Risco de paralisação nas montadoras reacende alerta sobre falta de chips; governo monitora situação

Após reunião com executivos da Anfavea e do Sindipeças, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, afirmou que montadoras brasileiras podem paralisar a produção em duas ou três semanas caso a escassez global de semicondutores se agrave. O problema ganhou força após tensões entre a Holanda e a China afetarem o fornecimento de chips utilizados em veículos e sistemas eletrônicos. A Anfavea pediu ao governo federal apoio diplomático e logístico para garantir o abastecimento e evitar impacto nas linhas de montagem. O MDIC confirmou que mantém diálogo com o setor automotivo e avalia estratégias que possam envolver interlocução com países asiáticos, incluindo a China, principal produtora mundial de semicondutores. No entanto, não há negociação formal anunciada entre os governos para compra direta de chips. Empresas com capital chinês instaladas no Brasil, como BYD e GWM, afirmaram possuir estoques suficientes de semicondutores no curto prazo, mas seguem atentas à evolução do cenário internacional.
Segurança na rotina: IQA reforça a importância da qualidade do fluido de freio

A manutenção preventiva é um dos principais tópicos de alerta e sempre reforçado por especialistas da área de segurança automobilística para garantir a segurança e a performance dos veículos, e dentre os principais itens a ter uma maior atenção está o fluido de ferio. Sendo indispensável para o funcionamento do sistema de frenagem, quando degradado, o fluido de freio compromete a eficiência das paradas e eleva significativamente o risco de acidentes. Com o tempo, o fluido de freio absorve a umidade do ar, reduzindo sua eficiência e aumentando o risco de corrosão nas peças internas do sistema. Essa perda de desempenho pode representar um grande perigo em situações de emergência. Por isso, é importante trocar o fluido de freio regularmente, a cada dois anos ou conforme a recomendação do fabricante. O uso de produtos de qualidade e a realização periódica das revisões do veículo contribuem para aumentar a vida útil do sistema de frenagem e, principalmente, garantir mais segurança a motoristas e passageiros. “O uso diário dos veículos provoca, com o tempo, o desgaste do sistema de frenagem, o que representa um risco para o condutor, os passageiros e os demais motoristas. Por isso, é essencial que o fluido de freio esteja sempre em condições ideais para enfrentar o trânsito urbano intenso”, destaca Sergio Ricardo Fabiano, gerente de Inovação e Expansão do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva. Com acreditação ABNT NBR ISO/IEC 17025 e escopo reconhecido pelo Inmetro (CRL 1093), o laboratório do IQA está preparado para realizar ensaios técnicos que avaliam o ponto de ebulição e a resistência química dos fluidos de freio, garantindo que os produtos atendam aos requisitos das normas internacionais. “Fabricantes que realizam testes reconhecidos asseguram mais confiabilidade e segurança, demonstrando responsabilidade com a integridade dos motoristas e passageiros”, reforça o especialista. Esses ensaios não apenas garantem a performance dos produtos, mas também contribuem para a qualificação de fornecedores e insumos, fortalecendo a rastreabilidade e a cadeia de suprimentos automotiva como um todo. A verificação técnica adequada permite que fabricantes se diferenciem pela qualidade e ampliem a confiança dos consumidores no mercado de reposição, cada vez mais exigente. Por isso, é fundamental observar se o fluido de freio conta com certificação reconhecida na embalagem, e que comprova sua conformidade com normas internacionais e que passaram por ensaios laboratoriais como os realizados pelo IQA, garantindo maior confiabilidade ao sistema de frenagem. Mais informações sobre os serviços do IQA podem ser obtidas pelo e-mail falecom@iqa.org.br ou telefone (11) 3181-9181.
Combustíveis mantêm estabilidade nacional em outubro com altas regionais

Rio Grande do Norte e Acre registram os maiores aumentos semanais nos preços da gasolina, etanol e diesel S-10 Na primeira quinzena de outubro de 2025, os preços dos combustíveis apresentaram um comportamento estável em todo o país. É o que aponta o Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O estudo mostra que as variações registradas foram bastante discretas, não sendo suficientes para indicar uma tendência clara de alta ou queda nos preços médios do país. No entanto, os dados desagregados por estado mostram movimentações mais expressivas, geralmente associadas a fatores regionais específicos, como questões logísticas, oferta local e demanda pontual. Entre os destaques, o estado do Rio Grande do Norte apresentou o maior aumento nos preços da gasolina comum e do etanol hidratado, R$ 0,25 e R$ 0,18 por litro, respectivamente. Já no caso do diesel S-10, o maior reajuste foi no Acre, onde o preço do litro subiu R$ 0,29 em relação à semana anterior. Apesar dessas oscilações pontuais em algumas unidades da federação, a média nacional dos preços manteve-se praticamente estável no período, com variação de R$ 0,01 para a gasolina comum (+0,17%), nenhuma alteração para o etanol (0,0%) e uma queda de R$ 0,02 no preço do diesel S-10 (-0,25%). Esses resultados indicam que, embora o cenário nacional se mantenha relativamente estável, as dinâmicas regionais continuam desempenhando um papel importante na formação dos preços dos combustíveis em determinadas localidades.
Vendas de veículos elétricos e híbridos já superam às 200 mil unidades em 2025

Por Marcelo Cavalcante de Lima O segmento de veículos elétricos e híbridos vendeu até o dia 21 de outubro 16.137 unidades, fechando a parcial com uma participação de 10,77%. No acumulado do ano já foram vendidas 207.131 unidades, anotando um crescimento de 57,68% em comparação com o mesmo período do ano de 2024. A tecnologia BEV 100% elétrica, fechou a parcial com 4.801 unidades, liderando até o momento as vendas do mês, no acumulado já foram entregues 57.968 unidades, anotando um avanço de 18,56% ante o ano de 2024, a tecnologia 100% elétrica ocupa a 2.ª posição nas vendas totais de eletrificados. Os modelos tipo PHEV (Plug-in) fecharam a parcial com 4.782 unidades, no acumulado do ano a tecnologia é líder com vendas de 70.750 unidades, seu crescimento em relação ao ano anterior é de 64,64%, base 21 de outubro. A tecnologia HEV (híbrida pura) está na última posição na preferência dos compradores, foram vendidos no mês 2.604 unidades, no acumulado do ano já foram entregues 29.348 veículos, anotando um crescimento de 10,76% ante o ano anterior. Os híbridos leves (MHEV) de 12v e 48v estão na terceira posição do mês com 3.950 unidades, no acumulado do ano já foram entregues 49.643 veículos, suas vendas avançam 271,55% ante o ano anterior, boa parte desse volume está concentrado na Fiat. Não existe dúvidas que o mercado tem aceitado bem os modelos eletrificados, a escolha da tecnologia é uma opção do comprador, que deve considerar suas necessidades, hábitos e obviamente sua disponibilidade financeira. O bom momento do segmento pode ser parcialmente justificado pelo excelente pacote de opcionais disponíveis na maioria dos modelos, alinhados a preços que justificam o custo benefício. RESUMO DAS VENDAS DE ELETRIFICADOS A BYD segue sendo a marca com maior participação nas vendas de modelos elétricos e híbridos, a marca tem uma participação no segmento de 43,31%, com vendas totais de 82.848 veículos, o que representa um crescimento de 50% ante o ano anterior. O início da montagem no Brasil pode ampliar ainda mais a sua participação, a produção será nessa primeira etapa será no processo SKD (Semi Knocked-Down) um método de fabricação onde um produto chega semidesmontado e é montado localmente em kits, já existe planos de nacionalização da produção, destacando que a marca deve manter importação de alguns modelos. A Fiat com seus modelos híbridos leves de 12V ocupa a segunda posição, com vendas totais de 34.732 unidades, conforme já destaquei em outras análises, a marca fez uma boa leitura do mercado, alinhando a necessidade de adequar seus produtos a emissão de poluentes, sem a necessidade de maiores repasses ao comprador, com o benefício de os produtos serem produzidos no Brasil. A GWM fecha o trio dos eletrificados com vendas totais de 28.738 unidades, anotando um crescimento de 28,51% ante o ano anterior. A marca já iniciou a produção no Brasil que será nessa primeira etapa no processo CKD (Completely Knocked Down), nesse processo os veículos são exportados em um conjunto de peças e depois são montados no Brasil, a marca já tem planos de nacionalização de parte da produção, assim como BYD ela deve manter a importação de parte de seus produtos. A invasão de produtos principalmente vindos da China modificou completamente o cenário nacional, a oportunidade estava disponível para todas as marcas, mas muitas demoraram para agir, quem não tiver em seu portfólio modelos eletrificados vai perder participação, já não se trata de uma aposta é uma realidade, obviamente isso não significa que os modelos a combustão vão desaparecer, pelo contrário a tendência são eles ganharem mais eficiência e pacotes de segurança mais adequados ao consumidor. Nos modelos 100% elétricos a liderança no mês é do BYD/Dolphin Mini com 1.772 unidades, no acumulado já foram entregues 24.674 veículos. O modelo PHEV mais vendido é o BYD/Song com 1.748 unidades, no acumulado já foram entregues 28.641 unidades, na segunda posição temos o GWM/Haval tipo Plug-in e na terceira o BYD/King. Nos modelos HEV a liderança é do Toyota/Corolla Cross com 1.113 unidades, no acumulado do ano já foram entregues 10.501 veículos, na segunda posição temos o GWM/Haval tipo HEV e o Toyota/Corolla. A tecnologia híbrida leve (MHEV) segue com o Fiat/Fastback na primeira posição, com vendas de 1.588 unidades, no acumulado já foram entregues 20.891 veículos, na segunda posição temos o Fiat/Pulse e fechando o trio o Caoa Chery/Tiggo 7. Novas análises já estão no forno, como o ranking dos 30 modelos eletrificados mais vendidos, a base desse artigo é o dia 21 de outubro de 2025, os dados estão sujeitos a pequenas variações, nosso objetivo é demonstrar tendências do setor.
3º Seminário Brasileiro de Filtros reuniu especialistas e destacou inovações e desafios do setor de filtração

Evento promovido pela Abrafiltros discutiu perspectivas, sustentabilidade, certificações e avanços tecnológicos, consolidando-se como o principal encontro nacional do setor. Imprescindíveis em todas as áreas — automotiva, industrial, saneamento, tratamento de água, efluentes & reuso —, os filtros têm recebido constantes inovações e avanços tecnológicos para atender às novas demandas dos mercados e às exigências ambientais. Seja nas soluções elétricas, híbridas, a hidrogênio ou de combustão para veículos, ou nas aplicações hidráulicas e elétricas para máquinas industriais, a filtração evolui conforme o desenvolvimento e as necessidades de cada segmento. O 3º Seminário Brasileiro de Filtros apresentou visões de futuro e tendências em cada um desses mercados. O evento, promovido pela Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reúso, foi realizado no dia 8 de outubro, na sede da entidade, em Santo André (SP). A programação contou com quatro painéis temáticos – perspectivas de mercado, inovação e tecnologia, ESG e logística reversa, e qualidade e certificações – e reuniu representantes dos segmentos automotivo, industrial e de saneamento. “Chegamos à terceira edição do Seminário Brasileiro de Filtros levando temas relevantes e atuais para o setor. Uma excelente oportunidade para aprofundar conhecimentos, trocar experiências, estreitar laços e expandir contatos”, afirmou João Moura, presidente executivo da Abrafiltros. Perspectivas para o setor de filtros: Visões de quem faz o mercado – No primeiro painel, os debatedores discutiram as tendências tecnológicas e os caminhos para o futuro da filtração, com destaque para o setor automotivo. Ao ser questionado por Paulo Nascimento, gerente geral da UFI Filters, sobre o cenário para o futuro com relação à tecnologia no setor de filtros automotivos, Roberto Rualonga Marcos, Gerente Técnico LATAM da Tecfil Filtros, foi otimista. “Os filtros nunca deixarão de existir – estejam nos veículos elétricos, gás natural ou hidrogênio. Há diversos tipos de filtros nesses veículos, como o filtro de cabine e o filtro para os sistemas de bateria. Em motores mais pesados tem motor de partida; nos híbridos há também motor a combustão, com filtros de combustível, óleo e ar”, enfatizou. Ele também abordou a complexidade do setor automotivo, marcada pela diversidade de modelos de veículos. “Isso já trouxe a implementação de várias tecnologias e, agora, com a entrada de híbridos, há exigência ainda maior de qualidade dos filtros para atender as questões ambientais. A Tecfil conta com inovações voltadas a essa necessidade”, comentou. Sobre os veículos elétricos, Roberto destacou que ainda não há grande demanda no Brasil, principalmente na linha leve. Também não vê, por ora, a substituição do motor a diesel nos caminhões, embora o segmento de ônibus apresente maior avanço na eletrificação. “Quanto mais biodiesel, menor a resistência do filtro — e é aí que entra a tecnologia”, ressaltou. Em relação aos desafios trazidos pelo biodiesel, o especialista explicou que a proliferação de bactérias pode ocasionar o entupimento do filtro, mas que novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas para garantir melhor desempenho e maior vida útil dos componentes. “É preciso somar ainda mais eficiência de filtração e durabilidade”, concluiu. Na sequência, Gabriel Oliveira, gerente de produto da Hydac, falou sobre a aplicação dos filtros industriais e a evolução das máquinas pesadas. “No passado, as máquinas eram mais robustas. Hoje, apresentam comportamento completamente diferente — e os filtros precisaram acompanhar essa evolução. Atualmente, há até a possibilidade de incorporar funções secundárias, como a redução do custo energético, associando tecnologia e sustentabilidade”, explicou. Questionado sobre possíveis mudanças disruptivas, Gabriel observou que há um movimento de substituição da hidráulica pela eletrificação em máquinas mais leves, embora nas pesadas esse caminho ainda seja longo. André Moura, CEO da DBD Laffi Filtration, também destacou os avanços tecnológicos nos processos de fabricação e na própria filtração. Ressaltou a complexidade dos filtros de processo, utilizados na produção de diversos produtos — de tintas a óleos comestíveis —, e lembrou que “os elementos filtrantes variam conforme os níveis de eficiência que cada processo exige”. Na empresa, explicou André, a linha Filtration conta com filtros bolsa, cartucho, cesto, separador centrífugo e autolimpante, entre outros; a linha Water reúne leito, abrandador, desmineralizador e osmose reversa, enquanto a linha E-Coat trabalha com ultrafiltração, membranas de UF, célula de diálise e tanque de anolito. “Os filtros são customizados para atender à necessidade de cada cliente. Na linha Water há ainda mais desenvolvimento e tecnologia, pois envolve diversos parâmetros técnicos”, destacou. O executivo também comentou sobre a crescente automação e monitoramento dos sistemas, que “permitem identificar e corrigir problemas com rapidez e precisão”. Por fim, Helvécio Sena, diretor técnico da Ecologic – Soluções Ambientais, falou sobre os contaminantes emergentes na água, como microplásticos e PFAS (per e polifluoroalquil). “Estudos apontam que 90% das pessoas nos EUA têm PFAS no corpo — substância associada a doenças graves, como o câncer. Os filtros são fundamentais para remover esse tipo de contaminante. No Brasil, ainda não há legislação específica, mas a demanda virá, e esse será um mercado em expansão”, observou. Sena também lembrou que 37% da água no país é perdida, sendo que nas ETAs (Estações de Tratamento de Água) as perdas chegam a 5%, o que representa um impacto relevante. “Com filtros mais inteligentes, é possível reduzir esse desperdício. A agricultura consome 70% da água, e tecnologias mais eficientes, como o gotejamento, que exige filtração, podem ajudar a mudar esse cenário”, pontuou. “Precisamos reutilizar a água nos processos fabris. Desde 1965, a Namíbia já faz reúso direto de água. Essa demanda vai crescer — e é essencial conscientizar as pessoas sobre as tecnologias seguras disponíveis para isso, além de aperfeiçoar as legislações existentes”, concluiu. Inovação, Desenvolvimento de Produtos e Tecnologias Emergentes – A mediação do painel, ficou por conta de Pedro Basso, supervisor de vendas da Wega Motors, que convidou os debatedores a fazerem uma reflexão tecnológica, destacando que o presente é resultado de tudo o que ocorreu desde o ciclo Otto, criado por Nikolaus Otto e sua equipe, até os dias atuais, com a chegada dos veículos híbridos e elétricos. “Essa visão do que aconteceu e do
CNI mantém projeção de crescimento do PIB em 2,3%, mas diminui alta da indústria para 1,6%

Agro e serviços sustentaram resultado da economia, enquanto projeção de crescimento da indústria de transformação caiu mais do que a metade; demanda enfraquecida e comércio exterior explicam cenário A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2,3% a projeção de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país para 2025. De acordo com o Informe Conjuntural do 3º trimestre, divulgado nesta sexta-feira (17), a estimativa reflete as expectativas de alta de 8,3% da agropecuária e de 2% dos serviços, enquanto a perspectiva de crescimento da indústria caiu para 1,6% – segunda revisão para baixo consecutiva. O setor deve sofrer, sobretudo, pela drástica redução do desempenho da indústria de transformação, cuja projeção de alta despencou de 1,9%, no início do ano, para 0,7%. A queda da indústria foi contida pela indústria extrativa, cuja expectativa de crescimento saltou de 2% para 6,2%. Transformação e construção sofrem por diversos fatores; extrativa vive onda positiva A projeção de crescimento para a indústria da construção também foi revista para baixo, de 2,2% para 1,9%. Segundo a CNI, os juros altos impactaram as vendas do varejo de produtos do setor, a produção de insumos típicos da construção e o número de pessoas, explicando o cenário negativo. A indústria de transformação é o setor industrial que mais vem perdendo ritmo em relação a 2024, quando expandiu 3,8%. Começou o ano com projeção de 1,9% de crescimento, dado revisto para 1,5% no Informe Conjuntural do 2º trimestre, e chega ao terceiro trimestre com previsão de fechar o ano com alta de 0,7%. Além da Selic, considerada o principal entrave, três fatores contribuem para a forte desaceleração da indústria de transformação, aponta o diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles. “A demanda por bens industriais na economia brasileira vem diminuindo. Além disso, nós tivemos um aumento expressivo das importações. Ou seja, o mercado brasileiro não cresce e, cada vez mais, as importações dominam, inibindo a capacidade de crescimento da produção nacional. O fator mais recente são as tarifas adicionais dos Estados Unidos, principal parceiro comercial da indústria de transformação. Em agosto e setembro, as exportações desse segmento para os EUA caíram 21,4% na comparação com os mesmos meses do ano passado”, pontua. A queda da expectativa de crescimento da indústria só não foi maior graças ao desempenho positivo da indústria extrativa. O patamar elevado da produção de petróleo desde o início do ano fez a CNI aumentar de 2% para 6,2% a estimativa de alta do setor. Safra impulsiona agro; mercado de trabalho e estímulo fiscal puxam serviços A CNI aumentou de 7,9% para 8,3% a projeção de alta da agropecuária. A perspectiva mais positiva para o setor se deve, principalmente, aos resultados surpreendentes da produção agrícola. O setor de serviços, por outro lado, teve o crescimento revisto de 1,8% para 2%, consequência do mercado de trabalho aquecido e do aumento das despesas primárias do governo federal no 2º semestre. Valor das importações será recorde em 2025, com impactos na balança comercial Uma combinação de preços mais baixos lá fora e maior demanda brasileira por importados deve fazer com que o valor das importações bata recorde em 2025. Segundo a CNI, o Brasil deve comprar US$ 287,1 bilhões de outros países, alta de 4,8% em relação ao ano passado. Desde julho, a nova política comercial americana tem prejudicado as exportações da indústria de transformação para os Estados Unidos. Os desempenhos positivos desse setor, da indústria extrativa e da agropecuária nos primeiros meses do ano, no entanto, serão suficientes para que as exportações brasileiras cresçam 2,3% em relação ao ano passado, totalizando US$ 347,5 bilhões, projeta a CNI. Com isso, a balança comercial deve registrar superavit de US$ 60,5 bilhões, 8,2% inferior ao observado em 2024. Inflação continuará perdendo força e juros reais vão aumentar, comprometendo crédito e investimentos A CNI acredita que a inflação vai continuar perdendo força. Atualmente em 5,2% no acumulado de 12 meses até setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2025 em 4,8%, mesma variação observada no fim de 2024, e acima do teto da meta da inflação de 4,5% em 12 meses. Apesar disso, não há indícios de que o Banco Central vai iniciar o processo de cortes da taxa de juros, a Selic, que deve fechar o ano em 15%. Isso significaria juros reais de 10,3%, bem acima dos 7% de 2024, reforçando uma política monetária profundamente contracionista. Os juros elevados vão diminuir o apetite de empresas e consumidores por crédito. Por isso, as concessões totais de crédito devem ter crescimento real de 5,5%, quase metade dos 10,7% do ano passado. Os juros altos, a perda de ritmo da indústria e o cenário externo turbulento vão impactar os investimentos, que devem registrar alta de 3%, ante os 7,3% de 2024. Mercado de trabalho aquecido e rendimentos em alta seguram consumo das famílias O ritmo aquecido do mercado de trabalho até agosto deve diminuir no 2º semestre, projeta a CNI. A expectativa é que a criação de empregos se estabilize nos últimos meses do ano. Ainda assim, espera-se que a massa de rendimento real do trabalho suba 5,4%, um considerável estímulo ao consumo das famílias, cuja estimativa é de alta de 2,3%. Despesas federais devem acelerar no 2º semestre, mas gastos do ano serão menores que em 2024 A CNI acredita que as despesas do governo vão acelerar no 2º semestre frente ao 1º semestre, estimulando a atividade econômica no final do ano. Isso se deve, sobretudo, ao pagamento de precatórios realizado em julho e à intensificação das despesas discricionárias, que não são obrigatórias por lei e cujo governo tem liberdade para executar. Ainda assim, os gastos federais devem ter crescimento real de 3,5%, contra alta de 3,7% em 2024. Fonte: Portal da Indústria – Felipe Moura
Setor de automóveis e comerciais leves fecha a 1.ª quinzena de outubro com crescimento de 6,32% em relação a setembro

Por Marcelo Cavalcante As vendas de automóveis e comerciais leves fecham a 1.ª quinzena de outubro com 109.591 unidades, esse volume representa um crescimento de 6,32% em relação ao mês anterior, na comparação com a quinzena de outubro de 2024 às vendas recuam 3,49%. Com um terceiro trimestre abaixo das expectativas o setor terá que superar as dificuldades para fazer o melhor último trimestre do ano, nossa projeção para o fechamento anual é de vendas entre 2.600 milhões de unidades até 2.630 milhões, com um crescimento médio entre 4,77% até 5,85%. Otimista, mas realizável, vamos precisar encerrar o trimestre com vendas acima dos 792 mil veículos, ou seja, um crescimento de 7,88% em relação ao último trimestre de 2024. No acumulado do ano já foram vendidos 1.917.029 veículos, o que representa um crescimento de apenas 2,87% ante o ano anterior, na comparação com o ciclo pré pandemia (ano 2019) o setor recua 6,04%. As vendas de novas energias encerraram o mês de setembro com recorde de volume mensal, com 27.124 unidades, nos primeiros nove meses o segmento vendeu 191.579 veículos, registrando um crescimento de 56,62%. A participação acumulada de setembro foi de 10,60%, sendo 2,94% de veículos 100% elétricos e 7,66% de veículos híbridos, incluindo aqui todas as tecnologias. O grande volume de veículos importados, continua sendo um fator preocupante para um setor que ainda está em seu ciclo de recuperação, o início da produção da GWM e da BYD em teoria ajudam, mas ainda vamos conviver por muito tempo com processos de montagem SKD e CKD. Conforme levantamento da Anfavea o estoque de importados em solo nacional é suficiente para vendas de mais de 4 meses, na prática esse volume deve ajudar a aumentar as vendas no último trimestre, bom para a minha projeção otimista. As vendas mensais do varejo fecharam a 1.ª quinzena com 53.784 unidades, registrando um recuo de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, o atacado (VD) vendeu na quinzena 55.807 veículos, recuo de 3% ante a parcial de 2024. No acumulado do ano o varejo está recuando 2,87% com uma participação de 49,57% e a modalidade de vendas diretas avança 8,77% com vendas totais de 966.756 unidades, boa parte desse volume é direcionado para as locadoras, que devem encerrar o ano com compras acima de 650 mil veículos. RANKING DE MARCAS No ranking de marcas a Fiat segue líder com vendas na quinzena de 21.131 unidades, no acumulado a marca já vendeu 407.759 veículos, registrando um crescimento de 3,51% ante o ano anterior. Sua participação de mercado na quinzena é de 20,69% e no acumulado é de 21,27%. Seu volume de vendas registra um crescimento de 13.838 veículos. A segunda posição está consolida no ano com a VW, suas vendas na quinzena foram de 17.947 veículos, no acumulado a marca já vendeu 323.854 unidades, registrando um crescimento de 10% ante o ano anterior. Sua participação de mercado na quinzena é de 18,33% e no acumulado está em 16,89%. Seu volume de vendas registra um crescimento de 29.469 veículos. Na terceira posição está a GM com vendas na quinzena de 12.889 unidades, no acumulado a marca já emplacou 204.838 veículos, anotando um recuo de 13,73% ante o ano anterior, o que equivale a uma queda de 32.587 veículos. A Hyundai está na quarta posição no acumulado com vendas de 148.997 unidades, volume 1% abaixo do realizado em 2024, a Toyota está na quinta posição com 145.404 veículos e registra uma queda de 9,15% ante o ano anterior, o que equivale a um recuo nas vendas de 14.636 unidades. A BYD registra um crescimento no acumulado de 50%, com vendas totais de 81.435 veículos, a GWM avança 32,65% com vendas totais de 28.937 unidades. A Nissan ainda está no TOP 10 com vendas totais de 60.005 veículos, mas a marca registra uma queda em relação ao ano anterior de 14,74%. O último trimestre promete agitar o ranking de vendas, as três primeiras posições não devem ter alterações, mas da 4.ª colocação para baixo ainda teremos boas disputas. RANKING DE MODELOS A Fiat Strada é líder na quinzena com vendas de 7.276 unidades, no acumulado o modelo já vendeu 108.574, registrando um crescimento de 0,79%. Sua vendas na quinzena estão concentradas 73,60% na modalidade de vendas diretas e apenas 26,40% no varejo. Na segunda posição da quinzena temos o VW/Tera com 4.857 unidades, no acumulado modelo já vendeu 22.617 veículos, ocupando a 32.ª posição. Sua carteira de vendas da quinzena está concentrada 52,54% na modalidade de vendas diretas e 47,46% no varejo. A terceira posição é do Fiat/Argo com 4.593 unidades, no acumulado ele também ocupa a terceira colocação com 78.604 unidades, registrando um crescimento de 14,65% ante o ano anterior. Sua carteira de vendas da quinzena está concentrada 65,19% na modalidade de vendas diretas. O VW/Polo está na quinta posição da quinzena, mas segue na vice liderança do acumulado com 97.934 unidades, volume 4,33% abaixo do realizado no mesmo período de 2024. Sua carteira de vendas da quinzena está concentrada 59,43% na modalidade de vendas diretas.
AMMA NEXT: Quando a diversidade se torna estratégia de futuro

A AMMA NEXT nasce como um movimento de evolução cultural dentro da Associação Brasileira do Mercado Automotivo, em um momento em que a pauta ESG se torna compromisso estratégico do setor. Diversidade é agenda — é inteligência de negócios, inovação aplicada e construção de legado sustentável. O projeto propõe uma nova lógica: integrar gerações, talentos e perspectivas para que o mercado avance com competitividade, responsabilidade e visão de futuro. Há eventos que refletem o tempo. E há aqueles que o preparam. O AMMA NEXT, promovido pela Associação das Mulheres do Mercado Automotivo (AMMA), pertence à segunda categoria. No dia 11 de novembro de 2025, na sede da FIESP, em São Paulo, líderes, executivos e visionários do setor automotivo se reunirão para discutir algo que já não é opcional: a diversidade como motor da inovação e dos resultados. O evento nasce de uma constatação global: nenhuma indústria — seja de tecnologia, energia ou mobilidade — prosperará sem incluir todas as vozes que a constroem. No Brasil, a AMMA tem sido pioneira em transformar essa verdade em ação concreta. Do chão de fábrica às salas de conselho, passando pelos estoques, balcões e pátios de oficinas, o movimento vem ampliando a representatividade feminina no mercado automotivo. No palco do AMMA NEXT estará Cristiana Arcangeli, empresária e investidora, que fez da inovação sua assinatura. Conhecida por unir consumo, bem-estar e negócios visionários, ela trará ao público uma reflexão urgente: como reinventar um mercado que, ao incluir, acelera.No encontro também estará, Ana Carolina Albuquerque, conselheira consultiva com mais de 25 anos de experiência no setor de beleza, trará sua visão sobre como propósito e conexões autênticas impulsionam resultados. Juntam-se a elas Marcelo Gabriel e Tania Macriani, que aprofundarão o debate sobre os impactos reais da diversidade na gestão, nos dados e nas decisões. Mas o AMMA NEXT não é apenas um fórum. É um espelho de um novo tempo.Cada dinâmica foi desenhada para fazer pensar e tornar plural. Para trazer a reflexão sobre como líderes e suas empresas enxergam talento, oportunidade, poder e o seu bom uso. É o tipo de encontro que transforma o debate em plano de ação. Com apenas 220 vagas, o evento propõe uma experiência exclusiva: uma manhã de imersão para quem deseja compreender que diversidade é mais que uma pauta — é uma estratégia de sobrevivência e crescimento. Empresas que escolherem patrocinar o AMMA NEXT se posicionarão não apenas ao lado de uma causa, mas de uma revolução de mentalidade. As cotas Athena, Gaia e Hera foram criadas para marcas que entendem que reputação, inovação e propósito caminham juntas. Porque a transformação cultural não é mais adiada: é protagonizada. O futuro do setor automotivo será escrito por quem ousar pensar diferente — e o AMMA NEXT é o ponto para a partida dessa história. AMMA NEXT – O futuro da diversidade nos negócios
Receita Federal e ICL assinam acordo de cooperação inédito para gestão de combustíveis apreendidos

A Receita Federal e o Instituto Combustível Legal (ICL) assinaram na quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, um termo de cooperação inédito cujo objeto é a identificação de entidades para guarda, na qualidade de depositário necessário, em caráter não exclusivo, sem encargos ou condições, de petróleo e seus derivados, bem como outros hidrocarbonetos e combustíveis retidos ou apreendidos pela RFB, no âmbito de todo o território nacional. Por meio de uma parceria sem precedentes, o ICL, representando suas empresas e distribuidoras associadas, será responsável pela identificação de empresas para a gestão de combustíveis (nafta, gasolina e diesel) apreendidos em quatro navios da REFIT/Manguinhos, refinaria interditada no Rio de Janeiro e considerada o maior devedor contumaz do país. A iniciativa partiu da própria Receita Federal que, após a apreensão das cargas, convidou o ICL como um parceiro estratégico para garantir que o produto com características de produto fungível, não se perdesse. Na prática, o ICL atuará como um intermediário garantindo que as distribuidoras que operam dentro da lei façam a guarda e deem o destino correto ao produto. Para o presidente do ICL, Emerson Kapaz, a ação é um divisor de águas na luta contra a ilegalidade. “Este é um reconhecimento histórico do trabalho que o ICL e seus associados vêm fazendo. A Receita Federal, um dos órgãos mais sérios do país, está nos confiando uma responsabilidade gigantesca, o que sinaliza de forma inequívoca que estaremos prontos para cooperar como aliados do Estado no combate ao crime e na defesa de um mercado justo”, afirma Kapaz. A operação não apenas evita o prejuízo logístico e ambiental de ter milhões de litros de combustíveis parados e sob risco de deterioração, mas também garante que o ativo, fruto de uma atividade irregular, seja revertido em benefício da sociedade e volte para a operação no mercado legal. A parceria reforça a urgência da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 125/2022, que cria a figura do devedor contumaz e que aguarda votação na Câmara dos Deputados. “A Receita Federal está agindo com as ferramentas que tem. Cabe agora ao Congresso nos dar a ferramenta definitiva para blindar o Brasil contra esses agentes que usam a sonegação como modelo de negócio”, conclui Kapaz.
Veículos comerciais leves elétricos têm crescimento de 51% em 12 meses

Num mês de novo recorde de vendas de veículos leves eletrificados em 2025, com 21.515 emplacamentos, o destaque ficou para os comerciais leves elétricos, que tiveram um crescimento expressivo de 51% de janeiro a setembro, em comparação com o mesmo período de 2024. De janeiro a setembro, o mercado comercializou 1.642 veículos comerciais leves eletrificados, contra 1.086 no mesmo período de 2024 (+51%). Essa evolução é especialmente significativa se comparada com os números de janeiro a setembro de 2023 (442). Em dois anos, o crescimento desse segmento do mercado foi de 271,5%. “A eletrificação das frotas corporativas começa a ganhar escala”, comentou o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “Essa é uma das principais tendências da mobilidade sustentável no país, e isso ficará cada vez mais nítido nos próximos meses”. “A mobilidade elétrica já começou a fazer parte das estratégias empresariais direcionadas à modernização de frotas e ao fortalecimento de cadeias logísticas mais limpas e inteligentes”, acrescentou. Os números indicam que as empresas de logística, distribuição e serviços vêm aderindo gradativamente aos veículos comerciais leves eletrificados. Esse processo é orientado pela redução de custos operacionais, pela eficiência energética e pelos compromissos com metas ESG. A evolução dessa tendência tem sido amplificada por iniciativas como a plataforma e-Fast Brasil, liderada pelo WRI Brasil. O programa reúne empresas, montadoras, operadores logísticos e gestores públicos com o objetivo de fomentar soluções sustentáveis e promover a descarbonização da mobilidade de carga nas cidades brasileiras. A ABVE, que é apoiadora institucional da iniciativa, contribui com dados, estudos e articulações setoriais para acelerar a transição para frotas de comerciais leves eletrificadas. Setembro As vendas totais de veículos leves eletrificados em setembro (automóveis, SUVs e comerciais leves) mantiveram o ritmo forte que tem caracterizado a maioria dos meses de 2025. Os 21.515 emplacamentos do mês representam um aumento de 6,4% sobre agosto (20.222), o que sinaliza que a curva de crescimento se mantém estável e consistente ao longo do ano. Já em relação a setembro de 2024 (13.265), o crescimento foi ainda mais expressivo: 62%. Esses resultados refletem uma combinação de fatores, como o aumento da oferta de modelos, o fortalecimento da infraestrutura de recarga e o crescimento da confiança do consumidor na tecnologia dos eletrificados. A participação de mercado dos veículos leves eletrificados em setembro (market share) foi de 9,3% em relação ao total geral de vendas dos veículos leves no mês (231.370). Em setembro de 2024, essa participação era de 6%. A evolução confirma o crescimento consistente da fatia dos eletrificados dentro do setor automotivo brasileiro. De janeiro a setembro, o mercado de eletrificados leves chegou a 147.602 unidades vendidas, um crescimento de 20,4% sobre o mesmo período de 2024 (122.548). PLUG-IN Do total de vendas de eletrificados entre janeiro e setembro, 76% correspondem a veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV), com 120.644 unidades. Em relação ao mesmo período do ano anterior (86.326), essas tecnologias apresentaram um crescimento de 40%. Dos 21.515 eletrificados vendidos em setembro de 2025, 76% foram elétricos plug-in (BEV e PHEV), enquanto 24% correspondem aos híbridos (HEV e HEV Flex). O resultado consolida o predomínio das tecnologias de recarga externa na preferência do comprador. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento, destaca-se a chegada de novas montadoras ao mercado nacional, como Omoda Jaecoo, GAC, Geely e Zeekr, que ampliam a oferta com novos modelos. Além disso, fabricantes tradicionais, como a General Motors, também reforçaram seu portfólio, com lançamentos de veículos elétricos como o Spark. Entre os plug-in, os PHEV (híbridos plug-in) lideraram as vendas em setembro, com 8.194 unidades, ou 38% do total de eletrificados. Em relação a agosto (8.057), esse segmento teve um aumento leve de 1,7%. Já sobre setembro de 2024 (4.869), o crescimento foi de 68%. Os BEV 100% elétricos repetiram o desempenho robusto dos últimos meses e em setembro registraram vendas de 8.169 unidades, ficando também com 38% das vendas de eletrificados no mês. Sobre agosto (7.624), o crescimento dos BEV foi de 7%. E sobre setembro de 2024 (4.699), de expressivos 74%. Já os HEV e HEV Flex somaram 5.152 unidades em setembro, equivalentes a 24% do total de eletrificados do mês. Embora representem uma participação menor do mercado de eletrificados, os HEV continuam relevantes sobretudo em regiões onde a infraestrutura de recarga ainda está em fase de consolidação e em estados que oferecem isenção de IPVA para este tipo de tecnologia, como, por exemplo, São Paulo. Dentro desse grupo, os HEV (híbridos convencionais) responderam por 10,6% das vendas de eletrificados em setembro (2.285), com leve retração de 0,5% sobre agosto (2.296). Já em relação a setembro de 2024 o aumento foi de 85%. Os HEV Flex, alcançaram 2.867 unidades em setembro (13% do total de eletrificados do mês), com um aumento de 28% sobre agosto (2.245) e de 86% sobre setembro de 2024 (1.540). Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em setembro de 2025: As vendas de micro-híbridos (MHEV) registram em setembro o total de 5.604 unidades, com aumento de 10,4% sobre agosto (5.075). Os MHEV 12V ficaram com 74,4% das vendas desse segmento (4.168), com aumento de 16% em relação a agosto (3.587). Já os MHEV 48V ficaram com os 25,6% restantes (1.436), registrando uma leve retração de 3,5% no comparativo com agosto (1.488). Ônibus Em setembro, o mercado registrou emplacamentos de 42 ônibus elétricos. Todos eles no estado de São Paulo, epicentro da eletrificação do transporte público no país. Na comparação com setembro de 2024, quando foram vendidos 6 modelos, o crescimento das vendas de ônibus elétricos atingiu 600%. Geografia da eletromobilidade A distribuição geográfica das vendas de veículos eletrificados no Brasil continua revelando importantes contrastes regionais, refletindo o estágio de maturidade da infraestrutura de recarga e o perfil econômico de cada área do país. Apesar de a região Sudeste manter a liderança absoluta nas vendas, impulsionada principalmente pelo estado de São Paulo, observa-se um crescimento constante nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em setembro 2025: Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em