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Com Selic em 13,75%, crédito começa a reagir no mercado de veículos

Queda da taxa básica começa a estimular consultas e simulações, mas condições de financiamento seguem dependentes do perfil do consumidor, custo de captação e risco das operações A redução da taxa Selic para 13,75% ao ano começa a mudar, ainda que de forma gradual, o comportamento de consumidores interessados na compra de veículos. No Grupo Saga, uma das maiores redes de concessionárias do país, o movimento já aparece no aumento das consultas e das simulações de financiamento, especialmente entre clientes que buscam operações com entradas menores. O cenário, porém, ainda é marcado pela cautela, já que a queda da taxa básica não é repassada de forma imediata ou uniforme para as taxas cobradas nos financiamentos. As taxas oferecidas ao consumidor dependem de outros fatores, como o custo de captação das instituições financeiras, o perfil de crédito, o valor da entrada, o prazo e o risco de cada operação. “A queda da Selic gera uma expectativa positiva para o consumidor, mas não significa uma redução automática e imediata nas taxas de financiamento. O cliente continua analisando muito o valor da parcela, comparando instituições e buscando condições que estejam de acordo com o seu orçamento. Nesse cenário, as campanhas com taxas subsidiadas têm papel importante porque conseguem tornar determinadas operações mais atrativas mesmo em um ambiente de juros ainda elevados”, explica Larissa Buono, gerente de F&I (Finance and Insurance, ou Financiamentos e Seguros) do Grupo Saga. O comportamento observado nas concessionárias reflete um consumidor mais criterioso na hora de assumir uma dívida de longo prazo. Segundo o executivo, além de comparar taxas entre instituições, os clientes têm buscado ajustar o valor da entrada e do financiamento à capacidade de pagamento. “Hoje, a decisão de compra passa muito pela parcela. O consumidor quer entender quanto vai pagar por mês, qual será o valor total da operação e quais condições consegue obter. Por isso, percebemos um aumento nas simulações, mas a conversão acontece de maneira mais gradual. O cliente pesquisa mais antes de tomar a decisão”, afirma. Na avaliação de Larissa, por isso, uma eventual continuidade do ciclo de redução da Selic tende a produzir efeitos progressivos no mercado. Antes de uma expansão mais significativa das vendas, a expectativa é de aumento das consultas e simulações, seguido por uma melhora nas aprovações e na conversão das negociações, caso as condições de crédito também avancem. Financiamento lidera, mas consórcio ganha espaço Apesar do cenário de juros elevados, o financiamento continua sendo a principal modalidade utilizada pelos clientes do Grupo Saga para a aquisição de veículos. As campanhas promovidas pelos bancos de montadora, com taxas subsidiadas, prazos mais flexíveis e condições específicas para determinados modelos, ajudam a preservar a atratividade da modalidade. Ao mesmo tempo, o grupo observa maior interesse pelo consórcio, especialmente entre consumidores que não têm urgência para retirar o veículo e preferem uma estratégia de aquisição mais planejada. “O financiamento continua sendo o principal caminho para quem quer comprar o veículo e sair da concessionária com ele de forma imediata. Mas o consórcio ganhou espaço porque permite ao consumidor pensar a aquisição de outra maneira. Com os juros ainda altos, ele passa a comparar não apenas diferentes financiamentos, mas também modalidades de compra”, explica a gerente de F&I. Pequenas diferenças que pesam a longo prazo A influência dos juros fica mais evidente quando considerada ao longo de todo o contrato. Em uma simulação apresentada pelo Grupo Saga, um financiamento de R$ 100 mil em 72 meses, por exemplo, teria uma parcela aproximada de R$ 2.590 com taxa de 1,80% ao mês. Com a taxa reduzida para 1,70% ao mês, a parcela cairia para cerca de R$ 2.500. A diferença de aproximadamente R$ 90 por mês representa cerca de R$ 6,5 mil ao longo das 72 parcelas, considerando a manutenção do contrato até o final. Caso o consumidor antecipe pagamentos ou quite a operação antes do prazo, a economia pode ser maior pela redução dos juros futuros. “Uma diferença de poucos décimos na taxa mensal pode parecer pequena quando o consumidor olha apenas para a parcela. Mas, em um contrato longo, esse valor se acumula e tem impacto relevante no custo total. Por isso, comparar as condições de financiamento é tão importante quanto negociar o preço do veículo”, ressalta Larissa. 0 km entra na comparação com seminovos Outro movimento observado pelo Grupo Saga é a avaliação mais criteriosa entre veículos novos e seminovos. De acordo com Larissa Buono, parte dos consumidores que inicialmente consideraria um seminovo também passou a analisar modelos 0 km, principalmente quando há condições especiais de financiamento. “Nesse cálculo, entram não apenas o preço de aquisição, mas fatores como garantia de fábrica, tecnologia, consumo de combustível, custos de manutenção e a possibilidade de aquisição de veículos elétricos, que também aparecem entre as alternativas avaliadas pelos consumidores”, afirma a gerente. Para o início de 2027, a perspectiva do Grupo Saga é de uma retomada gradual caso a trajetória de redução da Selic prossiga e seja acompanhada por uma melhora nos indicadores de inadimplência. A avaliação de Larissa é de que juros menores podem contribuir para reduzir o custo das parcelas e ampliar o acesso ao crédito, mas a recuperação mais consistente dependerá também das condições de aprovação das instituições financeiras. “Nesse cenário, podemos caminhar para uma perspectiva de maior acesso ao crédito. A tendência é que o mercado responda primeiro com mais procura e simulações e, posteriormente, com maior aprovação e conversão em vendas. Por isso, enxergamos uma retomada gradual, e não uma mudança imediata de comportamento”, conclui.

Wega Motors consolida expansão na América Latina com participação na Expopartes Medellín 2026

Pela segunda vez consecutiva, marca brasileira marca presença em um dos principais eventos do setor e reforça seu compromisso com tecnologia e qualidade no mercado internacional A Wega Motors segue acelerando sua estratégia de expansão global e fortalecendo sua presença nos mercados internacionais. A companhia participou da Expopartes Medellín 2026, na Colômbia, um dos mais relevantes eventos do mercado de reposição automotiva da América Latina. Esta foi a segunda vez que a marca esteve presente no evento, consolidando sua posição estratégica na região. Durante a feira, a Wega apresentou seu portfólio de soluções ao público, fortalecendo o relacionamento com clientes, distribuidores e parceiros comerciais, reafirmando o compromisso com a inovação, a qualidade e a confiança que sustentam a reputação da marca em diversos países. Além da exposição de produtos e lançamentos, a presença na Expopartes Medellín teve como foco o relacionamento próximo com distribuidores, mecânicos e parceiros comerciais colombianos e latino-americanos. “Estar presente na Expopartes pela segunda vez reforça nosso propósito de estar cada vez mais próximos dos nossos clientes globais. Cada encontro, parceria e oportunidade construídos na Colômbia reafirmam a nossa missão de levar tecnologia e excelência para o aftermarket mundial”, destaca Thuanney Castro, gerente de marketing. O evento reuniu um público recorde de 20.198 visitantes profissionais de 31 países e contou com a participação de 465 expositores nacionais e internacionais, ocupando mais de 34.700 metros quadrados do Plaza Mayor. Com projeções de negócios que alcançaram a marca de US$ 130 milhões, a feira não apenas impulsionou o desenvolvimento tecnológico do setor, mas também gerou um impacto econômico direto de $33.000 milhões de pesos colombianos para a região, consolidando o otimismo e a força das marcas participantes para os próximos anos.

Financiamento de caminhões cresce 8,1% até julho, puxado pelos seminovos

Operações com caminhões usados avançam 10,6% no acumulado do ano, enquanto financiamentos de modelos novos crescem 4,9% Mesmo em um cenário de juros elevados e crédito mais restrito, o financiamento de caminhões cresceu 8,1% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da B3. Ao todo, foram 156.035 operações de crédito, considerando novos e usados. O crescimento, porém, não foi uniforme entre as categorias. Entre os usados, foram 87.939 operações de financiamento no período, alta de 10,6% em relação aos mesmos meses de 2025. Já entre os novos, foram 68.096 operações, avanço de 4,9%, segundo levantamento da B3. Esse movimento acontece em um mercado que enfrenta desafios. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) reduziu, em julho, sua projeção de licenciamentos de caminhões para 2026, que passou a 106,7 mil unidades no ano. Entre os fatores considerados pela entidade estão os juros elevados, as condições menos favoráveis para o agronegócio e os custos ainda pressionados. Na avaliação do gerente comercial da Servopa Caminhões, Luis Spezia, esse ambiente leva o cliente a analisar a compra com mais cautela e a considerar diferentes aspectos da operação. “Estamos vendo um cliente mais racional e mais atento ao custo da operação. Ele não olha apenas para o valor do caminhão ou para a parcela do financiamento, mas também para fatores como produtividade, consumo, manutenção e disponibilidade. Quando essa conta fecha, mesmo em um cenário de juros altos, a renovação da frota deixa de ser adiada e passa a ser vista como investimento”, afirma. Para transportadoras e empresas que dependem de veículos pesados, essa avaliação se torna ainda mais relevante diante da necessidade de equilibrar a renovação da frota com a preservação do caixa. Nesse contexto, o financiamento  permite substituir modelos mais antigos sem exigir o desembolso de todo o valor de uma só vez. “Para uma empresa, a decisão de renovar um caminhão passa por uma análise que vai muito além da parcela. É preciso colocar na conta o consumo de combustível, os custos de manutenção, o tempo que o veículo fica parado e a produtividade que ele consegue entregar. Por isso, o financiamento pode ser uma ferramenta importante para antecipar essa troca quando o ganho de eficiência compensa o custo do investimento”, explica Spezia. A diferença no ritmo de crescimento entre caminhões novos e usados evidencia o espaço dos seminovos entre as opções disponíveis às empresas. “O seminovo pode ser uma alternativa interessante principalmente para empresas que precisam equilibrar renovação e capacidade de investimento. Em muitos casos, é possível substituir um veículo mais antigo por outro mais eficiente sem assumir o mesmo nível de investimento exigido para a aquisição de um caminhão zero-quilômetro”, destaca o executivo do Grupo Servopa. Para as empresas, o cenário reforça a importância de considerar os impactos financeiros e operacionais antes de optar pela troca dos veículos. “A renovação da frota é uma decisão de negócio. Quando a empresa consegue colocar na conta o investimento, o custo financeiro e os ganhos de eficiência que o novo veículo pode proporcionar, ela passa a ter mais elementos para avaliar se é o momento de fazer essa mudança”, finaliza Spezia.

GM Financial capta R$ 750 milhões, com demanda 4,8 vezes superior, e reforça estratégia de crescimento

15ª oferta pública de Letras Financeiras da companhia no Brasil ocorre em um momento de expansão dos negócios, simultâneo a divulgação de um lucro líquido de R$ 277,3 milhões no primeiro semestre de 2026 A GM Financial, subsidiária financeira cativa da General Motors, concluiu uma nova oferta pública de Letras Financeiras no mercado brasileiro, com captação de R$ 750 milhões. A operação registrou demanda de R$ 3,6 bilhões, equivalente a 4,8 vezes o volume ofertado. A captação reforça a estratégia de crescimento da companhia, que encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 277,3 milhões e expansão de suas carteiras de financiamento. Coordenada pelo Itaú BBA, em conjunto com o Bradesco BBI e o Banco ABC Brasil, a oferta foi estruturada em quatro séries, com prazos e condições de remuneração diferenciados: Ao todo, 33 investidores participaram da formação do book, dos quais 15 foram alocados. O bookbuilding da operação foi realizado por meio de leilão holandês. “Essa forte demanda não apenas demonstra a confiança dos investidores na GM Financial, como também reflete um ambiente de mercado com elevada liquidez e busca por ativos que combinam segurança, liquidez e retorno. Ter acesso competitivo ao mercado de capitais é estratégico para sustentar o crescimento da operação e apoiar o financiamento de veículos”, afirma Marcio Frazão, CFO da GM Financial no Brasil. Os recursos serão destinados ao reforço de caixa e à manutenção das operações da companhia, com foco no financiamento de veículos para consumidores finais. As Letras Financeiras são o principal instrumento de captação de longo prazo da GM Financial e permitem alinhar a estrutura de funding às necessidades de financiamento da carteira. A captação ocorre em um momento de maior competição no mercado automotivo brasileiro, marcado pela ampliação da oferta de produtos e pela entrada de novas marcas. Nesse cenário, o financiamento ganha importância na estratégia comercial das montadoras e dos bancos cativos, ao contribuir para a oferta de condições competitivas aos consumidores e para o relacionamento com a rede de concessionárias. “Uma estrutura sólida de funding é fundamental para ampliar nossa capacidade de financiamento e acompanhar a evolução do mercado”, afirma Frazão. Esta foi a 15ª oferta pública de Letras Financeiras da GM Financial, desde sua primeira emissão no Brasil, em agosto de 2017.  Crescimento da operação A GM Financial encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 277,3 milhões, crescimento de 54,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a evolução dos negócios e a expansão das operações da companhia no mercado brasileiro. O Patrimônio Líquido alcançou R$ 2,92 bilhões, alta de 5,04% em 12 meses, enquanto os ativos totais somaram R$ 18,04 bilhões. O Índice de Basileia atingiu 19,43%, mantendo-se em patamar sólido e adequado para acompanhar o crescimento da operação. Na frente comercial, as operações de crédito e arrendamento mercantil totalizaram R$ 14,21 bilhões. A carteira de operações de crédito alcançou R$ 13,68 bilhões, com os financiamentos respondendo pela maior parte do volume, totalizando R$ 13,27 bilhões. Desse montante, R$ 12,46 bilhões correspondem ao Crédito Direto ao Consumidor (CDC), principal modalidade da carteira. A carteira de varejo cresceu 13,64% em 12 meses, para R$ 12,5 bilhões, impulsionada pela demanda por financiamento de veículos. Já a carteira de Floor Plan, linha destinada ao financiamento do estoque de veículos e peças da rede de concessionárias Chevrolet, avançou 35%, para R$ 811,6 milhões. “O desempenho da GM Financial no primeiro semestre de 2026 reforça a solidez da nossa operação e a capacidade de combinar crescimento, rentabilidade e disciplina financeira. A evolução de 54,4% do lucro líquido, acompanhada pelo crescimento das carteiras de varejo e Floor Plan, evidencia a força do nosso negócio e a relevância da nossa atuação junto aos consumidores e à rede de concessionárias Chevrolet”, avalia Marcio Frazão, CFO da GM Financial no Brasil.

WEGA Motors estreia na ExpoMar 2026 e amplia atuação no segmento marítimo

A WEGA Motors participou pela primeira vez da ExpoMar 2026, realizada entre os dias 24 e 26 de junho, no Centreventos de Itajaí (SC), reforçando sua estratégia de expansão para novos mercados e segmentos de aplicação. Considerada uma das principais feiras brasileiras voltadas aos setores de pesca, aquicultura, maricultura e logística marítima, a ExpoMar recebeu mais de 4 mil visitantes e reuniu mais de 60 marcas e empresas expositoras, para apresentar o que há de mais moderno em tecnologia naval, sistemas de monitoramento, soluções de cultivo e processamento de pescado. Durante os três dias de evento, a WEGA Motors apresentou seu portfólio de soluções ao público especializado, fortalecendo o relacionamento com clientes, distribuidores e parceiros comerciais, além de ampliar sua aproximação com empresas ligadas ao setor marítimo. A participação também permitiu à empresa conhecer as demandas específicas desse mercado e identificar novas oportunidades de atuação. Segundo Thuanney Castro, gerente de marketing Wega, a estreia na feira atingiu os objetivos propostos e abriu perspectivas para futuras parcerias. “Nossa primeira participação na ExpoMar foi extremamente positiva. Tivemos a oportunidade de apresentar nossas soluções, fortalecer relacionamentos e estabelecer novos contatos comerciais. A receptividade do público reforça nosso interesse em ampliar a presença da marca nesse segmento e desenvolver novas oportunidades de negócios”, destaca. Com presença consolidada no mercado de reposição automotiva e atuação internacional, a WEGA Motors vem ampliando sua participação em eventos estratégicos para diversificar sua presença em diferentes setores da economia. A participação na ExpoMar 2026 integra esse movimento de expansão e reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades de novos mercados.

Vendas aquecidas e montagem CKD/SKD levam produção de veículos ao maior nível desde antes da pandemia

Emplacamentos batem 2 milhões de unidades nos primeiros dias de setembro, patamar que no ano passado só foi atingido em outubro A produção de 271,2 mil autoveículos em agosto representa o maior volume mensal desde outubro de 2019, ou seja, é o maior desde antes da pandemia. Trata-se de um crescimento de 6,8% sobre julho, que teve dois dias úteis a mais, e de 9,4% sobre agosto de 2025. O acumulado do ano já chega perto de 1,9 milhão de unidades, 8,5% a mais que nos primeiros oito meses do ano passado. “É uma produção que deve ser comemorada, pois reflete o aquecimento do mercado interno, a despeito da queda nas exportações. Contudo, vale ressaltar que dois terços das quase 150 mil unidades produzidas a mais neste ano são compostos por modelos em SKD e CKD, e apenas um terço por modelos com produção plena no país”, destacou o presidente da Anfavea, Igor Calvet. As exportações tiveram o segundo mês seguido de discreta recuperação, com 39,8 mil unidades embarcadas, 2,2% a mais que em julho, mas 31,7% abaixo do mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o recuo é de 22,9%, grande parte em função da queda de 36,6% dos envios à Argentina (35,4%). Uruguai e Chile, que recebem cada vez mais remessas da China, também contribuem com o cenário de retração nas nossas exportações. As importações se mantêm elevadas neste ano, que só é superado em volume pelos primeiros anos da década de 2010, quando nosso mercado bateu recorde de emplacamentos de modelos nacionais e estrangeiros. Porém, naquela época a maioria dos importados vinha da Argentina, nosso principal parceiro comercial. Hoje, a China detém mais da metade dos 406,7 mil autoveículos importados, volume 29,8% superior ao do ano passado. A participação dos chineses mais que dobrou nesse período. Média diária de vendas cresce após dois meses de queda As concessionárias fecharam um grande volume de negócios em agosto, o que levou a uma média diária de emplacamentos de 13,1 mil unidades. Foi a segunda maior média do ano, atrás apenas das 13,7 mil/dia de maio. E representou uma reversão de tendência após quedas em junho e julho. Com dois dias úteis a menos que em julho, o último mês fechou com 275,1 mil emplacamentos, redução de 1,6% sobre o mês anterior, mas 22,1% acima de agosto de 2025. No acumulado de oito meses, a soma é de 1,975 milhão de unidades, elevação de 18,4% sobre o mesmo período do ano passado. O patamar de 2 milhões de emplacamentos já foi batido nos primeiros dias de setembro, um mês antes do que ocorreu em 2025. Os eletrificados tiveram novo recorde de participação, com 24,4% de todos os emplacamentos no país, mais uma vez com destaque para ao elétricos puros, que tiveram 25,9 mil unidades vendidas. No ano já são 372 mil unidades registradas entre elétricos e híbridos, 125,8% a mais que em janeiro/agosto de 2025. Modelos feitos no Brasil representam 39% desse montante, a maior parte feita com peças que vêm do exterior desmontadas (CKD) ou semidesmontadas (SKD). Entre os modelos totalmente produzidos no Brasil, vale destacar a efetividade do Carro Sustentável, responsável por um incremento de 27,2% nas vendas desde sua criação, em julho de 2024. O programa, no entanto, tem validade até o final deste ano. Outro programa que vem se mostrando eficiente é o Move Brasil, no capítulo caminhões. Ele reduziu o gap de queda do segmento de 31,5% em janeiro para 4,9% em agosto. No acumulado de 2026, os emplacamentos atingiram 70,7 mil unidades, enquanto ônibus acumulam 14,5 mil, queda de 7,6%.

Wega Motors apoia capacitação e desenvolvimento de reparadores na 5ª Imersão Tríade do Mecânico em Campinas

Reafirmando seu compromisso com o fortalecimento do mercado de reposição e a valorização dos profissionais da reparação automotiva, a Wega Motors patrocinou a 5ª edição da Imersão Tríade do Mecânico. O evento presencial e gratuito foi realizado na unidade matriz da Escola do Mecânico, em Campinas, reunindo reparadores, gestores de oficinas e parceiros da indústria para uma manhã focada em inovação e networking. “Para a Wega Motors, investir em capacitação contínua é uma ferramenta indispensável para a transformação do setor, aproximando a marca das demandas reais do dia a dia das oficinas mecânicas e contribuindo para o crescimento sustentável desses negócios”, comemora Thuanney Castro, gerente de marketing. Criada com o propósito de gerar valor prático ao reparador, a imersão integra o movimento Tríade do Mecânico, idealizado por Priscila Rodrigues e Rodrigo Rodrigues. A iniciativa tem como principal objetivo contribuir para a prosperidade dos profissionais do setor, entregando conteúdos que unem o desenvolvimento técnico, a gestão de negócios e o aprimoramento das competências humanas. Durante a programação, os participantes tiveram acesso a uma experiência completa que incluiu café de boas-vindas, interação direta com especialistas, distribuição de brindes e sorteio de prêmios. A jornada de conhecimento contou com a apresentação de Rodrigo Rodrigues e um momento de inspiração conduzido por Sandra Nalli. Na sequência, especialistas subiram ao palco para debater temas fundamentais para a evolução do mercado. Fábio Moraes compartilhou estratégias sobre Gestão de Oficinas, enquanto Priscila Rodrigues abordou Liderança e Mentalidade Empresarial. O ciclo de palestras foi complementado por Paola Brandão, que trouxe inovações práticas sobre Marketing e Inteligência Artificial aplicados ao setor automotivo, preparando os gestores para as novas exigências tecnológicas do mercado. Além de fornecer conteúdo educacional de alto nível, o encontro cumpriu seu papel de fortalecer o ecossistema da reparação automotiva, incentivando a troca de experiências e a integração entre a indústria e os profissionais que atuam na ponta do serviço.

YAMAHA TT-R 230 chega à linha 2027

A Yamaha TT-R 230 chegou à Linha 2027 no Brasil. A TT-R 230 2027 traz o histórico da Yamaha no mundo das competições e tem visual inspirado nas motos YZ e WR, lendas do motocross e rally, respectivamente, na cor Azul Sólido (Competition Blue) com novos grafismos, que destacam ainda mais o design e a esportividade da motocicleta. A TT-R 230 é a porta de entrada perfeita para o mundo das trilhas. Com ciclística leve, motor confiável e manutenção simples, oferece uma pilotagem fácil e divertida, tanto para iniciantes como para quem busca lazer e diversão em percursos fora de estrada. Robusta e versátil, a TT-R 230 é a escolha certa para quem deseja descobrir o mundo off-road com tranquilidade, conforto e toda a confiabilidade Yamaha. Equipada com o consagrado motor de 223cc com partida elétrica, refrigeração a ar, SOHC, quatro tempos, com câmbio de seis marchas e longa durabilidade, a TT-R 230 2027 é uma excelente opção para quem está iniciando no mundo off-road. É importante destacar a posição de pilotagem da Yamaha TT-R 230 2027, que privilegia a agilidade e a facilidade de condução, com o banco alongado que se estende pelo tanque para melhor mobilidade do condutor. As pedaleiras aderentes largas, dobráveis e com cravos garantem excelente apoio, mesmo em condições de lama ou chuva. Com farol de fábrica, a TT-R 230 pode ser usada em qualquer situação: seja de dia, à noite ou em locais com pouca iluminação, garantindo mais versatilidade no off-road. Ou seja, perfeita para quem quer começar a praticar off-road com confiança e fazer trilhas com mais tranquilidade. O modelo está equipado com garfo telescópico com curso de 240mm na suspensão dianteira, além de suspensão traseira tipo monocross com link com 221 mm de curso, com 295mm de distância livre do solo. Destaque para as sanfonas protetoras do garfo, que oferecem ótima proteção para os retentores e tubos da suspensão. Essas dimensões pensadas para trilhas, em conjunto com a altura do assento (870mm), tornam a TT-R 230 mais acessível. Na parte da frenagem, a Yamaha TT-R 230 2027 tem um disco com 220mm na roda dianteira e tambor de 130mm na roda traseira. As rodas são de alumínio, com aro 21” na dianteira e 18” atrás. A moto pesa apenas 115 quilos, já com todos os fluídos, e tem capacidade para 8 litros de gasolina no tanque de combustível. A Yamaha TT-R 230 2027 está disponível no Brasil na cor Azul Sólido (Competition Blue) com preço público sugerido de R$ 20.590,00 (além de frete e seguro). 

Com 57 mil emplacamentos em agosto, eletrificados abrem a corrida para o milhão em setembro

Série histórica chega a 950.183 veículos eletrificados em circulação Eletrificados leves alcançam 22% de participação de mercado BEVs têm novo recorde mensal, com 27.166 unidades Com 57 mil emplacamentos registrados em agosto, o mercado brasileiro de eletrificados leves poderá alcançar, já em setembro, a marca histórica de um milhão de veículos em circulação. Segundo a série histórica da ABVE Data, que acompanha essa evolução desde janeiro de 2012, o total da frota eletrificada circulante até agosto de 2026 já chegou a 950.183 unidades, restando 49.817 unidades para o primeiro milhão. Portanto, se o mercado mantiver a tendência de aceleração das vendas dos últimos três meses, num ano já aquecido desde janeiro, o total de um milhão de veículos eletrificados leves será alcançado ainda em setembro. “Nossa expectativa é chegar ao primeiro milhão nas próximas semanas, ainda este mês”, comemorou o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “É um número extraordinário para um mercado que começou vendendo 117 unidades em 2012, alcançou 1.091 em 2016 e deve terminar 2026 com cerca de 450 mil”. “Esses números mostram que a eletromobilidade já chegou ao Brasil, ela já é o principal vetor de crescimento do mercado automotivo”, acrescentou Bastos. “O consumidor já vê o veículo eletrificado como sua principal opção de compra. Agora, temos de olhar para a frente e aproveitar essa nova realidade para desenvolver e recuperar a competitividade da indústria nacional, tanto no setor automotivo quanto no setor de autopeçaACELERAÇÃO DAS VENDAS A aproximação do primeiro milhão ocorre num período de forte crescimento do mercado. De janeiro a agosto de 2026, o Brasil emplacou 328.477 unidades de eletrificados leves, volume 160,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (126.071) e equivalente a 34,6% de toda a série histórica. Pelo segundo mês consecutivo, as vendas de veículos leves eletrificados superaram a marca de 50 mil unidades no Brasil. Em julho foram registradas 56.074 vendas, agosto avançou para 57.386 unidades, alta de 2% na comparação mensal e novo recorde da série histórica da ABVE Data. A sequência indica que o mercado começa a operar em um novo patamar de vendas no país. Estes números contribuem para o aumento da média mensal, que hoje é de 41.060 veículos, que se encontra 260% acima da média do mesmo período em 2025 (15.761). Acrescenta-se que, em apenas oito meses, o segmento já superou em 47% todo o volume de 2025, quando foram comercializadas 223.912 unidades. Marcos da evolução das vendas dos eletrificados: No acumulado do ano, os eletrificados representaram 20,2% do total de veículos leves comercializados no mercado interno (market share). Só em agosto, essa participação atingiu a marca história de 22%. Em outras palavras, de cada 100 veículos leves vendidos no Brasil em agosto, 22 foram eletrificados. Para a ABVE, veículos eletrificados incluem os modelos BEV 100% elétricos, os PHEV híbridos com recarga externa e os HEV a gasolina e HEV Flex (sem recarga externa, mas com tração elétrica). Não incluem os micro-híbridos MHEV sem tração elétrica. Na avaliação da ABVE, o mercado de eletrificados se encontra em uma nova fase no país, conduzido por diversos fatores que, juntos, promovem a evolução do segmento. A instalação das montadoras no país (BYD, GWM, Omoda, Pace/GM, Geely) gera mais segurança ao consumidor, o que reflete no aumento da demanda pelos veículos eletrificados. Do outro lado, a expansão dos eletropostos, com uma infraestrutura pública e semipública de recarga já soma pelo menos 25.429 pontos, ampliando o uso nas cidades e nas rodovias. As políticas públicas também favorecem esse novo momento do setor. O Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), do Governo Federal, estimula pesquisa, desenvolvimento e descarbonização da indústria automotiva, fortalecendo a eletromobilidade no país. O Move Brasil, programa federal, acrescenta uma nova frente à renovação da frota urbana ao oferecer crédito para que taxistas, motoristas de aplicativos e cooperativas adquiram veículos novos. O programa dispõe de até R$ 30 bilhões e prevê o financiamento de automóveis de até R$ 200 mil, com prazo de até 84 meses. Para o mercado de eletrificados, a iniciativa se destina a ampliar o acesso de profissionais que utilizam o veículo de forma intensiva a modelos mais eficientes e menos poluentes. Embora o programa não seja exclusivo para elétricos e híbridos, os critérios de sustentabilidade podem favorecer a presença dessas tecnologias no transporte individual. RESULTADOS DE AGOSTO Em agosto, foram comercializadas 57.386 unidades, com crescimento de 2% sobre julho (56.074) e 184% acima de agosto de 2025 (20.222). A participação dos eletrificados no mercado automotivo brasileiro alcançou 22%, e na comparação com agosto de 2025 (9,4%), houve, em 12 meses, um avanço de 12,4 pontos percentuais. Na comparação anual, as vendas totais de veículos leves cresceram 23%, enquanto os eletrificados avançaram 184%. Evolução da participação dos eletrificados no mercado brasileiro: FONTE: ABVE Data. Mercado total: Fenabrave. *Eletrificados leves = BEV + PHEV + HEV + HEV Flex. Não inclui os modelos MHEV. ELÉTRICOS PLUG-IN Os veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV) concentraram 83,1% das vendas de eletrificados em agosto. Foram 47.701 unidades, somando os modelos 100% elétricos (BEV) e os híbridos plug-in (PHEV). Os BEV lideraram as vendas do segmento e alcançaram novo recorde mensal, com 27.166 emplacamentos e participação de 47,3%. O resultado representa alta de 5,4% sobre julho (25.782) e de 256% em relação a agosto de 2025 (7.624). Os PHEV totalizaram 20.535 unidades e responderam por 35,8% dos eletrificados. O volume ficou praticamente estável em relação a julho (20.500), com alta de 0,2%, e crescimento de 155% na comparação com agosto de 2025 (8.057). HÍBRIDOS Os híbridos (HEV e HEV Flex) totalizaram 9.685 unidades em agosto, o equivalente a 16,9% das vendas de eletrificados. Os HEV registraram 4.445 emplacamentos, com alta de 6,6% sobre julho (4.168) e de 94% em 12 meses (2.296). A tecnologia representou 7,7% do total de eletrificados. Os HEV Flex totalizaram 5.240 unidades e participação de 9,1%. Houve recuo de 6,8% em relação a julho (5.624), mas crescimento de 133% sobre agosto de 2025 (2.245). Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em agosto

Wega Motors reforça time na América Latina

A Wega Motors segue acelerando sua estratégia de expansão internacional e anuncia o fortalecimento de sua operação no México, ampliando a estrutura local e aumentando o número de colaboradores no país. O movimento faz parte do novo ciclo de crescimento da empresa na América Latina, que também inclui a abertura de uma filial no Panamá. Reconhecida como uma das principais referências em filtros e peças de reposição no aftermarket automotivo, a Wega Motors vem investindo na aproximação com mercados estratégicos para ampliar sua capacidade logística, oferecer suporte técnico especializado e garantir ainda mais agilidade no atendimento aos distribuidores e parceiros da região. As novas operações foram planejadas para atender um volume superior a 7 milhões de peças, com foco em eficiência operacional, redução de prazos de entrega e fortalecimento da presença regional da marca. No México, além da ampliação estrutural, a empresa reforçou sua equipe local para atender à crescente demanda do mercado e consolidar o relacionamento com clientes e distribuidores. Segundo Cristian Neto, CEO da empresa, a expansão internacional representa mais um passo importante na consolidação da marca no continente. “Nossa essência sempre foi levar ao mercado produtos de excelência, com inovação e confiança. Agora, queremos que clientes de toda a América Latina experimentem essa mesma entrega de valor com ainda mais proximidade”, afirma. A implementação das novas filiais contou com suporte direto da equipe brasileira da Wega Motors, responsável por treinamentos, padronização de processos e integração operacional, garantindo que as unidades internacionais mantenham os mesmos padrões de qualidade que consolidaram a reputação da empresa no Brasil e na Argentina. Com mais de cinco décadas de atuação no setor automotivo, a Wega reforça que a expansão para novos mercados vai além do crescimento comercial. A estratégia busca criar conexões mais próximas com clientes e parceiros, fortalecendo a confiança e a presença da marca em diferentes regiões da América Latina. “O México e o Panamá são mercados estratégicos para nosso crescimento e consolidam nossa meta de ser referência não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. Este é apenas o começo de um novo ciclo de expansão que trará ainda mais oportunidades para nossos clientes e parceiros”, destaca Cristian Neto. Atualmente, a empresa atende veículos leves, pesados, comerciais, agrícolas e motocicletas, oferecendo um dos maiores portfólios de filtros e componentes da América Latina. O avanço internacional reforça o posicionamento da Wega Motors como uma companhia que alia tradição, inovação e eficiência logística para atender às demandas do aftermarket moderno. No Brasil, a empresa também ampliou sua atuação com a aquisição da Autoimpact, fortalecendo seu portfólio na linha de palhetas automotivas e ampliando sua capacidade logística e de atendimento ao mercado nacional. A operação, centralizada em Itajaí (SC), faz parte da estratégia da companhia de oferecer soluções cada vez mais completas para o aftermarket automotivo.