. Muitas cidades brasileiras sequer contam com autoescolas, obrigando moradores a se deslocarem para municípios vizinhos — ou até a se mudarem temporariamente — apenas para cumprir a carga obrigatória de aulas. Além disso, a legislação faz uma série de exigências que cria barreiras de entrada, reduz a concorrência e favorece a concentração de mercado nas autoescolas.  O modelo atual também ignora a realidade tecnológica. Hoje, grande parte da frota de carros no Brasil é automática, mas a CNH ainda exige que a formação ocorra em veículos manuais. O carro automático é mais intuitivo e acessível, mas a burocracia brasileira encarece o processo e mantém o sistema engessado em torno de um modelo ultrapassado.  A expectativa é que a medida tenha impacto imediato na inclusão produtiva, sobretudo entre trabalhadores de aplicativo. Levantamento da GigU mostra que, em capitais como Belo Horizonte e Curitiba, a renda líquida mensal de motoristas ultrapassa R$ 3,4 mil, chegando a R$ 4,1 mil em São Paulo. Valores que representam não apenas o sustento de famílias inteiras, mas também a oportunidade de mobilidade social para trabalhadores das periferias urbanas.  Para Magno Karl, cientista político e diretor-executivo Livres, a consulta pública é um passo essencial para modernizar o sistema de trânsito e promover a inclusão. “Somos favoráveis a um modelo mais acessível e alinhado a práticas internacionais. Países do G20 já adotam formatos mais flexíveis, que mantêm a segurança mas reduzem a exclusão. O Brasil precisa caminhar nessa direção, retirando barreiras injustificadas que impedem milhões de cidadãos de se formalizarem”, avalia.  Na visão de Luiz Gustavo Neves, CEO da fintech social que reúne a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil, a medida fortalece quem já sustenta a economia digital e urbana. “Os motoristas de aplicativo demonstram todos os dias a força de um setor que movimenta bilhões. Ao baratear o acesso à CNH, o governo dá a chance de que mais trabalhadores ingressem de forma regularizada, ampliando a renda das famílias e garantindo mais segurança para todos”, afirma.  O Ministério dos Transportes conduzirá a consulta pública nas próximas semanas, ouvindo especialistas, associações e a sociedade civil. A expectativa é de que a proposta final seja encaminhada ao Congresso Nacional ainda este ano.

Mulheres marcam presença em Painel exclusivo no Seminário da Reposição Automotiva

O setor automotivo vive um dos momentos mais desafiadores e transformadores de sua história. Novas tecnologias, mudanças nos modelos de negócios e a urgência por inovação exigem olhares plurais e decisões estratégicas mais inclusivas. Nesse cenário, a presença das mulheres emerge não apenas como uma pauta de equidade, mas como um ativo estratégico para o crescimento sustentável e competitivo da cadeia de reposição. No Painel das Mulheres – Mulheres que Movem a Reposição, que será realizado das 18h05 às 18h40, a AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo traz à tona os números, tendências e histórias que provam a importância da liderança feminina. A proposta vai além de inspirar: pretende mostrar como equipes diversas tomam decisões mais criativas, constroem soluções inovadoras e geram vantagem competitiva real para empresas e entidades do setor. Com uma abordagem inovadora e inclusiva, o painel vai discutir dados do mercado, a liderança feminina nas empresas de reposição, a gestão de equipes diversas e o papel decisivo das mulheres no desenho de novos modelos de negócios. A diversidade de perspectivas – quando efetivamente incorporada às estratégias – fortalece a competitividade e abre caminhos para um futuro mais inovador e humano na reposição automotiva. Entre os temas centrais está a reflexão sobre como a pluralidade de olhares impulsiona a inovação e fortalece toda a cadeia de reposição, ampliando as oportunidades para empreendedoras, gestoras e líderes técnicas do setor. O painel destaca ainda os desafios enfrentados pelas mulheres para ocupar espaços de liderança e propõe caminhos práticos para acelerar a inclusão sem perder de vista a competência técnica e a meritocracia. Para a AMMA, incluir mais mulheres em posições estratégicas é investir no avanço do setor automotivo. Ao incentivar novas lideranças, promover o diálogo entre diferentes gerações e valorizar a diversidade de pensamento, a associação pretende contribuir para um mercado mais competitivo, sustentável e preparado para as demandas do futuro. O encontro convida o público a refletir sobre a transformação cultural necessária nas empresas de reposição, reforçando que inovação não é apenas sobre tecnologia, mas sobre pessoas. A participação feminina, somada a políticas de diversidade, é um fator comprovado de impacto positivo em desempenho, retenção de talentos e reputação organizacional. O Painel das Mulheres – Mulheres que Movem a Reposição promete ser um espaço de troca e construção coletiva de ideias, em que a experiência prática de líderes do setor se conecta aos desafios de um mercado em evolução constante. Mais do que um debate, será um convite à ação: repensar paradigmas e construir, juntos, um ecossistema automotivo mais inclusivo.

Emplacamentos de veículos crescem 9,16% em setembro e 7,46% no acumulado

No ano, já são mais de 3,7 milhões de unidades emplacadas. A Fenabrave revisa projeções para o setor, em 2025. De acordo com informações divulgadas pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, com um dia útil a mais do que agosto, em setembro, os emplacamentos de veículos tiveram alta de 9,6% e de 13,92% frente a setembro de 2024. No acumulado do ano, o mercado soma 3.700.236 unidades (+7,46% sobre jan–set/2024). “O mês de setembro teve 22 dias úteis (agosto/2025= 21; setembro/2024= 21), e o bom desempenho do setor deve-se, principalmente, ao resultado de motocicletas, que tem apresentado excelente performance no mercado interno”, explica Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave. EMPLACAMENTOS DE VEÍCULOS EM SETEMBRO DE 2025 E NO ACUMULADO DO ANO EMPLACAMENTOS – Avaliação por Segmento PROJEÇÕES PARA 2025 A Fenabrave revisou as projeções anunciadas à imprensa em julho.   Diante do cenário atual, alguns setores sofreram ajustes, como o de motocicletas, cujo crescimento esperado subiu para 15% em 2025. Já o segmento de automóveis e comerciais leves deve sofrer impacto dos juros, devendo ter aumento menor do que o esperado, passando a 3% este ano. Com os ajustes, o setor como um todo, puxado pelo recorde de vendas de motocicletas, deve crescer 7,2%, numa previsão maior do que a anunciada em julho, que previa aumento de 6,2%.

Diesel fica mais barato em setembro na comparação com agosto

Tipo comum teve média de R$ 6,17, enquanto S-10 custou, em média, R$ 6,21 De acordo com a mais nova análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, o diesel ficou mais barato em setembro na comparação com agosto: enquanto o tipo comum do combustível diminuiu 0,32% no período, atingindo preço médio de R$ 6,17, o diesel S-10 teve média de R$ 6,21, um recuo de 0,16 % em relação a agosto. “A análise do IPTL mostra que a queda se refletiu nos dois tipos de diesel, com o comum registrando a maior redução no período. Esse movimento ajuda a equilibrar um pouco os gastos do setor de transporte, que sente de forma direta qualquer oscilação no preço do combustível”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade. Na análise individual de cada região do País em setembro, o Nordeste se destacou como a única região a registrar aumento para o diesel comum, de 0,16% (R$ 6,17), A maior queda para o tipo comum do diesel foi registrada no Norte, de 0,74% (R$ 6,71). Para o tipo S-10, a maior queda foi identificada no Sul, de 0,33% (R$ 6,04). Já os menores preços do País entre as regiões foram registrados no Sul: R$ 5,99 para o tipo comum, após queda de 0,17%, e R$ 6,04 para o S-10 (-0,33%). Os preços de diesel comum e S-10 mais altos do País em setembro foram registrados no Norte, onde custaram, em média, R$ 6,71 (-0,74%), e R$ 6,59 (-0,15%), respectivamente.  No levantamento por estados, o IPTL constatou que a maior média para o diesel comum em setembro foi registrada no Acre, de R$ 7,59 (estável). A Paraíba, o Paraná e o Rio Grande do Sul aparecem como os estados onde os motoristas encontraram o diesel comum mais em conta em setembro: a R$ 5,98, em média, nos três estados. A Bahia, por sua vez, apresentou a alta mais significativa do País para o diesel comum, de 1,96%, comercializando o combustível por R$ 6,25, em média. O combustível teve sua maior queda no mês registrada no Amazonas, de 2,54%, sendo comercializado, em média, por R$ 6,51. Em relação ao diesel S-10, o maior preço médio registrado em setembro também foi o do Acre: R$ 7,48, após uma queda de 0,93% ante agosto, o maior recuo entre estados no mês. Em Pernambuco, foi identificado o menor preço médio do mês: R$ 5,92, após recuo de 0,67% no valor do combustível no estado. Em Rondônia foi registrada a maior alta para o diesel S-10, de 0,46%.  O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários. 

Futuro do diesel: poder público e setor privado alinham padrões e boas práticas 

O debate sobre combustíveis nunca esteve tão quente no Brasil. Com as mudanças recentes na legislação de misturas de diesel e biodiesel, a eficiência energética e a qualidade do combustível se tornaram pautas centrais para o futuro da mobilidade e da competitividade do setor. É nesse cenário que será realizado a primeira edição do Workshop Diesel de Qualidade: Boas Práticas em Foco, que acontece em Campinas (SP), no dia 14 de outubro de 2025. O evento contará com a presença de Gilles-Laurent Grimberg, CEO da Actioil do Brasil e CTO da Actioil Internacional e um dos maiores especialistas no tema. O workshop leva ao encontro sua experiência técnica e a missão de disseminar pelo país as melhores práticas no armazenamento, transporte, manuseio e recebimento do diesel. Participar desta primeira edição é um compromisso estratégico com a eficiência energética, a preservação ambiental e a proteção dos motores e equipamentos que movem o Brasil. Durante o evento, o público poderá vivenciar de perto a diferença entre um combustível bem cuidado e outro contaminado. Frascos de diesel limpo e contaminado, filtros saturados e tanques de armazenamento estarão expostos para ilustrar de forma prática as consequências da má conservação. “Mais do que falar de qualidade, queremos mostrar o que acontece na realidade e como cada detalhe faz diferença”, adianta Gilles, um dos palestrantes do evento. A expectativa é de reunir cerca de 100 visitantes entre técnicos, mecânicos, revendedores de diesel e especialistas em qualidade, criando um espaço de troca de experiências e aprendizados que extrapola a teoria. “Trata-se de um evento com alma prática e foco em transformar comportamento. Quem participa sai diferente, mais preparado para garantir a eficiência e a durabilidade dos motores”, complementa Gilles. O Workshop terá também a participação de grandes entidades e associações do setor, como ANP, Abiove, Anfavea, CNT, Bosch, Petrobras e representantes de associações de postos, além de especialistas da academia e das montadoras. Essa pluralidade garante que o debate seja não apenas técnico, mas também humano e sistêmico, incluindo todos os elos da cadeia. O evento acontece em um momento estratégico: o Brasil está ampliando a mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil, o que aumenta a responsabilidade de todos os agentes envolvidos. Estudos apontam que a má conservação do combustível pode gerar prejuízos expressivos para motores, elevar emissões e impactar diretamente a imagem do setor. “Por isso, é hora de trazer ciência, boas práticas e compromisso para o centro da mesa”, destaca Gilles. Mais do que números ou protocolos, o Workshop promete consolidar uma nova cultura sobre combustíveis no país. Trata-se de um passo inicial de uma caminhada que deverá se multiplicar em outras cidades brasileiras. “Queremos fazer da qualidade do diesel uma bandeira nacional, conectando eficiência, sustentabilidade e credibilidade”, finaliza Gilles. Ficha técnica do eventoWorkshop Diesel de Qualidade: Boas Práticas em FocoData: 14 de outubro de 2025Local: Praça Noel Rosa, 55 – Jardim Chapadão – Campinas (SP)Público esperado:100 participantes (técnicos, mecânicos, especialistas em qualidade, revendedores e consumidores de diesel)Organização e Apoio: Actioil, Abiove, Fecombustiveis, Aprobio, Instituto Legal e Recap.Destaques: vivência prática com exemplos de diesel contaminado, filtros e tanques; debates técnicos sobre qualidade, eficiência e sustentabilidade

COP30 entra na pauta do Seminário de Manufatura da AEA

A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) reuniu na quinta-feira, 25, estudantes, engenheiros e profissionais do setor automotivo no X Seminário de Manufatura sob o tema COP 30 e o Papel da Manufatura no Novo Cenário Automotivo Brasileiro. Fernando Villela, um dos coordenadores do evento, iniciou os trabalhos do dia com a introdução da pauta, na qual os desafios da descarbonização e os novos arranjos produtivos seriam fios condutores de apresentações e debates para deixar uma provocação ao questionar modelos de produção: “Vale a pena produzir no Brasil? E de que maneira?” Com seminário aberto, Alessandro Rizzato, gerente de Transição Energética da Confederação Nacional da Indústria (CNI), trouxe o engajamento da entidade nos palcos de debate do clima ao longo dos anos com o objetivo de promover uma transição mais justa por meio do setor privado. Como porta-voz da confederação que representa 930 mil indústrias de todos os ramos, Rizzato destacou ações que potencializam a agenda climática positiva sustentada em impactos econômicos e sociais, além de colaborativa em vista a reforçar soluções e defender clareza nos mecanismos financeiros. “O setor privado surge na cena para avançar discussões e catalisar ações. A partir das COP, os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento triplicaram e já se conhece 73 instrumentos de precificação de carbono em operação”, observou Rizzato. “A COP 30 deverá marcar ponto de inversão da discussão para a implementação de soluções.” Inteligência Artificial e Internet das Coisas – O raciocínio inovador que ressaltou o representante da CNI é a base para inciativa da AEA por meio do Desafio de IA e IoT. Anderson Borille, do Conselho Diretor da AEA, aproveitou o evento para apresentar o projeto que provoca jovens matriculados na rede pública dos ensinos médio e fundamental do País para conceberem soluções baseadas na Inteligência Artificial e Internet das Coisas. Em sua sexta edição, a ação já impactou mais de 500 estudantes. “Não se trata de um mero desafio. É um projeto social, afinal, são jovens que irão liderar a próxima transição industrial. Também não é só o aprendizado do uso de IA e IoT, mas exige a visão de negócio.” O futuro, aliás, é preocupação atual do papel que a indústria automotiva desempenhará. Carlos Sakuramoto, diretor de Manufatura e Materiais da AEA, contribui com a discussão na palestra Verticalização da Cadeia de Suprimentos. Sua apresentação visitou o passado com as revoluções industriais, as transformações nos modelos de negócio e processos produtivos para trazer reflexões a respeito de eficiência, competitividade e vocações regionais. “A depender do período, decisões entre fazer e comprar esteve e estarão em jogo. Mas para ser competitivo não posso comprar o que sei fazer melhor. Cabe ainda aproveitar vantagens regionais. O Brasil, por exemplo, é rico em recursos naturais e energia limpa. Estamos nos beneficiando disso? Vamos conseguir transferir o que se precisa para ser competitivo?”, questionou Sakuramoto. Competências para produzir melhor e garantir competitividade foi exemplo trazido por Rodrigo Marino, gerente sênior de Negócios e Operações Automotivas da Flex, fabricante de componentes eletrônicos. Sob o tema Compartilhamento de Operações Fabris, o executivo apresentou radiografia da empresa e como tem aproveitado tecnologias para se destacar como fornecedora da indústria, em especial IA e IoT. “A pandemia acelerou a automação. Hoje, antes mesmo da linha física, podemos simular a produção, ajustar processos e definir módulos. Assim, projetamos ganhos de produtividade e qualidade, em exemplos até sem o toque humano”, resumiu Marino. A evolução, no entanto, também é a base de desafios da indústria, como a descarbonização no setor. Leonardo Amaral, gerente de Compliance Regulatório da Stellantis, ampliou a discussão com um olhar além da fronteira das montadoras na palestra Clusterização e parque de fornecedores. O executivo contextualizou o cenário em meio às exigências de mais eficiência energética, mais segurança, complexidade logística e necessidade de priorizar e a economia circular. Uma conjuntura na qual a conta da descarbonização não fecha. “Trata-se do planeta. O carvão, por exemplo, continua sendo produzido para gerar energia. Sem nenhuma política que garanta redução do aquecimento global, o aumento será de 4 graus na crosta da terra. A meta, do acordo de Paris, é não passar de 1,5 grau.” Amaral lembrou que o setor de transporte não é maior emissor, mas encaminha regulamentações para minimizar as emissões, com o Brasil como pioneiro a encabeçar política de redução de carbono do “Berço ao Túmulo”, além da vantagem do etanol. “Não se trata apenas do que sai do escapamento, mas também de calcular a pegada de carbono em toda a cadeia, da extração da matéria-prima ao descarte. Temos uma necessidade global de introduzir um padrão de cálculo para todos falarem a mesma língua. Um produto produzido com menos carbono já começa a se apresentar como mais competitivo.” Na parte da tarde, tributação em debate – Descarbonizar o setor também passa por um novo modelo de atuação, tema explorado em mesa redonda intitulada Reconfiguração da Cadeia de Fornecimento Global e Efeito da Tributação na Descarbonização com participação de Juan Padial, da KPMG, Ailson Marques, da Astemo, Rafael Ceconello, da Toyota, e Luís Carlos Di Serio, da FGV O debate foi mediado pelo professor Marcelo Massarani, que dividiu o encontro em subtemas com foco nas ações prioritárias na cadeia de fornecimento para alinhar custos, suprimento e descarbonização. Juan Padial falou sobre cadeia global e os desafios brasileiros, abordando, entre outros assuntos, o tarifaço dos Estados Unidos. “Como tudo, tem sempre os dois lados da moeda. Riscos e oportunidades”, disse. Dentre os desafios, destacou a dependência externa de alguns componentes, como os semicondutores, e os gargalos logísticos, que encarecem os produtos. Nesse último caso, contudo, sugeriu uma saída: a compra de matérias-primas, como o aço, por exemplo, em países mais próximos, como a Argentina. “Não é preciso recorrer aos Estados Unidos ou Europa”, observou, lembrando que a abertura de novas rotas marítimas, no momento, gera novas oportunidades de compras regionais. Ailson Marques, da Astemo, comentou sobre a importância da redução de desperdícios e foco na Indústria 4.0 na busca por maior competitividade. Também falou sobre a necessidade de os

Anfavea defende teto de 5% para Imposto Seletivo, sob risco de alta na carga tributária e pressão sobre preço dos automóveis

Preocupada em proporcionar previsibilidade às empresas e evitar a elevação da carga tributária sobre o setor, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) defende a definição de um teto de 5% para o Imposto Seletivo que será cobrado sobre automóveis e demais veículos leves. Um nova etapa da regulamentação da Reforma Tributária será votada nesta quarta-feira pelo Senado. O texto que será apreciado pelos senadores já contempla a fixação de um limite máximo para outros segmentos da economia. “Não estamos pedindo tratamento especial, mas que seja estendido ao setor a mesma lógica já aplicada a outros setores sujeitos ao Imposto Seletivo. O governo prometeu um imposto regulatório e corremos o risco de ter uma nova base de tributação em patamares elevadíssimos, o que pode encarecer os automóveis, penalizando os consumidores”, afirmou Igor Calvet. Dentro do teto de 5% proposto pela Anfavea, o estímulo a tecnologias menos poluentes seguirá intacto, com faixas de alíquotas menores dentro desse limite, de acordo com o nível de emissão de cada veículo. Ao alargar o entendimento do que seriam produtos nocivos à saúde para formular o Imposto Seletivo, o governo colocou bens sabidamente prejudiciais, caso de cigarros e bebidas alcoólicas, ao lado de um item essencial à população: o automóvel. Agora, arrisca-se a penalizar duplamente o setor automotivo e os milhares de empregos que dele dependem. A definição de um teto já foi feita no caso de bens minerais e ocorrerá agora para o segmento de bebidas açucaradas, dando a esse setor a necessária previsibilidade sobre a carga tributária final. Já o setor automotivo, responsável por investimentos bilionários e com peso fundamental nas exportações industriais brasileiras, corre o risco de ficar sem referência sobre sua tributação. Na ausência de uma trava, o imposto extra começará em 10% e poderá chegar a 35%, o que inibirá a compra de veículos novos, mais seguros e menos poluentes. O resultado pode ser o oposto da ideia original do tributo, pois estimulará o mercado de carros usados, incluindo os chamados “velhinhos”, atrasando a necessária renovação da frota nacional – isso, sim, algo altamente nocivo à saúde da população. “O Senado tem a chance de corrigir essa distorção ao definir um teto de 5% para o Imposto Seletivo dos automóveis. O teto mantém a atual arrecadação do governo e dará segurança para que os fabricantes mantenham os R$ 190 bilhões de investimentos prometidos para os próximos anos”, explicou Igor Calvet.