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Trânsito e chuva: risco crescente para motoristas no Brasil

Mais temporais e enchentes desafiam a segurança de quem dirige e aumentam o risco de danos ao carro Por Nicole Ronzani Alagamentos, trânsito ainda mais caótico, perigo para a população e, muitas vezes, para o seu carro também. Esse é um cenário cada vez mais comum nas grandes cidades do Brasil. De vez em quando cai uma chuva daquelas e, como já sabemos, os nossos bueiros não dão conta de escoar a água. O problema é que essa situação tende a piorar. Entre os anos de 2020 e 2023 o Brasil registrou 7.539 desastres climáticos causados por chuvas intensas. Isso significa um aumento de mais de 220% em relação à década de 1990. São enxurradas, inundações, temporais e deslizamentos que vêm ocorrendo com mais frequência e intensidade, principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde os especialistas já preveem mais chuva daqui para frente. E aí vem a pergunta: o que fazer quando você se depara com um trecho de rua alagada? A primeira coisa é manter a calma e analisar a situação. Sempre tem gente apavorada que não sai do lugar e sempre tem aqueles destemidos sem noção que aceleram sem pensar. O melhor a fazer é observar, buscar informação e tomar a sua própria decisão: atravessar ou parar o carro. Se você não conhece o local e não consegue avaliar a profundidade da água, espere alguém passar primeiro. Isso ajuda a ter noção do risco. E risco é exatamente a palavra. Quando a água está baixa, sem chegar ao meio da roda, a chance de problema é menor. Conforme ela sobe, o perigo aumenta, até chegar ao ponto de ser arriscadíssimo atravessar. Nesse caso, não force. Melhor perder tempo do que perder o carro. Se o nível permitir, o ideal é manter uma velocidade contínua. Nos carros manuais, use a primeira marcha e segure o giro por volta de 2.500 rotações. Nos automáticos, coloque o câmbio em L, ou no modo manual em primeira. O segredo é não parar no meio do caminho, nem pisar fundo no acelerador. E atenção: não é só a sua forma de dirigir que conta. Muitas vezes outro motorista passando rápido ao seu lado pode criar ondas e prejudicar sua travessia. O melhor é cruzar sozinho ou um de cada vez, sem pressa. Forçar demais pode custar caro. A água pode tirar a lubrificação de componentes, danificar o colar de embreagem, estragar rolamentos ou, no pior cenário, causar calço hidráulico quando a água entra no motor. Além disso, pode haver infiltração dentro do carro e danos elétricos que só aparecem semanas depois. Depois de atravessar um trecho alagado, o conselho é simples: cuide do carro. Faça uma limpeza no interior, principalmente em carpete e assoalho, e preste atenção em ruídos diferentes, luzes no painel e no funcionamento geral. Se tiver um mecânico de confiança, leve o carro para uma revisão. Caso contrário, observe nas próximas semanas porque, se houver algum dano, ele vai se manifestar. Esse é um assunto que pode parecer repetitivo, mas não é. A cada ano as chuvas estão mais intensas e os alagamentos se tornaram parte da realidade das cidades brasileiras. E como motorista, a melhor forma de não se tornar mais uma vítima dessa situação é estar preparado, informado e, acima de tudo, calmo para tomar a melhor decisão na hora certa. Em dias de chuva forte, a recomendação é simples: se puder, deixe o carro em casa e pegue o transporte público. É mais seguro para você e também para o seu carro. FONTES: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-07/desastres-relacionados-chuvas-triplicaram-no-pais-aponta-relatorio

Eletrificação de caminhões pode reduzir R$ 5 bilhões em gastos com meio ambiente e saúde pública

Estudo inédito do Instituto Ar mostra que eletrificação é o caminho mais econômicopara a transição energética do transporte de carga pesada no país A eletrificação do transporte de carga pesada no Brasil pode gerar reduções de 46% nas emissões de gases de efeito estufa e de R$ 5 bilhões em custos ambientais e de saúde evitados até 2050. No caso dos modelos híbridos a diesel, a queda é bem inferior: redução de apenas 8% nas emissões até 2050 e R$ 298 milhões em custos evitados. Caminhões movidos a gás natural e biodiesel, por sua vez, aumentam as emissões líquidas e os custos econômicos ao longo do tempo. É o que mostra um estudo inédito que o Instituto Ar lança nesta segunda (01/09). As pesquisadoras calcularam também o impacto da expansão do biodiesel sobre a área cultivada no país. A utilização integral de biodiesel (B100) até 2050 exigiria cerca de 215 milhões de hectares de terras agrícolas, o equivalente a mais de 25% do território nacional.  Para chegar a esses números, as pesquisadoras trabalharam com modelos de diferentes cenários para a substituição da frota de caminhões pesados a diesel por tecnologias mais limpas em São Paulo, estimando reduções de emissões de poluentes até 2030 e 2050, prazos definidos pelo Brasil em acordos internacionais para reduzir e zerar suas emissões. O foco em caminhões pesados justifica-se: em 2020, eles responderam por 60% do consumo total de energia para cargas, superando em muito os caminhões médios e leves, e representaram 49,9% das emissões de CO2 do setor de transporte. Foram considerados cenários em que a transição se deu para caminhões elétricos a bateria (BEV), movidos por célula de hidrogênio (FCEV), híbridos a diesel, gás natural liquefeito (GNL), gás natural comprimido (GNC) e com motores propulsionados por biodiesel puro (B100).  Além do baixo impacto sobre emissões e custos evitados, a opção pelo biodiesel poderá se tornar um vetor de desmatamento. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o óleo de soja representou aproximadamente 66% da produção brasileira de biodiesel em 2022. Considerando um cenário futuro em que o Brasil faça a transição completa para o biodiesel para uso na frota de caminhões e usando como base os atuais níveis de produção, seriam necessários cerca de 215 milhões de hectares de terra para atender à demanda – ou aproximadamente 25% da área total do Brasil, de 850 milhões de hectares. Nesse processo, mudanças indiretas no uso da terra poderiam anular a economia de carbono, com o biodiesel de soja contribuindo para 59% do desmatamento indireto projetado no Brasil.  Patrícia Ferrini, especialista em avaliação dos impactos ambientais, econômicos e em saúde da poluição atmosférica em áreas urbanas, especialmente em fontes oriundas de transportes, foi a pesquisadora líder do estudo. Para ela, “as conclusões não deixam dúvidas sobre as consequências econômicas e para a saúde pública advindas da escolha que o país faz sobre a matriz energética do transporte de cargas. O enfrentamento das mudanças climáticas exigirá a transição energética do setor de transportes, portanto este é o momento de conciliar a redução de emissões com ganhos para a saúde pública. Sem uma intervenção eficaz, as emissões de caminhões a diesel continuarão a sobrecarregar o sistema de saúde brasileiro, levando ao aumento de custos e à piora dos resultados de saúde, principalmente para populações vulneráveis”, alerta.  O custo da poluição do ar sobre a saúde pública  As pesquisadoras também conduziram uma avaliação atualizada das despesas com hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS) para condições com associações bem documentadas com a poluição do ar. A conclusão é que, entre 2013 e 2023, mais de R$ 24 bilhões foram gastos em hospitalizações relacionadas a essas doenças, tais como câncer do sistema respiratório, doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórias, além de diabetes mellitus. Elas estão fortemente associadas à exposição a material particulado fino (MP2,5) e óxidos de nitrogênio (NOx) de caminhões movidos a diesel. A análise também identificou diferentes efeitos por faixa etária: doenças cardiovasculares e oncológicas foram analisadas em indivíduos com mais de 40 anos, gripe e pneumonia em maiores de 60 anos, pneumonia em menores de cinco anos e asma em menores de 15 anos.  A carga de poluição atmosférica causada por caminhões pesados ​​no Brasil afeta desproporcionalmente comunidades localizadas perto de importantes corredores de transporte, incluindo rodovias, centros logísticos e cidades portuárias. Essas áreas, frequentemente abrigando populações de baixa renda, apresentam não apenas maior exposição a poluentes nocivos, mas também vulnerabilidades socioeconômicas que agravam os riscos à saúde. As emissões de caminhões pesados ​​têm impactos bem documentados na saúde, particularmente em áreas urbanas e ao longo dos principais corredores de carga. A exposição a material particulado fino (PM2,5) e óxidos de nitrogênio (NOx) de caminhões movidos a diesel está fortemente associada a doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite e comprometimento da função pulmonar. Crianças e idosos são particularmente vulneráveis ​​a esses efeitos devido à sua maior suscetibilidade à poluição do ar.  Emissões veiculares foram identificadas como um dos principais contribuintes para as concentrações urbanas de PM2,5, correlacionando-as com o aumento de doenças respiratórias em seis cidades brasileiras. Além das doenças respiratórias, a exposição prolongada aos gases de escape de diesel tem sido associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão, acidente vascular cerebral e ataques cardíacos.  O PM2,5 desempenha um papel fundamental no desencadeamento de inflamação sistêmica e disfunção vascular, exacerbando os riscos à saúde cardiovascular. Pesquisas indicam que indivíduos que vivem perto de rodovias, zonas industriais e centros logísticos enfrentam uma exposição desproporcionalmente maior a esses poluentes, aumentando a probabilidade de desenvolver complicações graves de saúde. Antes que o Brasil implementasse a norma P-8 (Euro VI), o Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) estimou o que o atraso de um ano poderia representar. O estudo projetou que um atraso de um ano na adoção desse padrão resultaria em mais seis mil mortes prematuras entre 2023 e 2050. Atrasos na implementação de tecnologias de diesel mais limpas devem aumentar os gastos com saúde em quase US$ 11,5 bilhões

Financiamento de veículos no Brasil tem alta de 2,1% em julho em relação ao mesmo período de 2024

Na comparação com junho deste ano, houve alta de 14,2%  As vendas financiadas de veículos no Brasil totalizaram 639 mil unidades em julho deste ano, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, pesados e motos em todo o país, representa uma alta de 2,1% na comparação com o mesmo período de 2024. Em relação a junho de 2025, aumento foi de 14,2%.  No segmento de autos leves, houve queda de 1,9% ante julho de 2024. Comparado a julho de 2025, o saldo foi 16,6% maior. Já o financiamento de motos cresceu 8,5% em relação a junho de 2025, e 17,9% em relação a julho de 2024. O número de financiamentos de veículos pesados no mês passado foi 3,6% menor do que em julho de 2024, e 11.5% superior a junho de 2025. No acumulado do ano de 2025, até o mês de julho, as vendas de veículos financiadas somaram 4.047 mil unidades, entre novas e usadas, incluindo motos, autos leves e pesados. Esse número apresentou uma queda 0,3% em relação ao ano de 2024, o equivalente a 11 mil unidades financiadas a menos.  “O mercado apresentou um desempenho positivo em relação ao mesmo período do ano anterior, especialmente considerando a elevada base de comparação. Já na comparação com junho, o resultado é influenciado pelo maior número de dias úteis, uma vez que a média diária de financiamentos foi 0,7% inferior em julho”, afirma Thiago Gaspar, Superintendente de Relacionamento com Clientes e Relações Institucionais na B3.  A B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), a maior base privada do país, que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo território nacional.

Dono de oficina mecânica em Jundiaí salta de R$ 120 mil de faturamento para R$ 3 milhões

Com alta demanda por serviços de reparo no País, setor cresce e exige conhecimento em novas tecnologias, gestão e especialização Com a inteligência de dados avançando velozmente no mundo, causa estranheza afirmar que em muitas oficinas mecânicas no Brasil falta o básico: conhecimento em gestão. Mesmo com a experiência de anos em reparação automotiva, desconhecer seus próprios indicadores financeiros é fazer a operação do negócio às cegas. Do contrário, se o gestor de oficina conhece de gestão, ele consegue facilmente mensurar, por exemplo; a quantidade de veículos que circulam no espaço; sabe qual é o ticket médio, tem uma lista do tipo de serviços que mais é demandado; a variação de perfis de cliente que atende; a idade da frota, e por aí vai. Com esses dados, eleva ainda mais a capacidade produtiva, melhora a experiência do cliente e, naturalmente, o faturamento. É o caso do Sergio Santos, proprietário da SR Motors, mecânico de automóveis em Jundiaí, no interior de São Paulo. “Vi meu faturamento saltar de R$ 120 mil para R$ 3 milhões ao longo do tempo e estando no mesmo local por 19 anos, fruto da tríade: conhecimento em gestão, produtividade e ampliação do espaço”, explica Santos.   A virada de chave aconteceu em 2017, quando precisou aprender a gerenciar a própria oficina. Hoje com 15 mecânicos no time, ele começou o negócio na garagem da avó em 2004.  “Fiz o primeiro reparo em um chevette quando tinha 16 anos. No carro havia uma família com três crianças e, um deles, após ver que o veículo havia sido reparado, disse à mãe ´que eu havia salvado o passeio deles e que eu era um herói´. Daquele dia em diante decidi que ia consertar carro”, relembra. Sergio, que tem uma cruz tatuada no antebraço, fez cursos pelo Sebrae e pela Escola do Mecânico. Aos 45 anos, sendo 26 anos de profissão, diz que a falta de gestão dificulta muito o trabalho do mecânico. “Ainda que tenha muito trabalho e clientes – ainda mais neste momento em que a maioria das pessoas ficam mais tempo com o automóvel e precisam fazer manutenção periódica -, o dinheiro passa pelas mãos dele, mas não fica. Está sempre ali no limite emocional prestes a desistir, e cansado dos resultados ruins que está tendo financeiramente, além da dificuldade de recrutar”, pontua o empreendedor. Ele explica que, atualmente, na SR Motors, existem cinco níveis no plano de carreira dos mecânicos. Seguindo o piso de mercado, o profissional começa como auxiliar ganhando em torno de R$ 1.744,00 até chegar no nível de especialista com salário que pode chegar a R$ 6,5 mil. “Até para você conseguir bons profissionais é preciso conhecer de processos, gestão, fundamental”. Profissionais da área afirmam que donos de oficinas poderiam elevar o patamar de faturamento se entendessem mais sobre o negócio. É o que acredita Sandra Nalli, CEO e fundadora da Escola do Mecânico, que tem mais de 30 anos na área. “O mecânico sofre, não sabe fazer gestão financeira, se confunde, e algumas oficinas acabam não prosperando. Nós, enquanto escola que trabalha para gerar impacto social, temos a preocupação em ajudar a melhorar rentabilidade por meio da profissionalização, porém o dono da oficina precisa entender que, se não investir em treinamento e em gestão, são fatores limitantes para ele crescer”. Sandra, que no passado foi mecânica em uma grande empresa do setor, já qualificou mais de 120 mil pessoas, desde a fundação da escola em 2011. Hoje, soma mais de 50 escolas em todo País, entre rede própria e unidades franqueadas, com uma receita generosa de R$ 62 milhões. A previsão para este ano é chegar em R$ 82 milhões, já que, dentre outras coisas, o volume de matrículas é estimado em 32%. A ideia de empreender começou como um projeto social que Sandra tinha na Fundação Casa. Ela percebeu que podia formar alguns detentos que tinham vocação para esse tipo de trabalho, pois, à época, já vivia o dilema para contratar mão de obra qualificada. Então viu que podia ela mesma formar essas pessoas e empregá-las. Não à toa, que, anos depois, já com a empresa, criou o app Emprega Mecânico. Desde que a plataforma foi criada, cerca de 30% dos alunos formados pela Escola do Mecânico foram encaminhados ao mercado de trabalho, algo em torno de 40 mil alunos. A meta é aumentar em 50% o número de usuários ativos até o início do próximo ano com o lançamento da plataforma de apoio do Emprega+.  “Uma em cada três oficinas no País sofre carência de mão de obra qualificada, não encontra pessoas para contratar. Esse dado é assustador e não podemos nos conformar, nem com a falta de profissionalização, tampouco com a falta de gestão. Vamos mudar essa realidade com o apoio da indústria e das grandes empresas do ramo automotivo, por meio de ações e parcerias e pela comoção de boas histórias”, afirma Sandra. Raio-x do mecânico (a) de hoje Atualmente, o Brasil concentra 33% das oficinas mecânicas, sendo que 74 mil delas estão em plena atividade. Segundo dados da Oficina Brasil, são 300 mil profissionais, em um mercado que movimenta mais de R$ 60 bilhões apenas com peças técnicas e lubrificantes, sem considerar lataria, pneus, tintas ou mão de obra, e que cresceu mais de 50% nos últimos quatro anos. De acordo com o Sindipeças, o setor faturou R$ 256,7 bilhões em 2024, um crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior. A expectativa é de crescimento adicional de 5% em 2025. Outro dado interessante é que, de 2019 para cá, aumentou o número de mulheres na área em 230%. “Antes de fazer o curso, eu ganhava R$ 2 mil. Penso em faturar algo em torno de R$ 5 a mil R$ 10 mil”, explica Larissa Siqueira. Com 24 anos, ela representa muito bem o time das mulheres. Mãe, esposa e cinco anos na área, já soma 76 mil seguidores no Instagram. Junto ao marido, abriu recentemente a própria oficina de reparação e serviços em estética automotiva. Seu

Governo Federal apresenta regulamentação de medidas do Plano Brasil Soberano

Conjunto de portarias e resoluções definem critérios de priorização, elegibilidade, condições, diferimento, disciplina as operações e garantem empregos para empresas impactadas pelas tarifas de 50% imposta pelos EUA aos produtos brasileiros O governo federal detalhou na sexta-feira (22/08) a Portaria Conjunta nº 17/2025 que define os critérios de priorização para os destinatários das medidas de apoio do Plano Brasil Soberano previstas na Medida Provisória (MP) nº 1.309/2025, bem como de elegibilidade para acesso às garantias do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC-FGI Solidário). Os atos, elaborados pelos ministérios da Fazenda (MF) e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), regulamentam o conjunto inicial de medidas que tem como objetivo mitigar os impactos econômicos das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo dos Estados Unidos no último dia 30 de julho. Poderão acessar as ações previstas no plano as pessoas jurídicas de direito privado que realizam exportação aos Estados Unidos da América, de bens que foram afetados e que sejam registradas nos sistemas oficiais de comércio exterior. Também podem aderir as pessoas físicas que exportam bens para os EUA em caráter empresarial ou profissional, devidamente registradas como exportadoras junto aos órgãos competentes, na categoria de empresas individuais, microempreendedores individuais (MEI) e produtores rurais com CNPJ. Para ter acesso às ações de crédito e garantia previstas, é necessário estar em situação regular na Receita Federal do Brasil (RFB) e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) quanto a tributos e contribuições federais. Não poderá se beneficiar das medidas quem estiver sob regime de recuperação judicial ou extrajudicial, falência ou liquidação, exceto se demonstrado plano de recuperação aprovado judicialmente. A identificação dos beneficiários elegíveis às ações e medidas será realizada com base nos dados fornecidos pela Receita Federal do Brasil, que terá seu acesso consentido no momento de solicitação de linha de crédito pelo programa. O resultado da análise da elegibilidade será disponibilizado para as instituições financeiras habilitadas. Critérios O acesso às medidas de apoio da Medida Provisória será dado com prioridade às empresas que tenham registrado, entre julho de 2024 e junho de 2025, no mínimo 5% do faturamento total proveniente de exportações de produtos impactados pelas tarifas adicionais dos EUA.  Aquelas empresas cujo percentual do faturamento bruto decorrente de exportações de produtos impactados seja igual ou superior a 20% do faturamento total apurado no mesmo período poderão acessar linhas de financiamento em condições mais favoráveis, especialmente as MPMEs. No caso das garantias do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (PEAC-FGI Solidário), apenas as empresas com faturamento bruto anual de até R$300 milhões no ano anterior à contratação (MPMEs) terão acesso. Conforme determinado pela citada Medida Provisória, o BNDES será o agente financeiro da linha de financiamento que vai utilizar os R$30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) como fonte de recursos (funding), podendo habilitar outros agentes financeiros para atuar nas operações de repasse, que assumirão os riscos das operações.  Linhas A regulamentação das condições, dos encargos e demais normas foram feitas por meio da Resolução nº 5.242 do Conselho Monetário Nacional. Estarão disponíveis linhas de financiamento para capital de giro, capital de giro para produção de bens afetados pelo tarifaço, aquisição de bens de capital e investimento para adaptação da atividade produtiva, adensamento da cadeia produtiva e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos. Prazos e limites Os prazos das operações nas finalidades da linha emergencial variam entre 5 e 10 anos (60 e 120 meses, com carência de 12 e 24 meses, respectivamente). O valor máximo de financiamento por mutuário para as finalidades relativas à aquisição de bens de capital e ao financiamento de investimentos será de R$150 milhões. Para as finalidades relativas à capital de giro, as grandes empresas terão valor máximo de financiamento de R$200 duzentos milhões, enquanto as médias, pequenas e microempresas terão valor máximo de financiamento de R$35 milhões. A medida não resulta em despesa que acarrete impacto ao resultado primário, uma vez que os financiamentos concedidos com estes recursos são reembolsáveis e os riscos dos empréstimos são integralmente assumidos por instituições financeiras. As despesas decorrentes desta proposta são classificadas como financeiras. Portaria Pronampe FGO A Portaria nº 1.863/2025 disciplina as operações do Programa Brasil Soberano para micro e pequenas empresas exportadoras de bens, sobretudo aquelas impactadas pela imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras aos Estados Unidos, com garantia do Fundo Garantidor de Operações. As instituições financeiras e as entidades autorizadas participantes do Pronampe poderão aderir e requerer a garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO), que tem como objetivo assegurar uma parte do risco dos empréstimos e financiamentos concedidos a microempresas, empresas de pequeno porte, microempreendedores Individuais e profissionais liberais.  No caso do FGO, a elegibilidade está condicionada à comprovação de que, no mínimo, 5% do faturamento total entre julho de 24 e junho de 2025 decorreu da exportação de produtos sujeitos às referidas tarifas. O Fundo garantirá 100% de cada operação, para garantir que o crédito chegue a quem mais precisa. Essa cobertura é limitada a 40% da carteira de operações garantidas de cada banco ou entidade. O limite global a ser ressarcido às instituições financeiras e às entidades autorizadas é limitado ao montante destinado pela União e pelos demais cotistas ao FGO para o atendimento dos objetivos do Pronampe. Quando as instituições financeiras e as entidades autorizadas utilizarem recursos próprios, as operações de crédito serão contratadas com taxa de juros anual máxima igual à taxa Selic, acrescida de até 5%, no máximo, sobre o valor concedido. Quando utilizarem recursos de terceiros, as operações de crédito serão contratadas com taxa de juros de acordo com as regras do alocador de recursos.  Carência Para garantir que os contratantes das operações de crédito, que enfrentam desafios diante da imposição das tarifas, tenham tempo o suficiente para se reorganizarem, a linha contará com um prazo de carência de até 24 meses para o início do pagamento das parcelas do financiamento. O prazo máximo para contratação das operações é de até 72 meses para o pagamento, com prazo máximo de até 84 meses para prorrogação.

71% dos consumidores compram online mensalmente

O e-commerce consolida-se como um canal de compra indispensável para o consumidor brasileiro. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, aponta que nos últimos 12 meses anteriores ao levantamento, 119,2 milhões de consumidores residentes nas capitais do país fizeram pelo menos um compra pela internet, o que representa 73% dos entrevistados. Em relação à frequência das compras, sete em cada 10 consumidores (71%) compram online pelo menos uma vez por mês, enquanto 53% algumas vezes por mês, 15% semanalmente e 3% todos os dias. De acordo com os consumidores, os produtos mais comprados pela internet são as roupas, calçados e acessórios (46%), depois comida por delivery (34%), remédios e produtos de saúde (28%) artigos para casa (28%) e cosméticos e perfumes (26%). Em relação à segurança nas compras online, a pesquisa mostra que 19% dos entrevistados foram vítimas de fraude online nos últimos 12 meses, enquanto 20% sofreram tentativa de fraude, sem prejuízo financeiro e 58% nunca passaram por essa situação. Quando perguntados sobre a sensação de segurança nas compras, os consumidores deram uma média 8,0 em escala de 1 a 10. “Os dados revelam um consumidor cada vez mais habituado às compras online. O alto índice de compras mensais (71%) demonstra que o e-commerce já faz parte da rotina de boa parte da população urbana, consolidando a compra digital como prática recorrente, não apenas ocasional. Mas antes de efetuar qualquer compra, é importante o consumidor se certificar se o site é seguro e sempre desconfiar de preços muito abaixo dos praticados”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa. Sites internacionais lideram o ranking dos consumidores na hora de comprar pela internet Quando investigado os sites e/ou aplicativos mais utilizados nas compras, percebe-se o domínio dos marketplaces internacionais no Brasil: 96% dos consumidores compram neles. No ranking das primeiras posições, chama a atenção a grande participação de plataformas estrangeiras. Os principais são Shopee (73%), Mercado Livre (63%), Amazon (39%), Shein (37%), Americanas (29%), e Magalu (28%). De acordo com os entrevistados, o valor médio da última compra foi de R$ 224, sendo que 20% compraram até R$ 100 e 20% entre R$ 101 e R$ 250. O número médio de compras online no último mês foi de 5 compras, sendo uma compra a mais em comparação com 2024. As formas de pagamento preferidas nas compras online são o PIX (66%), seguido pelo cartão de crédito (51%) e pelo cartão de débito (20%). Em relação aos critérios de escolha de uma loja online, os consumidores citaram: frete grátis (56%) como principal fator, seguido por promoções e descontos (47%), preço baixo (47%), pronta entrega (30%), facilidade no pagamento (30%) e descrições detalhadas dos produtos (30%). Preço e comodidade são as principais vantagens em comprar pela internet Nove em cada dez consumidores (92%) compraram mais de uma vez na mesma loja online, sendo os motivos mais citados: melhores preços (32%), frete grátis (27%), boa experiência anterior (27%) e confiança na loja (25%). Entre os fatores que incentivam aumento das compras online, os entrevistados destacaram frete grátis (54%), preços mais baixos que lojas físicas (43%), entrega mais rápida (29%) e maior facilidade de encontrar produtos (24%). Na percepção dos consumidores, as principais vantagens das compras online são o preço baixo (44%), seguido pela comodidade de comprar sem sair de casa (33%), economia de tempo (26%) e a flexibilidade de horário (23%). A grande maioria dos internautas (78%) não teve problemas com as compras online, enquanto 20% relataram falhas, principalmente no recebimento do produto diferente do anunciado (5%), entrega fora do prazo (5%), produto não entregue (4%) e produto danificado (4%). Neste caso, 44% resolveram os problemas com a devolução do dinheiro (22%) e troca do produto (14%). “A pesquisa mostra o fortalecimento do comportamento de compra pautado em comodidade, economia de tempo e flexibilidade de horário, o que torna o ambiente online cada vez mais competitivo para as empresas, que precisam investir na satisfação do consumidor em um mercado em constante evolução”, destaca Costa. 80% dos entrevistados utilizaram algum aplicativo de loja para realizar compras de produtos e serviços nos últimos 12 meses Oito em cada dez (80%) consumidores que fizeram compras online nos últimos 12 meses utilizaram algum aplicativo de loja para realizar suas compras. Os entrevistados destacaram como principais motivos a praticidade e rapidez (48%), melhores preços e ofertas (44%), não precisar sair de casa (38%) e a facilidade de acesso (28%). Os principais produtos comprados por aplicativos foram os artigos de vestuário (roupas, sapatos acessórios) (56%), os produtos de beleza, cosméticos e perfumes (44%), os itens para casa (eletrodomésticos, decoração, cama, mesa e banho) (41%) e os eletrônicos e produtos de informática (30%). Já em relação às compras por meio das redes sociais, a pesquisa mostra que 49% dos consumidores fizeram alguma compra pelo Facebook, Instagram, YouTube, WhatsApp ou TikTok. Neste caso, os entrevistados destacaram a rapidez e praticidade (35%), melhores preços e ofertas (31%) e acesso a novidades (26%) como as principais razões. Os produtos mais comprados pelas redes sociais foram: roupas, sapatos e acessórios (50%), cosméticos, perfumes e produtos para cabelo (41%), produtos para casa (eletrodomésticos, decoração, cama, mesa e banho) (36%) e eletrônicos e informática (29%). O levantamento mostra ainda que 71% dos consumidores clicam em anúncios de ofertas nas redes sociais, sendo que 28% compram às vezes, 19% raramente compram, 13% nunca compram e 11% finalizam a compra na maioria das vezes após clicar no anúncio. De acordo com a pesquisa, 34% dos entrevistados afirmam ter realizado compras pelo WhatsApp nos últimos 12 meses. A frequência média mensal é de 2 compras por pessoa no último mês, o que mostra que a prática está se consolidando na rotina dos consumidores brasileiros. Entre os principais motivos que levam à compra via WhatsApp, destacam-se: possibilidade de negociar preço ou forma de pagamento (26%) a conveniência de comprar sem sair de casa (23%), o recebimento de imagens e vídeos dos produtos

As inteligências artificiais Lara e José, assinadas pela Profuel, inauguram uma nova era na gestão de combustíveis no Brasil

Solução inédita no mercado brasileiro combina tecnologia, conhecimento técnico e atendimento humanizado, confirmando a ProFuel como pioneira no uso de IA para promover eficiência, segurança e boas práticas no setor de combustíveis A ProFuel, referência nacional em soluções para gestão, armazenamento, transporte, manuseio, de combustíveis, anuncia o lançamento de uma inteligência artificial via WhatsApp. Representada por dois personagens comuns ao nosso dia a dia a Lara e o José, representam o conhecimento adquirido pela equipe da ProFuel, ao longo dos anos e dos trabalhos realizados e analisados em postos de combustível, em frotistas diversos, como transporte, agricultura, mineração, em mecânicos, entre outros segmentos em que vivemos o universo da indústria automotiva e de combustíveis. Uma inteligência artificial desenvolvida para orientar donos de postos, mecânicos, engenheiros, gestores, frotistas, mecânicos e usuários em geral sobre como armazenar, manusear e tratar combustíveis de forma segura, econômica e sustentável. Alternando-se no atendimento, Lara e José oferecem suporte imediato sobre armazenamento, manuseio, tratamento, manutenção e principalmente como evitar problemas mecânicos oriundos de um combustível fora de especificação. A plataforma também agenda visitas técnicas e treinamentos presenciais, conectando o universo digital às práticas de campo e fortalecendo a capacitação profissional. Segundo Gilles-Laurent Grimberg, CEO da ProFuel e da Actioil do Brasil, a criação desses assistentes IA não é apenas mais um avanço tecnológico, mas uma mudança de paradigma. “O Brasil é um país que movimenta sua economia sobre rodas. Cada gota de combustível importa. A Lara e o José chegam para colocar a informação certa no momento certo, ajudando o cliente a tomar decisões mais seguras, eficientes e rentáveis. Estamos levando para os consumidores e revendedores de combustíveis a mesma revolução que a inteligência artificial já promove em outras indústrias.” O uso de assistentes virtuais baseados em IA é uma tendência global. Empresas de diversos segmentos têm adotado a tecnologia para oferecer respostas rápidas, personalizadas e precisas, reduzindo erros operacionais e aumentando a produtividade. No setor de combustíveis, no entanto, essa aplicação ainda é incipiente — o que torna a ProFuel pioneira ao lançar um serviço especializado, construído com linguagem técnica, mas leve e consultiva, totalmente adaptada às necessidades de oficinas, frotistas e postos. Para Grimberg, essa inovação vai muito além de automatizar atendimentos. “Nosso objetivo é transformar conhecimento técnico em ação prática. Mais do que falar sobre combustível, queremos ajudar quem depende dele a trabalhar melhor, gastar menos e operar com mais segurança. Com a Lara e o José, colocamos especialistas virtuais 24 horas por dia à disposição de quem precisa.” A iniciativa reforça o compromisso da ProFuel com a profissionalização e a sustentabilidade do setor. “Não é apenas sobre tecnologia; é sobre criar uma nova cultura no uso de combustíveis, prevenindo perdas, evitando impactos ambientais e fortalecendo a rentabilidade dos negócios”, conclui o executivo. O lançamento oficial será realizado em uma live interativa, na qual Lara e José se alternarão no chat, respondendo perguntas em tempo real e demonstrando, na prática, como a tecnologia pode resolver desafios diários e antecipar problemas antes que eles gerem custos ou riscos.

Emplacamento das associadas à Abeifa registra alta de 15,2% em julho

As dez marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 11.759 unidades, anotaram em julho último alta em suas vendas de 15,2% ante junho, quando foram comercializadas 10.205 unidades. Comparado a julho de 2024, o aumento é de 33,6%: 11.759 unidades contra 8.804 veículos. No acumulado de 2025, veículos importados mais as unidades aqui produzidas, a Abeifa soma agora 71.800 unidades, 31,6% mais em relação ao ano passado, quando foram emplacadas 54.547 unidades. Os dados de emplacamento de veículos eletrificados no período de janeiro a julho continuam expressivos: os 66.570 veículos eletrificados a Abeifa respondem por 47,8% do mercado interno total de 139.323 unidades emplacadas.    Em julho último, com 11.759 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a participação das associadas à Abeifa foi de 5,1% do mercado total de autos e comerciais leves (229.948 unidades). As 71.800 unidades emplacadas nos primeiros sete meses do ano mantiveram marketshare de 5,3% do total de 1.361.275 unidades do mercado interno brasileiro de automóveis e comerciais leves. Varejo anima – Nas últimas semanas, o setor automobilístico brasileiro vivenciou momentos de turbulência, a começar pelos embates tarifários de importação de veículos semidesmontados e desmontados, ainda a indefinição da política protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a manutenção da taxa Selic na casa de 15%. “Para nós, importadores de veículos acabados, esse cenário não deve impactar fortemente as projeções de 2025. Julho nos mostrou que as vendas no varejo superaram as vendas para as locadoras, fator positivo que sinaliza alento ao setor, que mantém a projeção de 120 mil unidades emplacadas no ano”, afirma Marcelo Godoy, presidente da Abeifa

Preços de combustíveis voltam a subir em agosto

O Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade avaliou o valor da gasolina comum, etanol e diesel S10 em todos os estados O valor por litro dos combustíveis automotivos para o consumidor final voltou a subir na primeira quinzena de agosto. Os preços da gasolina comum, etanol e diesel S10 interromperam a trajetória de queda que vinha se desenhando desde meados de fevereiro.  Entre a última semana de julho e a segunda semana de agosto, dois combustíveis registraram aumento nos preços médios nacionais: o diesel S10 passou de R$ 6,14 para R$ 6,18 por litro, enquanto o etanol subiu de R$ 4,25 para R$ 4,29 por litro. A gasolina comum, por sua vez, manteve-se estável no mesmo período, com o preço médio em torno de R$ 6,29 por litro.  Na análise por estados, o Rio Grande do Norte apresentou a maior alta nos preços de todos os combustíveis analisados. A gasolina comum teve um aumento de 4,7%, passando de R$ 6,04 para R$ 6,33. O etanol subiu 4,2%, de R$ 4,99 para R$ 5,20, e o diesel S10 está 3,5% mais caro, com o preço médio passando de R$ 5,90 para R$ 6,11.  Entre os estados que registraram queda, o Ceará se destacou no preço do etanol, com recuo de 1,7% (de R$ 5,43 para R$ 5,34). O diesel S10 apresentou variação negativa de 1,5%, caindo de R$ 6,30 para R$ 6,20. Já no Rio Grande do Sul, a gasolina comum teve redução de 0,7%, com o preço médio passando de R$ 6,21 para R$ 6,17.  Os dados fazem parte da mais recente edição do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A iniciativa integra o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade desde fevereiro de 2023.  Acompanhe o levantamento completo aqui.

AMMA reforça papel da inclusão para fortalecer o setor automotivo

Lançada na Automec 2025, Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo já articula parcerias com entidades como a Aliança Aftermarket A presença feminina no setor automotivo ainda é pequena — apenas 6% da força de trabalho, segundo dados de mercado —, mas cresce impulsionada por iniciativas que buscam ampliar oportunidades e dar visibilidade às profissionais. Uma das mais recentes é a AMMA (Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo), lançada oficialmente durante a Automec 2025. A entidade nasceu para conectar talentos, compartilhar experiências e criar oportunidades em todos os elos da cadeia automotiva, da indústria à reparação, passando por comunicação, gestão e liderança. “Não estamos mais pedindo espaço, estamos construindo espaços juntos”, afirmou Carla Norcia, comunicadora e uma das idealizadoras da AMMA, em entrevista ao Novo Varejo. Com atuação descentralizada, a associação já busca fortalecer laços com outras organizações do setor, como a Aliança Aftermarket Automotivo. A proposta é desenvolver ações conjuntas, incluindo capacitações, eventos com recorte de diversidade e campanhas de comunicação com impacto social. Entre as iniciativas previstas para o segundo semestre de 2025, estão novas edições do podcast AMMAcast, encontros híbridos do AMMATalks, lançamentos de e-books, Clube do Livro e grupos de networking dentro da Comunidade AMMA. A agenda também inclui palestras, artigos e participação em eventos do mercado. Para Carla, o momento é propício para acelerar mudanças culturais e promover um ambiente mais plural e inovador: “A AMMA chega com respeito, atenção e compromisso para valorizar quem já está, preparar quem está chegando e caminhar junto com todos os profissionais e empresas que querem construir um mercado automotivo cada vez mais representativo e sustentável”.  Fonte: Novo Varejo