Ação inclui parcerias com instituições de ensino para ampliar programas de formação em todos os estágios da carreira
A Federação Nacional da Inspeção Veicular (FENIVE) está concentrando esforços em uma pauta estratégica: promover a formação de profissionais especializados para atuar no setor de inspeção veicular. A iniciativa vem ao encontro de um cenário nacional marcado pela escassez de mão de obra qualificada em diversos segmentos industriais – um desafio que afeta diretamente a produtividade, a inovação e a segurança em áreas fundamentais da economia.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 50% das indústrias extrativas e de transformação enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores com a formação adequada. No setor de inspeção veicular, essa carência é ainda mais crítica, uma vez que a atividade exige conhecimento técnico específico, domínio de normas regulatórias, familiaridade com tecnologias embarcadas e atualização constante frente às exigências legais e ambientais.
“O setor de inspeção veicular exige capacitação contínua e alinhamento com as regulamentações técnicas e ambientais. Por isso, investir na formação de mão de obra não é apenas uma resposta ao mercado, mas um compromisso com a excelência do serviço prestado à sociedade”, afirma o presidente da FENIVE, Everton Pedroso.
A natureza da atividade impõe exigências à formação de profissionais: compreender, por exemplo, sistemas de freios, emissões de poluentes, condições estruturais dos veículos, componentes de segurança ativa e passiva, além de operar equipamentos de diagnóstico e cumprir protocolos rigorosos de avaliação. Com a modernização da frota nacional e a crescente presença de veículos híbridos e eletrônicos, a complexidade técnica também vem aumentando – o que reforça a urgência de programas de capacitação estruturados.
Pedroso explica que a FENIVE tem buscado promover parcerias com instituições de ensino para ampliar os programas de educação continuada voltados tanto à formação inicial quanto à atualização dos profissionais já atuantes no setor. A instituição também participa ativamente das discussões sobre a modernização regulatória e a qualificação das empresas prestadoras de serviço.
“A profissionalização do setor é essencial para garantir a qualidade da inspeção, mas também para assegurar a segurança no trânsito e a sustentabilidade ambiental. Com mão de obra bem formada, ganham as empresas, os consumidores e todo o sistema de mobilidade urbana”, reforça.
Everton Pedros destaca que diante de um cenário em que a escassez de profissionais técnicos é apontada como um dos maiores entraves para o crescimento industrial, a formação de mão de obra especializada deixa de ser apenas uma necessidade e passa a ser uma prioridade estratégica. “A profissionalização do setor é essencial para garantir a qualidade da inspeção, mas também para assegurar a segurança no trânsito e a sustentabilidade ambiental. Com mão de obra bem formada, ganham as empresas, os consumidores e todo o sistema de mobilidade urbana”, completa.
Pedroso salienta que o artigo 104 do Códito de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a inspeção periódica da frota. O assunto tem esbarrado em algumas questões que impedem a sua implementação. Fatalmente um dos desafios será assegurar a disponibilidade de mão de obra qualificada para o cumprimento do objetivo de fomentar a manutenção da frota, reduzindo sinistros por falhas mecânicas. Cabe não só às autoridades o desenvolvimento de ações para criação de mão de obra de qualidade, mas também às organizações da sociedade civil, que podem incentivar a formação de inspetores.