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Receita Federal e ICL assinam acordo de cooperação inédito para gestão de combustíveis apreendidos 

A Receita Federal e o Instituto Combustível Legal (ICL) assinaram na quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, um termo de cooperação inédito cujo objeto é a identificação de entidades para guarda, na qualidade de depositário necessário, em caráter não exclusivo, sem encargos ou condições, de petróleo e seus derivados, bem como outros hidrocarbonetos e combustíveis retidos ou apreendidos pela RFB, no âmbito de todo o território nacional.  Por meio de uma parceria sem precedentes, o ICL, representando suas empresas e distribuidoras associadas, será responsável pela identificação de empresas para a gestão de combustíveis (nafta, gasolina e diesel) apreendidos em quatro navios da REFIT/Manguinhos, refinaria interditada no Rio de Janeiro e considerada o maior devedor contumaz do país.  A iniciativa partiu da própria Receita Federal que, após a apreensão das cargas, convidou o ICL como um parceiro estratégico para garantir que o produto com características de produto fungível, não se perdesse. Na prática, o ICL atuará como um intermediário garantindo que as distribuidoras que operam dentro da lei façam a guarda e deem o destino correto ao produto.  Para o presidente do ICL, Emerson Kapaz, a ação é um divisor de águas na luta contra a ilegalidade. “Este é um reconhecimento histórico do trabalho que o ICL e seus associados vêm fazendo. A Receita Federal, um dos órgãos mais sérios do país, está nos confiando uma responsabilidade gigantesca, o que sinaliza de forma inequívoca que estaremos prontos para cooperar como aliados do Estado no combate ao crime e na defesa de um mercado justo”, afirma Kapaz.  A operação não apenas evita o prejuízo logístico e ambiental de ter milhões de litros de combustíveis parados e sob risco de deterioração, mas também garante que o ativo, fruto de uma atividade irregular, seja revertido em benefício da sociedade e volte para a operação no mercado legal.   A parceria reforça a urgência da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 125/2022, que cria a figura do devedor contumaz e que aguarda votação na Câmara dos Deputados. “A Receita Federal está agindo com as ferramentas que tem. Cabe agora ao Congresso nos dar a ferramenta definitiva para blindar o Brasil contra esses agentes que usam a sonegação como modelo de negócio”, conclui Kapaz.

Veículos comerciais leves elétricos têm crescimento de 51% em 12 meses

Num mês de novo recorde de vendas de veículos leves eletrificados em 2025, com 21.515 emplacamentos, o destaque ficou para os comerciais leves elétricos, que tiveram um crescimento expressivo de 51% de janeiro a setembro, em comparação com o mesmo período de 2024. De janeiro a setembro, o mercado comercializou 1.642 veículos comerciais leves eletrificados, contra 1.086 no mesmo período de 2024 (+51%). Essa evolução é especialmente significativa se comparada com os números de janeiro a setembro de 2023 (442). Em dois anos, o crescimento desse segmento do mercado foi de 271,5%.  “A eletrificação das frotas corporativas começa a ganhar escala”, comentou o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “Essa é uma das principais tendências da mobilidade sustentável no país, e isso ficará cada vez mais nítido nos próximos meses”. “A mobilidade elétrica já começou a fazer parte das estratégias empresariais direcionadas à modernização de frotas e ao fortalecimento de cadeias logísticas mais limpas e inteligentes”, acrescentou. Os números indicam que as empresas de logística, distribuição e serviços vêm aderindo gradativamente aos veículos comerciais leves eletrificados. Esse processo é orientado pela redução de custos operacionais, pela eficiência energética e pelos compromissos com metas ESG. A evolução dessa tendência tem sido amplificada por iniciativas como a plataforma e-Fast Brasil, liderada pelo WRI Brasil. O programa reúne empresas, montadoras, operadores logísticos e gestores públicos com o objetivo de fomentar soluções sustentáveis e promover a descarbonização da mobilidade de carga nas cidades brasileiras.  A ABVE, que é apoiadora institucional da iniciativa, contribui com dados, estudos e articulações setoriais para acelerar a transição para frotas de comerciais leves eletrificadas. Setembro As vendas totais de veículos leves eletrificados em setembro (automóveis, SUVs e comerciais leves) mantiveram o ritmo forte que tem caracterizado a maioria dos meses de 2025. Os 21.515 emplacamentos do mês representam um aumento de 6,4% sobre agosto (20.222), o que sinaliza que a curva de crescimento se mantém estável e consistente ao longo do ano. Já em relação a setembro de 2024 (13.265), o crescimento foi ainda mais expressivo: 62%. Esses resultados refletem uma combinação de fatores, como o aumento da oferta de modelos, o fortalecimento da infraestrutura de recarga e o crescimento da confiança do consumidor na tecnologia dos eletrificados. A participação de mercado dos veículos leves eletrificados em setembro (market share) foi de 9,3% em relação ao total geral de vendas dos veículos leves no mês (231.370). Em setembro de 2024, essa participação era de 6%. A evolução confirma o crescimento consistente da fatia dos eletrificados dentro do setor automotivo brasileiro. De janeiro a setembro, o mercado de eletrificados leves chegou a 147.602 unidades vendidas, um crescimento de 20,4% sobre o mesmo período de 2024 (122.548). PLUG-IN Do total de vendas de eletrificados entre janeiro e setembro, 76% correspondem a veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV), com 120.644 unidades. Em relação ao mesmo período do ano anterior (86.326), essas tecnologias apresentaram um crescimento de 40%. Dos 21.515 eletrificados vendidos em setembro de 2025, 76% foram elétricos plug-in (BEV e PHEV), enquanto 24% correspondem aos híbridos (HEV e HEV Flex). O resultado consolida o predomínio das tecnologias de recarga externa na preferência do comprador. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento, destaca-se a chegada de novas montadoras ao mercado nacional, como Omoda Jaecoo, GAC, Geely e Zeekr, que ampliam a oferta com novos modelos. Além disso, fabricantes tradicionais, como a General Motors, também reforçaram seu portfólio, com lançamentos de veículos elétricos como o Spark. Entre os plug-in, os PHEV (híbridos plug-in) lideraram as vendas em setembro, com 8.194 unidades, ou 38% do total de eletrificados. Em relação a agosto (8.057), esse segmento teve um aumento leve de 1,7%. Já sobre setembro de 2024 (4.869), o crescimento foi de 68%. Os BEV 100% elétricos repetiram o desempenho robusto dos últimos meses e em setembro registraram vendas de 8.169 unidades, ficando também com 38% das vendas de eletrificados no mês. Sobre agosto (7.624), o crescimento dos BEV foi de 7%. E sobre setembro de 2024 (4.699), de expressivos 74%.  Já os HEV e HEV Flex somaram 5.152 unidades em setembro, equivalentes a 24% do total de eletrificados do mês. Embora representem uma participação menor do mercado de eletrificados, os HEV continuam relevantes sobretudo em regiões onde a infraestrutura de recarga ainda está em fase de consolidação e em estados que oferecem isenção de IPVA para este tipo de tecnologia, como, por exemplo, São Paulo. Dentro desse grupo, os HEV (híbridos convencionais) responderam por 10,6% das vendas de eletrificados em setembro (2.285), com leve retração de 0,5% sobre agosto (2.296). Já em relação a setembro de 2024 o aumento foi de 85%. Os HEV Flex, alcançaram 2.867 unidades em setembro (13% do total de eletrificados do mês), com um aumento de 28% sobre agosto (2.245) e de 86% sobre setembro de 2024 (1.540). Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em setembro de 2025: As vendas de micro-híbridos (MHEV) registram em setembro o total de 5.604 unidades, com aumento de 10,4% sobre agosto (5.075). Os MHEV 12V ficaram com 74,4% das vendas desse segmento (4.168), com aumento de 16% em relação a agosto (3.587). Já os MHEV 48V ficaram com os 25,6% restantes (1.436), registrando uma leve retração de 3,5% no comparativo com agosto (1.488). Ônibus Em setembro, o mercado registrou emplacamentos de 42 ônibus elétricos. Todos eles no estado de São Paulo, epicentro da eletrificação do transporte público no país. Na comparação com setembro de 2024, quando foram vendidos 6 modelos, o crescimento das vendas de ônibus elétricos atingiu 600%.  Geografia da eletromobilidade A distribuição geográfica das vendas de veículos eletrificados no Brasil continua revelando importantes contrastes regionais, refletindo o estágio de maturidade da infraestrutura de recarga e o perfil econômico de cada área do país. Apesar de a região Sudeste manter a liderança absoluta nas vendas, impulsionada principalmente pelo estado de São Paulo, observa-se um crescimento constante nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em setembro 2025:  Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em

Vagas Automotivas: o ponto de encontro entre o futuro do setor e as pessoas que o constroem

Com mais de 4 mil currículos cadastrados, o apoio das principais entidades do aftermarket, o lançamento oficial após sair da versão beta em julho de 2025 e o DNA da Insight Trade — consultoria de comunicação e autoridade em conhecimento e conexões do mercado automotivo —, o Vagas Automotivas se consolida como o maior hub de empregabilidade do setor, unindo tecnologia, propósito e dados para repensar o trabalho no Brasil. O setor automotivo brasileiro vive um paradoxo histórico.Enquanto a digitalização acelera, há menos pessoas disponíveis para trabalhar — e as que há, muitas vezes, estão fora do alcance das empresas. Segundo dados da PNAD-C e do IBGE, a participação na força de trabalho ainda não voltou ao nível pré-pandemia, e o saldo migratório do Estado de São Paulo tornou-se negativo entre 2010 e 2022, com a saída líquida de quase 170 mil pessoas. Somam-se a isso o envelhecimento populacional e a redução da presença de jovens na indústria, que caiu de forma consistente na última década. Podemos afirmar quehá menos mãos para tanto motor para reparar. A fotografia é clara: o mercado precisa de gente — e o Vagas Automotivas nasceu para reconectar esse elo.Criado em 2022 a partir de um projeto entre o CONAREM e o SENAI, o portal surgiu com um propósito direto: transformar a formação técnica em oportunidades reais de emprego. Diferente das plataformas genéricas de recrutamento, ele nasceu dentro da Insight Trade, consultoria de comunicação com mais de 180 mil leads ativos no setor automotivo, reconhecida por sua atuação estratégica junto a marcas, entidades e redes de distribuição. Carla Norcia, CEO da Insight comenta “é um filho legítimo do ecossistema automotivo” — nascido da escuta e da experiência de quem entende as engrenagens do mercado. Após dois anos de testes e aperfeiçoamentos, o Vagas Automotivas saiu da versão BETA em julho de 2025, e hoje opera com curadoria especializada, inteligência artificial para match de perfis e interface intuitiva. O modelo é democrático: candidatos cadastram seus currículos gratuitamente, enquanto empresas publicam vagas com custo até 70% menor que o das grandes plataformas.Essa combinação de propósito e acessibilidade faz do portal um motor real de inclusão produtiva no setor automotivo. “O Vagas nasceu com propósito e foco. É uma plataforma feita pelo e para o mercado automotivo — entendendo suas dores, suas linguagens e suas urgências”, afirma Carla Nórcia, CEO da Insight Trade.“A profissionalização do setor passa pela ponte entre capacitação e oportunidade. E é essa ponte que o Vagas Automotivas está consolidando, com resultados concretos.” Os dados explicam por que essa ponte é vital.De acordo com o IBGE, o número de microempreendedores individuais (MEIs) cresceu de forma recorde, e o trabalho informal já representa mais de 40% da ocupação nacional, um avanço de 12 pontos percentuais desde 2015.Ao mesmo tempo, a plataformização do trabalho — motoristas, entregadores, profissionais de e-commerce — já reúne mais de 720 mil pessoas apenas em São Paulo. O resultado é que o setor industrial, e especialmente o automotivo, perde talentos para atividades informais ou transitórias, e precisa urgentemente se reinventar.É nesse contexto que o Vagas Automotivas se torna mais do que um site: é um instrumento de reequilíbrio do mercado de trabalho. Com mais de 4 mil currículos ativos, o portal conecta oficinas, fábricas, distribuidores e indústrias de autopeças em um ecossistema unificado de empregabilidade. Mas seu alcance vai além do recrutamento: o Vagas Automotivas já está preparado para atuar como um hub de conteúdo e capacitação, reunindo treinamentos EAD, trilhas técnicas e certificações dentro do repositório da plataforma, em parceria com entidades e fabricantes do setor. Trata-se de um espaço onde o trabalho volta a ter nome e rosto — onde cada currículo representa uma vida, um recomeço e uma história de ofício. Com apoio do IQA, SENAI, CONAREM, SINDIREPA Brasil, Sincopeças-SP, AMMA e da Aliança do Aftermarket Automotivo, o projeto cresce com base em colaboração e propósito. E avança em novas soluções tecnológicas, como análise preditiva de compatibilidade profissional, integração com bancos de talentos de escolas técnicas e indicadores de diversidade e inclusão.“Não é sobre substituir o humano pela máquina”, completa Carla. “É sobre usar a tecnologia para encontrar o humano certo para cada oportunidade”. O Vagas Automotivas é, ao mesmo tempo, ferramenta e manifesto — uma prova de que o futuro do setor automotivo será escrito por quem souber conectar inteligência e humanidade.Empresas e profissionais podem se cadastrar em www.vagasautomotivas.com.br.Para o candidato, subir um currículo é gratuito.Para a empresa, publicar uma vaga custa menos.Para o mercado, é um passo à frente no caminho da transformação.

 Instituto MBCBrasil é lançado para acelerar a descarbonização da mobilidade com soluções técnicas e atuação estratégica

Instituto nasce para colocar o Brasil à frente da mobilidade de baixo carbono, gerando empregos, renda e atraindo investimentos estratégicos para o país Em um momento decisivo para a transição energética e a competitividade industrial no país e no mundo, foi oficialmente lançado o Instituto MBCBrasil, organização sem fins lucrativos, independente e multissetorial dedicada a promover soluções concretas para a descarbonização do setor da mobilidade no Brasil. Com estrutura própria, sólida governança e atuação abrangente, a nova entidade tem como missão fundamental apoiar a transição viável do transporte terrestre por meio de todas as soluções disponíveis de baixo carbono, garantindo uma mobilidade limpa, econômica e socialmente responsável. “O Instituto MBCBrasil nasce para transformar evidências técnicas em políticas públicas e acelerar a adoção de tecnologias sustentáveis no setor”, destaca José Eduardo Luzzi, Presidente do Conselho de Administração do Instituto. A nova entidade já reúne representantes de grande parte do setor da mobilidade, incluindo Abimaq, Abiogás, Abipeças, AEA, Alcopar, Bioind ᴹᵀ, Biosul, Bosch, Bruning Tecnometal, Conarem, Copersucar, Cummins, IPT, John Deere, Mahle, SAE Brasil, Scania, SIAMIG, SIFAEG, Sindaçúcar-PE, Sindaçúcar-AL, Sindalcool-PB, Stellantis, Toyota do Brasil, TUPY-MWM, UNICA, Sindicato dos Trabalhadores, e está em expansão. “É um marco histórico para o país, no qual unimos segmentos com interesses convergentes e propósito comum, que é consolidar a posição do Brasil como líder global em mobilidade de baixo carbono, combatendo a desinformação e promovendo ações que beneficiem a economia, gerando emprego e renda”, afirma Orlando Merluzzi, Gestor Operacional do Instituto. Eixos de atuação O Instituto MBCBrasil estruturará sua atuação em três eixos estratégicos: Descarbonização Viável, Tecnologias da Bioeletricidade e Transição Energética Justa. O primeiro visará promover uma transição energética realista e adequada a realidade nacional, amparada nas vantagens comparativas do Brasil: Matriz elétrica mais limpa e renovável do planeta, e tradição em biocombustíveis. O segundo basear-se-á na neutralidade tecnológica, voltado a fomentar o desenvolvimento e a adoção integrada de biocombustíveis e tecnologias de eletrificação, como etanol, biodiesel, biogás, biometano, hidrogênio e outras soluções renováveis. Já o terceiro eixo estará alinhado à transição para uma mobilidade sustentável que preserve o parque fabril, gere empregos e prepare profissionais para novas demandas por meio de capacitação e formação. Agenda estratégica O Instituto buscará interlocução técnica e política com entidades e atores do setor da mobilidade, articulando com as iniciativas públicas e privadas, promovendo letramento e conscientização sobre o tema, além de propor e apoiar políticas públicas e investimentos que incentivem a adoção de soluções adequadas ao contexto brasileiro. “A criação do Instituto é a materialização de um trabalho coletivo com atuação técnica e política, integrada e inclusiva, com o compromisso de unir inovação, sustentabilidade e competitividade industrial. Com estrutura e governança sólidas vamos investir em pesquisas e buscar parcerias para acelerar a implementação de tecnologias que posicionem o Brasil como referência mundial na mobilidade de baixo carbono”, reforça José Eduardo Luzzi.

Líderes da Aliança do Aftermarket debatem desafios da mão de obra no 11º Fórum do IQA

O 11º Fórum do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), realizado hoje, reforçou o papel estratégico da Aliança do Aftermarket Automotivo na discussão dos principais desafios do setor.  No painel da tarde, dedicado à falta e à capacitação de mão de obra, estiveram reunidos pela Abipeças Sindipeças, Cláudio Sahad, e representando Aliança do Aftermarket Automotivo,  Antônio Fiola, presidente do Sindirepa Brasil; José Arnaldo Laguna, presidente do CONAREM; Heber Carlos de Carvalho, presidente do Sincopeças São Paulo; Rodrigo Carneiro, presidente da ANDAP; e Alcides Acerbi Neto, presidente do Sicap.​O debate destacou que a escassez de profissionais qualificados já se tornou um ponto crítico para a sustentabilidade do aftermarket automotivo, impactando diretamente a produtividade, a qualidade dos serviços e a capacidade de inovação das empresas. Os presidentes ressaltaram que, embora o setor avance em tecnologia, o ritmo da formação técnica e da qualificação profissional não acompanha as novas exigências do mercado. Entre as reflexões mais marcantes, ficou evidente que a transformação digital e as novas matrizes energéticas dos veículos exigem um novo perfil de trabalhador, com competências que vão além do conhecimento mecânico tradicional. As lideranças defenderam a integração entre indústria, distribuidores, oficinas e instituições de ensino técnico, propondo ações conjuntas para ampliar o acesso à capacitação e criar programas de formação continuada voltados às necessidades reais do mercado. A presença dos representantes da Aliança no painel reforçou a força coletiva das entidades que compõem o grupo, unidas em torno de uma agenda comum de desenvolvimento e valorização da mão de obra brasileira. O consenso entre os participantes foi claro: sem profissionais preparados, o futuro do aftermarket corre o risco de perder competitividade e relevância. Com uma plateia formada por empresários, executivos e técnicos do setor automotivo, o painel consolidou o tema como prioridade estratégica para 2025, abrindo caminho para novas políticas de cooperação e projetos estruturados de qualificação liderados pela Aliança do Aftermarket e apoiados por instituições como o próprio IQA e o SENAI.

Etanol puxa alta dos combustíveis em setembro

A alta no preço do etanol aconteceu principalmente nas regiões que produzem esse combustível, como o Sudeste (+2,0%) e o Centro-Oeste (+1,9%) Setembro apresentou um cenário misto para os combustíveis no Brasil. O etanol foi o destaque do mês, com alta média nacional de 1,5%, chegando a +2,2% nas capitais. Já a gasolina comum (-0,1%), a gasolina aditivada (-0,1%), o GNV (-0,3%), o diesel comum (-0,3%) e o S-10 (-0,2%) registraram quedas discretas no período. Os dados fazem parte da mais recente edição do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A iniciativa integra o Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade desde fevereiro de 2023. A alta no preço do etanol aconteceu principalmente nas regiões que produzem esse combustível, como o Sudeste (+2,0%) e o Centro-Oeste (+1,9%), que puxaram a média nacional para cima. Um dos principais motivos foi a mudança na mistura de etanol na gasolina, definida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que aumentou estruturalmente a demanda por etanol anidro. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) ajustou as especificações da gasolina, exigindo maior volume nos estoques e logística de abastecimento. A mudança regulatória intensificou a demanda por anidro no curtíssimo prazo, aumentando a demanda por etanol anidro (o tipo usado na mistura), o que obrigou as usinas a ajustarem sua produção — dividida entre etanol anidro e hidratado — e a reorganizarem estoques e transporte. Esse cenário, junto com fatores como a safra e a escolha entre produzir açúcar ou etanol, pressionou os preços do etanol hidratado, especialmente nas regiões próximas às usinas do Centro-Sul, onde o transporte é mais barato e os preços reagem mais rápido. Como outros fatores, como câmbio, impostos e política de preços, ficaram estáveis, a nova regra acabou sendo o principal motivo da alta em setembro. Preços médios nacionais por litro em setembro: • Gasolina comum: R$ 6,276 • Gasolina aditivada: R$ 6,426 • Etanol: R$ 4,332 • GNV: R$ 4,740 • Diesel comum: R$ 6,106 • Diesel S-10: R$ 6,165 Na análise regional dos preços dos combustíveis, o Acre apresentou o maior valor para a gasolina comum, com o litro sendo vendido a R$7,56, enquanto o menor preço foi registrado na Paraíba, a R$5,98. Para a gasolina aditivada, o cenário se repete: o maior preço foi novamente no Acre (R$7,60) e o menor no Piauí (R$6,06). No caso do etanol hidratado, o Amazonas apresentou o maior preço, com o litro a R$5,49, e o menor foi verificado em São Paulo, a R$ 4,12. O Monitor de Preços de Combustíveis também traz o Indicador de Custo-Benefício Flex, que compara o preço do etanol com o da gasolina comum, levando em conta o rendimento de cada um nos carros “flex”. Em setembro de 2025, o etanol custava, em média, 72,3% do valor da gasolina nos estados e 72,7% nas capitais. Como esse percentual está acima do limite de 70% — ponto em que o etanol passa a ser mais vantajoso — a gasolina tem sido a melhor escolha na maior parte do país, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Considerando as tendências acumuladas ao longo de 2025 até o momento, os preços subiram para o etanol (+4,0%), gasolina comum (+1,0%) e gasolina aditivada (+0,9%). Por outro lado, houve queda nos preços do diesel comum (-1,0%), diesel S-10 (-0,8%) e do GNV (-0,4%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, todos os combustíveis registraram alta, com exceção do GNV, que teve recuo de 0,9%. Os aumentos foram de 5,1% para o etanol, 1,7% tanto para a gasolina comum quanto para a aditivada, 0,7% para o diesel comum e 0,8% para o diesel S-10. Acompanhe o levantamento completo aqui.

Produção e vendas de veículos caem no terceiro trimestre e acendem alerta sobre resultado do setor automotivo no ano

Exportações seguem em alta e compensam, em parte, desaquecimento do mercado interno Após um primeiro semestre de bons resultados frente ao mesmo período de 2024, a segunda metade do ano começou com dados preocupantes. A produção sofreu uma inversão de curva, fechando o terceiro trimestre com recuo de 0,8% frente ao mesmo período do ano passado. O setor de pesados contribuiu decisivamente para essa baixa, com queda de 9,4% ante o terceiro trimestre de 2024. No caso de leves, houve redução de 0,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar disso, a marca de 2 milhões de veículos foi alcançada nesta semana. No acumulado do ano, a produção ainda está acima do visto de janeiro a setembro de 2024, com alta de 6%. Os dados do último trimestre, no entanto, indicam dificuldades para o setor manter o desempenho. “Os números do período de julho a setembro nos preocupam por indicarem a perda da tração que verificamos na primeira metade do ano e nos impõem o desafio de uma recuperação considerável no último trimestre, diante de uma base muita boa do final do ano passado”, afirmou Igor Calvet, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O segmento com melhor resultado de produção no ano é o de ônibus, com crescimento de 13,4% ante o mesmo período de 2024, contrastando com a queda de 3,9% dos caminhões. Os emplacamentos, que tiveram alta de 7,2% no primeiro trimestre e de 2,9% no segundo, recuaram 0,4% de julho a setembro. O varejo de veículos nacionais teve retração de 8,1% no acumulado do ano, um resultado que seria pior sem o programa Carro Sustentável, cujos modelos inscritos tiveram incremento de 24% nas vendas. Até os importados verificaram ritmo mais lento de emplacamentos em setembro. Os modelos chineses, porém, tiveram o terceiro mês seguido de recorde, com mais de 18 mil registros. As exportações seguem como o melhor indicador do setor, com elevação acumulada de 51,6% em comparação com os embarques de janeiro a setembro de 2024, totalizando 430,8 mil autoveículos. A situação com Colômbia, entretanto, causa grande preocupação por conta do fim do acordo bilateral e da criação de um Imposto de Importação de 16,1% para automóveis brasileiros já neste mês de outubro. Trata-se do nosso terceiro maior destino de exportações e, apesar dos esforços do governo brasileiro, segue a incerteza sobre como ficará o desempenho das vendas para os colombianos. Outro ponto de atenção é a desaceleração da economia do México. Nosso segundo maior mercado no exterior continua em declínio, o que aumenta substancialmente a dependência do crescente mercado argentino. Os embarques mais que dobraram para a Argentina nesses nove meses em comparação com igual período de 2024, com elevação de 130,6%. É um volume tão representativo que vem sendo fundamental para manter a alta de 6% na produção acumulada deste ano. O presidente Igor Calvet aproveitou a Coletiva de Imprensa para apresentar a extensa agenda da Anfavea ao longo da COP30, em novembro, em Belém (PA). “Vamos mostrar um estudo inédito que mostra como a nossa frota é a de menor pegada de carbono no planeta, considerando a avaliação de todo o ciclo de vida dos veículos, e como temos potencial para seguir dando exemplo de descarbonização para o mundo”. Calvet também anunciou novidades para o Salão do Automóvel de São Paulo, que acontecerá de 22 a 30 de novembro, no Distrito Anhembi. O evento ganhou uma nova atração: a Arena de Conteúdo, com uma programação especial para todo o público do Salão. Também tivemos a chegada da Comexport, elevando para 27 o número de marcas confirmadas no Salão, um recorde. Para garantir conforto e qualidade em todos os detalhes — do estacionamento ao acesso ao pavilhão, da alimentação à interação com as marcas —, o número de ingressos será limitado por dia. Quando a cota diária for atingida, será comunicado “sold out” para aquela data e o visitante precisará escolher outro dia para visitar o Salão. O primeiro lote de ingressos esgotou-se antes do previsto e a expectativa é que o mesmo aconteça com o segundo. “Além de um número recorde de expositores e test drives, o novo Salão será inovador no sentido de proporcionar inúmeras experiências aos visitantes, com diversão para toda a família”, afirmou Calvet.

Governo abre consulta pública para desburocratizar CNH; medida pode ampliar renda e mobilidade no Brasil

A simplificação do processo de habilitação pode reduzir custos em até 80% e beneficiar milhares de trabalhadores de aplicativo, que já movimentam bilhões de reais na economia O Governo Federal anunciou que abrirá, ainda em outubro, consulta pública sobre a proposta de desburocratização da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para as categorias A e B. A medida, apoiada publicamente pelo presidente Lula, pretende eliminar a obrigatoriedade das autoescolas, mantendo as provas teórica e prática como exigências. A norma busca reduzir em até 80% o custo de acesso ao documento.  Atualmente, obter uma CNH no Brasil custa entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, valor que supera a renda domiciliar per capita média e afasta milhões de trabalhadores da formalização. Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) , mais da metade dos motociclistas brasileiros (54%) circula sem habilitação válida. O governo reconhece que o processo brasileiro é um dos mais caros e burocráticos do mundo, enquanto países vizinhos da América do Sul e nações mais desenvolvidas já adotam modelos mais acessíveis.  A proposta em consulta não elimina os filtros de segurança. As provas teórica e prática seguirão obrigatórias, mas o caminho até elas será flexibilizado: o cidadão poderá contratar instrutores autônomos credenciados diretamente, sem passar obrigatoriamente pelas autoescolas. A mudança tem duplo efeito: reduz custos para os alunos e abre novas oportunidades de trabalho e renda para instrutores independentes.  Outro desafio é territorial. Muitas cidades brasileiras sequer contam com autoescolas, obrigando moradores a se deslocarem para municípios vizinhos — ou até a se mudarem temporariamente — apenas para cumprir a carga obrigatória de aulas. Além disso, a legislação faz uma série de exigências que cria barreiras de entrada, reduz a concorrência e favorece a concentração de mercado nas autoescolas.  O modelo atual também ignora a realidade tecnológica. Hoje, grande parte da frota de carros no Brasil é automática, mas a CNH ainda exige que a formação ocorra em veículos manuais. O carro automático é mais intuitivo e acessível, mas a burocracia brasileira encarece o processo e mantém o sistema engessado em torno de um modelo ultrapassado.  A expectativa é que a medida tenha impacto imediato na inclusão produtiva, sobretudo entre trabalhadores de aplicativo. Levantamento da GigU mostra que, em capitais como Belo Horizonte e Curitiba, a renda líquida mensal de motoristas ultrapassa R$ 3,4 mil, chegando a R$ 4,1 mil em São Paulo. Valores que representam não apenas o sustento de famílias inteiras, mas também a oportunidade de mobilidade social para trabalhadores das periferias urbanas.  Para Magno Karl, cientista político e diretor-executivo Livres, a consulta pública é um passo essencial para modernizar o sistema de trânsito e promover a inclusão. “Somos favoráveis a um modelo mais acessível e alinhado a práticas internacionais. Países do G20 já adotam formatos mais flexíveis, que mantêm a segurança mas reduzem a exclusão. O Brasil precisa caminhar nessa direção, retirando barreiras injustificadas que impedem milhões de cidadãos de se formalizarem”, avalia.  Na visão de Luiz Gustavo Neves, CEO da fintech social que reúne a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil, a medida fortalece quem já sustenta a economia digital e urbana. “Os motoristas de aplicativo demonstram todos os dias a força de um setor que movimenta bilhões. Ao baratear o acesso à CNH, o governo dá a chance de que mais trabalhadores ingressem de forma regularizada, ampliando a renda das famílias e garantindo mais segurança para todos”, afirma.  O Ministério dos Transportes conduzirá a consulta pública nas próximas semanas, ouvindo especialistas, associações e a sociedade civil. A expectativa é de que a proposta final seja encaminhada ao Congresso Nacional ainda este ano.

Mulheres marcam presença em Painel exclusivo no Seminário da Reposição Automotiva

O setor automotivo vive um dos momentos mais desafiadores e transformadores de sua história. Novas tecnologias, mudanças nos modelos de negócios e a urgência por inovação exigem olhares plurais e decisões estratégicas mais inclusivas. Nesse cenário, a presença das mulheres emerge não apenas como uma pauta de equidade, mas como um ativo estratégico para o crescimento sustentável e competitivo da cadeia de reposição. No Painel das Mulheres – Mulheres que Movem a Reposição, que será realizado das 18h05 às 18h40, a AMMA – Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo traz à tona os números, tendências e histórias que provam a importância da liderança feminina. A proposta vai além de inspirar: pretende mostrar como equipes diversas tomam decisões mais criativas, constroem soluções inovadoras e geram vantagem competitiva real para empresas e entidades do setor. Com uma abordagem inovadora e inclusiva, o painel vai discutir dados do mercado, a liderança feminina nas empresas de reposição, a gestão de equipes diversas e o papel decisivo das mulheres no desenho de novos modelos de negócios. A diversidade de perspectivas – quando efetivamente incorporada às estratégias – fortalece a competitividade e abre caminhos para um futuro mais inovador e humano na reposição automotiva. Entre os temas centrais está a reflexão sobre como a pluralidade de olhares impulsiona a inovação e fortalece toda a cadeia de reposição, ampliando as oportunidades para empreendedoras, gestoras e líderes técnicas do setor. O painel destaca ainda os desafios enfrentados pelas mulheres para ocupar espaços de liderança e propõe caminhos práticos para acelerar a inclusão sem perder de vista a competência técnica e a meritocracia. Para a AMMA, incluir mais mulheres em posições estratégicas é investir no avanço do setor automotivo. Ao incentivar novas lideranças, promover o diálogo entre diferentes gerações e valorizar a diversidade de pensamento, a associação pretende contribuir para um mercado mais competitivo, sustentável e preparado para as demandas do futuro. O encontro convida o público a refletir sobre a transformação cultural necessária nas empresas de reposição, reforçando que inovação não é apenas sobre tecnologia, mas sobre pessoas. A participação feminina, somada a políticas de diversidade, é um fator comprovado de impacto positivo em desempenho, retenção de talentos e reputação organizacional. O Painel das Mulheres – Mulheres que Movem a Reposição promete ser um espaço de troca e construção coletiva de ideias, em que a experiência prática de líderes do setor se conecta aos desafios de um mercado em evolução constante. Mais do que um debate, será um convite à ação: repensar paradigmas e construir, juntos, um ecossistema automotivo mais inclusivo.

Emplacamentos de veículos crescem 9,16% em setembro e 7,46% no acumulado

No ano, já são mais de 3,7 milhões de unidades emplacadas. A Fenabrave revisa projeções para o setor, em 2025. De acordo com informações divulgadas pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, com um dia útil a mais do que agosto, em setembro, os emplacamentos de veículos tiveram alta de 9,6% e de 13,92% frente a setembro de 2024. No acumulado do ano, o mercado soma 3.700.236 unidades (+7,46% sobre jan–set/2024). “O mês de setembro teve 22 dias úteis (agosto/2025= 21; setembro/2024= 21), e o bom desempenho do setor deve-se, principalmente, ao resultado de motocicletas, que tem apresentado excelente performance no mercado interno”, explica Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave. EMPLACAMENTOS DE VEÍCULOS EM SETEMBRO DE 2025 E NO ACUMULADO DO ANO EMPLACAMENTOS – Avaliação por Segmento PROJEÇÕES PARA 2025 A Fenabrave revisou as projeções anunciadas à imprensa em julho.   Diante do cenário atual, alguns setores sofreram ajustes, como o de motocicletas, cujo crescimento esperado subiu para 15% em 2025. Já o segmento de automóveis e comerciais leves deve sofrer impacto dos juros, devendo ter aumento menor do que o esperado, passando a 3% este ano. Com os ajustes, o setor como um todo, puxado pelo recorde de vendas de motocicletas, deve crescer 7,2%, numa previsão maior do que a anunciada em julho, que previa aumento de 6,2%.