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Salão do Automóvel recebe mais de 85 mil pessoas no primeiro final de semana

Mais de 85 mil visitantes passaram pelos corredores do Distrito Anhembi neste fim de semana (22 e 23 de novembro) durante o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. O retorno do evento reforça sua importância como principal vitrine da indústria automotiva e comprova que a paixão dos brasileiros por carros continua mais viva do que nunca. Quem visitou, aprovou o novo formato, que reúne mais de 300 modelos em exposição e oferece uma programação de atividades interativas para todos os gostos e idades. “Estamos de volta com um roteiro de experiencias pensadas para resgatar todo o legado e história do Salão do Automóvel com exposição de clássicos, supermáquinas e principalmente a inovação, que é a nossa grande vocação”, afirma Mayra Nardy, diretora de portfólio da RX, empresa responsável pela organização do evento. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, também comemora o sucesso. “O público estava com saudade do Salão e acreditou, junto com a gente, que esse retorno seria histórico e foi. Vimos as pessoas se divertindo, descobrindo novidades, reencontrando ícones do passado e vivendo de perto tudo o que a nossa indústria tem de melhor. Os expositores também estão satisfeitos, animados e confiantes com a força desse retorno. O Salão voltou para ficar”, afirma.  Atrações Ao longo desta semana, os visitantes podem aproveitar todas as experiências com mais tranquilidade. “Os dias de semana tendem a ser mais tranquilos. Nossa expectativa é que, no fim de semana, os ingressos se esgotem, assim como ocorreu no primeiro sábado”, explica Mayra Nardy. Com corredores menos movimentados, explorar os lançamentos das marcas expositoras, os dois espaços dedicados a carros clássicos e as supermáquinas, renovadas diariamente, torna-se ainda mais agradável. Os visitantes também podem aproveitar para testar os carros na maior pista indoor do mundo, que foi desenvolvida exclusivamente para o evento, com mais de 14 mil metros quadrados. Para os fãs da velocidade, o Salão oferece um espaço exclusivo dedicado à FIA WEC – Rolex 6 Horas de São Paulo e à NASCAR, reunindo carros de corrida e simuladores interativos que trazem o clima das pistas para o Distrito Anhembi. A criançada vai se encantar com a LEGO® Experience, que traz um carro de Fórmula 1 em tamanho real e o capacete de Ayrton Senna, construídos inteiramente com peças LEGO®. Os ingressos continuam à venda exclusivamente no site oficial www.salaodoautomovel.com.br. 31º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo De 22 a 30 de novembro de 2025 – Distrito Anhembi – São Paulo/SP.
 Rua Olavo Fontoura, 1209 Mais informações: www.salaodoautomovel.com

Abipeças e Sindipeças lideram debate sobre descarbonização automotiva na COP30

A Abipeças e o Sindipeças, entidades que representam mais de quinhentos fabricantes de autopeças no Brasil, têm participado ativamente das ações da COP30 Brazil, em Belém (PA). O diretor de Tecnologia e Sustentabilidade, Gábor Deák, apresentou o tema “Os caminhos da descarbonização para o setor automotivo no Brasil” em painel promovido pela Anfavea, e destacou o investimento previsto de US$ 50 bilhões pelo setor de 2024 a 2030. “Isso demonstra nosso compromisso com inovação e sustentabilidade.” Outro ponto relevante abordado por ele é a importância da inspeção técnica veicular, para garantir eficiência e segurança aos 48 milhões de veículos da frota circulante brasileira, e a inegável necessidade de intensificar o uso de combustíveis renováveis, “campo no qual o Brasil tem excelência e liderança”. Modelo exitoso – As ações da Abipeças pela redução das emissões de carbono são numerosas e incluem a presença de representantes de entidades similares europeias, norte-americanas e asiáticas em eventos que a entidade promove para seus associados e outros públicos. Outro bom exemplo é a participação do diretor do Segmento para Veículos Comerciais da Abipeças e do Sindipeças, José Eduardo Luzzi, em reunião do Parlamento Europeu, em outubro, na Bélgica. “A audiência demonstrou grande interesse naabordagem plural e tecnologicamente flexível adotada pelo Brasil, na bemsucedida experiência com os biocombustíveis e em nosso extraordinário potencial para sua produção sustentável”, relata. Apoio – O setor de autopeças defende a coexistência de todas as todas tecnológicas de propulsão que considerem as vantagens competitivas do Brasil, um dos países com maior quantidade de fontes de energia limpa do mundo. Essa posição tem sido apresentada e defendida em vários fóruns dosquais a Abipeças e o Sindipeças participam. “Nosso País é protagonista no movimento da descarbonização dos transportes e fonte de inspiração para mercados semelhantes, aos quais podemos exportar tecnologias, biocombustíveis, veículos, motores e autopeças”, assegura Cláudio Sahad,presidente das entidades. Nessa linha, o setor de autopeças apoia sugestões apresentadas pelo Instituto MBCBrasil − do qual a Abipeças é integrante − e outras entidades no documento denominado Acordo de Belém. Dentre eles, a meta de quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, triplicar a capacidade de energia renovável e duplicar a eficiência energética. Excelência − Há 50 anos o Brasil deu um passo importantíssimo na direção da redução das emissões de carbono, quando o mundo ainda nem sequer falava em aquecimento global. Em 1975 nascia o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), uma das mais criativas respostas à crise do petróleo, que assustava muitas nações naquela época. Esse programa ímpar foi o embrião do desenvolvimento, décadas depois, dos motores flexfuel. A inquestionável excelência da engenharia brasileira está demonstrada nessas soluções, que colocaram o Brasil no seleto grupo de países mais bem preparados para a tão necessária descarbonização.

Câmara endurece regras contra receptação de cargas roubadas e mira o “CNPJ de fachada”

Em uma resposta direta ao crescimento alarmante do roubo de cargas no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou, no dia 19 de novembro de 2025, uma emenda ao Projeto de Lei 5.582/2025 que prevê a suspensão imediata do CNPJ, por 180 dias, de qualquer empresa que seja constituída ou utilizada para facilitar, permitir ou ocultar a prática de receptação de mercadorias roubadas. A medida, de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA) e relatada pelo deputado Delegado Caveira (PL-PA), foi inserida no pacote de projetos de lei conhecido como “antirrime” e recebeu apoio quase unânime no plenário. O texto agora segue para análise do Senado. O roubo de cargas já é a principal porta de entrada de recursos para o crime organizado no país. Segundo dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o Brasil registrou mais de 14 mil ocorrências só em 2024, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram quase 80% dos casos. O que chamou a atenção das autoridades, porém, foi a sofisticação do esquema: criminosos criam empresas de fachada (muitas vezes transportadoras ou distribuidoras fantasmas) exclusivamente para emitir notas fiscais frias e “esquentar” a carga roubada. Essas notas permitem que os produtos cheguem ao varejo formal como se fossem legais. Sem o CNPJ ativo, a mercadoria roubada perde valor de mercado quase instantaneamente.“Hoje o bandido rouba o caminhão na segunda-feira e na quarta já está vendendo o produto em loja de shopping com nota fiscal. A empresa que emite essa nota é tão criminosa quanto quem coloca a arma na cabeça do motorista”, resumiu o relator Delegado Caveira durante a votação. O que muda na prática? Com a aprovação da emenda: A medida atinge tanto empresas criadas exclusivamente para o crime (as famosas “laranjas”) quanto companhias legítimas que, por omissão ou conluio, acabam sendo usadas na cadeia de escoamento da carga roubada. O texto ainda precisa passar pelo Senado e, se aprovado sem alterações, segue para sanção presidencial. Parlamentares da base governista já sinalizaram que pretendem acelerar a tramitação ainda em 2025, aproveitando o clima de endurecimento penal que vem marcando o fim do ano legislativo.Se virar lei, a suspensão automática do CNPJ será uma das ferramentas mais duras já criadas contra o crime patrimonial no Brasil desde a Lei Anticrime de 2019. Para o roubo de cargas, o recado é claro: acabou a farra de quem transforma crime em nota fiscal.

Setor de biocombustíveis lança Carta de Belém na COP30 e propõe quadruplicar combustíveis sustentáveis até 2035 

Documento marca os 50 anos do Proálcool e apresenta diretrizes para transformar metas climáticas em ações concretas em setores como aviação, navegação e indústria pesada  O setor brasileiro de biocombustíveis lança na COP30 a Carta de Belém, documento que propõe um esforço internacional coordenado para quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035, em linha com recomendações da Agência Internacional de Energia (IEA). O texto é assinado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Associação Brasileira de Bioenergia (Bioenergia Brasil), Instituto Mobilidade de Baixo Carbono Brasil (Instituto MBCBrasil) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), que conduziu a elaboração do documento. A Carta de Belém traz um diagnóstico direto: o mundo está atrasado na descarbonização da mobilidade e não cumprirá o Global Stocktake sem combinar eletrificação, combustíveis sustentáveis e novas rotas tecnológicas. O documento usa o caso brasileiro como evidência prática dessa convergência. Após cinco décadas de políticas como o Proálcool e o RenovaBio, o Brasil consolidou uma das matrizes energéticas mais limpas entre grandes economias, com 29% de bioenergia e 20% de outras fontes renováveis, e ampliou a oferta de bioeletricidade, que alcançou 21.000 GWh em 2024, o equivalente a 4% do consumo nacional. “O etanol é uma tecnologia comprovada, escalável e integrada às cadeias produtivas. O Brasil mostrou que é possível descarbonizar enquanto se gera emprego e competitividade”, afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA. “A Carta de Belém traduz esse aprendizado em diretrizes para que outros países possam avançar com segurança e velocidade.”  Além do papel do etanol, a carta dedica atenção à complementaridade entre combustíveis sustentáveis e eletrificação. O texto afirma que, especialmente em países com forte base agrícola e infraestrutura de recarga limitada, a combinação entre híbridos flexfuel, etanol, biometano e eletricidade constitui a rota mais eficiente para redução rápida de emissões na frota leve. “A aposta em diferentes tecnologias é o melhor caminho para acelerarmos a descarbonização. Os biocombustíveis são aliados fundamentais nessa jornada, como já mostra o Brasil, e permitem a redução imediata das emissões, com impacto real no transporte leve e pesado”, diz Igor Calvet, presidente da Anfavea.  A carta também enfatiza o potencial de expansão do biometano no Brasil. A partir de resíduos agrícolas e urbanos, o país poderia produzir até 120 milhões de Nm³ por dia, volume suficiente para substituir 60% do diesel consumido no transporte nacional. O documento classifica o biometano como combustível de baixa ou negativa intensidade de carbono, aplicável ao transporte pesado, logística, indústria e, na forma de BioLNG, à navegação.  “A Carta de Belém consolida a mensagem que estamos trazendo ao mundo: os biocombustíveis são parte estratégica da solução climática do Brasil. O setor está unido para mostrar que etanol, bioenergia e combustíveis de baixa emissão já entregam resultados concretos em descarbonização, desenvolvimento regional e segurança energética. Este é um momento decisivo para afirmar o Brasil como líder global em energia limpa — e estamos apresentando essa visão de forma clara, integrada e propositiva”, afirma Mário Campos, presidente da Bioenergia Brasil e da SIAMIG Bioenergia. Além da agenda doméstica, a carta dialoga diretamente com avaliações de organismos globais sobre o papel dos combustíveis sustentáveis. No plano internacional, a carta reforça avaliações da Agência Internacional de Energia (IEA), da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e da Organização Marítima Internacional (IMO) de que combustíveis sustentáveis — líquidos, gasosos e derivados de hidrogênio — serão decisivos para reduzir emissões na aviação, navegação e indústria pesada. O documento lembra que cerca de 70 países já adotam mandatos mínimos de mistura e que a expansão dessas rotas precisa vir acompanhada de ganhos sociais: geração de emprego no campo, renda em regiões produtoras e fortalecimento de cadeias de valor de baixo carbono. Para os signatários, reconhecer esses co-benefícios é condição para uma transição energética justa e inclusiva. “A Carta de Belém é a prova de que a liderança climática do Brasil não é apenas baseada em visões de longo prazo, mas em 50 anos de resultados concretos. Aprendemos no campo e na indústria que a descarbonização eficaz é aquela que também gera emprego e fortalece a economia. Nossa mensagem ao mundo é que não há uma solução única. A rota brasileira, que une o sucesso do etanol, o potencial do biometano e do biodiesel, e o avanço da bioeletrificação, é um caminho testado e disponível para acelerar a transição global de forma justa, imediata e pragmática”, afirma o presidente do Instituto MBCBrasil, José Eduardo Luzzi.  A carta estima que a transição exigirá US$ 29 a 30 trilhões até 2030 e defende que até US$ 1,3 trilhão sejam direcionados a combustíveis sustentáveis em países em desenvolvimento. O texto apoia o Compromisso de Belém – Belém 4x e pede previsibilidade regulatória e financiamento acessível. Para os signatários, a experiência brasileira coloca o país em posição de influenciar uma transição global mais rápida e inclusiva — com o objetivo de reduzir emissões de forma efetiva, ampliar a segurança energética e garantir que os benefícios da descarbonização alcancem tanto economias avançadas quanto nações em desenvolvimento.

Alta do biodiesel pressiona preço do diesel: variação chega a 57% entre 2020 e 2025

Segundo dados do Gasola by nstech, entre 2020 e 2025, o preço do diesel no Brasil teve um aumento expressivo, acompanhando a alta dos combustíveis em geral Recentemente, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participou do Fórum de Debates, organizado pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), evento que reuniu, em Brasília (DF), autoridades públicas, empresários e especialistas em sustentabilidade. Na ocasião, Chambriard afirmou que a estatal estava preparada para atingir, futuramente, o nível de 25% na mistura do biodiesel no diesel e que era “capaz de fornecer um diesel com conteúdo vegetal, estável, perfeito em termos de estrutura”. Desde 1º de agosto de 2025, após decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a mistura do biodiesel no diesel está em 15% e este tema tem gerado debate quanto a qualidade dos combustíveis e também quanto às consequências da elevação da porcentagem para o bom funcionamento dos veículos que os utilizam. Além da questão da qualidade, outra questão deve ser levada em consideração sobre o biodiesel: o preço. Segundo dados apurados pelo Gasola by nstech, empresa de tecnologia que atua na gestão e monitoramento de consumo de combustíveis, entre 2020 e 2025, o preço do diesel no Brasil teve um aumento expressivo, acompanhando a alta dos combustíveis em geral. Nesse período, o litro do diesel subiu cerca de R$2,19, uma variação próxima de 57%. Já o biodiesel teve uma alta ainda maior, de quase 98%. Além disso, a mistura obrigatória também aumentou: em 2020, o percentual médio era de 12%, e hoje está em 15%, com previsão de chegar a 25% nos próximos anos. De acordo com Vitor Sabag, especialista em combustível do Gasola, o biodiesel tem um custo por litro superior ao do diesel comum vendido pela Petrobras, por isso, é natural que esse aumento na proporção acabe influenciando o preço final nas bombas. Isso não significa que o biodiesel seja o vilão da história, mas, sim, que é preciso considerar seus impactos na ponta, especialmente para quem roda muito, como é o caso das transportadoras e frotistas. “A transição para combustíveis mais sustentáveis é importante, mas precisa vir acompanhada de planejamento, previsibilidade e diálogo com o setor, para que os custos não fiquem desproporcionais e não afetem a competitividade do transporte rodoviário de cargas”. Outro ponto que merece atenção é a produção deste combustível. Sabag explica que embora ele possa ser produzido a partir de diversas matérias-primas, a maior parte da produção nacional ainda é concentrada no óleo de soja, que sofre bastante com a volatilidade do mercado agrícola. Com o aumento gradual do percentual obrigatório na mistura, a demanda por biodiesel cresce, o que naturalmente pressiona os preços para cima. Além disso, há custos logísticos, de armazenagem e de produção que tornam o biodiesel, hoje, mais caro do que o diesel, e esse custo a mais acaba chegando no preço final pago pelos frotistas e transportadoras. Apesar das questões que envolvem o biodiesel no Brasil, o especialista entende a necessidade do aumento da mistura de biodiesel, especialmente dentro do contexto de transição energética. “O biodiesel é uma alternativa viável no Brasil, especialmente quando consideramos que o país está entre os maiores produtores mundiais. Essa escala traz vantagem: temos matéria-prima, know-how, infraestrutura em construção e um programa nacional de mistura obrigatória que dá previsibilidade”. No entanto, é essencial considerar a realidade do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil, modal que é responsável por 70% do transporte de mercadorias, segundo dados da CNT, onde grande parte da frota é antiga e possui idade média de 18 anos. “Muitos desses caminhões talvez não estejam preparados para trabalhar com percentuais elevados de biodiesel, o que levanta preocupações técnicas e de custo”. Para efeito de comparação, na Europa, que também utiliza biodiesel, especialmente em países da União Europeia, o foco não é apenas aumentar a mistura de biocombustíveis, mas, sim, combinar várias frentes: biocombustíveis mais avançados, combustíveis sintéticos, elétricos, híbridos, políticas que consideram o motor, a frota, o uso urbano ou rodoviário. Sabag finaliza explicando que para o Transporte Rodoviário de Cargas o biodiesel pode entrar como parte importante da solução, mas não como único caminho. O Brasil pode aprender com a Europa a importância de preparar a frota, garantir compatibilidade técnica, adaptar logística e ter políticas de suporte (incentivos, certificações, infraestrutura de abastecimento) para que a alternativa seja sustentável em todos os sentidos: técnico, ambiental e econômico. “A tendência global é caminhar para uma matriz energética mais limpa, e o biodiesel tem seu papel dentro desse processo, mas como parte de um conjunto de soluções, que inclui também eletrificação e outros combustíveis renováveis. Do ponto de vista macroeconômico, o desafio é garantir que a produção de biodiesel seja sustentável e competitiva, sem gerar distorções nos custos logísticos ou pressionar a cadeia, e o Brasil tem potencial para ser um fornecedor estratégico nesse cenário”.

Salão do Automóvel volta a São Paulo trazendo o futuro da mobilidade

Com R$ 140 bilhões de investimentos previstos até 2033, setor automotivo brasileiro vive um novo ciclo de inovação, tecnologia, geração de empregos e sustentabilidade O Salão Internacional do Automóvel está de volta. Após sete anos de pausa, o maior evento do setor automotivo da América Latina retorna com um formato inovador, que reflete o momento de transformação da indústria nacional. Com 65 anos de história, o Salão é fruto da parceria entre a Anfavea e a RX (Reed Exhibitions). O evento será realizado de 22 a 30 de novembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e chega renovado, com a proposta de ser um espaço de experiência, tecnologia e mobilidade sustentável, em conexão com o que há de mais atual nos principais salões internacionais. Além dos tão esperados lançamentos e da maior pista indoor de test-drive do mundo, o público vai encontrar simuladores, espaços interativos e painéis sobre inovação e descarbonização que mostram o caminho da indústria brasileira rumo à transição energética. “O Salão do Automóvel sempre foi um espelho do momento da nossa indústria. Nesta edição, queremos mostrar não apenas os produtos, mas o quanto o setor tem se reinventado em eficiência, inovação e sustentabilidade”, afirma Igor Calvet, presidente da Anfavea. “O retorno do evento é também um símbolo da força da indústria nacional, que vem ampliando investimentos, empregos e parcerias tecnológicas no Brasil”, complementa Calvet. A volta do Salão do Automóvel ocorre em meio a um ciclo de retomada da produção nacional e de crescimento dos investimentos em inovação. Segundo dados da Anfavea, as fabricantes se comprometeram a investir R$ 140 bilhões no Brasil até 2033, especialmente em pesquisa e desenvolvimento, o maior plano de modernização já anunciado pelo setor. Os aportes se concentram em eletrificação, eficiência energética, conectividade e novas plataformas de produção. Com isso, o setor automotivo brasileiro mantém sua relevância global, com fábricas ampliando capacidade de exportação e centros de engenharia focados em soluções para os mercados interno e externo. O movimento é acompanhado por avanços regulatórios e ambientais, com programas de descarbonização e de biocombustíveis, áreas em que o Brasil é referência mundial.

IA tem melhorado eficiência de queima de combustível em carros

Além do piloto automático, a inteligência artificial também já atua como um motorista silencioso nos veículos, tornando-os mais seguros A inteligência artificial (IA) deixou de ser vista apenas como o futuro para se tornar uma realidade palpável no mundo automotivo. Longe dos holofotes dos carros totalmente autônomos, a IA atua nos bastidores, otimizando o desempenho e a segurança de veículos que já circulam nas ruas. Essa presença discreta, mas poderosa, está em sistemas de controle eletrônico que ajustam a mistura de combustível do motor, garantindo uma queima mais eficiente, ou em sistemas multimídia que respondem a comandos de voz, personalizando a experiência do condutor. O grande salto, porém, está nos Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS). A avaliação é do professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, Cleber Willian Gomes. Segundo ele, esses sistemas, que se tornam cada vez mais comuns, usam uma combinação de câmeras, radares e sensores para identificar riscos, desde a presença de pedestres até a iminência de uma colisão. A IA consegue até mesmo ler as faixas da estrada e detectar sinais de fadiga do motorista, intervindo para evitar acidentes. “A IA é um elemento chave para tornar o veículo mais inteligente, adaptativo e seguro”, diz Gomes. A democratização dessa tecnologia é um processo em andamento na visão do professor. Montadoras usam plataformas comuns para diferentes modelos, o que barateia a produção e permite que os algoritmos de IA sejam aplicados em larga escala. “A legislação de segurança tem um papel crucial, tornando a tecnologia obrigatória e impulsionando o mercado”, comenta o professor da FEI. A otimização proporcionada pela inteligência artificial também se torna um diferencial competitivo, impactando a decisão de compra dos consumidores. O professor da FEI também indica que a IA atua na manutenção dos veículos. Os diagnósticos baseados em inteligência artificial são altamente confiáveis e funcionam como um complemento valioso para a experiência humana. “A IA pode até prever o melhor momento para a troca de peças como filtros e lubrificantes e outros componentes, evitando trocas desnecessárias e gerando economia para o motorista e menor impacto ambiental”, afirma. Ainda para o professor da FEI, nesse contexto de mobilidade urbana, a IA também é a chave para a criação de “cidades mais inteligentes”, onde os veículos poderiam se comunicar com toda a infraestrutura. “Nesta condição poderíamos ter veículos trafegando a 120 km/h a uma distância de 5 metros, por exemplo, e ainda assim de forma segura. Imagine o quanto poderia ser economizado de recursos de investimentos em novas vias públicas, no menor tempo de trajeto e principalmente quantas vidas poderiam ser salvas”, pontua o professor. Ele acredita que, apesar dos desafios regulatórios e técnicos, a IA é a oportunidade definitiva para um trânsito mais seguro, confortável e econômico para todos.

Associadas à Abeifa projetam fechar 2025 com 130 mil unidades importadas

 As dez marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 12.511 unidades, anotaram em outubro último alta em suas vendas de 2,8% ante setembro, quando foram comercializadas 12.167 unidades. Comparado a outubro de 2024, o aumento é de 26,6%: 12.511 unidades contra 9.880 veículos. No acumulado de 2025, veículos importados mais as unidades aqui produzidas, a Abeifa soma agora 108.255 unidades, 32% mais em relação ao ano passado, quando foram emplacadas 81.988 unidades. Os dados de emplacamento de veículos eletrificados no período de janeiro a outubro continuam expressivos: os 100.749 veículos eletrificados Da Abeifa respondem por 46% do mercado interno total de 219.032 unidades emplacadas.    Para o presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, “nossas associadas devem fechar o ano de 2025 com volume superior a 130 mil unidades importadas, o que representará um crescimento expressivo de 24% sobre as 104,7 mil unidades do ano passado. E certamente vão superar nossas expectativas do início do ano, quando indicávamos que o total anual chegaria a 120 mil unidades”. Na avaliação de Godoy, juros elevados e restrição de crédito são fatores inibidores no varejo automotivo brasileiro, “mas as marcas importadas estão se comportando muito bem, resilientes, à espera de dias melhores em 2026, quando as autoridades monetárias já sinalizam revisões da Selic para baixo, como correu neste início de semana”. Em outubro último, com 12.511 unidades licenciadas (importados + produção nacional), a participação das associadas à Abeifa foi de 5% do mercado total de autos e comerciais leves (247.877 unidades). As 108.255 unidades emplacadas nos primeiros dez meses do ano mantiveram marketshare de 5,3% do total de 2.054.956 unidades do mercado interno brasileiro de automóveis e comerciais leves.

Bright Consulting lança novo módulo de previsões de produção automotiva até 2032

A Bright Consulting acaba de ampliar sua plataforma AutoDash com o lançamento do Production Cycle Plan, um novo módulo que oferece previsões detalhadas de produção automotiva por montadora, modelo e powertrain, com horizonte até 2032. Desenvolvido para montadoras, sistemistas e fornecedores de autopeças, o módulo entrega inteligência preditiva que conecta as projeções de vendas e produção, permitindo planejar capacidade, investimentos e cadeia de suprimentos com precisão. “Os principais diferenciais do módulo são as previsões de curto e médio prazos, a integração regional com Argentina, Chile, Colômbia e Peru, e a sinergia entre vendas e produção”, destaca Murilo Briganti, COO da Bright Consulting. Com a previsão de quase 20 novos lançamentos até 2027 — incluindo 5 picapes e 15 SUVs/crossovers — o Production Cycle Plan reflete o ritmo real do mercado e as transformações da indústria automotiva sul-americana. Destaques do móduloPrevisões até 2032, com cenários de curto e médio prazo.Integração de vendas locais e regionais com produção, conectando demanda e capacidade produtiva.Alta granularidade: dados por montadora, modelo, powertrain e planta.Ideal para planejamento de produção e investimentos.

Alto de Pinheiros tem a gasolina e o etanol mais caros de São Paulo

Diferença de valores entre bairros de São Paulo pode passar de 20% Abastecer o carro em São Paulo pode sair bem mais caro — ou mais barato — dependendo do bairro. Um levantamento da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revelou que o preço dos combustíveis na capital paulista varia mais de 20% entre os distritos, considerando gasolina comum, etanol hidratado e diesel S-10. Em setembro de 2025, o preço médio da gasolina comum na capital paulista foi de R$ 6,13 por litro, registrando alta de 1,9% em relação a agosto e de 3,7% no acumulado de 12 meses. A diferença entre os distritos com maior e menor preço médio alcançou 20,1%, o equivalente a R$ 1,12 por litro — ou cerca de R$ 56 de diferença no abastecimento de um tanque de 55 litros. Os distritos com gasolina mais cara foram Alto de Pinheiros (+9,5%), Morumbi (+7,4%), Jardim Paulista (+6,3%), Água Rasa (+5,2%) e São Rafael (+5,0%). Já os distritos com gasolina mais barata foram Sé (-8,9%), Jaguara (-5,7%), Pari (-5,4%), Raposo Tavares (-5,2%) e Freguesia do Ó (-4,1%). O etanol hidratado registrou preço médio de R$ 4,17 por litro em setembro, com aumento de 3,7% no mês e 6,9% em 12 meses. A diferença entre os distritos com os preços mais altos e mais baixos foi de 20,8%, o que representa R$ 0,82 por litro ou R$ 44,90 por tanque de 55 litros. Os distritos que apresentaram maior valor do etanol foram Alto de Pinheiros (+13,9%), Jardim Paulista (+12,7%), Morumbi (+10,7%), São Rafael (+6,6%) e Perdizes (+6,5%). Enquanto Brasilândia (-5,8%), República (-5,7%), Pari (-5,5%), Freguesia do Ó (-5,4%) e Cidade Dutra (-5,2%) tiveram o etanol mais barato. O preço médio do diesel S-10 foi de R$ 6,20 por litro, com leve alta de 0,2% sobre agosto e incremento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2024. A diferença entre distritos chegou a 27,9%, equivalente a R$ 1,53 por litro ou cerca de R$ 230 no abastecimento de 150 litros. Os distritos com diesel mais elevado foram Brasilândia (+13,3%), Morumbi (+12,2%), Vila Mariana (+10,1%), Santa Cecília (+8,9%) e Pinheiros (+8,8%). Os distritos onde o diesel foi comercializado mais barato foram Tucuruvi (-11,4%), Pari (-9,1%), Parelheiros (-8,1%), Jardim Ângela (-7,5%) e Jardim Paulista (-7,2%). Segundo a Fipe, os preços dos combustíveis variam conforme o custo dos imóveis, perfil dos consumidores e concorrência local. Nos bairros de renda mais alta, como Morumbi, Alto de Pinheiros e Jardim Paulista, o público tende a ser menos sensível a preço e os postos têm custos operacionais mais elevados — o que encarece o litro. Nas regiões centrais e periféricas, com maior número de postos e clientela mais popular, os preços caem por causa da concorrência e da busca por volume de vendas. No caso do diesel, áreas ligadas a rotas logísticas e transporte comercial, como Tucuruvi e Parelheiros, costumam praticar valores menores para atrair caminhoneiros e motoristas de frota. Os dados fazem parte da mais recente edição do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A iniciativa integra o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade desde fevereiro de 2023.