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Levantamento destaca estabilidade nos preços dos combustíveis no balanço parcial de março

Os preços nacionais dos combustíveis no Brasil se mantiveram praticamente estáveis nas duas primeiras semanas de março de 2025. É o que mostram os mais recentes números do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
 

Considerando o levantamento com abrangência nacional, o preço médio da gasolina comum manteve-se praticamente inalterado entre a última semana de fevereiro e a segunda semana de março, ao valor de R$ 6,44/litro nos postos. O preço médio do etanol hidratado, comparativamente, exibiu uma queda de R$ 0,01 no mesmo período, sendo cotado a R$ 4,44/litro na segunda semana de março. Já o preço médio do litro do diesel S-10 passou de R$ 6,52 para R$ 6,54, na média nacional – o que correspondeu a um discreto declínio de R$ 0,02 no balanço parcial do mês corrente.
 

Já no levantamento exclusivo das capitais, o comportamento dos preços entre o final de fevereiro e a segunda semana de março não foi diferente: o valor médio da gasolina apresentou discreto recuo de R$ 0,01, para R$ 6,46/litro. O valor médio do etanol apresentou também exibiu decréscimo de R$ 0,01, sendo encontrado por R$ 4,54/litro nos postos. Finalmente, o preço do diesel s-10 recuou R$ 0,02, para R$ 6,53/litro.

Os resultados refletem a ausência de fatores relevantes que costumam incidir sobre os preços dos combustíveis no mercado doméstico, como alterações nos impostos e/ou na política de preços da Petrobras junto às refinarias e distribuidoras.
 

Contudo, o período foi marcado por mudanças mais significativas nos preços regionais e estaduais, refletindo a complexidade do mercado de combustíveis no Brasil, que é influenciado por uma combinação de fatores como custos logísticos, exposição às variações cambiais, condições de oferta e demanda, e os custos de produção e distribuição.
 

No caso da gasolina comum, os maiores aumentos de preço foram identificados na Bahia (+R$ 0,10), Distrito Federal (+R$ 0,08), Rio Grande do Sul (+R$ 0,02), entre outros. Em contrapartida, os preços recuaram em Rondônia (-R$ 0,11), Rio Grande do Norte (-R$ 0,08), Piauí (-R$ 0,05), entre outros. No Rio de Janeiro, os preços não se alteraram no período, enquanto em São Paulo, houve uma discreta variação negativa de R$ 0,01


Comparativamente, o valor do litro do etanol teve o maior aumento no preço médio na Bahia (+R$ 0,13), seguido pelo Ceará (+R$ 0,08) e Mato Grosso (+R$ 0,04). Assim como no caso da gasolina, Rio de Janeiro e São Paulo apresentaram estabilização ou variações pouco significativas nos respectivos preços. O combustível ficou mais barato no Rio Grande do Norte (-R$ 0,17), Tocantins (-R$ 0,04), Minas Gerais (-R$ 0,04), entre outros.
 

Por fim, o preço médio do diesel S-10 registrou os maiores aumentos em Roraima, com um acréscimo de R$ 0,10, Amazonas e Alagoas, ambos com alta de R$ 0,04 por litro. Por outro lado, o combustível pode ser encontrado por um valor mais em conta no Amapá (-R$ 0,53), Paraíba (-R$ 0,07), Rondônia (-R$ 0,06), entre outros estados.


O acompanhamento dos preços dos combustíveis leva em consideração dados transacionais da Veloe, informações de coletas realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de resultados do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) para gasolina comum, etanol hidratado e GNV na capital paulista.

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