AMMA Talks reforça liderança feminina no aftermarket com encontro focado em prática e troca real

Evento reuniu profissionais do setor para discutir carreira, protagonismo e os desafios de liderar em um dos mercados mais técnicos do país O AMMA Talks reuniu mulheres do aftermarket automotivo em um encontro que foi além do conteúdo tradicional e apostou na troca direta de experiências e vivências do setor. Realizado pela AMMA (Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo), o evento aconteceu no dia 27 de março de 2026, em São Paulo. A proposta foi clara: criar um ambiente onde a liderança feminina pudesse ser discutida a partir da prática — com quem vive o mercado todos os dias. A abertura ficou por conta de Carla Nórcia, que trouxe reflexões sobre o papel da mulher no setor automotivo, destacando a importância da liderança com propósito e da construção de trajetórias que deixem legado dentro de um mercado ainda desafiador. Na sequência, Simone de Azevedo apresentou a “Casa AMMA” como um espaço de conexão e desenvolvimento, reforçando o papel da associação na construção de uma rede que apoia o crescimento profissional das mulheres no setor. Talita Peres abordou a liderança feminina sob a ótica da estratégia e da gestão de pessoas, destacando a necessidade de equilibrar resultados com uma atuação mais consciente e conectada com as equipes. Já Vanessa Martins trouxe o tema da autoliderança, ressaltando que o desenvolvimento individual é parte fundamental para quem assume posições de decisão. O encontro contou ainda com a participação de Sabrina Carbone, ampliando a troca de experiências e fortalecendo o debate sobre o protagonismo feminino no aftermarket. Mais do que um evento pontual, o AMMA Talks se consolida como um espaço de construção contínua, onde conexões são criadas e conversas seguem acontecendo mesmo após o encerramento. A iniciativa teve o apoio de empresas como Dayco, Mobensani e Sampel, que reconhecem a importância de incentivar o desenvolvimento de lideranças e ampliar a diversidade no setor automotivo.
Wega inaugura operação na China e avança em sua estratégia global com nova unidade em Tianjin

A Wega, referência na fabricação de componentes de filtragem automotiva, anuncia a expansão de suas operações na China com a inauguração de uma nova unidade em Tianjin. Localizada na prestigiada Zona de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Tianjin (TEDA), a nova filial marca um passo decisivo na estratégia de crescimento global da companhia em 2026. Instalada no moderno complexo TEDA MSD (Modern Service District), a Wega Automotive Parts (Tianjin) Co., Ltd. focará na comercialização, distribuição e suporte técnico de sua linha completa de filtros (ar, óleo, combustível e cabine) e componentes automotivos. Será um novo hub logístico e comercial em uma das regiões mais industrializadas do país. “A abertura da unidade em Tianjin é um marco para a Wega. Além de reforçar nossa presença no mercado asiático, essa estrutura permite uma sinergia maior com a cadeia de suprimentos global, garantindo que a tecnologia e a qualidade que entregamos no Brasil sigam o mais alto padrão internacional”, afirma Cristian Neto, CEO da Wega. A chegada da Wega foi celebrada pelas autoridades locais como o primeiro grande investimento estrangeiro no distrito em 2026, consolidando a marca brasileira como um player de relevância no cluster automotivo de Tianjin, região que é polo de inovação e desenvolvimento industrial. A novidade reforça o compromisso da empresa com a excelência em filtragem automotiva, segmento no qual a marca é reconhecida há mais de 56 anos por sua qualidade, ampla cobertura de frota e constante inovação tanto para veículos leves quanto pesados.
Carros elétricos avançam e transformam estacionamentos em nova infraestrutura energética nas cidades

Brasil já ultrapassa 300 mil veículos eletrificados e crescimento pressiona adaptação urbana O avanço dos carros elétricos no Brasil revelou uma limitação ainda pouco explorada na mobilidade urbana: a falta de infraestrutura de recarga compatível com o ritmo de crescimento da frota. Dados recentes da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que o país já ultrapassou a marca de 300 mil veículos elétricos em circulação, com crescimento acelerado ano a ano. A frota de veículos eletrificados no Brasil já ultrapassa 600 mil unidades, com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), e indica crescimento de cerca de 60% em 2025, apenas o ano passado, foram mais de 220 mil veículos vendidos, recorde histórico Esse movimento pressiona cidades e operadores a repensarem onde e como esses veículos serão abastecidos no dia a dia. E é nesse ponto que um espaço tradicionalmente subestimado ganha protagonismo: o estacionamento. A parceria entre a Hubees, plataforma de mobilidade que transforma o estacionamento em infraestrutura inteligente da cidade, e a EON, estação de recarga de carros elétricos, busca integrar pontos de recarga elétrica à infraestrutura de estacionamentos já existentes. A proposta é acelerar a expansão da mobilidade elétrica sem depender exclusivamente da criação de novas redes físicas dedicadas. “Quando a recarga é incorporada ao estacionamento, reduz-se a necessidade de deslocamentos específicos apenas para abastecimento, o que pode diminuir a pressão sobre o trânsito urbano e tornar a mobilidade mais eficiente, interferindo positivamente na mobilidade urbana, destaca Roberto Hissa, CEO da Hubees. O movimento também reforça uma tendência maior: a transformação dos estacionamentos em hubs de serviços urbanos. Ao combinar energia, tecnologia e dados, esses espaços deixam de ser passivos e passam a atuar como plataformas ativas dentro da dinâmica da cidade. Além da expansão da infraestrutura pública de recarga, ganha relevância a integração do carregamento aos momentos em que os veículos já permanecem estacionados, como em garagens e estacionamentos. A vaga deixa de ser apenas um espaço de permanência e passa a assumir um papel estratégico no abastecimento energético. A mudança é sustentada por um dado recorrente em estudos do U.S. Department of Energy, que indicam que os carros permanecem estacionados por mais de 90% do tempo. O dado reforça que o desafio da eletromobilidade não está restrito à ampliação de eletropostos em vias públicas. Na prática, isso coloca estacionamentos em shoppings, hospitais, centros corporativos e áreas comerciais como peças-chave na expansão da mobilidade elétrica. Cada área urbana estrategicamente ocupada amplia o alcance do sistema, o desenvolvimento segue uma lógica menos visível, porém eficaz. “O avanço dos carros elétricos não é apenas uma mudança tecnológica, mas estrutural. E a adaptação da infraestrutura urbana será determinante para sustentar esse crescimento”, comenta Roberto Hissa. Deixando o estacionamento de ser apenas um ponto final da jornada e passa a ocupar uma posição central: a de elo entre mobilidade, energia e planejamento urbano.
Produção de motocicletas alcança 561 mil unidades e registra segundo melhor trimestre da história

Setor mantém ritmo acelerado; mês de março também alcança recorde de produção As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) seguem em ritmo acelerado de produção. No primeiro trimestre, foram produzidas 561.448 unidades, o que indica um crescimento de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, o volume registrado representa o segundo melhor desempenho histórico para o primeiro trimestre. O setor atingiu um recorde histórico no mês de março, com 212.716 unidades produzidas. O volume representa um avanço de 34,5% na comparação com março do ano passado e de 29,6% em relação a fevereiro. “O resultado reafirma o bom momento do segmento, com ritmo consistente de produção e alinhados à demanda do mercado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Bento. “Apesar do desempenho positivo, seguimos atentos aos desafios previstos para o ano, especialmente no que se refere ao cenário internacional e a possibilidade de estiagem na região amazônica. Mesmo assim, mantemos uma perspectiva de continuidade do crescimento ao longo do ano”, completa. A Abraciclo projeta fechar o ano com 2.070.000 motocicletas fabricas, crescimento de 4,5% em relação a 2025. Produção por categoria e cilindrada A partir deste mês, a Abraciclo passa a adotar uma nova classificação para o segmento motocicleta, refletindo de forma mais precisa a evolução do mercado. O novo modelo estabelece a segmentação dos produtos em 14 categorias, com a inclusão da Crossover, Classic, Super Sport e Sport Touring, bem como a exclusão da Custom. A revisão da classificação foi desenvolvida em conjunto com as associadas e acompanha as transformações no perfil de consumo, a introdução de novas tecnologias nos produtos e a diversificação do mercado de motocicletas. Dentro da nova classificação, a categoria mais produzida no primeiro trimestre foi a Street (290.340 motocicletas e 51,7% da fabricação total). Na sequência, vieram a Trail (112.031 unidades e 20% da produção) e a Motoneta (73.600 unidades e 13,1%). No ranking do primeiro trimestre, os modelos de baixa cilindrada ficaram em primeiro lugar, com 435.731 unidades produzidas e 77,6% do volume total. Em segundo lugar, ficaram as motocicletas de média cilindrada, com 110.405 unidades (19,7% da fabricação), seguidas pelas de alta cilindrada, que somaram 15.312 unidades (2,7%). As posições foram mantidas no levamento mensal: baixa cilindrada (164.812 motocicletas e 77,5% do volume total produzido, média cilindrada (42.317 unidades e 19,9%) e alta cilindrada (5.587 bicicletas e 2,6%). Varejo O mercado de motocicletas registrou volumes recordes de licenciamentos tanto no acumulado do primeiro trimestre quanto no mês de março. Nos três primeiros meses de 2026, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Em março, foram licenciadas 221.618 motocicletas, o que representa crescimento de 33,5% na comparação com o mesmo mês de 2025 e de 29,2% em relação a fevereiro. Considerando os 22 dias úteis do mês, a média diária de vendas alcançou 10.074 unidades. Para o fechamento de 2026, a Abraciclo projeta o licenciamento de 2.300.000 motocicletas, volume que corresponde a um avanço de 4,6% na comparação com o ano anterior. Exportações Os embarques de motocicletas produzidas no PIM para o mercado externo no primeiro trimestre cresceram 18,6%, totalizando 11.441 unidades. Desse total, 4.606 unidades foram exportadas em março, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 29,1% maior na comparação com janeiro. Em 2026, a expectativa é de exportação de 45.000 motocicletas, crescimento de 4,4% frente a 2025. 50 anos de atividades A Abraciclo comemora, neste mês, 50 anos de atuação dedicados ao fortalecimento da indústria nacional de duas rodas. Desde sua fundação, em 1976, a associação tem pautado suas iniciativas para o desenvolvimento socioeconômico sustentável e para a ampliação da competitividade do setor. Com esse objetivo, a associação estrutura sua atuação em três pilares estratégicos: Política Industrial, Segurança Viária e Desenvolvimento Técnico. Ao longo dessas cinco décadas, a Abraciclo desempenhou papel relevante na consolidação do Brasil como um dos principais polos globais de produção de veículos de duas rodas, sendo o maior fora do eixo asiático. “Ao celebrarmos os 50 anos da Abraciclo, reforçamos o orgulho de fazer parte de uma indústria que se tornou referência global. A indústria brasileira de motocicletas e bicicletas se destaca pela qualidade, pela inovação e pelo alto valor agregado de seus produtos. Essa trajetória é resultado do empenho conjunto de toda a cadeia produtiva e de um parque industrial moderno, eficiente e cada vez mais conectado aos principais mercados internacionais”, destaca Bento.
244 lançamentos: Wega Motors consolida liderança em inovação para o aftermarket automotivo

Ampliação estratégica de portfólio posiciona a marca como a empresa de filtros que mais entregou lançamentos ao aftermarket em um ano Em um setor que exige cobertura ampla, atualização constante e agilidade de resposta ao mercado, a Wega Motors alcança um marco expressivo: 244 novos lançamentos incorporados ao seu portfólio. O resultado consolida a marca como protagonista em inovação e expansão de aplicações no aftermarket automotivo. Mais do que ampliar catálogo, os 244 lançamentos representam inteligência estratégica. Cada novo item foi desenvolvido com base na evolução da frota circulante, garantindo maior cobertura para veículos nacionais e importados, além de atender às demandas de distribuidores, varejistas e oficinas que precisam de disponibilidade imediata e aplicação precisa. Em um mercado no qual falta de cobertura significa perda de venda, ampliar portfólio é ampliar competitividade. A Wega compreende esse cenário e atua com foco em agilidade industrial, análise de demanda e proximidade com a cadeia de reposição. O resultado é um portfólio robusto, atualizado e alinhado às transformações tecnológicas do setor automotivo. “Alcançar 244 lançamentos em um ano e liderar o volume de novidades no segmento de filtros demonstra nossa capacidade produtiva, nosso planejamento estratégico e, principalmente, nosso compromisso com o mercado. Trabalhamos para que o distribuidor tenha giro, o varejo tenha cobertura e a oficina encontre aplicação com confiança”, afirma Cesar Vieira, Diretor de Vendas da Wega Motors. A liderança em lançamentos reforça também o posicionamento técnico da marca. Com mais de cinco décadas de tradição no aftermarket, a Wega construiu o maior portfólio da linha de filtros no mercado e mantém um ritmo consistente de inovação, acompanhando a evolução dos motores, sistemas de injeção e novas demandas ambientais. Em um aftermarket cada vez mais competitivo e tecnológico, lançar mais significa estar presente em mais aplicações, atender mais frotas e fortalecer a presença da marca em diferentes elos da cadeia. Os 244 lançamentos traduzem uma filosofia clara: inovação contínua, cobertura estratégica e compromisso com a performance.
Automechanika Buenos Aires 2026 apresenta sua agenda com mais de 40 atividades paralelas

Evento reunirá fabricantes, distribuidores, oficinas mecânicas e profissionais de todo o mundo. A feira será realizada de 8 a 11 de abril, no La Rural Predio Ferial, em Buenos Aires. Com mais de 700 marcas presentes, será o principal ponto de atualização, networking e geração de negócios da indústria automotriz e de autopeças da região A Automechanika Buenos Aires 2026 se prepara para oferecer uma agenda com mais de 40 atividades que acontecerão paralelamente à exposição. Com uma área expositiva de mais de 33.000 m², quatro pavilhões repletos de novidades e expositores de 30 países, o evento espera receber 27.000 visitantes nacionais e internacionais.Um dos destaques será o Encontro da Indústria Automotriz, organizado pela Associação de Fábricas Argentinas de Componentes (AFAC), onde líderes do setor debaterão sobre o presente e o futuro da indústria em um contexto de transformação tecnológica e novos desafios de mercado. Por sua vez, a Câmara de Comerciantes de Reposições Automotivas (CCRA), a Federação Argentina de Associações de Oficinas de Reparação de Automotores (FAATRA) e o Grupo PROA (Câmara Empresarial de Autopeças) organizarão diversas conferências, palestras e espaços de debate. Além disso, acontecerão as Conferências dos Expositores: palestras especializadas com lançamentos de produtos e demonstrações ao vivo. Para consultar os dias e horários das atividades, acesse o link: Cronograma completo. Simultaneamente, será realizada a Rodada de Negócios Internacionais, promovida pela PromArgentina em conjunto com a Messe Frankfurt Argentina, assim como as Rodadas Comerciais Terminais-Fornecedores, organizadas pela AFAC e pela Associação de Fábricas de Automotores (ADEFA). Outra grande atração será o Projeto EQ, que durante os quatro dias do evento realizará uma oficina ao vivo, onde será montado em tempo real um Ford Mustang Hardtop V8 de 1968. Dessa forma, oferecerá uma experiência imersiva de aprendizado técnico, na qual os profissionais do projeto compartilharão seus conhecimentos e segredos do processo de restauração. Além disso, será possível ver de perto o Hot Rod Ford 1929 (V8 350), a joia montada integralmente na Automechanika Buenos Aires 2024. Também será realizado o Congresso Latam One to One de Groupauto, um encontro regional que retorna à Argentina após sua bem-sucedida edição anterior. Sob o lema “Groupauto: o futuro do aftermarket se constrói em rede”, o congresso reunirá 200 participantes, entre distribuidores da América Latina, fornecedores líderes do aftermarket, oficinas da rede Eurotaller e representantes de e-parts. Serão analisados temas como digitalização, acesso à informação, desenvolvimento de redes de oficinas e a competitividade do setor. Organizada pela Associação de Fábricas Argentinas de Componentes (AFAC) e pela Messe Frankfurt Argentina, a Automechanika Buenos Aires faz parte da rede internacional de feiras B2B mais importante do mundo e se consolida como o evento que define a agenda da indústria automotriz na região.Para ver mais detalhes das atividades do evento, acesse: https://automechanika.ar.messefrankfurt.com/buenosaires/es/eventos.html
Acordo Mercosul–União Europeia: possíveis impactos e pontos de atenção para o Aftermarket automotivo brasileiro

Por: Luiz Sergio Alvarenga Após mais de duas décadas de negociações, o Mercosul e a União Europeia assinaram, em 17 de janeiro de 2026, o Acordo de Parceria Estratégica Mercosul–União Europeia. Trata-se de um dos mais relevantes movimentos de abertura comercial já realizados pelo Brasil, com potencial de gerar impactos significativos sobre a estrutura produtiva nacional — especialmente para a indústria de autopeças e, de forma indireta, para o mercado de reposição automotivo (Aftermarket). O acordo inaugura uma nova fase de inserção internacional do país, ampliando o acesso a mercados, estimulando investimentos e promovendo maior integração às cadeias globais de valor. No entanto, seus efeitos tendem a ser heterogêneos: ao mesmo tempo em que cria oportunidades, também impõe desafios relevantes em termos de competitividade, produtividade e adaptação tecnológica para empresas instaladas no Brasil. Próximos passos e implementação O acordo é composto por dois instrumentos principais: Para sua entrada em vigor, ainda são necessários: Impactos no setor de autopeças e possíveis reflexos no Aftermarket Embora o setor de autopeças seja considerado sensível — com prazos de até 15 anos para a liberalização completa e previsão de mecanismos de salvaguarda — o acordo estabelece a redução progressiva e, em alguns casos, a eliminação das tarifas de importação. Essa mudança tende a alterar, de forma gradual, a dinâmica competitiva do setor. Nesse contexto, alguns pontos merecem atenção: 1. Reconfiguração da cadeia de fornecimentoA redução de tarifas pode incentivar empresas a revisarem suas estratégias de sourcing global. Montadoras com cadeias internacionais já estruturadas poderão ampliar o uso de fornecedores externos, o que pode aumentar a concorrência para fabricantes locais. 2. Relação entre canal original e AftermarketExiste a possibilidade de fortalecimento do canal original (OEM), especialmente se houver maior integração entre fabricantes globais e suas redes autorizadas. No entanto, o impacto efetivo sobre oficinas independentes, distribuidores e seguradoras dependerá de fatores como política comercial das montadoras, acesso a peças e regulação de mercado. 3. Acesso à informação e tecnologiaUm ponto sensível já presente no mercado brasileiro diz respeito ao acesso a informações técnicas e sistemas de conectividade veicular. Caso não haja avanços regulatórios ou acordos que garantam maior equilíbrio, esse fator pode continuar influenciando a competitividade do Aftermarket independente. 4. Investimentos e assimetrias competitivasO acordo pode estimular a entrada de investimentos europeus e acelerar a modernização tecnológica. Por outro lado, empresas globais já consolidadas partem de uma posição competitiva mais avançada, o que pode ampliar a pressão sobre empresas nacionais, especialmente as de menor porte. 5. Ambiente de negócios domésticoOs efeitos do acordo também serão condicionados a fatores internos, como carga tributária, custo de capital, eficiência logística e produtividade. Esses elementos continuarão sendo determinantes para a capacidade de resposta da indústria brasileira. Considerações finais O Acordo Mercosul–União Europeia representa uma mudança estrutural no ambiente competitivo, com reflexos que tendem a se estender por toda a cadeia automotiva, incluindo o Aftermarket. Mais do que uma ameaça imediata, o cenário aponta para um processo gradual de transformação, no qual empresas precisarão se adaptar a um ambiente mais aberto e competitivo. Nesse contexto, ganha relevância a adoção de estratégias voltadas à eficiência operacional, inovação, qualificação técnica e posicionamento de mercado. A atenção a esses fatores será fundamental para que os diferentes elos do Aftermarket automotivo brasileiro consigam não apenas mitigar riscos, mas também identificar oportunidades dentro do novo contexto de integração internacional.
GAC anuncia cooperação com a HPE Automotores para iniciar a produção de veículos no Brasil

A base de produção começará a operar em Catalão (GO) em 2027, com capacidade anual de até 50 mil unidades A montadora pretende se tornar a primeira fabricante chinesa a estabelecer uma linha completa de produção no Brasil para veículos a combustão, híbridos e elétricos A produção local reforça o compromisso de longo prazo da GAC com o Brasil A GAC anunciou nesta quarta-feira (18), a formalização de um acordo de cooperação com a HPE Automotores, montadora de veículos 100% nacional, com fábrica no Brasil desde 1998, instalada na cidade de Catalão (GO), para iniciar a produção local de veículos no Brasil. A iniciativa representa mais um passo na estratégia de expansão internacional da montadora e reforça o compromisso de longo prazo da empresa com o mercado brasileiro. A futura operação industrial será localizada em Catalão, no estado de Goiás, com início previsto para 2027 e capacidade anual de produção de até 50 mil veículos. O projeto faz parte do plano de investimentos da GAC no país e está alinhado à estratégia da companhia de ampliar sua presença na América Latina. A GAC é uma empresa estatal e atualmente é a sexta maior fabricante de automóveis da China, com operações em mais de 100 países e uma trajetória marcada por inovação, qualidade e eficiência industrial. Em 2024, a empresa produziu 1,9 milhão de veículos e registrou 2 milhões de unidades vendidas, incluindo 455 mil veículos de novas energias. Na China, o grupo mantém joint ventures estratégicas com a Toyota e a Honda, ao mesmo tempo em que desenvolve tecnologias próprias voltadas à eletrificação, conectividade e mobilidade inteligente. A GAC alcançou os mais altos padrões globais no desenvolvimento de tecnologia automotiva e lidera a quarta revolução industrial com o uso mais avançado de automação e tomada de decisão autônoma. A empresa também conta com uma ampla rede global de inovação, com mais de 6.000 profissionais de pesquisa e desenvolvimento distribuídos em dez países, além de centros de inovação em Guangzhou, Milão e no Vale do Silício. A GAC esteve entre as pioneiras na China no desenvolvimento de veículos de alta tecnologia, expertise que a companhia agora busca expandir para mercados internacionais como o Brasil. Compromisso de longo prazo com o Brasil Desde seu lançamento oficial no Brasil, a GAC vem estruturando sua operação local com foco no desenvolvimento sustentável da indústria automotiva. Trabalhar no Brasil, para o Brasil: servindo o país e contribuindo para o seu crescimento. A GAC já formou uma equipe local de P&D para adaptar os produtos ao mercado brasileiro e às necessidades dos consumidores. Mesmo antes de iniciar as vendas no país, a empresa inaugurou um Centro de Distribuição de Peças em Cajamar (SP), garantindo agilidade logística na reposição de componentes. A companhia já introduziu cinco modelos no mercado brasileiro, iniciou a expansão de sua rede de concessionárias e estabeleceu parcerias institucionais com o Inmetro, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Além disso, a GAC firmou acordos de cooperação com universidades brasileiras como a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), com o objetivo de avançar no desenvolvimento de tecnologias automotivas. O início da produção local reforça a estratégia da empresa de atuar e contribuir para o fortalecimento da cadeia automotiva no país, além de impulsionar o desenvolvimento tecnológico do setor. A decisão de produzir localmente também está alinhada às políticas industriais brasileiras, incluindo o programa Nova Indústria Brasil e o programa Mover, que incentivam a inovação, a eficiência energética e a modernização da indústria automotiva. Até 2030, a GAC investirá US$ 1,3 bilhão para estabelecer a marca e sua operação no país. O projeto industrial da marca no Brasil concentrará investimentos em infraestrutura de manufatura, capacitação técnica e no desenvolvimento da base de fornecedores locais. A produção combinará componentes importados e nacionais. A partir de 2027, a unidade industrial deverá atingir uma capacidade de produção de até 50 mil veículos, ampliando a presença da marca no país e fortalecendo o Brasil como um dos principais mercados estratégicos da companhia fora da China. “A produção local no Brasil representa um passo importante em nossa estratégia global e reforça nossa confiança no potencial do setor industrial brasileiro. Nossa cooperação com a HPE Automotores combinará a expertise de manufatura local com a tecnologia global da GAC para entregar veículos cada vez mais alinhados à mobilidade verde e às necessidades dos consumidores brasileiros”, afirmou Lu Guojie, vice-presidente da GAC International. Para a HPE Automotores, a parceria marca uma nova fase de desenvolvimento para a indústria automotiva brasileira. “A HPE é uma empresa de capital 100% nacional que produz veículos em solo brasileiro há mais de 25 anos. Não à toa, nos tornamos referência em qualidade, processos fabris e confiabilidade. A parceria com a GAC abre um novo e importante capítulo da nossa história, trazendo ainda mais benefícios para o Brasil, em especial para a região de Catalão, o interior Goiano”, afirmou Mauro Correia, CEO da HPE Automotores. Segundo Alex Zhou, CEO da GAC Brasil, o país desempenha um papel estratégico nos planos globais da companhia. “O Brasil reúne todas as condições para se tornar um dos principais polos de desenvolvimento de mobilidade do mundo. Nosso compromisso é construir uma presença sólida no país, investindo em indústria, inovação e soluções que atendam às necessidades dos consumidores brasileiros. A GAC se torna não apenas uma empresa presente no Brasil, mas uma empresa que cresce junto com o Brasil”, afirmou o executivo. Com o anúncio da produção local, a GAC entra em uma nova fase de sua atuação no país, ampliando sua participação na indústria automotiva brasileira e reforçando sua estratégia de crescimento sustentável no mercado internacional.
Aliança Automotiva Gaúcha reforça integração do setor no RS

A Aliança Automotiva Gaúcha promoveu, no dia 19 de março, uma reunião estratégica para apresentar a Agenda de Eventos 2026 a parceiros e empresas da cadeia automotiva. O encontro foi realizado na FIERGS, em Porto Alegre, e reuniu mais de 70 participantes, entre presencial e on-line. Com a participação de representantes de transportadoras, distribuidores, fabricantes, representantes comerciais, varejo de autopeças, concessionárias e reparadores, o encontro evidenciou a força da integração entre os diferentes elos do setor. O principal destaque da reunião foi o reforço de um entendimento comum: a Aliança Automotiva Gaúcha se sustenta na união de esforços entre as entidades que a compõem e toda a cadeia automotiva. Um movimento que conecta desde a indústria, passando pela distribuição e varejo até o reparador, promovendo alinhamento, desenvolvimento e geração de oportunidades. Durante a apresentação, foi divulgada a Agenda 2026, que prevê a realização de dois Superencontros do Conhecimento Automotivo, dois Pit Stops e a 12ª edição do Encontro da Cadeia Automotiva. A programação também inclui o apoio à Reparasul, uma das principais feiras do setor. A iniciativa reforça o compromisso da Aliança com o fortalecimento do segmento automotivo no Rio Grande do Sul, por meio de ações colaborativas, geração de conhecimento e estímulo ao networking qualificado. A Aliança Automotiva Gaúcha é formada pelas entidades Cars, Asdap, Sincopeças-RS e Sindirepa-RS.
Mercedes-Benz inova com treinamento exclusivo para mulheres vendedoras de caminhão de seus concessionários

O Centro de Treinamento de Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, de Atibaia (SP), acaba de lançar o programa “C Sales – A Voz Delas”, voltado exclusivamente a vendedoras de caminhões dos concessionários. Essa iniciativa inovadora valoriza o protagonismo feminino, criando oportunidades para as profissionais de vendas da Rede e qualificando assim o atendimento ao cliente. Esse treinamento é mais uma ação do Movimento A Voz Delas, que completa sete anos de parceria com empresas e entidades em prol do protagonismo das mulheres e da equidade de gênero no setor de transporte. O programa “C Sales – A Voz Delas” aprofunda conteúdos técnicos, fomenta networking e fortalece o senso de pertencimento e de liderança feminina no segmento de veículos comerciais. Como resultado, os concessionários passam a contar com equipes mais diversas, maior confiança e um atendimento ao cliente com padrão cada vez mais elevado. Essa ação é contínua e irá evoluir a partir do feedback das participantes e dos times envolvidos: Treinamento e Desenvolvimento, Diversidade, Equidade e Inclusão, além da Gerência Comercial, com apoio de Marketing e Operações. Apoio ao desenvolvimento de mulheres no setor de veículos comerciais “Ao apoiar o desenvolvimento das mulheres no setor, nossa Empresa reafirma que talento, competência e potencial não têm gênero e que criar oportunidades iguais transforma não apenas carreiras, mas também culturas, mercados e resultados”, diz Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil. “Que essa iniciativa inspire mais mulheres a ocuparem seus espaços e mais equipes a reconhecerem o valor da pluralidade. Parabenizamos todas as participantes, facilitadoras e áreas envolvidas por esta grande iniciativa que transforma caminhos e potencializa vidas”. “O programa visa fortalecer a representatividade feminina e ampliar oportunidades, promovendo capacitação prática, troca de experiências e desenvolvimento profissional. Essa ação contribui diretamente para a formação de times mais diversos e para um atendimento cada vez mais qualificado”, destaca Ronaldo Ferrareto, gerente do Centro de Treinamento da Mercedes-Benz do Brasil. “Em um mercado historicamente dominado por profissionais homens, este programa se destaca por promover inclusão, qualificação e protagonismo feminino em funções essenciais para o negócio”, afirma Ronaldo Ferrareto. “O treinamento foi criado para proporcionar às vendedoras um ambiente seguro, acolhedor e altamente técnico, no qual elas possam desenvolver competências comerciais, ampliar conhecimentos sobre produtos, trocar experiências e fortalecer a confiança no seu papel dentro da rede de vendas”. “As mulheres querem cada vez mais espaço, capacidade e voz no universo dos caminhões. Este movimento existe para garantir que cada uma delas possa ocupar seu lugar com confiança, preparo e visibilidade. Queremos que esta ação forme novas profissionais, fortaleça quem já está na jornada e ajude a construir um futuro humano e respeitoso para todas”, diz Danielle Petrocelli, instrutora de Pós-Vendas e do C Sales – A Voz Delas. Os benefícios do programa “C Sales – A Voz Delas” vão além, tendo impacto direto na cultura organizacional da Empresa. Ele dá visibilidade às mulheres do setor, inspira novas profissionais, contribui para a redução de barreiras estruturais e fortalece o posicionamento da Mercedes-Benz como uma marca que apoia o crescimento feminino em todas as áreas, inclusive naquelas consideradas mais técnicas. Sete anos do Movimento A Voz Delas A Mercedes-Benz do Brasil está celebrando sete anos do Movimento A Voz Delas, que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da participação das mulheres no transporte. Para celebrar esta data, a Empresa recebeu em sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, um grupo de 80 mulheres, entre elas caminhoneiras, motoristas de ônibus, cristais (esposas dos caminhoneiros), apoiadoras do movimento e representantes das empresas parceiras (CEO, líderes, analistas, etc). O evento contou com uma agenda de palestras, além de uma visita à fábrica nas linhas de produção de caminhões e ônibus, dinâmicas para quebrar o gelo e trazer reflexões sobre autoconhecimento e pertencimento ao lugar que está, por mérito, por ser mulher e ser capaz. Um momento para networking, ouvir a voz delas e sair com ideias de planos de ações para melhorar o cenário do transporte para todas. Atualmente, o movimento conta com cerca de 70 empresas parceiras que apoiam a causa e trabalham para melhorar as condições de trabalho das motoristas nas estradas com seus caminhões, nas ruas das cidades dirigindo os ônibus e das cristais (esposas dos caminhoneiros que os acompanham nas viagens, ou que ficam em casa segurando as pontas). “O Movimento A Voz Delas vem ganhando cada vez mais espaço junto a transportadores, instituições e parceiros, contribuindo com a melhoria das condições de trabalho para mulheres no transporte, além de reforçar o protagonismo e equidade de gênero nessa atividade”, afirma Jefferson Ferrarez. “Por meio de várias iniciativas, incentivamos a voz das mulheres, reforçando o compromisso As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve e traz a solução. Aliás, ouvimos a todos e a todas!”. “Na Mercedes-Benz, acreditamos que a verdadeira força das mulheres é algo que precisa sempre ser reconhecido e celebrado. E além de dar voz a elas, o objetivo do Movimento é realizar ações que realmente tragam melhorias para a vida das mulheres no transporte, seja para caminhoneiras, motoristas de ônibus ou cristais”, diz Jefferson Ferrarez. “Sabemos que a jornada delas, muitas vezes, é marcada por desafios, como condições precárias, falta de segurança nas estradas e preconceitos. Porém, como uma verdadeira comunidade, estamos aqui para ajudar a mudar essa realidade”. Sete anos de ações voltadas para as mulheres no transporte No site do Movimento, aproximadamente 1.700 mulheres estão inscritas na aba “Eu sou A Voz Delas”, área destinada a motoristas de caminhão e ônibus, cristais e apoiadoras do movimento. E mais de 950 interações na aba “Solte sua Voz”, campo destinado a ouvir as necessidades e sugestões das estradas. Nesses sete anos, diversas ações foram implantadas com foco voltado a elas: criação do site com conteúdos exclusivos (https://avozdelas.com.br/), aba no site de empresas que dão oportunidades para mulheres motoristas, melhoria de infraestrutura em um posto de combustível, a exclusiva Música Delas, três temporadas do Papo Delas, quatro edições da promoção