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Indústrias automotiva e de mobilidade podem ter ganhos de eficiência de até 50% com implementação de IA em processos e fluxos de trabalho 

Estudo revela que mudança estrutural pode gerar reduções de custos de 8% a 12%  O Boston Consulting Group (BCG), visando explorar como a inteligência artificial (IA), incluindo a IA generativa (GenAI), representa uma oportunidade transformadora para a indústria automotiva, desenvolveu um relatório intitulado Capturing Real-World Value in Automotive AI. Baseado em insights de mais de 350 projetos, o estudo destaca que a urgência de alavancar essas tecnologias para criar valor duradouro no setor nunca foi tão grande. Segundo o levantamento, as indústrias automotiva e de mobilidade estão passando por crescentes pressões, como a mudança para veículos elétricos, políticas comerciais em evolução e avanços significativos em outros setores. Assim sendo, para emergir como líderes, as empresas devem aproveitar a IA e a GenAI para capacitar equipes, reimaginar processos e alinhar estrategicamente a implementação tecnológica com seus objetivos. Para liberar todo o potencial dessas soluções, as empresas precisam não apenas integrar as ferramentas aos fluxos de trabalho diários, mas também redesenhar seus processos para incorporar plenamente os novos recursos. Isso inclui definir claramente como os ganhos de eficiência impactarão os resultados financeiros, rastreando-os e fazendo a medição de forma consistente. A pesquisa mostra ainda que a jornada pode ser complexa, mas as empresas automotivas e de mobilidade que adotam três esses princípios podem obter economias de custo substanciais e construir uma vantagem competitiva duradoura. São eles: De acordo com o BCG, empresas que seguiram esses princípios alcançaram reduções de custos de 8% a 12%, com potencial de retorno sobre o investimento de 10 a 15 vezes em menos de três anos. Além disso, companhias que realizam mudanças holísticas em processos e fluxos de trabalho relatam ganhos de eficiência de até 50% — benefícios que permaneceriam inexplorados em uma implementação de IA ou GenAI focada exclusivamente em tecnologia. Embora algoritmos (10% do esforço) e tecnologia (20%) sejam componentes vitais, investir em gerenciamento de mudanças pode dobrar as taxas de adoção. Por isso, as organizações devem dedicar a maior parte dos recursos — 70% — neste quesito. O estudo completo está disponível, em inglês, no site do BCG.

Combustíveis recuam em abril, mas seguem mais caros em 2025

Etanol sobe 5,4% no ano e já acumula alta de 14,3% em 12 meses O mês de abril de 2025 foi marcado por recuos nos preços médios da maioria dos combustíveis comercializados no país. Dos seis combustíveis avaliados, cinco apresentaram retração nos valores em relação a março, com destaque para o diesel comum (-2,0%) e o diesel S-10 (-1,9%). Também registraram queda o etanol (-0,8%), a gasolina aditivada (-0,3%) e a gasolina comum (-0,4%). O Gás Natural Veicular (GNV) foi o único a apresentar alta no período, com acréscimo de 0,5%.  No balanço parcial do ano, contudo, todos os combustíveis monitorados apresentam aumentos nos preços médios. Os dados são do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, desenvolvido em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).  O etanol lidera com alta de 5,4%, seguido por gasolina comum (+2,9%), gasolina aditivada (+2,8%), diesel comum e diesel S-10 (ambos com +2,7%), e o GNV (+1,4%). Em 12 meses, as variações são ainda mais expressivas: etanol hidratado (+14,3%), gasolina comum (+8,9%), gasolina aditivada (+8,8%), diesel S-10 (+6,0%), diesel comum (+5,9%) e GNV (+1,9%).  No período, o preço médio nacional do litro da gasolina comum foi de R$ 6,397, representando uma queda de 0,4% em relação a março. No acumulado do ano, o combustível apresenta alta de 2,9%, enquanto no comparativo dos últimos 12 meses o aumento chega a 8,9%. As regiões com os maiores preços médios foram Norte (R$ 6,834) e Sul (R$ 6,454), enquanto os menores ficaram com o Sudeste (R$ 6,248) e Centro-Oeste (R$ 6,434). Em termos de variação mensal, houve retração em todas as regiões, com destaque para o Nordeste, onde a queda foi de 0,7%.  O etanol, por sua vez, teve preço médio nacional de R$ 4,389, com redução de 0,8% em abril. Mesmo com a queda no mês, o etanol acumula aumento de 5,4% no ano e de 14,3% nos últimos 12 meses — o maior entre os combustíveis analisados. Os maiores preços foram registrados no Norte (R$ 5,282) e no Nordeste (R$ 4,920), e os menores no Sudeste (R$ 4,278) e Centro-Oeste (R$ 4,363). A maior retração mensal foi observada no Centro-Oeste, com queda de 1,4%.  Já o diesel S-10 encerrou abril com preço médio de R$ 6,383, o que representa uma queda de 1,9% no mês. Apesar da redução, o combustível acumula alta de 2,7% no ano e de 6,0% nos últimos 12 meses. Os maiores preços foram verificados no Norte (R$ 6,700) e Centro-Oeste (R$ 6,520), enquanto os menores ficaram no Nordeste (R$ 6,251) e Sul (R$ 6,288). As retrações mensais foram generalizadas, com destaque para o Nordeste (-2,5%) e Sul (-2,2%).  Gasolina x Etanol De acordo com o Indicador de Custo-Benefício Flex, em abril de 2025, o preço médio do etanol correspondeu a 72,2% do valor da gasolina comum no cenário nacional e 72,8% na média das capitais, o que, considerando o rendimento dos combustíveis, favoreceu a escolha pela gasolina em diversas regiões.  Como ambos os percentuais superam o patamar de 70% — considerado o ponto de equilíbrio em termos de rendimento para veículos flex —, a gasolina comum tende a apresentar ligeira vantagem econômica no abastecimento.  Ainda assim, há importantes variações regionais. Estados como Mato Grosso, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná continuam apresentando condições favoráveis ao etanol, mantendo a competitividade desse combustível nesses mercados. Acesse aqui na íntegra a última edição do Monitor de Preço de Combustíveis do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade (abril/2025).

O que falta para a Inspeção Técnica Veicular (ITV) entrar em vigor?

Veículos sem manutenção adequada representam um risco no trânsito e nas estradas. É preciso sensibilizar os políticos e conscientizar a sociedade As estatísticas de acidentes de trânsito no Brasil são alarmantes. O Brasil é um dos países com o maior índice de mortes em acidentes de trânsito, pelo ranking da Organização Mundial da Saúde (OMS), ocupa o 3º lugar. Muitas mortes, bem como acidentes, poderiam ser evitadas se a Inspeção Técnica Veicular (ITV) vigorasse, a exemplo de países como a Alemanha, Inglaterra, Espanha e França, que já implementaram a ITV há décadas. Por aqui, um levantamento do Instituto Scaringella revela que a falta de manutenção preventiva dos veículos está relacionada à ocorrência de 27% dos acidentes e que 80% dos veículos em circulação no Brasil apresentam problemas de manutenção. A fim de evitar que isso continue, um dos pilares da Aliança do Aftermarket Automotivo é a Inspeção Técnica Veicular (ITV), fruto da união das entidades, Andap/Sicap, Anfape, Asdap, Conarem, Sincopeças Brasil, Sindirepa Brasil e Afer. Na avaliação de Antonio Fiola, Presidente do Sindirepa Brasil e do Sindirepa-SP, falta vontade política. “Durante a Inspeção Técnica Veicular (ITV) em São Paulo melhorou muito a qualidade do ar e muitas vidas foram salvas. O tema não é popular entre os políticos, até pela questão do veículo social, se for retirado o veículo velho de circulação, a pessoa vai ficar sem emprego. Mas trata-se de uma questão muito maior, de segurança e de saúde pública”, defendeu. Para Ranieri Leitão, Presidente do Sincopeças Brasil, falta também vontade política, representatividade do setor de reposição automotiva na bancada do Congresso Nacional e a conscientização da sociedade sobre os benefícios. “Defendemos a bandeira da Inspeção Técnica Veicular (ITV) através do Sindipeças Brasil e da Câmara Automotiva Nacional. Mesmo que não seja completa como gostaríamos, que possamos fazer por partes, entendo que isso será um diferencial para as nossas vidas, para o trânsito e para as vidas que são dissipadas”, expôs, defendendo que se for por partes, que contemple inicialmente o undercar, essencial para a segurança do veículo. Preservação de vidas Claudio Torelli, Presidente do SIVESP (Sindicato das Empresas de Inspeção Veicular do Estado de São Paulo), vice-presidente da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) e autor do livro ‘Vidas Preservadas’, sintetizou a Inspeção Técnica Veicular (ITV) como a preservação de vidas. “Ela não acontece mais pela desinformação dos nossos políticos. A Inspeção pode trazer a preservação de vidas, diminuir o custo Brasil com acidentes, a troca e a reparação de veículos; o que leva alguns países a fazerem a Inspeção há anos, pois se não fosse importante, não fariam”. Torelli citou estudos da Espanha que comprovam a eficiência da ITV: 25 milhões de carros inspecionados por ano evitam 15 mil acidentes, 13 mil feridos, 150 mortes diretas e mais de 500 por poluição. “Os números são grandes. A nossa deficiência é a informação para os nossos políticos, que poderão legislar sobre o tema”, acrescentou. ITV e a renovação da frota A renovação da frota é fundamental e só acontecerá com a Inspeção Técnica Veicular (ITV), conforme dito por Claudio Saad, Presidente do Sindipeças. “Ela será a mola mestra. Ninguém vai trocar o seu caminhão se ele não for reprovado. Será o empurrão para quem tem um veículo de 30 anos, trocar por um de 10 anos. Claro que ele vai precisar de ajuda (financiamento). Os caminhões são 5% da frota, mas responsáveis por 50% das emissões da poluição (em São Paulo). Temos que começar por eles”, explicou.