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Mais previsões: Meteorologia 25 dias

Preços de combustíveis voltam a subir em agosto

O Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade avaliou o valor da gasolina comum, etanol e diesel S10 em todos os estados O valor por litro dos combustíveis automotivos para o consumidor final voltou a subir na primeira quinzena de agosto. Os preços da gasolina comum, etanol e diesel S10 interromperam a trajetória de queda que vinha se desenhando desde meados de fevereiro.  Entre a última semana de julho e a segunda semana de agosto, dois combustíveis registraram aumento nos preços médios nacionais: o diesel S10 passou de R$ 6,14 para R$ 6,18 por litro, enquanto o etanol subiu de R$ 4,25 para R$ 4,29 por litro. A gasolina comum, por sua vez, manteve-se estável no mesmo período, com o preço médio em torno de R$ 6,29 por litro.  Na análise por estados, o Rio Grande do Norte apresentou a maior alta nos preços de todos os combustíveis analisados. A gasolina comum teve um aumento de 4,7%, passando de R$ 6,04 para R$ 6,33. O etanol subiu 4,2%, de R$ 4,99 para R$ 5,20, e o diesel S10 está 3,5% mais caro, com o preço médio passando de R$ 5,90 para R$ 6,11.  Entre os estados que registraram queda, o Ceará se destacou no preço do etanol, com recuo de 1,7% (de R$ 5,43 para R$ 5,34). O diesel S10 apresentou variação negativa de 1,5%, caindo de R$ 6,30 para R$ 6,20. Já no Rio Grande do Sul, a gasolina comum teve redução de 0,7%, com o preço médio passando de R$ 6,21 para R$ 6,17.  Os dados fazem parte da mais recente edição do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A iniciativa integra o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade desde fevereiro de 2023.  Acompanhe o levantamento completo aqui.

AMMA reforça papel da inclusão para fortalecer o setor automotivo

Lançada na Automec 2025, Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo já articula parcerias com entidades como a Aliança Aftermarket A presença feminina no setor automotivo ainda é pequena — apenas 6% da força de trabalho, segundo dados de mercado —, mas cresce impulsionada por iniciativas que buscam ampliar oportunidades e dar visibilidade às profissionais. Uma das mais recentes é a AMMA (Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo), lançada oficialmente durante a Automec 2025. A entidade nasceu para conectar talentos, compartilhar experiências e criar oportunidades em todos os elos da cadeia automotiva, da indústria à reparação, passando por comunicação, gestão e liderança. “Não estamos mais pedindo espaço, estamos construindo espaços juntos”, afirmou Carla Norcia, comunicadora e uma das idealizadoras da AMMA, em entrevista ao Novo Varejo. Com atuação descentralizada, a associação já busca fortalecer laços com outras organizações do setor, como a Aliança Aftermarket Automotivo. A proposta é desenvolver ações conjuntas, incluindo capacitações, eventos com recorte de diversidade e campanhas de comunicação com impacto social. Entre as iniciativas previstas para o segundo semestre de 2025, estão novas edições do podcast AMMAcast, encontros híbridos do AMMATalks, lançamentos de e-books, Clube do Livro e grupos de networking dentro da Comunidade AMMA. A agenda também inclui palestras, artigos e participação em eventos do mercado. Para Carla, o momento é propício para acelerar mudanças culturais e promover um ambiente mais plural e inovador: “A AMMA chega com respeito, atenção e compromisso para valorizar quem já está, preparar quem está chegando e caminhar junto com todos os profissionais e empresas que querem construir um mercado automotivo cada vez mais representativo e sustentável”.  Fonte: Novo Varejo

Indústria de Duas Rodas de Manaus bate recorde e reforça liderança global

O PIM (Polo Industrial de Manaus) consolidou-se, mais uma vez, como potência global na fabricação de veículos de duas rodas. No primeiro semestre de 2025, o setor atingiu faturamento recorde de R$ 23,3 bilhões, um crescimento de 30,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do PEA (Painel da Economia Amazonense). Com capacidade produtiva anual de 1,8 milhão de motocicletas e 500 mil bicicletas, o PIM mantém sua posição como o maior polo de produção de duas rodas fora do eixo asiático, abastecendo uma rede nacional com mais de 7,8 mil pontos de venda e concessionárias. Esse forte desempenho também se traduz em geração de empregos: até julho, o setor empregava 20,3 mil trabalhadores diretos em Manaus, aumento de 8,56% sobre 2024 (18,7 mil). Em todo o Brasil, a cadeia produtiva sustenta cerca de 150 mil empregos diretos. A produção de bicicletas elétricas desponta como um dos destaques de 2025. Segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), a fabricação registrou alta de 122% no ano, com 18,2 milhões de unidades até julho, frente a 9,2 milhões no mesmo período de 2024. Atualmente, o PIM fabrica 45 modelos diferentes de e-bikes, em sintonia com as tendências globais de mobilidade sustentável. Para Lúcio Flávio de Moraes, presidente executivo do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), os números comprovam a força e a relevância estratégica do setor: “O polo de Duas Rodas de Manaus é um exemplo claro de como o Brasil pode competir de igual para igual com os maiores centros industriais do mundo. Temos alta capacidade produtiva, tecnologia de ponta, processos sustentáveis e uma rede de fornecedores que garante qualidade e agilidade ao consumidor”, explica o executivo.  Qualidade, inovação e sustentabilidade com DNA brasileiro A indústria brasileira de duas rodas é reconhecida por seus centros de produção certificados pela ISO 9001 e alinhados aos mais exigentes padrões internacionais. Altamente verticalizada, alia competitividade, inovação e responsabilidade ambiental, posicionando o Brasil como referência global em qualidade, segurança e confiabilidade. A sustentabilidade é parte central dessa trajetória: 65% da produção nacional já utiliza motorização flexfuel, reforçando o compromisso com soluções mais limpas e eficientes. “Além do impacto econômico, nosso setor cumpre um papel estratégico na mobilidade urbana, na inclusão social e na preservação ambiental. Produzir na Amazônia é garantir desenvolvimento regional com a floresta em pé”, destaca Lúcio. Fabricadas majoritariamente em Manaus, as motocicletas brasileiras incorporam tecnologia de ponta comparável aos principais mercados internacionais, com garantia média de dois a quatro anos e ampla rede de reposição, assegurando rapidez e eficiência no atendimento ao consumidor. O setor abriga os principais fabricantes mundiais, fortalecendo a posição do Brasil no cenário internacional. Os dados e tendências foram apresentados no webinar “Diálogos Amazônicos”, moderado por Márcio Holland, coordenador da Pós-Graduação Master da FGV EESP. O evento contou ainda com a participação de Marcos Bento, presidente da Abraciclo e head de Vendas da Moto Honda da Amazônia, e Fernando Rocha, vice-presidente do segmento de bicicletas e diretor de Operações da Caloi.

Emplacamentos crescem em julho com estímulo do Programa Carro Sustentável

Além da redução tributária no IPI, para automóveis sustentáveis, o mês de julho teve três dias úteis a mais do que junho De acordo com dados levantados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, os emplacamentos de veículos, considerando todos os segmentos, somaram 458.055 unidades em julho de 2025, uma alta de 9,13% na comparação com julho de 2024 e de 11,55% em relação a junho deste ano. Com esse resultado, o setor acumula 2.798.699 emplacamentos no ano, crescimento de 7,33% sobre o mesmo período de 2024.  O desempenho, na opinião de Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave, reflete um conjunto de fatores positivos, com destaque para a entrada em vigor do Programa Carro Sustentável, que reduziu, desde o dia 10 de julho, a carga tributária de automóveis mais eficientes e acessíveis, antecipando decisões de compra por parte dos consumidores. “O mês de julho teve três dias úteis a mais do que junho, o que ajuda a explicar parte da alta mensal. No entanto, o movimento de alta foi além do calendário. A nova política de IPI para automóveis impactou os preços dos veículos de entrada, o que estimulou a demanda já no mês da sua implementação e deve refletir nos emplacamentos do restante do ano, fazendo com que o setor mantenha o crescimento estimado pela Fenabrave, de 5%. Essa medida, somada a um ambiente de crédito um pouco mais estável, ajudou a sustentar o desempenho positivo de julho para a maior parte dos segmentos em julho “, avalia. A Fenabrave participou das discussões e participou do lançamento do Programa Carro Sustentável em Brasília (DF), no dia 10 de julho. “Notamos que os emplacamentos dos automóveis de entrada, das marcas participantes do Programa Carro Sustentável, aumentaram 11,35% em julho/2025 sobre julho/2024. Em julho do ano passado, os modelos das cinco marcas participantes, incluídos no Programa, somaram 85.588 emplacamentos e, em julho/2025, após a divulgação do decreto, os emplacamentos desses modelos totalizaram 95.305 unidades”, analisa Arcelio Junior. EMPLACAMENTOS DE VEÍCULOS EM JULHO DE 2025 E ACUMULADO DO ANO Acumulado de veículos eletrificados – janeiro a julho Acumulado de veículos eletrificados – janeiro a julho EMPLACAMENTOS – Avaliação por Segmento PROJEÇÕES PARA 2025 A Fenabrave manteve as projeções anunciadas à imprensa no último mês de julho, e poderá fazer nova revisão no terceiro trimestre. Confira, abaixo:

Copom mantém a taxa Selic em 15,00% a.a.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 15,00% ao ano, diante de um cenário global adverso e persistentes pressões inflacionárias. A decisão reflete a estratégia de segurar a inflação dentro da meta, em um contexto de expectativas desancoradas e incertezas tanto no ambiente internacional quanto no doméstico. No plano externo, a conjuntura econômica dos Estados Unidos — especialmente em relação à política fiscal e comercial — tem afetado a volatilidade dos mercados e as condições financeiras globais. Isso aumenta os riscos para países emergentes, que ainda enfrentam instabilidades geopolíticas e precisam calibrar suas políticas com mais cautela. No Brasil, o ritmo da atividade econômica mostra sinais de moderação, como já era previsto, mas o mercado de trabalho permanece aquecido. A inflação acumulada e seus núcleos continuam acima da meta, o que reforça o desafio da autoridade monetária. As expectativas captadas pela pesquisa Focus apontam inflação de 5,1% em 2025 e 4,4% em 2026 — ambas acima do centro da meta. Já a projeção do Copom para o primeiro trimestre de 2027, considerado o novo horizonte relevante, está em 3,4%. Segundo o Comitê, os riscos para a inflação seguem elevados em ambas as direções. Do lado altista, pesam fatores como a persistência da inflação de serviços, uma eventual desancoragem prolongada das expectativas e impactos das políticas econômica e cambial. Entre os riscos baixistas estão uma possível desaceleração mais forte da atividade interna, uma queda nos preços das commodities e um desaquecimento global mais profundo, impulsionado por incertezas comerciais. O Copom destacou também a preocupação com os anúncios recentes dos EUA sobre possíveis tarifas ao Brasil, além do acompanhamento contínuo da política fiscal local e seus reflexos sobre os ativos e a política monetária. Nesse ambiente de alta incerteza, o Comitê entende que uma taxa de juros elevada e mantida por um período prolongado ainda é necessária para garantir a convergência da inflação à meta. A decisão unânime de manter a Selic foi tomada por Gabriel Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Guillen, Gilneu Vivan, Izabela Correa, Nilton David, Paulo Picchetti, Renato Gomes e Rodrigo Teixeira. O Comitê reforçou que segue vigilante e poderá retomar o ciclo de alta dos juros, se as condições assim exigirem. Tabela 1 Projeções de inflação no cenário de referência Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%) Índice de preços 2025 ​2026 1º tri 2027 IPCA 4,9 3,6 3,4 IPCA livres 5,1 3,5 3,3 IPCA administrados 4,4 4,0 3,9 No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,55/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2025 e de 2026. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento usual. 

Autopeças em foco: CBCPAVE discute parcerias com a GM, inspeção veicular e agenda legislativa

A Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPAVE) reuniu lideranças empresariais e sindicais em Brasília, no dia 22 de julho, para discutir iniciativas que impactam diretamente o setor automotivo. O encontro aconteceu na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com coordenação de Ranieri Palmeira Leitão e mediação de Andréa Marins, da Assessoria das Câmaras Brasileiras da CNC. Representantes de federações estaduais, do Sincopeças Brasil, da General Motors (GM), técnicos da CNC e convidados participaram da reunião. Luiz Carlos Bohn, coordenador-geral das Câmaras da CNC, também esteve presente por videoconferência. Entre os principais temas debatidos, a General Motors apresentou duas propostas de parceria com o setor. A primeira, chamada Parceiro Chevrolet, oferece condições especiais para empresas (CNPJ) na compra de veículos zero quilômetro da marca, com acesso por meio de uma plataforma digital. Já o programa Amigos Chevrolet é voltado aos colaboradores (CPF), garantindo benefícios exclusivos na aquisição de veículos. Ambas as iniciativas são atualizadas mensalmente, sem custo para as entidades participantes, com foco na ampliação do acesso à mobilidade para empresas e funcionários. A reunião também abordou a regulamentação da Inspeção Técnica Veicular (ITV). A análise apresentada por Guilherme Cardoso, da Gerência Executiva de Análise e Desenvolvimento Econômico e Estatístico da CNC, mostrou que falhas mecânicas estão presentes em cerca de 6% dos acidentes nas rodovias federais. Com potencial de reduzir sinistros entre 5% e 10%, a ITV se mostra uma medida eficaz para a segurança viária. Embora prevista no Código de Trânsito desde 1997, ainda aguarda regulamentação. O debate legislativo teve destaque na apresentação de Felipe Miranda, da Diretoria de Relações Institucionais da CNC, que citou projetos em tramitação no Congresso com impacto direto no setor de autopeças. Entre eles, o PL 5.301/2016, que trata da regulamentação da ITV; o PL 338/2015, que obriga a manutenção de peças por até 10 anos após o fim da produção; e o PL 4.821/2016, que exige o fornecimento digital das especificações técnicas das peças, fortalecendo o comércio independente. Na área de inovação, Danilo Fraga, CEO da Fraga Inteligência Automotiva, apresentou soluções tecnológicas para aprimorar a gestão comercial, ressaltando a importância de plataformas integradas de dados diante da complexidade crescente da frota circulante. A empresa já conta com dados de mais de 2 mil fabricantes, 250 distribuidores e 18 mil usuários ativos. Encerrando a programação, o período da tarde foi dedicado ao planejamento estratégico da CBCPAVE. A proposta é mobilizar sindicatos estaduais para mapear parlamentares alinhados às pautas do setor, ampliando a atuação política da Câmara em prol do comércio de autopeças.

Motociclistas no Brasil: frota cresce e número de habilitados ultrapassa os 40 milhões

Alagoas, Amazonas, Bahia e Piauí apresentaram o maior aumento entre os estados As motocicletas e os motociclistas têm ganhado cada vez mais espaço e relevância no Brasil. Atualmente, a frota nacional ultrapassa os 35 milhões de veículos, representando um aumento de 42% ao longo da última década. De acordo com os dados da Secretaria Nacional de Trânsito – SENATRAN, analisados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, esse crescimento expressivo foi acompanhado por uma elevação de 38,4% no número de condutores habilitados na categoria A, específica para veículos motorizados de duas ou três rodas. Hoje, mais de 40 milhões de brasileiros estão aptos a conduzir motocicletas ou similares, evidenciando a importância crescente desse meio de transporte no cenário nacional. Para comemorar o Dia do Motociclista (27 de julho), a Abraciclo divulga um ranking com os estados que apresentaram o maior crescimento porcentual no número de habilitações para motocicletas. O levantamento revela que esse avanço não se limita aos maiores centros urbanos nacionais: Alagoas, Amazonas, Bahia e Piauí lideram a lista, demonstrando que o uso da motocicleta tem se expandido por diversas regiões do País, especialmente fora dos principais polos econômicos. Ranking Estado 2016 2025* Share (%) Variação (%) 2025 1º Alagoas 211.879 394.695 1,0% 86,3% 2º Amazonas 220.789 396.834 1,0% 79,7% 3º Bahia 1.207.453 1.963.168 4,8% 62,6% 4º Piauí 315.297 500.245 1,2% 58,7% 5º Rio de Janeiro 1.115.628 1.746.143 4,3% 56,5% 6º Sergipe 242.913 370.449 0,9% 52,5% 7º Maranhão 414.489 630.882 1,5% 52,2% 8º Ceará 1.064.632 1.610.944 3,9% 51,3% 9º Paraíba 382.409 568.263 1,4% 48,6% 10º Tocantins 326.142 469.854 1,2% 44,1% TOTAL 29.520.716 40.848.708 100,0% 38,4%                                                 Fonte: SENATRAN (*) – Dados até maio/2025 Esses números comprovam que o setor de duas rodas vive um momento histórico. A motocicleta se consolida como uma das principais soluções de mobilidade no Brasil, além de ser uma ferramenta essencial de trabalho e geração de renda para milhões de brasileiros.

Panorama econômico: relatório aponta inflação acima da meta e juros elevados em 2025

As projeções mais recentes do mercado financeiro, reunidas no Relatório Focus divulgado em 18 de julho pelo Banco Central do Brasil, revelam um cenário de expectativas cautelosas para a economia brasileira em 2025. Apesar de sinais de desaceleração inflacionária e perspectivas estáveis de crescimento, os juros altos e os desafios fiscais seguem no radar dos analistas. Inflação segue pressionada A estimativa do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025 é de 5,29%, acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Embora o índice tenha sido revisado para baixo nas últimas semanas (com algumas casas prevendo 5,10%), a inflação ainda preocupa, especialmente por conta dos preços administrados, cuja previsão é de alta de 6,13% neste ano. Selic deve continuar elevada Para conter as pressões inflacionárias, o Banco Central tem mantido uma política monetária restritiva. A taxa Selic, hoje em 15% ao ano, deve encerrar 2025 em 13%, segundo o relatório. A expectativa é de redução gradual nos próximos anos: 12% em 2026, 10% em 2027 e estabilização nesse patamar em 2028. O nível elevado dos juros encarece o crédito e reduz o ritmo da atividade econômica no curto prazo, mas é considerado necessário para ancorar as expectativas inflacionárias. PIB em crescimento moderado A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 é de 2,21%, com leve avanço para 2,5% nos anos seguintes. O desempenho é considerado positivo, porém insuficiente para impulsionar mudanças estruturais significativas. A agropecuária segue sendo o principal motor da economia, mas especialistas apontam a necessidade de diversificação e fortalecimento de outros setores, como indústria e serviços, para garantir crescimento sustentável. Câmbio instável As expectativas para o câmbio indicam volatilidade, refletindo o ambiente externo incerto e as questões fiscais internas. A oscilação do real frente ao dólar afeta diretamente os preços de importados e, consequentemente, a inflação. Além disso, um câmbio instável pode influenciar negativamente decisões de investimento e comércio exterior. Contas públicas pressionadas O cenário fiscal segue desafiador. A previsão para o resultado primário em 2025 é de déficit de 0,60% do PIB, enquanto o resultado nominal deve ficar negativo em 6,87%. A dívida pública líquida também permanece em trajetória de alta. Apesar disso, o investimento direto no país deve permanecer em US$ 70 bilhões por ano, sinalizando a confiança de parte dos investidores no potencial de médio e longo prazo da economia brasileira. Perspectiva é de ajuste O Relatório Focus indica que o mercado aposta em um processo gradual de ajuste macroeconômico. A convergência da inflação para a meta, aliada a uma política fiscal mais equilibrada, poderá abrir espaço para uma flexibilização da política monetária nos próximos anos. Por ora, a combinação de juros altos, inflação resistente e déficits fiscais impõe um ritmo moderado de recuperação econômica. Em meio a incertezas globais e pressões internas, o Brasil caminha com prudência. O foco, agora, está na consolidação de expectativas e no fortalecimento das bases fiscais e estruturais para garantir um ciclo sustentável de crescimento. Veja o relatório aqui

O carro digital como modelo: como os ecossistemas interconectados constroem a base para o setor do futuro 

Fabricantes de automóveis e empresas de vários setores ganham em desempenho, segurança e conformidade ao adotar plataformas seguras de interconexão digital Na atual era da digitalização contínua que está transformando radicalmente a maneira como os setores, as empresas e os fornecedores operam e se conectam, a quantidade de dados trocados entre empresas, parceiros e clientes está em constante crescimento. Entre os inúmeros exemplos no mercado para essa tendência, o setor automotivo se destaca: No futuro, o desenvolvimento e o uso de carros autônomos serão baseados em conectividade segura, extremamente resiliente e de alto desempenho, permitindo a troca constante de dados. De acordo com Ivo Ivanov, CEO da DE-CIX, a principal operadora de Internet Exchanges (IXs – pontos de troca de tráfego), com 60 localizações em todo o mundo, o sucesso de um carro digital (e de qualquer serviço ou produto digital) depende diretamente da qualidade e da performance da conectividade com o ecossistema digital. “Os fabricantes de automóveis e muitas outras empresas automotivas exigem conectividade estável e latência mínima (intervalo de tempo), resiliência máxima e segurança de última geração nas trocas de dados para garantir o funcionamento adequado de seus serviços digitais. Isso só é possível por meio da interconexão direta com as redes de conteúdo, aplicativos e dados necessários, de preferência por meio de pontos de interconexão (locais físicos onde diferentes redes de comunicação se conectam para trocar dados diretamente), ou IXs (Internet Exchanges) neutras, seguras e de alto desempenho”, explica ele. Redes sobre rodas Os carros autônomos são um bom exemplo de um ecossistema de dados complexo que permeia desde informações de segurança, tráfego e manutenção de veículos até entretenimento personalizado. A integridade e a privacidade desses dados são cruciais, e qualquer falha afeta diretamente a experiência do usuário e a reputação da marca. Para superar esses desafios, a DE-CIX propõe que os fabricantes adotem ecossistemas de interconexão fechados e seguros, como os grupos fechados de usuários (CUGs), oferecidos pela empresa em suas plataformas IX. Esses ambientes controlados permitem que os fabricantes de automóveis: Da interconexão bilateral ao ecossistema digital Tradicionalmente, o setor automotivo dependia de interconexões bilaterais e soluções como MPLS (Multiprotocol Label Switching), com pouca visibilidade dos fluxos de dados de ponta a ponta. Essa abordagem não atende mais às necessidades do carro digital contemporâneo, que exige capacidade, controle e adaptação regulatória internacional. Com o uso de IXs (Internet Exchanges) como as da DE-CIX, é possível evoluir para um tipo de interconexão “um-para-muitos” ou “muitos-para-muitos”, com controle total sobre os dados e os parceiros envolvidos. Como um verdadeiro IoT (dispositivo conectado) sobre rodas, o carro digital exige os mais altos padrões de segurança, e, como um dos riscos mais críticos é o comprometimento de informações sigilosas do motorista ou a manipulação do veículo, as montadoras podem criar vários CUGs (Closed User Groups – grupos fechados de usuários) em diferentes regiões para lidar com legislações específicas. O Brasil, por exemplo, obriga os fabricantes de carros autônomos a garantir seguros contra acidentes e a manter os ecossistemas digitais sempre atualizados, assegurando o desempenho e a segurança ideal ao veículo. Com interconexões diretas e ambientes de peering (acordo entre duas redes de computadores para trocar tráfego de forma direta e sem custos adicionais) fechados, como os oferecidos pela DE-CIX, é possível rastrear e validar todas as redes envolvidas, eliminando intermediários anônimos e aumentando a proteção contra ameaças cibernéticas. Modelo replicável para outros setores Embora o carro digital seja um exemplo emblemático, o modelo de interconexão defendido pela DE-CIX é aplicável a muitos setores que estão entrando na economia: companhias aéreas, operadores de logística, bancos, sistemas digitais de saúde, hotelaria, fabricação eletrônica e muitos outros. “Ambientes de interconexão fechados, seguros e privados são essenciais para que empresas de todos os setores desenvolvam modelos de negócios digitais com segurança e resiliência desde o início. A interconexão é a espinha dorsal da economia digital e possibilitará o crescimento sustentável e competitivo dos setores no futuro – não apenas para garantir a segurança e a conformidade, mas também como base para a inovação na economia de plataforma”, conclui Ivanov.

62% da indústria automotiva investe em tecnologia buscando impacto comercial a longo prazo

– Relatório mostra que os fabricantes estão apostando em IA, qualificação profissional e inovação para superar desafios operacionais e de força de trabalho Pressões sobre a força de trabalho, investimentos em tecnologia e o impulsionamento do uso de IA foram os principais temas levantados pelos gestores do setor automotivo para a 10ª edição do “Relatório do Estado da Produção Inteligente: edição automotiva”, divulgado pela Rockwell Automation, maior empresa do mundo dedicada à automação industrial e à transformação digital. O estudo global, que reuniu as respostas de 130 líderes do setor automotivo e de pneus, fabricantes de equipamentos originais, empresas de engenharia, aquisições e construção, e integradores de sistemas em 15 países, revelou o cenário atual do setor, bem como as estratégias adotadas pelas empresas para se manterem competitivas no mercado. Os dados mostram que as pressões relacionadas à força de trabalho surgem como o desafio mais urgente, indicando uma mudança significativa em relação aos resultados do ano anterior. Ao mesmo tempo, as preocupações com a cibersegurança diminuíram, o que sugere que muitos fabricantes já avançaram na proteção de seus ambientes digitais. “O futuro da fabricação automotiva depende da transformação, não apenas tecnológica, mas de talentos”, afirma o Vice-presidente Global de Indústria da Rockwell Automation, James Glasson. “À medida que a IA e a automação transformam o chão de fábrica, o sucesso estará nas mãos de quem investe nas pessoas. A capacitação e a inovação são agora as principais forças que impulsionam o crescimento”, explica. As principais descobertas do estudo incluem: O Relatório do Estado da Produção Inteligente faz parte de uma iniciativa global de pesquisa da Rockwell, que ouviu mais de 1.500 tomadores de decisão de produção. As conclusões completas do relatório podem ser encontradas aqui. Metodologia Este relatório se baseia nas respostas de 130 gerentes e executivos de fabricantes automotivos, fabricantes de equipamentos originais (OEMs), empresas de engenharia, aquisições e construção (EPCs) e integradores de sistemas em 15 países. Ele faz parte da 10ª edição do Relatório do Estado da Produção Inteligente, que entrevistou 1.560 tomadores de decisão de diversos setores industriais, em uma pesquisa realizada em parceria com a Sapio Research e a Rockwell Automation.