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VWCO amplia a família Delivery com o 14.180

A Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia a família com o novo Delivery 14.180, desenvolvido para atender operações que exigem maior capacidade de carga e robustez, sem abrir mão da agilidade, eficiência e economia que consagraram a linha como referência no transporte urbano. Líder entre seus competidores diretos, o Delivery 13.180 abriu caminho para que demandas mais robustas surgissem, e o 14.180 responde justamente à essa evolução do mercado. O modelo nasce com um claro objetivo de entregar aumento de capacidade e eficiência operacional. Seu novo PBT de 14.000 kg, um incremento de 800 kg em relação ao 13.180, assegura mais carga por viagem, menor custo por tonelada transportada e ganhos expressivos em produtividade, especialmente em segmentos de alta densidade. “O Delivery 14.180 representa a continuidade de uma jornada de evolução constante da nossa linha de médios. É um modelo que nasce para ampliar possibilidades e permitir que nossos clientes atendam operações cada vez mais exigentes, com a confiança e a eficiência que já reconhecem na família Delivery”, afirma Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Mais produtividade para operações de alta densidadeCriado para cenários que exigem maior capacidade volumétrica e peso, o Delivery 14.180 atende com precisão rotas de distribuição de bebidas, logística urbana, e commerce, transporte refrigerado, materiais de construção e transferências rápidas entre centros de distribuição. Esses segmentos passam a contar com um caminhão capaz de transportar mais por viagem e manter o ritmo de operação nas cidades, traduzindo-se em mais disponibilidade, menos paradas, menor custo por tonelada e ganhos visíveis de eficiência no dia a dia. Conforto e tecnologia embarcada na cabineAssim como os demais integrantes da família, o Delivery 14.180 chega com uma cabine moderna e confortável, com amplo espaço interno e ergonomia que favorecem longas jornadas. De série, o modelo conta com o pacote Prime, que reúne itens de conforto, conectividade e praticidade para elevar a produtividade do motorista. Para quem busca ainda mais tecnologia, o modelo oferece como opcional o pacote Highline, que contempla central multimídia, painel 100% digital e o sistema VolksConnect. Mais força, controle e eficiênciaO Delivery 14.180 vem equipado com o motor Cummins ISF 3.8l, reconhecido no mercado pela durabilidade, economia e excelente faixa de torque. São 175 cavalos de potência e 600 Nm de torque, aplicados em uma ampla faixa de rotação, o que reduz trocas de marcha e otimiza o consumo de combustível. Combinado à transmissão Eaton de seis velocidades, o conjunto entrega um desempenho robustomesmo em operações intensas, mantendo o baixo custo de manutenção característico da marca. No quesito segurança, o modelo chega totalmente equipado. Traz freio a tambor nas quatro rodas, ABS, EBD, controle de tração (ATC), assistente de partida em rampa (HSA) e controle eletrônico de estabilidade (ESC), entregando exatamente o nível de controle e proteção que o cliente demanda em operações urbanas. Versatilidade para diferentes implementaçõesO novo integrante da família Delivery oferece ao mercado três opções de entre-eixos: 2.955 mm, 3.305 mm e 4.400 mm, esta última oferecendo a maior plataforma de carga da categoria, com até 7.200 mm. A variedade permite que o modelo atenda implementações como baú refrigerado, carga seca, bebidas e diversas outras soluções sob medida para cada tipo de operação. A configuração original já traz vantagens importantes, como o conjunto de pneus 235/75 R17.5, que proporciona plataforma mais baixa para facilitar processos de carga e descarga e melhora o centro de gravidade, contribuindo para mais estabilidade nas manobras. “Como já é tradição na VWCO, realmente pensamos em cada detalhe para encantar nossos clientes”, destaca Alouche.

Campanha do CONAREM supera 86 mil alunos e se consolida como resposta estrutural à escassez de mão de obra no aftermarket

Parceria entre entidade, indústria e SENAI cria modelo de qualificação contínuapara fortalecer a cadeia de retífica no Brasil A dificuldade em encontrar mão de obra qualificada tornou-se uma das principais queixas do mercado automotivo brasileiro. Em um setor marcado por frota envelhecida, crescente complexidade tecnológica e pressão por eficiência, a formação técnica deixou de ser pauta secundária para se tornar eixo estratégico. É nesse contexto que a campanha setorial de qualificação do CONAREM ultrapassa a marca de 86 mil alunos capacitados em todo o país. O número não representa apenas alcance. Ele sinaliza aderência. Criada a partir da escuta direta das retíficas e oficinas, a iniciativa estruturou uma resposta coordenada entre entidade setorial, indústria e educação técnica. O modelo combina cursos gratuitos, conteúdo aplicado à realidade das oficinas e certificação via SENAI, referência nacional em formação profissional. A campanha é sustentada por uma articulação ampla do setor produtivo. Empresas estratégicas como Mahle, KSPG, Takao, Riomaq e Sabó apoiam o projeto desde sua origem, reconhecendo que a qualificação técnica impacta diretamente a qualidade do serviço, a durabilidade dos motores e a credibilidade do mercado independente. Ao investir na base profissional, os patrocinadores também fortalecem a cadeia como um todo. Ao longo do programa, foram ofertados os seguintes cursos que abrangem diferentes frentes da retífica e da reparação de motores: O alcance superior a 86 mil alunos coloca a campanha entre os maiores esforços coordenados de qualificação do aftermarket nacional. Em um país onde a renovação da frota ocorre de forma gradual, a manutenção especializada é parte essencial da mobilidade e da economia. A escassez de profissionais qualificados gera gargalos produtivos e limita a expansão do setor. A lógica do projeto não é pontual, mas sistêmica: formar profissionais com visão técnica integrada. Para o presidente do CONAREM, Laguna, a campanha deixou de ser apenas uma ação educacional e se tornou uma estratégia de fortalecimento estrutural do mercado. “Não estamos apenas formando alunos. Estamos garantindo que o setor tenha base técnica para continuar competitivo, inovador e sustentável nos próximos anos. Quando qualificamos a mão de obra, protegemos toda a cadeia produtiva”, afirma. Ao integrar conhecimento técnico, indústria e educação profissional, o projeto atua diretamente na redução do gargalo de mão de obra, amplia empregabilidade e eleva o padrão de qualidade dos serviços. Em um setor em transformação tecnológica constante, investir em capital humano é estratégia econômica. A marca de 86 mil alunos não é apenas simbólica. Ela sinaliza maturidade institucional e demonstra que a qualificação profissional, quando construída em parceria, pode gerar impacto real e duradouro para o aftermarket automotivo brasileiro.

Stellantis inicia nova etapa do programa Bio-Hybrid com primeiro modelo produzido no Polo Automotivo de Goiana (PE)

A Stellantis anuncia os próximos passos do programa Bio-Hybrid e confirma o lançamento do primeiro híbrido-leve flex concebido e produzido no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco, ainda no primeiro semestre no Brasil. O modelo será equipado com a tecnologia MHEV 48V, inédita no lineup da empresa no país.  O novo modelo traz como elemento adicional uma máquina elétrica multifuncional, que substitui o alternador e o motor de partida. Trata-se de equipamento capaz de fornecer energia mecânica e elétrica, que tanto gera torque adicional para o motor térmico do veículo quanto gera energia elétrica para carregar a bateria adicional de Íon-Lítio de 48 Volts, que opera paralelamente ao sistema elétrico convencional do veículo. Uma gestão eletrônica controla a operação entre os modos de condução, otimizando eficiência e economia e proporcionando uma dirigibilidade ainda mais agradável aos clientes.    “O Polo Automotivo de Goiana inicia uma nova fase que está alinhada com o seu DNA pioneiro, vanguardista e disruptivo, responsável desde a inauguração pela produção de modelos com altíssimo nível de sofisticação e tecnologia, criando tendências e liderando diferentes segmentos do mercado. Nosso planejamento estratégico para o Brasil e a América do Sul permanece em curso, com autonomia total para produzir localmente e oferecer aos consumidores novos produtos com diferentes níveis de eletrificação que atendam aos desejos e as necessidades da região”, comemora Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul.  A Stellantis confirmou recentemente que serão quatro modelos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid e produzidos na fábrica pernambucana ainda em 2026. A empresa também anunciou a produção da Leapmotor em Goiana, reafirmando o compromisso e a capacidade de localização, autonomia regional e novos modelos alinhados com o perfil dos clientes na América do Sul.  Para a chegada dos novos modelos eletrificados, a Stellantis passou a produzir novos chicotes específicos em sua planta de componentes em Jaboatão e aprimorou diferentes áreas da planta em Goiana. Funilaria, prensas e montagem receberam as modificações necessárias, permitindo a produção de modelos com a nova tecnologia Bio-Hybrid na mesma estrutura em que são montados modelos com motores de combustão interna  Bio-Hybrid: sucesso inicial e rota tecnológica traçada  A Stellantis lançou, em 2024, os primeiros modelos equipados com uma tecnologia de motopropulsão híbrida-leve que combina energia térmica flex e eletrificação, denominada Bio-Hybrid. Desenvolvida pelo TechMobility – Centro Stellantis de Desenvolvimento de Produto & Mobilidade Híbrida-Flex, o maior da América Latina, a tecnologia considera as virtudes do Brasil ao potencializar o uso do etanol. No Polo de Goiana, a Stellantis foi pioneira no Brasil ao começar a abastecer os carros flex que saem da linha de montagem com 100% de etanol, o que será mantido para os modelos MHEV flex.  A companhia prevê plataformas eletrificadas em diferentes níveis ao longo dos próximos anos para atender aos desejos do consumidor local, iniciando a jornada com a tecnologia híbrida-leve MHEV 12V, que foca em acessibilidade aos consumidores e a popularização de uma tecnologia de hibridização de baixa voltagem e baixo custo. Em 2025, a Stellantis comercializou mais de 24.900 mil veículos com esta tecnologia na América do Sul por meio dos modelos Fiat Pulse e Fastback, e Peugeot 208 e 2008. Agora, a empresa anuncia um novo passo, com nova tecnologia híbrida-leve MHEV 48V que dá continuidade ao plano de expansão da eletrificação no lineup da companhia que permanece em curso.  A Stellantis continua acelerando em seu plano estratégico na região, com o investimento de R$ 32 bilhões de reais, o maior da história da indústria automotiva sul-americana. Em 2026, a companhia prepara 16 novos modelos e atualizações, incluindo um total de seis veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid e produzidos no Brasil. 

CONAREM lança 11º módulo de EAD gratuito sobre técnicas de brunimento de cilindros para o setor de retífica de motores

Curso destaca etapas do procedimento com foco específico na preparação correta dos cilindros para assegurar desempenho, consumo e durabilidade adequados O CONAREM – Conselho Nacional de Retíficas de Motores, acaba de ampliar seu programa de capacitação on-line e gratuita para o setor de retífica, com o lançamento do 11º módulo EAD: “Técnicas de Brunimento Aplicadas a Cilindros de Motores de Combustão Interna”. Voltado a profissionais de retíficas e interessados em ingressar na área, o novo conteúdo aprofunda uma das etapas mais críticas para o desempenho e a durabilidade dos motores. Este módulo complementa a formação em retífica com foco específico na preparação correta dos cilindros para assegurar desempenho, consumo e durabilidade adequados. O novo módulo aborda, de forma didática e aplicada:• interpretação de desenho técnico e especificações;• processos de broqueamento;• seleção correta de ferramentas e insumos;• preparação de blocos para brunimento;• ajuste de parâmetros de processo;• aplicação de procedimentos de controle de qualidade.•Trata-se de mais um capítulo do programa inédito de capacitação profissional EAD do CONAREM em parceria com o SENAI, totalmente online, voltado para em motores a combustão interna e oferecido gratuitamente aos profissionais do setor de retífica e novos talentos interessados na carreira. O programa, criado em 2022, já conta com mais de 86 mil pessoas inscritos, evidenciando a demanda crescente por formação técnica qualificada. “O objetivo é garantir a jovens a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho, além de atualizar aqueles profissionais que já atuam na área”, destaca José Arnaldo Laguna, presidente do CONAREM. “São 11 módulos que visam levar conhecimento técnico aos retificadores e também preparar novos profissionais para o setor, pois há dificuldade de encontrar mão de obra especializada”, complementa. Segundo Laguna, a modalidade EAD permite que o aluno organize o seu próprio ritmo de estudo. Após a inscrição em cada módulo, o conteúdo fica disponível 24 horas por dia, durante 21 dias. Ao concluir o curso e ser aprovado na avaliação final, o participante pode baixar o certificado de participação, disponível para download enquanto o curso estiver vigente.Estrutura do programa EAD CONAREM/SENAI – O setor de retífica de motores tem acesso a um pacote completo de cursos EAD gratuitos do CONAREM, desenvolvidos em parceria com o SENAI, atualmente com 11 módulos que foram estruturados para oferecer uma base técnica de qualidade e atualizada, contemplando desde fundamentos até processos específicos de usinagem e montagem. Os temas de cada módulo são: Os profissionais de retífica e interessados podem acessar os cursos gratuitos diretamente pelo site do CONAREM, na área de cursos desenvolvidos em parceria com o SENAI: • Cursos gratuitos CONAREM/SENAI:• https://www.conarem.com.br/cursos-do-senai/ Basta escolher o módulo desejado, fazer a inscrição on-line e aguardar o e-mail com as orientações de acesso enviado pelo SENAI em até 24 horas após a efetivação da matrícula.

Gestão de combustível: o elo invisível entre eficiência e lucro

Depois de entender que combustível não deve ser tratado apenas como commodity, muitas empresas enfrentam um segundo desafio: a falta de gestão estruturada. Profuel e o especialista Gilles Laurent Grimberg mostram como controle, análise de dados e tecnologia transformam o combustível em uma ferramenta estratégica para frotas e operações, conectando eficiência operacional diretamente ao resultado financeiro. Superada a ideia de que combustível é apenas um item de custo, surge uma nova pergunta dentro das empresas: como gerir esse insumo de forma inteligente? É nesse ponto que muitas operações ainda encontram dificuldades — não por falta de intenção, mas por ausência de método, dados e integração entre áreas. Para a Profuel, especializada em soluções técnicas voltadas à eficiência de motores e operações, gestão de combustível começa com visibilidade. “Não se gerencia o que não se mede. Sem dados confiáveis de consumo, abastecimento e comportamento operacional, o combustível segue sendo um custo invisível”, afirma Gilles Laurent Grimberg, especialista em combustíveis e comportamento de motores. Na prática, a gestão inteligente envolve o uso de tecnologias de monitoramento, análise de consumo por veículo, rota e perfil de operação, além do cruzamento dessas informações com indicadores de manutenção e disponibilidade. Quando esses dados passam a ser analisados de forma integrada, surgem oportunidades reais de correção de desvios, redução de desperdícios e ganho de eficiência. Do ponto de vista técnico, o combustível influencia diretamente o desempenho do motor, mas é a forma como ele é utilizado que define o impacto no custo total da operação. Condução inadequada, abastecimento fora de especificação, ausência de controle e falta de padronização transformam um insumo essencial em fonte constante de perdas silenciosas. Para frotistas, operadores e gestores, o combustível deixa de ser apenas um item do financeiro e passa a ocupar um papel estratégico na operação. “Quando a gestão é feita com base em dados, o combustível se torna um indicador de eficiência, não apenas uma despesa”, explica Gilles. É nesse contexto que a atuação conjunta da Profuel e de Gilles Laurent Grimberg ganha relevância. Ao unir produto, tecnologia e conhecimento técnico aplicado, a proposta é orientar o mercado na construção de processos mais maduros de gestão energética, corrigindo práticas empíricas e substituindo achismos por decisões técnicas. ​Você sabia ? • Muitas operações ainda não possuem controle detalhado de consumo por veículo ou rota, o que dificulta a identificação de desperdícios. • A falta de integração entre dados de abastecimento e manutenção impede uma visão real do custo total de operação. • Pequenos desvios de consumo, quando repetidos diariamente, geram impactos financeiros significativos ao longo do ano. • Gestão de combustível eficiente começa com dados, mas se consolida com análise e tomada de decisão. Dica para CFOs e gestores financeirosAvalie o combustível como indicador de eficiência operacional.Acompanhar consumo real, desvios por operação e relação entre abastecimento e manutenção permite decisões mais precisas, reduz perdas silenciosas e melhora a previsibilidade financeira da frota. Segundo Gilles, a maturidade na gestão de combustível está diretamente ligada à competitividade das operações. “Empresas que tratam combustível como estratégia conseguem transformar informação em vantagem operacional. As demais continuam reagindo a problemas que poderiam ser evitados”, resume.

Custos logísticos no Brasil consomem 15,5% do PIB em 2025 

A escassez de investimentos em infraestrutura, alta da taxa básica de juros, margem de lucro reduzida e aumento com despesas de estoques são os principais impulsionadores do atual cenário O estudo anual “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras”, desenvolvido há mais de 20 anos pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), revelou que os custos logísticos no Brasil equivalem a 15,5% do PIB em 2025. Em 2014, essas despesas representavam 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O sócio-diretor do ILOS e responsável pelo estudo,Maurício Lima explica que nos últimos 10 anos, o Brasil transportou 25% a mais em volume de carga com praticamente a mesma infraestrutura logística. “Ou seja, os investimentos em infraestrutura não acompanharam o mesmo desempenho do setor logístico. Esse cenário pressiona os custos e faz com que os gastos com logística aumentem gradativamente, a cada ano. O País não tem como crescer a taxas elevadas quando o custo logístico aumenta muito”, alerta Mauricio Lima. O especialista em logística e supply chain também cita que as despesas com estoque passaram de 3% para 5% desde 2014. “Ao mesmo tempo, a taxa de juros elevada aumenta o custo desse capital imobilizado.” Desde 2004, os quatro anos em que a relação entre Selic e estoque imobilizado foi mais pesada sobre o PIB estão concentrados em 2022, 2023, 2024 e 2025”. MARGEM REDUZIDA E A POSSIBILIDADE DO CAOS  O estudo revela também contradições da logística brasileira. Para as empresas contratantes dos serviços de transporte, o serviço é considerado um custo alto. Ao mesmo tempo, os preços de praticado têm sido insuficientes para compensar o aumento dos custos das transportadoras. “As despesas das empresas de transporte aumentaram entre 2023 e 2024, mas não houve repasse para os preços de frete ou o repasse feito não foi suficiente para compensar o aumento dos custos”.  Em 2025, os preços de frete cobrados foram similares aos de 2024. Ele explica que isso pode parecer ser um cenário positivo inicialmente, mas também pode revelar um possível caos no médio prazo. “Observo que muitos operadores logísticos estão deixando de atuar em setores específicos, pelo fato de a margem de lucro não atender a sua atuação. Isso ocorre até mesmo no setor de graneis agrícolas, que cresceu a produção em cerca de 17% em 2025.”

Nova diretoria do CONAREM assume e lança agenda estratégica para a jornada “Retífica 2050”

Gestão 2026–2029 amplia governança, cria núcleos de renovação e fortalece presença nacional do setor de retíficas O Conselho Nacional de Retíficas de Motores (CONAREM) inicia um novo ciclo sob a liderança da diretoria eleita para o triênio 2026–2029 . A gestão será presidida por José Arnaldo Motta Laguna, tendo como 1º vice-presidente Eduardo Américo Lúcio Naia, 2º vice-presidente Éderson Matheus Almeida e 3º vice-presidente Fernando Beninca Martinello. A Diretoria Executiva é composta ainda por Elaine Scartezini Soares de Meirelles (1ª secretária), Daniel Freitas Resende (2º secretário), Ricardo Gambassi Nonis (1º tesoureiro) e André Luiz Forelli Niederauer (2º tesoureiro). O Conselho Fiscal será formado por Pedro Luiz Arias, Arivonaldo Vicente da Silva e Felipe Santos Nantes, com suplência de Arlindo Bulhões de Santana, Christiano Forza de Araujo e Aélida Cristina Silva Pera . A nova gestão reforça sua capilaridade nacional com a eleição de Diretores Estaduais e Regionais em diferentes unidades da federação, consolidando presença ativa em todo o país . A diversidade regional da composição evidencia a dimensão nacional da retífica brasileira e sua relevância econômica. O novo ciclo se inicia em um ambiente de transformação estrutural do aftermarket automotivo. Motores mais complexos, digitalização crescente, exigências ambientais e pressão por eficiência colocam o setor diante de uma transição que não é apenas técnica, mas empresarial. Entre as primeiras iniciativas anunciadas está a criação do núcleo CONAREM Mulher e do CONAREM Jovem, ampliando a participação feminina e incentivando a formação de novas lideranças. A entidade também inicia um programa de capacitação voltado aos empresários do setor, com foco em governança, sucessão, planejamento estratégico e adaptação a novos modelos de negócio. Essa agenda está inserida na jornada estratégica denominada “Retífica 2050”, um plano de longo prazo que pretende preparar o setor para transformações tecnológicas, reorganização produtiva e transição energética. A estratégia parte de uma base consolidada: a rede credenciada do CONAREM, construída ao longo de 25 anos, cuja experiência acumulada representa ativo estratégico para as próximas décadas. Segundo o presidente José Arnaldo Motta Laguna, o momento exige visão e responsabilidade institucional. “O setor construiu uma base técnica sólida ao longo de 25 anos. Agora precisamos dar o próximo passo: preparar nossas empresas para um novo modelo de atuação. A Retífica 2050 é uma jornada de transição, que une experiência, inovação e gestão profissional para garantir competitividade às próximas gerações.” Ao ampliar sua governança com a criação de um Conselho Consultivo , o CONAREM sinaliza que a nova diretoria assume não apenas a condução administrativa da entidade, mas um processo de transformação estratégica. Em um setor que equilibra tradição e inovação, preparar o futuro começa com organização no presente.

Por que tratar combustível como commodity custa caro às empresas

No início de um novo ciclo de planejamento, quando empresas revisam metas, custos e eficiência operacional, uma decisão técnica segue sendo tratada de forma simplificada: a escolha do combustível. Profuel e o especialista Gilles Laurent Grimberg alertam que tratar combustível como commodity gera custos ocultos relevantes, afeta a performance dos motores e reduz sua vida útil — impactos que vão muito além do preço por litro e comprometem o resultado ao longo do ano. Todo início de ano traz consigo um movimento conhecido no ambiente corporativo: revisão de orçamento, controle de despesas e busca por eficiência. Ainda assim, mesmo em operações altamente dependentes de motores, uma decisão estratégica continua sendo tomada quase exclusivamente com base no preço: o combustível. Para a Profuel, empresa especializada em soluções técnicas para eficiência e proteção de motores, esse é um dos equívocos mais recorrentes da gestão operacional. “Combustível não é um insumo neutro. Ele interfere diretamente no desempenho, no consumo, na manutenção e na durabilidade do motor”, afirma Gilles Laurent Grimberg, especialista em combustíveis e comportamento de motores. Dados técnicos e análises de campo mostram que combustíveis de qualidade inadequada ou mal especificados podem provocar aumento de até 5% no consumo, além de acelerar o desgaste de componentes como bicos injetores, bombas e sistemas de alimentação. Em operações de frota, esse percentual representa um impacto financeiro relevante ao longo do ano, muitas vezes invisível no momento da compra. Outro ponto pouco considerado são os custos indiretos relacionados à manutenção corretiva. Falhas associadas à qualidade do combustível estão entre as principais causas de paradas não planejadas, redução de disponibilidade dos veículos e aumento do custo por quilômetro rodado. “O combustível mais barato no abastecimento tende a ser o mais caro no fechamento do mês”, explica Gilles. Do ponto de vista técnico, a diferença está na composição e no comportamento do combustível dentro do motor. Instabilidade química, contaminação por água, formação de depósitos e combustão ineficiente comprometem o funcionamento adequado do sistema. Esses efeitos não surgem de forma imediata, mas se acumulam ao longo do tempo, reduzindo a vida útil dos ativos. É nesse contexto que a Profuel propõe uma mudança de mentalidade: tratar o combustível como insumo técnico estratégico, e não apenas como despesa variável. Ao alinhar engenharia, operação e gestão financeira, decisões passam a ser tomadas com foco no custo total de operação, e não apenas no preço por litro. ​Você sabia ? • Combustíveis de baixa qualidade podem aumentar o consumo em até 5%, mesmo sem alteração perceptível no desempenho imediato. • Problemas relacionados à qualidade do combustível estão entre as principais causas de falhas prematuras em sistemas de injeção. • Custos com manutenção corretiva e paradas não planejadas impactam diretamente o custo por quilômetro rodado, mas raramente entram na conta do abastecimento. • A vida útil de componentes do sistema de alimentação pode ser significativamente reduzida quando o combustível não atende às especificações técnicas do motor. Dica para CFOs e gestores financeiros Ao revisar custos operacionais, avalie o combustível pelo custo total de uso, e não apenas pelo valor do litro. Incluir indicadores como consumo médio, frequência de manutenção corretiva, disponibilidade da frota e vida útil dos componentes permite decisões mais precisas e previsíveis — e evita economias aparentes que se transformam em prejuízo ao longo do ano. Em um cenário de margens pressionadas, motores cada vez mais exigentes e operações que dependem de confiabilidade, rever a forma como o combustível é tratado pode ser um dos movimentos mais estratégicos do início do ano. “Eficiência operacional não nasce do menor preço, mas da escolha correta ao longo do ciclo de uso”, resume Gilles Laurent Grimberg.

Financiamento de veículos cresce 12% em 2025 e supera expansão do crédito total, apesar de juros altos

Apesar dos juros altos e de mais escassez de crédito no mercado em 2025, o saldo total da carteira de financiamento de veículos atingiu R$ 544,4 bi, crescimento de 12% em relação ao ano anterior, quando chegou a R$ 486,2 bilhões, de acordo com o Balanço Anual daANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O aumento supera a expansão do crédito total do SFN (Sistema Financeiro Nacional) de 10,2% no período,conforme divulgado pelo Banco Central, em dezembro. Já o total de recursos liberados cresceu moderadamente 3,5%, chegando a R$ 283,4 bilhões. Em 2024, esse número chegou a R$ 273,7 bilhões. A pessoa física por meio do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi a grande responsável pela tomada de crédito. A modalidade concedeu R$ 281,4 bilhões, no total em financiamentos, sendo que R$ 222,7 bilhões refletiram o consumo financiado pelas famílias. Em relação ao ano passado, o número representou um crescimento de 5,6%. O total de recursos liberados pelo Leasing cresceu 39,1%, atingindo R$ 1,9 bilhão. Os principais tomadores de crédito foram as pessoas jurídicas. Outro dado importante é que houve queda da taxa de juros do financiamento de veículos ao longo do ano, mesmo em um cenário de elevação da Selic, que chegou a 15%. Ao final de 2025, a taxa média anual caiu para 21,5%, ante 24,4% no início do ano. Segundo Enilson Sales, presidente da ANEF, essa redução se deve às campanhas comerciais lideradas pelos bancos das montadoras, que ofereceram taxas mais atrativas e reduziram seus spreads. “O movimento reflete a dinâmica competitiva do mercado, que, por meio de incentivos, atraiu compradores com perfis de menor risco”, afirma. Formas de escoamento das vendas Em se tratando de carros de passeio, as vendas à vista, que chegaram a atingir um patamar de 64%, em 2022, ano de pandemia, continuaram a decrescer. Caíram de 50% em 2024 para 48% em 2025. O financiamento também reduziu sua participação, descendo três pontos percentuais, indo de 46% para 43%. Já o Consórcio ganhou a preferência do consumidor, subindo 4% para 9%. No segmento de pesados, caminhões e ônibus, o leasing voltou a ganhar espaço, com avanço de 2 pontos percentuais. Já o consórcio dobrou sua participação, passando de 4% para 8%. O CDC manteve-se estável em 31%, enquanto o Finame recuou de 31% para 22%. O Consórcio voltou ao patamar de 35% na preferência dos compradores de motos. Já as vendas à vista aumentaram de 31% para 33%, enquanto as financiadas caíram de 37% para 32%. Em 2025, a inadimplência ficou em 5,6%, aumento de 1,4 ponto percentual em 12 meses. Para 2026, a ANEF projeta crescimento moderado do mercado, com expansão de cerca de 3,9% nos recursos liberados para financiamento de veículos. “Após a resiliência demonstrada em 2025, mesmo com juros elevados, o setor deve avançar com cautela, apoiado na gradual melhora das condições de crédito, mas ainda sob um cenário macroeconômico desafiador. A seletividade dos bancos na concessão do crédito deve se manter. Porém, haverá mais competitividade entre as modalidades de financiamento, uma vez que o Consórcio e o Leasing vêm aumentando sua participação”, conclui o presidente da entidade.

Grupo Escola do Mecânico inaugura complexo e amplia estratégia nacional para formação técnica

Em Campinas, o hub conta com 2.000 m², abrigará unidade da Escola do Funileiro e Oficina Verde, além do centro de treinamento. O espaço foi desenvolvido para funcionar como um polo de excelência em ensino técnico automotivo, alinhado às demandas reais das oficinas e do mercado Em meio ao crescimento consistente do mercado de reparação automotiva que movimenta mais de R$ 60 bilhões por ano e registrou expansão de cerca de 50% nos últimos quatro anos, segundo dados da Oficina Brasil — o Grupo Escola do Mecânico inaugura um novo Complexo Educacional – o maior da região – , reforçando sua estratégia de expansão e profissionalização do setor. O movimento acompanha uma frota circulante superior a 60 milhões de veículos no Brasil, segundo o Sindipeças, e um gargalo estrutural relevante: a escassez de mão de obra qualificada para atender a crescente complexidade tecnológica dos automóveis. A partir dessa expansão, a escola passa a reunir, em um mesmo complexo, diferentes frentes de formação técnica, incluindo funilaria, mecânica, pintura, práticas e um olhar direcionado para as questões de sustentabilidade, criando um ecossistema educacional mais completo. Fundada em 2011, a Escola do Mecânico nasceu com a missão de capacitar, reciclar e formar profissionais para o segmento automotivo, com foco direto em empregabilidade e geração de renda. Desde então, já formou mais de 120 mil alunos e opera hoje com 48 unidades no país, entre rede própria e franquias. “O mercado está aquecido, mas a falta de profissionais preparados limita o crescimento do setor. Nosso papel é reduzir esse déficit, formar mão de obra qualificada e conectar esses profissionais às oportunidades reais de trabalho”, afirma Sandra Nalli, CEO e fundadora do grupo, executiva com mais de 30 anos de atuação no segmento automotivo. Sandra sempre soube que poderia ir longe, só não imaginava o tamanho do impacto que seu trabalho traria para a educação que transforma vidas.  O suntuoso espaço foi erguido na Vila Industrial em Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Um bairro histórico, conhecido com uma das primeiras vilas operárias do Brasil surgidas no século XIX, que o complexo foi construído e passará a ser o endereço oficial da nova unidade da Escola do Funileiro, voltada para a qualificação em funilaria, pintura e estética automotiva. Ecossistema integrado e conexão com a indústria O novo complexo consolida um modelo de ecossistema educacional ao reunir, em um único espaço, a Escola do Funileiro, a Oficina Verde e o centro de treinamento técnico e administrativo do grupo. A estrutura amplia a formação prática nas áreas de mecânica, funilaria, pintura e sustentabilidade, alinhando ensino técnico às demandas reais das oficinas e da indústria automotiva. O projeto conta com parcerias estratégicas globais, como a Axalta, referência mundial em tintas e revestimentos automotivos, e a Norton, marca do grupo Saint-Gobain — maior fabricante de abrasivos do mundo e parceira da Escola do Funileiro. As alianças fortalecem a transferência de tecnologia, metodologias atualizadas e padrões internacionais de qualidade para dentro do ambiente educacional. Na área de lubrificação e aditivos, a Escola do Mecânico também mantém parcerias com empresas como o Grupo MOOve, Mobil e Terreno, ampliando o acesso dos alunos a tecnologias, boas práticas e produtos alinhados às exigências técnicas do mercado atual. Qualificação com impacto social Além da formação técnica, o grupo mantém plataformas próprias de empregabilidade que conectam alunos e ex-alunos ao mercado de trabalho, contribuindo para reduzir o descompasso entre oferta de vagas e profissionais qualificados. O novo complexo também abriga a Oficina Verde, modelo operacional voltado à sustentabilidade, uso consciente de recursos e diagnósticos técnicos responsáveis — refletindo uma tendência crescente de profissionalização, eficiência e transparência no setor reparador. Com o investimento, o Grupo Escola do Mecânico reforça sua estratégia de crescimento nacional e consolida sua posição como um dos principais agentes de transformação da educação técnica automotiva no Brasil, combinando expansão de negócios com impacto social mensurável.